Na passada sexta-feira tivemos a nossa última conversa desta série dedicada aos finalistas do Programa Relança-te – Escola de Impacto Online, primeira edição. Foram 11 conversas fabulosas, onde celebramos a iniciativa e empreendedorismo de impacto e não poderíamos ter terminado da melhor forma.
Neste LIVE conhecemos a Ana Abreu, uma designer muito jovem e doce, mas já com muito mundo e experiência. Após o curso de design em Évora viajou pelo mundo em que trocava casa por trabalho, tendo tido uma experiência profissional mais consolidada em Roterdão. Essa experiência foi muito intensa e aprendeu diferentes formas de trabalhar e desenvolver soluções de design.
Fazendo este percurso internacional com o namorado, os dois decidiram que era hora de voltar a Portugal mais precisamente ao Alentejo de onde o namorado é natural.
A Ana é de Lisboa e a mudança prendeu-se também com uma enorme vontade de ter mais paz, equilíbrio e contacto com a natureza. Sendo uma trabalhadora intensa com multi projetos sempre em curso, torna-se por vezes difícil desligar e manter . Esta mudança traduziu-se também num projeto de incremento de qualidade de vida para si.
E é desde Montemor-o-Novo que criaram a Humana Studio com um forte enfoque em poder desenvolver soluções de design para clientes em vários países.
A Ana acredita que existe imenso potencial em Portugal e que é possível num território como o Alentejo poder agora atrair talento que pretende um estilo de vida alternativo, muito longe do estilo citadino, industrial e urbano.
Começaram os dois apenas, mas neste momento a equipa já conta com mais dois elementos que se mudaram para o Alentejo. A pandemia não impediu que arregaçassem as mangas e continuassem a construção da equipa tendo o programa Relança-te sido muito importante neste processo de crescimento pessoal e profissional.
A motivação para participar surgiu por desafio do @olhodocao que já entrevistamos anteriormente nesta série e prendeu-se com a necessidade de estruturar um plano de desenvolvimento do negócio e de crescimento da equipa.
Só podemos desejar imenso sucesso à Humana Studio e um crescimento acelerado mas sustentável da sua equipa, projeto e expansão em termos de mercados.
Da nossa parte encerramos esta série com muita emoção, foram conversas intensas onde explorámos o ciclo desde a faísca, à ação, à convulsão, à fruição e à fase lança que todos os empreendedores experimentam. Não importa em que área ou sector desenvolvemos o nosso projeto o processo é partilhado por todos e vivê-lo apoiado numa comunidade faz toda, mas mesmo toda a diferença.
Na passada sexta-feira conhecemos a Inês Costa Lima e toda a sua motivação em repensar o modelo da educação, em particular no Algarve e na floresta.
A Inês é uma viajante, licenciada em Direito, cedo percebeu que não queria ser advogada e decidiu partir numa viagem pelo mundo em busca do seu propósito e o que gostaria de facto empreender. A sua relação com a escola foi desde cedo, confusa, e era algo que sentia que não estava desenhado à sua medida, à medida das crianças e adolescentes.
As experiências profissionais foram diversas, tendo passado pelas áreas da formação profissional entre outras. Iniciou este percurso de uma atividade por conta própria através da gestão de alojamento local, mas sentiu sempre que havia muito para criar ainda e aplicar o seu talento em algo transformador e que resolvesse a sua inquietude social.
Foi numa viagem que compreendeu que era a educação o seu elemento e aquilo a que se propunha era“mudar a escola”. Quando nasceu o seu filho esta vocação tornou-se mais clara e urgente. Na verdade, não existia nenhuma estrutura educativa em que fazia sentido colocar o seu filho e por isso, porque não, arregaçar as mãos e construí-la?!
De forma a aprofundar os seus conhecimentos aprofundou diversos modelos de educação alternativos como: Montessori, Frenet, Waldorf, Regio Emilio. Mas foi claramente o conceito de escola da floresta que a prendeu completamente.
Com um grande e ambicioso sonho que decidiu pegar não mais do que uma ideia, de criar uma forest school no Algarve onde reside que decidiu inscrever-se no programa Relança-te – Escola de Impacto Online.
Na verdade, começar a trabalhar na ideia foi um choque violento com a realidade, mas respirou fundo, descansou quando precisou, decidiu avançar e transformar uma ideia num modelo de negócio social sustentável.
A comunidade sente que foi e é um suporte incrível e que a ajudou a desbloquear “o pedir ajuda” e aprender a pedi-la no momento certo. Na verdade, ser empreendedor é um exercício de humildade e fazer esta viagem acompanhada e apoiada faz toda a diferença.
Com a sua determinação e dando passos pequenos, mas seguros, a Inês tem reunido à sua volta associados para criar a Associação EcoEduca e igualmente parceiros críticos (autarquias) para conseguir construir a sua escola. O percurso faz-se caminhando e com confiança, sem estabelecer comparações com velocidades e outros projetos.
Queremos ver a escola da Inês a tornar-se real e ver esta solução a revolucionar a escola e depois ser escalada para outras escolas e com outros professores/educadores e crianças. Claramente o nosso futuro depende da nossa capacidade de reinventarmos a escola, é aí que se define progresso e sustentabilidade.
Muito sucesso para o projeto @ecoeduca.pt e para a Inês e restante equipa!
Na próxima sexta-feira pelas 12:30 iremos encerrar esta nossa série Relançar de entrevistas LIVE com a Ana Abreu do estúdio de design @studiohumana.
Na sexta-feira passada tivemos uma conversa sobre beleza, cuidados de rosto e corpo com Natasha Brás, com a sua @kayennaskincare.
A Natasha vem da área das ciências farmacêuticas, tendo trabalhado nesse sector durante vários anos. No entanto, em 2018 sentiu uma inquietude de criar uma loja online de produtos de cosmética inteiramente sustentáveis e que garantam resultados fabulosos. Ela mesma testava, encontrava fornecedores e assim criou a primeira versão da loja online da @kayennaskincare. Começou por ter alguma tração nas vendas e clientes mais fiéis, mas sentiu algumas dificuldades na capacidade de aumentar as suas vendas de forma consistente e crescer.
Com a pandemia os resultados tornaram-se mais reduzidos e ponderou sem dúvida abandonar o projeto. Até porque, entretanto, ficara grávida do seu filhote e aproveitou para repensar quase todas as decisões tomadas até ali, particularmente a de se tornar empreendedora.
O Relança-te surgiu como “dar uma última oportunidade”, sentiu que um programa de aceleração poderia ajudá-la a identificar todos os aspetos que precisava melhorar de forma a garantir o crescimento de vendas e a sustentabilidade da atividade.
Na verdade, a aceleração trouxe muito mais do que isso. Em pleno pós-parto, a Natasha teve um equilíbrio difícil, mas procurou ir respondendo aos desafios ao seu ritmo, de acordo com o tempo e energia disponíveis. O processo foi exigente, mas sente-se muito grata por ter feito esta experiência, não só pela aprendizagem, mas também pela comunidade e suporte que encontrou.
Ainda durante a aceleração e mais agora durante a incubação fez imensas modificações na forma como desenvolvia o negócio, particularmente na sua loja online e comunicação nas redes sociais. Denota-se uma evolução imensa nas suas competências, na clareza com que comunica para um target específico e sendo este o seu primeiro LIVE desafiámos a Natasha a fazer lives para a @kayennaskincare.
A Liliana salientou que já experimentou produtos da loja da Natasha e ficou muito impressionada, porque a qualidade dos produtos é muito superior ao que se encontra no grande consumo. Por outro lado, sendo produtos sustentáveis não apresentam todas as desvantagens que surgem particularmente quando estamos muito ancorados em óleos essenciais. Na verdade, a Liliana tornou-se cliente fiel.
Em termos de planos futuros para a @kayennaskincare a Natasha espera fazer claramente crescer o volume de vendas dos produtos, mas igualmente começar a desenvolver a sua própria linha de produtos. Não poderíamos estar mais entusiasmadas por aqui com a sua visão e cá aguardamos os lançamentos.
