meet ( evil queen ) eris böse grimhildr:
ela queria vingança. agora, estamos todos aqui. evil queen. snow white. reino de red rose. floresta encantada. 34. vice-prefeita e proprietária da fairest of ‘em all.
⊰ biografia | hcs + stats | pinterest
No title available

blake kathryn
d e v o n
Peter Solarz
Cosimo Galluzzi
Sade Olutola
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

Kaledo Art

PR's Tumblrdome
Show & Tell
NASA

⁂
wallacepolsom

❣ Chile in a Photography ❣

★
Jules of Nature
occasionally subtle
trying on a metaphor
EXPECTATIONS
Noah Kahan
seen from United Kingdom

seen from Singapore
seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from Malaysia
seen from Italy

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United Kingdom
seen from United Kingdom
seen from United States
seen from Italy

seen from Malaysia

seen from India

seen from United States

seen from United States
seen from Brazil

seen from Malaysia
seen from Canada
@evilquecn
meet ( evil queen ) eris böse grimhildr:
ela queria vingança. agora, estamos todos aqui. evil queen. snow white. reino de red rose. floresta encantada. 34. vice-prefeita e proprietária da fairest of ‘em all.
⊰ biografia | hcs + stats | pinterest
o plano, seu precioso plano estava em curso há algum tempo. com precisão, havia traçado cada um dos minuciosos detalhes desde o momento em que a repugnante salvadora provocou o estrondo e deu início às inúmeras ocorrências que vinham tolhendo qualquer resquício de eupatia com aquela cidade e artifícios de rumpelstiltskin. a magia absorvida pelo circo fora inábil, mas do acordo com as divindades de facilier, o poder correndo por cada terminação nervosa era o começo e intermédio da sua moção. o elixir como nácar reluzira em sua palma ao ser finalizado, e ali, em meio a cacofonia de ridicularidades e sorrisos que a envelheciam, a poção havia encontrado seu destino final nos lábios de @daddyausente . ah, zarah já provava seu valor inestimável, um valor que pressentia ser efêmero com renard em suas capacidades plenas, mas um que possuía o intento de usufruir enquanto o hougan não puxasse a coleira de prata que os interligava. a magia sentimental era um tanto subjetiva, mas a rainha julgava que muito não fosse necessário para um ser patético como o príncipe sucumbir aos efeitos da obsessão induzida, mas deixar ao encargo do acaso não era uma possibilidade. cruzar caminhos com o homem não tomaria muito de sua inteligência, de modo que o encontro fabricado mal havia sido tramado quando ocorreu. ❛❛ ah, xerife hale! tem de perdoar-me pela gafe. estava um pouco desatenta com a… atmosfera da cerimônia e simplesmente não o vi! wretched, wretched me! ❜❜ varrendo as orbes pela oxford nívea, agora, adornada pela mancha de pinot noir, em falsa apreciação, arqueou os lábios em um sorriso magnético e ardil para ele, o perscrutando por entre os longos cílios.
a delgada palma em alabastro contrastava em elegância com o traje sugestivo de renard: com a coroa em seus fios azeviche e a composição quase clériga do homem, a visão que provocavam era uma saudação a pierre. por mais que apreciasse o semblante do mais alto, e os lábios estivessem petrificados em um arranjo deslumbrante, as orbes heterogêneas denotavam palavras viperinas e pensamentos ímpios direcionadas ao sacerdote. os votos de devoção haviam soado fatais e assim que proferidos, a rainha assimilou a farsa do dark one, e as possíveis ramificações daquele ardil artifício. fora segundos depois que percebera a ausência de reação qualquer por parte do seu acompanhante, e ainda que o heliér prezasse por sua impassividade, a feiticeira o conhecia. césare laveau sabia da armadilha de rumpelstiltskin. e ali, onde os lustres pareciam