Às vezes me vejo pensando nas palavras do Caio Fernando de Abreu, especialmente quando ele disse: "(…) só não se perca de mim".
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A vida junta, separa, hoje é uma coisa, amanhã pode ser outra, o "eterno" é tão discutível em alguns momentos. Por vezes nos vemos bravos, ofendidos, com o ego ferido, sem entender nada, vulneráveis, carentes, fazendo e falando coisas que não fazem sentido nem pra gente. Acontece.
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A vida faz questão de bagunçar o que é incerto também. Vai trazendo novos elementos, atores, personagens, cenários e emoções. Ela está sempre em movimento, mesmo que às vezes os dias custem tanto a passar.
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E no meio disso tudo, desse pequeno-grande caos, acredito muito na transmutação de sentimentos, ainda mais quando existe bastante carinho envolvido. Nem tudo acaba em ódio, desesperança ou desamor…não! Não precisa ser assim.
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Claro que pode levar um tempo, as feridas cicatrizam em tempos distintos, mas os sentimentos de outrora podem se transformar em outros igualmente significativos. Um grande amor pode se tornar um super amigo. O que um dia foi luto, a mais linda lembrança. A perda em gratidão pela oportunidade da vivência e do sentir (raros em tempos tão áridos).
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O que foi e é bonito, permanece. Fica marcado no coração. O carinho continua, ainda que de uma forma diferente.
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Que mude o que tiver que mudar, que a vida siga seu fluxo, mesmo que por caminhos tão sinuosos, mas apenas se lembre: "só não se perca de mim".
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"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim."
(C.F.A)