O fututo certamente será risonho para Natasha que demonstrou que quando queremos mesmo investir e voltar a acreditar no nosso negócio, conseguimos dar a volta, reformular, iterar e seguir em frente.
Muito sucesso para a @kayennaskincare!
Na próxima sexta-feira vamos estar com Inês Costa Lima que nos vem falar sobre aprender na floresta com a @ecoeduca.pt
No nosso último LIVE mergulhámos no Alentejo, nessa região magnífica e em todo o seu potencial criativo com a Joana Cardoso.
A Joana Cardoso é de Portalegre mas fixou-se em Évora, depois de já ter vivido e trabalho em vários lugares, rendeu-se à missão de potenciar o trabalho de criativos no Alentejo. O seu próprio processo de desenvolvimento profissional foi exigente e nem sempre esteve em funções que a preenchiam e satisfaziam. Mas foi sempre perseverante e otimista face ao futuro.
Estando no momento da fundação do projeto @olhodocao juntamente com o seu namorado e outros amigos sentiu que gerar impacto nos negócios no território alentejano através do design e da comunicação, ao mesmo tempo que resolvia o problema da empregabilidade dos profissionais das áreas criativas, era o seu propósito.
Como todos os projetos desta área criativa atravessou vários momentos, uns mais positivos, outros mais negativos e até mesmo a refundação. A pandemia obrigou a Joana e namorado a dedicarem-se a outras atividades pois viram todos os seus projetos a serem cancelados. Uma delas foi a agricultura o que permitiu explorar outras atividades e abrir horizontes do que seria possível trabalhar e desenvolver no projeto e no futuro de ambos.
A participação no Relança-te – Escola de Impacto Online surgiu neste contexto de baixa abrupta de faturação e foi no momento certo para desenhar e repensar todo o modelo de negócio e refundar o projeto de forma mais sustentável.
Foi um processo muito exigente e a aprendizagem foi múltipla, não só pelo processo de facilitação, mas também pela partilha com outros colegas a vivenciarem o programa. Foi uma verdadeira equipa que se criou, dentro e fora do @olhodocao.
O @olhodocao está em plena atividade com projetos de branding, webdesign, fotografia e jogos. Muitos destes projetos têm surgido através de parcerias estabelecidas através da comunidade Relança-te.
Muitos dos clientes são de facto empreendedores locais e a Joana sente que apoiar os projetos e vê-los a crescer e a desenvolverem-se é o que mais a energiza.
Estão sempre recetivos a novas candidaturas e pretendem alargar a sua rede de criativos e profissionais de forma a crescer com eles em termos de volume e diversidade de trabalho.
O @olhodocao pretende também num futuro próximo dinamizar atividades para informar e sensibilizar a comunidade sobre a importância do design e da comunicação na revitalização do tecido empresarial da região.
Acreditamos que a Joana e o seu @olhodocao vão conseguir transformar a região alentejana e empoderar profissionais e negócios locais através das suas soluções de design e comunicação e desejamos os maiores votos de sucesso para ela e para o projeto.
Na próxima sexta-feira vamos estar com a Natasha Braz que nos vai trazer a sua @kayennaskincare.
Não podia ter sido mais solucionadora a nossa conversa LIVE com José Esteves na passada 6ª Feira, dia 28 de Junho. O José é o único finalista do sexo masculino da primeira edição do Relança-te – Escola de Impacto Online e trouxe-nos o seu projeto BECAUSE Portugal uma cooperativa focada em desenhar soluções criativas de impacto social.
O José apresentou-se como alguém inquieto com as questões da desigualdade social e económica. Apaixonado por causas e pela busca incessante de soluções, define-se como alguém que quer resolver problemas. O espírito empreendedor herdou-o certamente dos pais, mas a vida aconteceu com muita criatividade e grande diversidade de experiências profissionais. A sua energia é inesgotável na verdade. Não só a dele, mas a da família também.
Pai de 4 filhos tem uma parceira à altura das suas aventuras e só com ela, a Rute, é que tornou real muitos dos seus projetos, desde a escola secundária.
Começou por partilhar como surgiu o seu projeto @escritanocoracao, de forma muito espontânea e natural, partindo de experiências anteriores de voluntariado emocional que realizou. Ele, a mulher e mais alguns amigos decidiram escrever cartas a cuidadores, enfermeiros, técnicos, auxiliares do Hospital Amadora-Sintra, que cuidam de todos nós e que foram especialmente colocados na linha da frente durante as fases mais críticas das vagas da pandemia.
Neste momento, estão a revisitar o projeto e a identificar novos cuidadores, não necessariamente formais, que poderão receber estas cartas e dar continuidade à iniciativa. A sua capacidade de mobilização é fundamental para levar a cabo as iniciativas sociais que define e por isso decidiu candidatar-se ao Relança-te para conseguir consolidar tudo o que queria fazer numa proposta de valor concreta e sustentável.
Abraçou a aceleração com imenso entusiasmo e claramente nem ele, nem o projeto saíram do processo como entraram. Sente que a aprendizagem foi profunda, partilhada e que o sentido de missão só saiu reforçado.
Um aspeto crucial que evidenciou foi a sensação de ter chegado à “sua comunidade”, porque conheceu pessoas que têm a mesma visão do mundo e estão alinhadas com vontades semelhantes. Ter esta rede é fundamental, porque na verdade “vamos cair várias vezes” e o que sentimos é que podemos continuar a contar uns com os outros.
Tem dado continuidade aos projetos da BECAUSE Portugal e recentemente, também com a Rute, desenvolveu o @rootfoodproject que tem dado passos seguros e concretos na promoção de uma alimentação mais saudável, inclusiva e ao mesmo tempo saborosa. A grande motivação é conseguirem através deste projeto entrar na área de educação e sensibilização alimentar.
Desejamos todo o sucesso aos projetos da Because Portugal e muitos parabéns ao José e à Rute pela sua imensa iniciativa e criatividade social.
Na próxima sexta-feira vamos conhecer o projeto @olhodocao e falar com a Joana Cardoso.
Na nossa última conversa mergulhamos a fundo no tema da comunicação e da apresentação comercial com a Sofia Almeida Bernardo. Através dela, descobrimos o seu mais recente projeto – A melhor entrevista de emprego.
Começámos por rever o percurso profissional da Sofia e de como a questão de trabalhar por conta própria acabou por acontecer em determinado momento, sem grande planeamento e muito articulada com parcerias chave que lhe permitiram fazer a transição de trabalho dependente para independente. Na verdade, a sua visão como empreendedora ainda está a ser trabalhada e interiorizada. Sente muitas vezes que foi o acaso que lhe levou a determinados formatos de trabalho e não tanto uma decisão consciente e dirigida por si.
A comunicação é a sua área mãe, mas tendo já trabalhado em várias áreas e organizações, a Sofia tem de facto uma grande polivalência que vão desde a assessoria de imprensa, à comunicação, formação e competências comerciais.
A pandemia veio fragilizar o trabalho que lhe chegava via parceiros e foi assim que a Sofia começou a pensar que talvez fizesse mesmo sentido avançar com um conceito próprio e tomar as rédeas da comunicação do seu valor, onde pudesse determinar melhor o rumo do desenvolvimento comercial e relações diretas com clientes. No fundo, sair de trás do pano e começar a comunicar claramente um produto ou serviço que tivesse a sua marca, ou então uma marca criada por si.
E neste contexto, em que a Sofia compreendeu que talvez fosse o momento de pôr mãos na massa, surgiu a possibilidade de fazer parte de uma aceleração, o programa Relança-te – Escola de Impacto Online.
A participação no Relança-te trouxe-lhe uma metodologia e uma abordagem no desenho do modelo de negócio que claramente não dominava e permitiu-lhe aprender muito, depressa e com outros.