observá-los e as paredes sussurravam, a mulher conteve-se. conteve-se até o momento em que @shdowmcn a retirara para uma dança. com as curvas coladas às dele e a mão masculina aquecendo sua coluna, os dígitos docilmente repousados sobre o tecido violeta eram uma farsa, e a rainha imaginava as unhas afiladas rompendo a pele aveludada e em ébano enquanto permitia-se ser guiada por ele. os passos traçados com perfeição e graciosidade retiravam o foco da fala enganosamente suave. ❛❛ você anda trabalhando mais so que o próprio diabo, não é mesmo, faci? até mesmo ajudou o próprio a encontrar a esposa. ❜❜ solevando uma das sobrancelhas, semicerrou os olhos, para quem visse poderia assemelhar a um olhar sedutor, quando o analisava em sua altivez.
this is a starter for @evilquecn
Reconheceu os cabelos escuros facilmente, mas foi quando o rosto pálido se virou que Perséfone teve certeza de quem estava ali. Alexandra, não Perséfone. Alexandra? O quê? Piscou os olhos algumas vezes, Amaranth. Não teve dúvidas, ela era a única pessoa que poderia confiar naquele momento. Minutos atrás estava nos braços de Luc- Hades. Estava nos braços de Hades, seu esposo, mas ele não parecisa saber o que estava acontecendo. E se soubesse, fingia muito bem, lidava como se não acontecesse. Mas as memórias… As memórias que vinham dessa nova vida começavam a confundi-la. Não sabia se nem mesmo em seu marido poderia confiar. Mas a feiticeira era um elo que tinha há séculos, sabia que não seria quebrado. O preço era alto demais para ambas se sua conexão fosse desmembrada, era a única em quem poderia confiar. Se aproximou da rainha, e tocou seu braço, sem dizer nada, mas pressionando um pouco. Os olhos muito mais profundos do que Alexandra jamais havia demonstrado.
ah, o toque das maçãs enfeitiçadas, adorável, bem como todos os símbolos que os tornavam vilões em versões animadas e infantilizadas de suas histórias, mas se uma externalização do asco que efervescia em suas veias e evocava a luminescência em suas íris ao ser contido, era o aguardado, os lábios repuxados em uma máscara de desprezo glacial eram o obtido. a feiticeira observava tamanho circo digno de escárnio com olhos inflamados pela fúria à medida que a maldita noite se rastejava, como aqueles que estavam sob a influência e senso de humor execráveis de rumpelstiltskin, quando pressentira a figura altiva de alexandra em aproximação. a visão da deusa adormecida não seria insólita, não fosse pelo conhecimento das deixas e trejeitos da outra rainha e pelo laço que se retesava em seu imo com o toque caloroso e… familiar. ah, perséfone. as orbes castanhas eclipsadas pelo vórtice de tons áureos encaravam o olhar indigo e visceral da regente do submundo e não apenas da herdeira de bourbon. o sorriso torpe se transformou em um de quase deferência ao pender o penteado aludindo à coroa que outrora fora sua, em direção à outra. ❛❛ alexandra, sempre um prazer encontrá-la. ❜❜ assentindo, o tom soava tão composto como as palavras eram. de uma maneira discreta, guiou a mulher com uma troca banal de cordialidades até alcançarem a reclusão necessária para as indagações que certamente se seguiriam. ❛❛ theá mou, bem vinda. certamente tomou seu tempo. ❜❜ provocou levianamente, antes de verter-se para a que há muito lhe cedera o que mais amava, poder. ❛❛ antes de tudo, onde está meu coração, kórē? ❜❜ a urgência em seu tom era uma que apenas a deusa primaveril testemunhara, e eris havia certificado-se de permanecer a única, bem como a confiança depositada.
◜wilbert fitzgerald .
wilbert odiou estar na mesa sozinho com a mãe de seu par. não que tivesse algo a explicar; o relacionamento dos dois era puramente platônico, mas ainda sentia calafrios por conta da mais velha. quando escutou sua questão, quase afogou, a encarando um tanto nervoso. “d-desculpe? não sei se entendi o que quis dizer…”