Uma das maiores vantagens que sentiu foi a exigência que lhe foi colocada e implicou que estivesse a criar e a executar num ritmo muito elevado. Como disse, quando estamos sozinhas a empreender temos que definir a velocidade a que vamos e nem sempre estamos motivadas e energizadas de forma plena.
O projeto está a dar os primeiros passos e a Melhor Entrevista de Emprego quer apoiar a progressão e integração de cada pessoa no mercado de trabalho, através de formação, suportada em conteúdos de comunicação e abordagem comercial.
A missão da Sofia é a de ajudar cada pessoa a comunicar e a mostrar as suas competências com confiança e impacto.
Sente por vezes alguma frustração porque têm existido outras prioridades e não tem conseguido desenvolver tão rápido como gostaria, até porque já sentiu uma retoma considerável das suas restantes atividades. Mas acredita que existe sempre um tempo certo para as coisas e que certamente o mercado lhe vai dar os sinais de quando estiver preparado e recetivo ao seu conceito.
Demos toda a energia à Sofia para avançar com o seu projeto e queremos conhecer o seu impacto na vida de tantos profissionais que estão neste momento a viver uma transição profissional. Estamos expectantes por este florescimento.
Votos de maior sucesso à Sofia Almeida Bernardo e à A Melhor Entrevista de Emprego!
Na próxima sexta-feira pelas 13h30 iremos conhecer José Esteves e a sua Escrita no Coração. Sim, é o único homem que iremos entrevistar neste conjunto de finalistas do programa Relança-te, primeira edição.
Na sexta-feira passada fomos inspiradas pela Catarina Silva e pela sua @veggierebelpt a pensar de forma mais consciente sobre as nossas escolhas alimentares.
A Catarina é uma aventureira, couch surfer, blogger, criativa e com uma enorme vontade de empreender várias ideias. Partilhou connosco que sempre teve este espírito de criar projetos e organizações, mas que na verdade ainda não tinha sentido o suporte necessário ou espaço mental e emocional para se comprometer a fundo em algo até agora e criar um negócio próprio.
Ganhou experiência particularmente na área de promoção de eventos e teve ainda a experiência de fazer um estágio profissional internacional através da INOV Contacto. Emigrou para a Irlanda durante um período e adorou a experiência.
Depois de se tornar vegana após ter visto um documentário sobre o consumo de carne e compreender a urgência de mudar a sua alimentação para bem dos animais e do planeta, nunca mais olhou para trás. Esta mudança foi tão profunda e tão consistente que agora quer ajudar outros neste processo através de um projeto de confeção de bolos e ultracongelados vegan que facilitem a vida de pessoas que querem comer bem e com a menor pegada ambiental possível.
A ideia surgiu inicialmente relacionada com a criação da comunidade, informal e acessível, desconstruindo preconceitos à volta da comida vegana, como pôr em prática esta transição e como incluí-la num estilo de vida citadino e agitado. A Catarina compreendeu que talvez esta comunidade poderia estender-se a uma empresa e a um compromisso mais sério que implicava deixar de viver fora ou viajar tanto como tinha feito até agora.
Neste processo de iniciar as suas confeções a Catarina envolveu-se no Relança-te – Escola de Impacto Online e ao mesmo tempo noutras formações que lhe deram todo o conhecimento necessário para compreender como avançar, testar o(s) produto(s) e iniciar a @veggierebelpt com a visão certa das responsabilidades inerentes a ter uma empresa.
O processo foi muito rico e aprendeu sobretudo a estar ancorada na comunidade e que estar sozinho é de facto um grande handicap para quem está neste percurso. Pedir ajuda, apoio e orientação foi uma grande aprendizagem e um passo que debloqueia ainda hoje muitos obstáculos.
A Catarina sentiu que no fim da aceleração perdeu um pouco o ritmo no desenvolvimento e em certos momentos perdeu o foco, mas agora o grande desafio é “marcar o seu próprio ritmo” e garantir o foco nas atividades core para fazer avançar a sua empresa.
Queremos sim provar os bolos e ultracongelados da @veggierebelpt e por isso desejamos muita agilidade para poder desbloquear os obstáculos críticos para vermos a empresa da Catarina crescer e transformar a alimentação de muitos de nós que não somos veganos e queremos comida acessível e prática de preparar.
Contamos contigo na próxima sexta-feira em que vamos conversar com a Sofia Almeida Bernardo e o seu projeto A Melhor Entrevista de Emprego.
Na passada sexta-feira estivemos com a maravilhosa Lina Lopes que nos apresentou a associação @magnolia.method.assoc
A Lina é uma self-made empreendedora que superou todos os grandes desafios e obstáculos que a vida lhe trouxe. Uma mulher de garra, de força e muita teimosia. Com uma vasta experiência na animação e estimulação infantil e na criação de espaços e ateliers de educação positiva e natural.
A sua paixão pela educação e animação é visível e é sem dúvida este o seu elemento.
Depois de vários anos de experiência decidiu formalizar o seu projeto e surgiu como uma Associação Magnólia Method que lhe permitiu crescer e atrair financiamento para desenvolver os projetos que idealiza. A Associação oferece serviços de apoio à criança e às suas famílias num ambiente inclusivo, positivo e natural, atuando em 3 eixos fundamentais o Kids Coaching, o School Garden e o EcoLiving.
Com a pandemia as atividades desenvolvidas pela Associação sofreram um impacto muito grande o que foi muito violento para a Lina, do ponto de vista financeiro, mas também psicológico. Partilhou que o ajustamento para o formato digital era algo muito complicado e que neste último ano teve que finalmente superar este grande desafio.
É neste contexto de urgente adaptação e profunda resistência que a Lina se inscreve no Relança-te onde sentiu que finalmente conseguiu superar o seu receio das novas tecnologias e de usar este canal para o seu desenvolvimento, mas também para entregar e comunicar o seu valor.
Concorreu ao Relança-te com o projeto Eco City Park em que pretende levar as crianças citadinas a experimentar um espaço para pais e filhos natural, ecológico e que proporciona um conjunto de atividades e experiências tão essenciais neste momento.
Ao longo do programa conseguiu perceber que na verdade a própria Associação Magnolia Method precisava de revisitar o seu modelo de criação de valor social e reformulou as suas 3 áreas fundamentais que já referimos.
O projeto da quinta e de criação deste parque de atividades familiares ecológico no âmbito do Eco Living continua a dar os seus passos e a visão da Lina está cada vez mais próxima de se tornar uma realidade.
A Lina partilhou ainda que a aceleração foi determinante particularmente do ponto de vista do seu próprio desenvolvimento pessoal e a experiência de estar em comunidade e conseguir obter suporte nos momentos mais difíceis e desafiantes.
Olhando em retrospetiva considera que desenvolveu ferramentas de comunicação e apresentação da Associação que estão a dar frutos e que lhe permitem continuar a investir na sua formação enquanto gestora de uma organização social.
O pitch final foi claramente superado e com muito sucesso e por isso a Lina está de Parabéns.
Desejamos muito sucesso para a Associação Magnolia Method e para todos os projetos em que a Lina Lopes se envolva, que certamente vão continuar a ser muitos.
Na próxima sexta-feira iremos conhecer a Catarina Silva e o seu projeto que faz de nós revolucionários o @veggierebelpt
Foi uma conversa estimulante e inspiradora que tivemos, com a Inês Marques, na passada sexta-feira, sobre o seu projeto El Warcha Lisboa.
Sendo o primeiro LIVE da Inês (que nos confidenciou uns segundos antes de começarmos) esteve muito tranquila e partilhou connosco o seu percurso que a trouxe de Londres para lançar este projeto em Lisboa.
Natural de Almada, designer, com uma experiência sólida em Design Social e Comunitário a Inês trabalhava em Londres já há mais de 8 anos. Após ter implementado o El Warcha Londres teve a ideia de trazer este projeto para Lisboa.
Uma faísca que lhe mudaria toda a vida e a colocaria no regresso a “casa”.
Mudança esta que não hesitou em concretizar, ainda que ao mesmo tempo mantenha um pé nas duas cidades, afirma.
O El Warcha é um Atelier Social e Comunitário que promove a inclusão através do fazer colectivo. El Warcha, significa ‘workshop’ em árabe e é um movimento global que inclui uma rede de ateliers comunitários e solidários que estão espalhados em diversas cidades, tais como Londres, Tunis, Nefta e Davis, que fortalecem o sentido de solidariedade e de entreajuda além-fronteiras.
Este é sem dúvida o elemento da Inês, o desenvolvimento de espaços criativos e comunitários. Nestes ateliers ocupacionais e com o recurso a ferramentas criativas o El Warcha Lisboa irá promover a inclusão social ao capacitar os participantes em competências críticas que permitem a criação do autoemprego e o desenvolvimento de atividades renumeradas.
Ao dar os primeiros passos na implementação do projeto em Lisboa inscreveu-se igualmente no programa de aceleração Relança-te – Escola de Impacto Online que diz ter sido fundamental para realizar as fundações da equipa, da forma como estariam organizados e trabalhariam em conjunto e com os parceiros.
Foi um momento crítico de reflexão e desenvolvimento pessoal e profissional e que sente é uma grande mais valia no processo de criação de um empreendedor ou empreendedora. No seu entender o desenvolvimento pessoal é crítico para depois conseguir de facto desenhar o projeto com confiança e de forma apoiada.
Afirmou que os momentos de maior dúvida surgem sempre, mesmo agora que já sente o projeto a fluir com várias iniciativas como o Cine à Roda, Alma Criativa e Cartas às Ruas da nossa vida.
A Inês convidou-nos no fim a participar e apoiar os projetos que o El Warcha Lisboa está a desenvolver nos próximos meses.
O grande desenho da Inês é de facto cumprir o impacto definido para o El Warcha Lisboa e de integrar, social e profissionalmente, as pessoas com quem trabalha de forma próxima e intensa todos os dias.
E nós não poderíamos estar mais desejosas de a ver cumprir este impacto com o El Warcha Lisboa! Muito sucesso Inês!
Contamos contigo para o próximo LIVE em que vamos conhecer a Associação Magnólia Method pelas mãos da Lina Lopes.
Estivemos à conversa com Carolina Vilano na passada sexta-feira no segundo LIVE desta 3ª série Relançar.
Numa conversa descontraída e cheia de sorrisos conhecemos o percurso da Carolina Vilano desde a Microbiologia, às Explicações e finalmente ao projeto Rir Agora que trouxe o Yoga do Riso aos contextos escolares, prisionais e universidades seniores.
A vontade de transformar a experiência educativa do seu filho mais velho trouxe-lhe um propósito, o de trazer uma experiência positiva e focada no desenvolvimento de competências socio emocionais a crianças do primeiro ciclo. Com muita naturalidade começou a criar os passos concretos do projeto em 2016 e desde daí nunca mais parou.
Na verdade, o RIR AGORA começou como um projeto de voluntariado e a partir de um determinado momento os clientes começaram a solicitar o orçamento das atividades e sessões, para muita surpresa da Carolina, que teve que transformar algumas crenças sobre a valorização desta sua entrega.
Houve momentos mais exigentes em que Carolina compreendeu as suas limitações, por exemplo quando o projeto começou a exigir outras competências e capacidades que ainda não tinha desenvolvido, particularmente na área da comunicação, marketing digital e contabilidade.
A pandemia criou de facto uma interrupção nas atividades, particularmente durante o primeiro grande confinamento e teve igualmente um enorme impacto pessoal na Carolina. Aproveitou este tempo de pausa para ponderar e repensar o seu enfoque nas crianças e transferi-lo para a capacitação de pais e educadores em Yoga do Riso.
A inscrição no Relança-te – Escola de Impacto Online surgiu neste contexto de reflexão e de necessidade de repensar o projeto. A Carolina partilhou que foi um programa muito importante, com um forte enfoque no desenvolvimento pessoal e agradou-lhe muito a ideia de todos os participantes partilharem e contribuirem nos projetos uns dos outros.
Aprendeu que é muito importante delegar atividades no âmbito do Projeto Rir Agora para que ele consiga crescer, como a gestão das redes sociais e a construção e melhoria do website. Outra aprendizagem que realizou foi a de que o planeamento de atividades e financeiro do projeto é crucial, para conseguir ver o caminho crítico de forma concreta.
Descobriu igualmente, com esta aceleração, que funciona muito bem sob pressão e perante elevada intensidade e exigências. Um dos grandes desafios do empreendedor é a organização e gestão de prioridades no dia a dia.
O Rir Agora tem agora um posicionamento e missão mais claros. No entanto, a Carolina salientou ainda que empreender é estar permanentemente aberto à aprendizagem e por isso certamente o futuro trará novos desafios e novas provas superadas também.
Desejamos todo o sucesso à Carolina Vilano e ao seu projeto Rir Agora que tem tudo para crescer e aumentar o seu impacto.
Esperamos encontrar-te na próxima 6ª feira para o próximo LIVE em que iremos conhecer o El Warcha Lisboa e uma das suas fundadoras a Inês Marques.
Estamos tão felizes por estarmos de volta! Este intervalo só trouxe mais motivação para agora iniciar a 3.ª série de LIVES com uma alegria gritante.
Esta série é particularmente especial para a Liliana que esteve envolvida como facilitadora e mentora na primeira edição do Relança-te – Escola de Impacto Online, que decorreu entre Novembro e Março, promovida pela Fundação AGEAS e Impact Hub Lisbon.
Após uma licença de maternidade de cinco meses o regresso era mais que desejado pela Liliana e esta série será inteiramente dedicada aos finalistas deste programa.
Vamos conhecer 11 projetos de impacto, em onze entrevistas sempre à sexta-feira pelas 13:30. Bora?
A primeira entrevista foi com a Paula Klose, na passado dia 16 de Abril, uma mulher que já fez mais do que uma transição em termos de carreira e que nos apresentou o projeto @klosetoparents e o seu percurso ao longo desta aceleração.
A formação de base da Paula é em Contabilidade mas foi na área de Pessoas e do seu desenvolvimento que a Paula encontrou o seu elemento.
Com uma carreira sólida como formadora, coach e facilitadora em contexto de empresas, foi no meio da pandemia que a Paula decidiu que era o momento de criar um projeto próprio e assim nasce o https://klosetopeople.com que agrega todas as suas competências de formação, coaching e desenvolvimento pessoal.
No entanto, começou a borbulhar outro projeto, de nicho, dedicado ao coaching parental e em particular a pais com crianças com Diabetes Tipo I. A Paula e o marido têm ambos diabetes tipo I e editaram recentemente um livro fabuloso O Doce Mundo de Rita pela editora Influência.
A Paula contou-nos que a ideia surgiu em pleno primeiro confinamento numa caminhada junto ao rio Tejo, para desempoeirar emoções.
A partir daí, sozinha, deu os passos certos da criação da marca e website e primeiros rascunhos da ideia/conceito. Tinha já feito uma especialização em parentalidade consciente e sentiu que era o momento de aplicar as suas competências no reforço da confiança e serenidade dos pais a quem o filho ou filha é diagnosticado com esta doença crónica.
Até que soube das candidaturas para o Relança-te e decidiu arriscar.
O programa foi muito intenso e denso com um espírito de comunidade e partilha imparáveis e que foram determinantes no crescimento da sua confiança e produção acelerada.
A Paula conseguiu desenhar o seu modelo de negócio e serviço, implementá-lo, testá-lo e encontra-se claramente numa fase de “lança”, de crescimento e alargamento da sua oferta.
Não houve nenhum momento mais doloroso durante a aceleração apenas salientou que é imenso trabalho, mas que vale tanto a pena fazê-lo em conjunto, sempre apoiada e com muito humor.
Desejamos os maiores votos de sucesso para a Paula e certamente nos voltaremos a cruzar!
As inscrições para segunda edição do Relança-te continuam abertas até ao dia 25 de Abril (last call).
Da nossa parte contamos contigo na próxima sexta-feira pelas 13:30 onde vamos conhecer outro projeto de impacto! Este sobre o yoga do riso com a Carolina Vilano!
O universo das startups é entusiasmante e Portugal tem dados passos muito encorajadores neste micro-cosmos de empreendedores notáveis, que querem marcar a diferença e criar os seus próprios negócios. Muitos optam por alavancar os seus primeiros passos numa estrutura de encubação e com mentores experientes, de modo a assegurar um caminho assente em bons métodos de trabalho e com vista ao maior sucesso possível.
No último LIVE do Empreendedora.eu, trouxemos um destes líderes no espaço de startups e com um percurso notável. ANTÓNIO LUCENA DE FARIA é Sócio Fundador e Presidente da Fábrica de Startups, que atua desde 2012, tendo já assente mais de três décadas ao serviço do empreendedorismo. É professor de empreendedorismo na Católica Lisbon School of Business and Economics e membro do Conselho Nacional para o Empreendedorismo e Inovação (CNEI). Foi o responsável pela organização e realização de 2012 a 2015 do programa Energia Portugal.
Licenciado em Economia pela Universidade Católica de Lisboa e MBA pela Carlson School of Management da Universidade de Minnesota, Estados Unidos. Complementou os seus estudos com cursos relacionados com empreendedorismo na Harvard Business School, London Business School e Babson College.
Só podia ser uma conversa muito informada e rica, tendo sido exatamente isso que aconteceu. Foi fascinante ouvi-lo falar dos seus ternos 15 anos, quando descobriu que queria empreender após uma experiência em que desenvolveu um produto, com recurso a uma visão e um especialista. Foi precisamente o contacto com um vidraceiro no Porto, de onde é natural, que lhe forneceu a mão de obra para o modelo de um aquário que queria experimentar vender. Terá sido aí que terá constatado uma importante descoberta: a diferença entre aquilo que as pessoas estavam dispostas a pagar e o preço de custo.
Foi desta forma que nasceu o bichinho do empreendedorismo, trazendo a sensação de liberdade, realização e independência. Esta sensação acompanhou-o até hoje e é ela a essência do trabalho que desenvolve. O António é perentório quando diz “Portugal precisa de mais empreendedores, de profissionais capazes de transformar as suas empresas em sucesso”, mas acrescentando que ainda temos um longo caminho a percorrer.
Quando questionado se o empreendedorismo é uma característica que só alguns têm, o António não tem dúvidas e responde “todos podemos ser empreendedores, há que começar e experimentar”. Um dos pontos de partida que designa, é o conceito de “afordable loss”, ou seja, perceber qual é o limite do qual estamos dispostos a despender, na nossa tentativa de tornar em realidade os projetos que temos em mãos.
A Susana recorda o momento em que se conheceram em 2012, no âmbito do projeto dinamizado pela Fábrica de startups, o Energia de Portugal. Como participante na altura, a Susana recordou o quão relevante já era o método utilizado e que ainda hoje é atual. Referia-se ao “Business Model Canvas”, um modelo desenvolvido pelo suíço Alex Osterwalder que serve para construir um plano de negócios e validar as ideias antes de ir para o mercado.
Em relação ao retrato que faz do empreendedorismo em Portugal, o António começa por referir a necessidade de um modelo em que esta é uma matéria ensinada nas escolas. Diz que o país precisa de recuperar a garra e que as pessoas se sintam confortáveis e inspiradas, de modo a criar valor e desenvolver mais negócios.
O Turismo pode e deve ser uma área de crescimento em Portugal, defende o António, mesmo com a ameaça atual da pandemia. Sejam as nossas infraestruturas, o clima ou até as nossas histórias e todo o legado cultural, que merece ser homenageado e partilhado. A Fábrica promove anualmente o programa Tourism Explorers e este ano viu subir as candidaturas, o que pode ser visto como excelentes notícias e falámos como vale a pena repensar soluções inovadoras para o futuro nesta área.
A Susana referiu o quão importante é conseguirmos trabalhar a marca Portugal além-fronteiras e fazermos este esforço coletivo de nos tornarmos embaixadores do país. O próprio António concorda com esta necessidade de sermos promotores deste nosso país e considera que é através do empreendedorismo que chegamos lá, desde que consigamos abraçar a mudança e o futuro. Há oportunidades quando repensamos a realidade atual e a possibilidade de fazermos trabalho remoto e explorações virtuais, em que com as ferramentas tecnológicas dão o apoio que precisamos.
Para terminar, quando questionado sobre o que podem fazer os empreendedores que querem começar e lançar um novo negócio, o António refere que estes passos: 1) “a perda razoável” (com um bom cálculo de risco e de quanto estamos dispostos a investir seja em termos financeiros, como de reputação); 2) avançar como se fosse uma aventura e abraçar todas as vicissitudes.
A Liliana juntou-se procurando fazer uma síntese de uma conversa tão rica e tão cheia de experiência e know-how sobre o que é empreender de Portugal para o mundo.
Salientou o quanto ressoou nela o facto do António afirmar que “Portugal precisa de mais empreendedores” e de diversos perfis de empreendedores, porque na verdade ser-se empreendedor não se resume a ser empresário.
Partilhando inteiramente a opinião do António de que Portugal evoluiu muito e a cultura empreendedora reforçou-se nos últimos anos, é importante, no entanto, reconhecer que há muito, mas mesmo muito ainda a fazer. A aposta no empreendedorismo não pode sofrer com tendências de valorização ou não valorização dos mass media, porque não é uma moda mas sim uma franca aposta na geração de valor e empregabilidade. Como disse o António são os empreendedores que criam empresas/organizações que depois criam empregos.
Outro aspeto fulcral que surgiu na conversa e que é a mais pura das verdades é que os empreendedores têm que fazer o esforço de “getting out of the building” e testar e iterar as suas ideais o mais precocemente com o mercado. O ultrapassar do medo, a resistência à mudança e confiar que não temos nada a perder e que o falhanço, tal como o sucesso é sempre temporário, é crucial para criarmos lean startups que testam conceitos com “litle bets”, ideia que a Liliana adorou e vai reter.
E no fim, há que continuar sempre, porque se não for por um caminho será por outro!
A Fábrica de Startups tem muitas iniciativas e vale a pena procurar mais informação em fabricadestartups.com, como por exemplo o starting.pt (um programa que funciona num horário pós-laboral) entre outros.
Este LIVE está disponível em https://www.instagram.com/tv/CG-kT4xBRIM/ e vale a pena ouvir na íntegra.
Termina aqui a segunda série dos LIVES do Empreendedora.eu e voltamos daqui a algumas semanas, depois da licença de maternidade da nossa Liliana. Muita força e coragem!
Beijinhos e até breve!
Liliana & Susana
13 Likes, 2 Comments - Empreendedora.Eu (@empreendedora.eu) on Instagram: “Uma conversa otimista sobre o #empreendedorismo com António Lucen
Será que o meu negócio pode ser empacotado numa caixa? A Eva partilhou connosco dicas fabulosas!
No passado dia 23 de Outubro estivemos à conversa com a Eva fundadora da @veganvibebox e a conversa não poderia ter sido mais rica e cheia de dicas preciosas para quem pensa em montar um modelo de negócio de “sair da caixa”.
A Eva começou por partilhar onde se inspirou para criar a @veganvibebox! E na verdade foi numa viagem à Holanda. Apaixonou-se imediatamente pelo conceito mas não quis copiar exatamente por isso com toda a calma fez uma transição bem pensada de uma atividade de 20 anos em gestão de recursos humanos em ambiente corporate para em conjunto com o marido criar a sua empresa.
Primeiro conselho da Eva: inspira-te, mas não copies. Por exemplo no seu caso não seguir o modelo de subscrição mensal obrigatória porque ela própria iria ter dificuldade em aderir a um modelo de negócio tão fechado. Assim, os clientes da @veganvibebox podem encomendar quando desejam ou em planos trimestrais que reduz o valor unitário de cada caixa.
Segundo conselho da Eva: inova sempre e garante o elemento surpresa. Neste caso concreto em cada caixa os produtos são sempre diferentes e o cliente não sabe o que vai receber. Neste contexto em que vivemos criar um ritual surpresa de abrir uma caixa presente que chega à nossa casa é o delírio de todos.
Terceiro conselho da Eva: criar edições especiais e limitadas que fidelizem o cliente, por exemplo caixa do natal, caixa de vegan beauty e caixa para os mais novos.
Em termos de atração de clientes o principal canal é o instagram mas a conversão da venda é ainda realizada no website, a Eva pensa inovar e melhorar este funil de venda no futuro também tornando-o mais ágil e logo a partir do instagram.
A sua dica final e que não podemos deixar de concordar é preciso muita paixão pelo nosso conceito para ele resultar e como podemos observar em todo o LIVE a Eva tem muito amor e muita paixão pela sua @veganvibebox e aí reside 80% do seu sucesso como empreendedora certamente. Os restantes 20% muita capacidade de aprendizagem e flexibilidade.
A Susana juntou-se, entretanto, à conversa, reforçando alguns dos aspetos que ela observou como impactantes. Para começar, o quão positivo tem sido o efeito da pandemia neste negócio, uma vez que as compras online tiveram em geral um aumento significativo. Isto serve para provar que temos que continuar a inovar nos nossos projetos e perceber como é que o estado atual da economia pode ser um ingrediente essencial no nosso modelo de negócio.
Uma das soluções que a Susana realçou foi o de olharmos para a nossa oferta e perceber de que modo é que podemos tornar os nossos serviços em produto, seja qual for área em que trabalhamos. Podem ser produtos digitais ou físicos, mas existem sempre formas de produtizar os nossos negócios e assim aumentar o portfolio.
Outros dos aspetos que a Eva realçou, foi o facto de se aconselhar com nutricionistas para elaborar as suas caixas. E este pareceu-nos também um aspeto importante, porque enquanto empreendedoras não podemos fazer tudo sozinhas e devemos apostar na colaboração, com a inclusão de dicas de experts nas áreas chave do negócio, parece-nos uma estratégia crítica.
O nosso próximo LIVE dedicado ao tema “MOVE ON AND STARTUP” fecha esta segunda série na próxima 6.ª feira dia 30 de outubro pelas 17h30.
Vamos contar com um convidado muito especial (sim, convidado), o António Lucena de Faria da Fábrica de Startups que vem partilhar connosco a sua extensa experiência em acelerar e desenvolver startups em contexto nacional e internacional.
O LIVE do Empreendedora.eu debruçou-se sobre o tema “Diferenciar – mas como?”, com presença de uma empreendedora cheia de garra. A Isabel Faria, CEO da @olivemotion, chegou e convenceu-nos a todas a debruçar-nos sobre a criação de uma marca de raiz e com um posicionamento mais premium.
Tudo começou com a decisão de avançar com um negócio próprio e com um produto muito acarinhado pelos portugueses, mas com a vontade de criar um caminho diferenciador. A Isabel esteve numa multinacional americana, dentro da área da nutrição animal, num período superior a 15 anos e onde obteve conhecimento de todas as áreas de negócio, o que lhe deu ferramentas que se revelaram muito úteis no seu próprio caminho no empreendedorismo.
Trabalhar uma marca de azeite, num conceito mais específico e com um posicionamento premium, olhando aos vários benefícios para a saúde. Partiu de um conceito base, mas que deixou fluir o seu crescimento de forma mais orgânica. Uma certeza esteve presente desde o início, a forte aposta no marketing digital para aumentar a notoriedade e na possibilidade de ter vários canais de distribuição. Foram eles canais horeca mais premium, com lojas gourmet e especializadas em azeite, que acabaram por ser um excelente “laboratório” para perceber qual o feedback que o mercado dava a este produto com esta marca.
Tendo a sua base em Portugal, a aposta foi sempre em ir além-fronteiras e com uma viabilidade internacional. Aquilo que a Isabel verificou, foi como o consumo do azeite está a crescer em vários países e essa foi a oportunidade na qual a OliveEmotion apostou.
A Susana perguntou à Isabel uma questão sobre a qual vale a pena refletir: “O made-in-Portugal vende?”. A sua resposta foi perentória: sim! E principalmente quando as marcas começam a ganhar credibilidade internacional através de prémios, em vários concursos da especialidade. Esse é um caminho que as marcas portuguesas têm de continuar a fazer, para ganharem terreno sólido e posicionarem-se mundialmente.
A Isabel Faria deixa algumas dicas para aquelas empreendedoras que querem pegar em produtos nacionais e levá-los para mercados internacionais, sendo que a primeira é que seja feita a aposta apenas em produtos com muita qualidade. Depois montar estratégias em torno desses produtos, mas sempre numa perspetiva de criar um potencial com aposta num posicionamento mais premium e para construir uma imagem de Portugal mais forte.
“Mas este é um caminho que requer persistência e resiliência”, termina a Isabel a dizer e acrescentando ainda que “os resultados virão, no tempo certo”.
Para conheceres melhor esta marca, a Isabel convida a visitar o site www.oliveemotion.com e os canais no Instagram e Facebook, com indicação dos pontos de venda e formas de compra online da gama.
A Liliana juntou-se à conversa para salientar o quão refrescante é ouvir falar uma empreendedora que demonstra como aplicou a experiência adquirida em várias áreas na área corporativa ao desenvolvimento do seu próprio negócio. Muitas vezes caímos no erro de achar que ao empreendermos temos que começar do zero, mas na verdade a Isabel é prova que todas as aprendizagens adquiridas numa multinacional tornaram-na mais capaz e certeira ao desenvolver o seu conceito e empreendimento.
Por outro, a Liliana salientou que a @oliveemotion é a prova de que é possível através de uma commodity (pelo menos no mercado português porque noutros é claramente um produto premium) desenvolver um conceito e uma experiência emocional junto do cliente. Claro que não é de um dia para o outro e que o processo é lento desde ter o draft inicial da ideia até à sua materialização, sendo refrescante ouvir a partilha sincera e real com que a Isabel descreveu todo o processo e a morosidade com que conseguiu penetrar em determinados mercados por vezes saturados de produtos italianos (que têm décadas de posicionamento premium).
E porque nem tudo é digital aprendemos também com a Isabel que uma estratégia mista, entre a distribuição através de canais físicos e parceiros críticos e a estratégia de venda digital é claramente vencedora e permite alcançar resultados mais rapidamente e de forma consistente e integrada.
Podemos concluir que já sabemos que existe muito valor e produtos de muita qualidade em Portugal (que por vezes até desvalorizamos) mas que o posicionamento e a estratégia é crítica para termos sucesso noutros mercados. Não basta apostar na qualidade de produto mas associar sempre experiências emocionais aos nossos produtos e claramente a marca da Isabel consegue isso.
Uma pista fundamental é que diferenciar leva tempo e é uma combinação de vários fatores críticos que temos que ter em conta e ajustar ao longo do tempo para que a forma como estamos no mercado nos valorize continuamente.
Terminámos a dizer que esta segunda série de LIVES do Empreendedora.eu terá a sua conclusão no final do mês de Outubro, porque a Liliana fez um anúncio que nos deliciou. Ela encontra-se em final de tempo de gravidez e portanto isso significa que iremos fazer uma pausa durante algumas semanas.
Pedimos à comunidade que nos ajudasse a encontrar um tema e nomeações para a próxima semana. Acabámos por escolher o “Sair da Caixa” e a primeira nomeada é a @lookiero, que se dedica a oferecer serviços de personal styling com caixas que se recebem em casa.
A Liliana nomeou a @veganvibebox que aposta na entrega aos seus clientes de uma caixa de snacks vegan, mais saudáveis e selecionados com o coração.
Esperamos que aceitem o nosso convite e que te juntes a nós esta semana para o próximo live.
O tema da semana do mais recente LIVE do Empreendedora.eu foi o “Pensar Gobal” e o mais engraçado foi constatar que devido a uma confusão com o fuso horário, tivemos mais conversa e mais razão para celebrar. Tanto a Susana, como uma das convidadas (a Manuela da @Psicotecnicospro), estão fora do país e assumiram uma hora a menos, o que fez com que tivessem começado mais cedo. Resultado: duas boas conversas, uma a começar às 14 e outra às 15 horas.
Entre a Susana e a Manuela falou-se da experiência de se viver fora de Portugal e de como a Argentina, país onde reside a nossa convidada, acolhe muito bem os expats. Ela é psicóloga, já há vários anos a praticar a sua profissão no país do tango. E aliás, foi mesmo esta dança que a seduziu a procurar empreender nesta área, tendo adotado aquilo que ela designou de calendário global. Numa altura mais sazonal, em que a atividade de Psicóloga tende a estagnar, por volta da altura do Verão, a Manuela faz as malas e voa para a Europa, onde exerce a atividade de professora de tango em vários países.
Uma empreendedora corajosa e determinada a viver a vida nos seus próprios termos e isso significa procurar aquilo que mais a apaixona, mesmo vencendo a “síndrome do impostor”. Essa foi aliás uma pergunta da Susana, tendo afirmado que podemos constatar o quanto muitas de nós mulheres empreendedoras sofre de uma sensação ilusória de inferioridade e de subestima das habilidades próprias. A Manuela confirma que é algo que com o qual se confronta todos os dias, de facto. E deixa uma palavra de conforto a todas nós, que mesmo sentindo esta sensação que somos impostores, não há nada como dar o passo em frente e mesmo com medo, avançar.
Não podíamos concordar mais, Manuela! Segue também a sua página pessoal em @manu_.dfs.
A Susana ainda deixou a sua perspetiva no final, em que Pensar Global também é deixar uma marca de Portugal no mundo, sermos defensores do nosso legado enquanto nação. Este é um tema que alás ela o sente de forma muito próxima, pois vive na Suiça, que não é necessariamente um país que vê a emigração portuguesa como um segmento distinto e diferenciado, com altos níveis de produtividade. Cabe-nos a nós todos continuarmos a trabalhar para que a mão de obra Portuguesa seja reconhecida como de alta qualidade, fora das nossas fronteiras e ao nível daquilo que nós sabemos que somos e estamos.
Sem mais tempo útil e a bateria do telemóvel da Susana que se esgotou, a Liliana “agarra” com energia a próxima entrevista, com uma seguidora assídua nesta nossa comunidade Empreendedora.eu, a Margarida Campos Monteiro. À hora certa, entram as duas em conversa, sobre o mesmo tema e num encontro que se viria a tornar épico e muito energizante.
Numa conversa cheia de cor a Liliana e Margarida Campos Monteiro @margarida_campos_monteiro conversaram sobre a importância de alargar os nossos horizontes e apostar num percurso que nos realize e atualize todo o nosso potencial, numa dimensão de cidadão global. A Margarida partilhou o quanto o facto de ter vivido fora na Suíça foi importante para a sua visão do mundo e de como podemos colocar o nosso valor ao serviço de pessoas que não vivem necessariamente num raio de 50KM.
“Ao derrubarmos barreiras interiores e crenças que nos limitam, compreendemos que no atual paradigma que vivemos, ainda mais acelerado agora, basta uma ligação WIFI e consigo interagir com clientes em qualquer latitude se arriscar e investir em mim e nas minhas competências o suficiente.”, foi uma das suas afirmações.
A Margarida apoia pessoas a fazer o seu crescimento, empoderamento e a desenharem uma vida alinhada com os seus valores e objetivos. Foi uma mudança que aconteceu há cerca de 3 anos e desde aí não parou. Tem clientes em Portugal mas igualmente noutros países, como na Suíça onde ainda mantém uma excelente rede de colaboração e contactos.
Verdadeiramente inspiradora esta empreendedora desafia-nos a pensar global, o nosso projeto ou negócio e levá-lo para fora por via digital.
Está na verdade tudo ao nosso alcance é preciso começar já. O momento é agora.
Depois da conversa, houve ainda tempo para um curto reencontro entre a Susana e a Liliana, que viriam a rever algumas das lições aprendidas nas duas entrevistas.
Quanto ao tema para esta semana, deixámos uns dias o tema em aberto e demos também possibilidade à comunidade de nomear uma empreendedora. Esta foi uma estratégia que talvez possamos voltar a usar, pois será muito interessante termos a nossa comunidade a nomear Empreendedoras que falam português, por este mundo fora.
Optámos por escolher o tema: “Diferenciar, mas como?”. Vai ser interessante perceber como é que conseguimos manter a nossa originalidade e qual a interpretação que as nossas convidadas fazem deste tema.
A Susana nomeou a Amazing Factory @amazing_factory, que se especializa em criar e ativar marcas. Uma escolha que pareceu certeira para o tema em questão.
A Liliana nomeou a Isabel Faria @isabel_faria_oficial fundadora da @oliveemotion que conseguiu inovar no sector do azeite e nós estamos muito curiosas como o fez e qual a sua visão de como nos podemos diferenciar.
Dicas úteis de como criar e desenvolver uma loja online! Com @beweestore ❤️
O LIVE do Empreendedora.eu no passado dia 2 de Outubro teve como tema central as "Lojas Online" e fomos tentar perceber as melhores práticas e lições aprendidas de quem já tem uma loja a funcionar com sucesso.
Estivemos à conversa com a Isabel d’Avó da @Beweestore para conhecer como é que esta marca surgiu logo em 2013 com uma aposta clara no conceito de loja online. A Isabel partilhou as suas experiências profissionais e todas as aprendizagens feitas, bem como dificuldades técnicas sentidas com a solução inicialmente encontrada para o website e loja e a necessidade que sentiram de desenvolverem de raiz a solução atual que já permite uma maior fluidez na experiência de compra online.
Algumas dicas fundamentais que a Isabel partilhou foram: a importância em ouvir e estar próximo dos clientes, demonstrando como as coleções da Beweestore decorrem sempre de desejos e vontades de alguns clientes; o investimento claro em publicidade paga que interpreta como “uma renda” se tivesse um loja física; entrar em contacto sem complexos com as influencers porque a experiência que tiveram foi bastante informal, positiva e espontânea por exemplo com A Pipoca Mais Doce e a Tânia Ribas de Oliveira; apostar na qualidade do produto e na sua diferenciação; e o atendimento continua a ser crítico, esclarecer todas as dúvidas, responder a todas as questões seja por e-mail, telefone ou redes sociais.
A Isabel terminou relembrando que mais do que planear cada passo do nosso negócio é importante estar atendo e ajustar-se a cada momento, porque não só existe uma grande instabilidade no contexto em que vivemos, mas igualmente as ferramentas e os algoritmos das redes sociais estão sempre a pregar-nos rasteiras. Uma postura de constante aprendizagem e de escuta ativa dos nossos clientes considera ser claramente uma estratégia vencedora e resiliente.
A Susana juntou-se então à conversa com a vontade de quem vive este tema com muita curiosidade, uma vez que é seguidora fiel de marcas que se têm posicionado neste espaço. Diz até que é difícil compreender porque é que não estamos a apostar mais neste setor, com todas as ferramentas que neste momento estão à disposição. Muito daquilo que ainda vemos, são empreendedoras apenas com páginas de Facebook ou Instagram, em que o preço é solicitado por DM. E isto faz cada vez menos sentido.
A Susana deu um exemplo de uma conta no Instagram @sosue em que promove uma coleção de têxteis linda e 100% fabricada em Portugal. Com isto, temos que voltar a olhar mais para o nosso tecido empresarial e apostar naquilo que é nosso, porque temos tanto para oferecer.
Vivemos tempos em que as compras online têm um quê de impulsividade e temos que entrar no barco em que o processo de venda é claro, transparente e facilitado. Num ano em que vivemos uma pandemia, existe menor probabilidade das pessoas se deslocarem às lojas e é imperativo criarmos meios para continuar a fazer crescer os nossos negócios.
Fizémos referência também a como os próprios canais nas redes sociais já permitem a integração com uma loja online e isso torna o processo ainda melhor, do ponto de vista da experiência do cliente.
Um website que recomendamos visitar para perceber a legislação aplicável, em Portugal, é o https://www.comerciodigital.pt que é uma fonte muito útil de recursos para quem quer empreender nesta área.
Esta semana a Liliana nomeou a Manuela Silva, uma empreendedora que reside em Buenos Aires (@manu_.dfs) que não só tem a sua própria empresa na área de avaliação psicológica e consultoria RH mas que igualmente é uma empreendedora artística no domínio do Tango Argentino.
A nomeada da Susana foi a Margarida Monteiro @margarida_campos_monteiro, uma seguidora muito participativa dentro da nossa comunidade de mulheres empreendedoras e que promove duas hashtags que tudo têm a ver com o tema proposto para o próximo LIVE, são elas #viveavidaquemereces e #positiveglobalchange. Vai ser muito bom dar-lhe voz ativa e perceber como ela vive o seu mantra e qual o impacto que tem com o seu trabalho.
Assim, o tema do nosso próximo LIVE será Pensar Global e certamente iremos ter uma conversa rica e recheada de pistas de como podemos alargar os nossos horizontes quando empreendemos.
Uma nova semana começa e olhamos para o LIVE do Empreendedora.eu no Instagram, que aconteceu na sexta-feira e com duas convidadas inspiradoras. Se ainda não ouviste/assististe a estes lives, não podes perder. O Empreendedora.eu tens dos mais dinâmicos neste espaço, em que convidamos sempre duas empreendedoras que nos seguem no Instagram e convidamos a falarem dos seus negócios.
A primeira convidada foi a Carla Santos @csantos40, a fundadora do The Sweetheart Musem @thesweetartmuseum e a CEO da agência United Creative @unitedcreative. Uma mulher muito inspiradora e uma seguidora muito participativa da comunidade que temos vindo a criar desde o primeiro episódio do podcast. Foi tão bom saber que também ela se revê nos nossos posts e na filosofia de vida que temos vindo a fomentar.
A Carla gere uma empresa de publicidade e eventos que também se ressentiu com o panorama atual, tal como tantas de nós nos nossos negócios. Foi um ano onde colocou alguns projetos “on-hold” mas, de forma muito proactiva, viveu intensamente as 4 fases que este processo de mudança, assumidas pela Carla. Foram elas: 1) assumir o receio e o facto de estarmos perante o desconhecido 2) reflexão naquilo que esta fase nos possa estar a querer dizer 3) necessidade de adaptação e 4) Reinvenção.
Uma das estratégias que mais assumiu no decorrer destas fases, foi a sua dedicação a oportunidades de formação, que foi achando necessárias, tendo investido em dois pilares essenciais: no seu desenvolvimento pessoal (e espiritual) e também numa esfera mais profissional. A ajudar neste caminho de crescimento contínuo, estiverem sempre presentes os ingredientes que a tornam na pessoa que é. Ou seja, uma eterna curiosidade e uma vontade muito natural de observar e absorver tudo à sua volta.
Numa altura em que os novos projetos podem estar ainda em maturação, a Carla assume que estes são tempos de criação e fomentação de relações e oportunidades, que mais tarde possam vir a dar frutos.
Em 2021, a Carla promete continuar o seu trabalho e participação junto das comunidades com as quais mais se identifica e a vontade em continuar a expandir nacional e internacionalmente o seu Sweetheart Museum.
Quando questionada sobre como lida com o seu receio de falhar, assumiu que as borboletas no estômago estão lá sempre, mas nada como refletir nos insucessos e nunca desistir. Obrigada Carla!
A segunda convidada da semana, também nos deixou de água na boca com um trabalho dedicado a adoçar-nos a curiosidade e o coração: The Apple Factory @theapplefactory_pt. Este projeto nasceu em 2017, na cidade de Aveiro, pelas mãos e a imaginação da Denise. Uma brasileira que adotou Portugal com toda a sua vontade e presenteou-nos com um produto ainda pouco conhecido em Portugal: as maças caramelizadas.
A Denise ao perceber que os portugueses adoram a doçaria, atestada pela rica tradição que já detém, viu uma oportunidade para empreender e criar o seu próprio espaço enquanto profissional neste novo mundo e num novo país. O mais curioso foi que esta mulher pensou para si mesma que não tinha nada a perder, porque ninguém a conhecia e isso foi uma vantagem para até vencer alguma timidez pessoal.
Começou por fazer alguns mercados pequenos, para ir cimentando a sua capacidade de mostrar o produto e ir fazendo as degustações para ir obtendo feedback dos clientes. Hoje acha que esta estratégia foi o início do caminho que foi fazendo na expansão da marca, o que mais tarde foi reforçando com uma presença impactante nas redes sociais. Foi inclusivamente aqui que mais conseguiu juntar as suas paixões: por um lado esta vontade enorme de fazer com que o seu novo negócio tivesses sucesso, por outro, a ajuda da sua formação académica anterior de design e publicidade.
Atualmente consegue mandar as suas maçãs para todo o país e tem expandido também em termos de novos nichos, dentro do seu negócio. Para 2021 a aposta são esses mesmos nichos, ainda de forma mais assertiva, tais como a expansão das vendas nos canais online e a vontade de industrializar um pouco mais o seu processo de fabrico, que ainda é essencialmente artesanal. Boa sorte Denise, estamos a torcer!
A Liliana entrou na conversa para salientar os aspectos que tiveram mais ressonância da participação da Carla e Denise. A reter para 2021, a importância da contínua aprendizagem, de seguirmos sempre a nossa curiosidade e de definirmos prioridades claras de forma a não desperdiçarmos tempo e energia. Recolhemos sempre frutos do nosso desenvolvimento pessoal e auto-conhecimento e no momento que atravessamos, com mais empatia e solidariedade, conseguiremos certamente estar mais preparadas quando pudermos retomar em pleno todos os nossos projetos. No entanto, como referiu a Denise devemos arriscar, dar passos firmes pois não há mesmo nada a perder quando experimentamos e nos disponibilizamos a aprender.
Por fim, a Liliana referiu que nesta LIVE existiu uma sincronia fabulosa e que certamente entre a Carla e a Denise poderão surgir colaborações futuras certamente no âmbito do @thesweetartmuseum!
Na próxima semana, vamos centrar-nos nos temas das lojas online e perceber que ferramentas estão ao nossos dispor para criarmos este canal de venda digital, seja para os produtos ou serviços, dos nossos negócios.
A nomeação da Liliana foi a @fluffy_organic_and_eco - uma empresa e loja online exclusivamente dedicada à sustentabilidade de produtos de higiene feminina e fraldas reutilizáveis. Um dos produtos recentemente lançados por esta marca foram as cuecas menstruais (@flow_underwear) e nós estamos curiosas de conhecer todo este percurso de inovação e comercialização online.
A Susana nomeou para a próxima semana a @beeweestore, que tem conseguido criar uma comunidade de seguidores bastante grande no Instagram, tendo já ultrapassados os 12 mil. Este projeto dedica-se a criar peças de vestuário com impressões feitas através da arte criada pelos mais pequeninos. Quem é mãe sabe que as nossas crianças estão constantemente a desenhar e a criar e vai ser curioso perceber o feedback que esta loja tem tido, dentro do mercado nacional.
A não perder, esta sexta-feira 2 de Outubro. Até breve Empreendedora!