❛❛ o vinho, wilbert! o vinho que acabou de derramar em metade do meu vestido. ❜❜ repugnava aquela criatura submissa, mas praguejava ainda mais sadie por misturar-se com aquele tipo. era capaz de tocar o nervosismo entrelaçado ao tom titubeante, e a ojeriza apenas aumentava com cada lento caminhar dos segundos. ❛❛ perdeu todos os seus neurônios fantasiando, ou é apenas sem senso o suficiente para não perceber que conseguiu derrubar metade de uma taça de tinto sobre mim?! ❜❜
Sozinha, Violet fora verificar qual era a mesa reservada a ela e os Fitzgerald e não tivera dificuldades em encontrá-la, uma vez que era uma das primeiras. Para a sua surpresa, no entanto, descobrira que foram colocados junto de Renard, Eris e família. Algo positivo na visão da jornalista, pois estava ali exatamente para investigar e tão próxima dos dois principais suspeitos, seria difícil perder detalhes. “Once again, fate throws us together.” Sorriu provocativa para @evilquecn, sentando-se na cadeira em frente a ela, tendo apenas a mesa como obstáculo entre as duas. “Não é mesmo maravilhoso, dear?”
◜ah, rumpelstiltskin não perdera a oportunidade de provocá-la. oh, não. e por mais que ensejasse, não poderia dizer que a jogada fora uma surpresa. o homem estava se tornando gradativamente enfadonho com os passos cada vez mais previsíveis e pouco inventivos, a começar por aquela farsa de cerimônia e a posição que lhe fora designada. não bastasse a presença dos queridos darlings, um integrante da ninhada maldita ainda havia arrastado consigo a criatura rábica que era violet mancini, mas a rainha a supunha que até mesmo a raivosa fada veloz era preferível a despender sua máscara ardil com snow white, e seu príncipe prestes a cair, pelo decorrer da noite. a feiticeira havia jurado jamais dignar falas desprezíveis com um revirar das orbes, mas com a tentativa de desplante da jornalista, esforçou-se para que a ação indigna não fosse um reflexo. projetando um sorriso com o mesmo teor do que lhe fora oferecido, aquiesceu. ❛❛ ah, dear, garanto que não seria capaz de imaginar todos os adjetivos positivos que passam em minha mente ao referir-me a esse encontro. ❜❜ condescendência e altivez já eram intrínsecos à sua fala e violet tinha a capacidade mútua de enfurecê-la e torná-la ainda mais vil em sem âmago. uma combinação perigosa, mas uma que há muito aprendera controlar com exímio. ❛❛ diga-me, querida, qual dos darling fitzgerald a acompanha essa noite? suponho que não seja… wilbert, ou teremos um leve conflito ao jantar, e seria uma pena ver minha filha em angústia, não é mesmo? ❜❜
◜o acordo com calen embora firmado em dias anteriores, sustentava-se com a força de meras palavras. ah, a rainha sabia do poder das palavras em seu mundo, não naquela imitação fajuta e sem fonte de magia que era storybrooke, mas as juras entre o dark one e a rainha das fadas haviam lhe soado específicas em demasia para alguém como rumpelstiltskin. o sentimento de desconfiança era um tão familiar como o deslumbrante reflexo em uma superfície espelhada, e ali era acompanhado por um estrangeiro, inquietação. algo definitivamente não estava certo, e com a natureza precisa de seu instinto, jamais falho, temia por suas suspeitas. a poção de amor, ou obsessão, como preferia referir-se ao líquido como nácar, queimava sua impressão na palma da feiticeira, que há semanas a carregava, apenas ansiando o ensejo para manipulá-la com maestria, e ali a oportunidade provava-se ideal. analisando com minuciosidade a extensão do salão decorado pelos olhos simplórios da querida irmã de pierre, se cruella estivesse acordada no jovem corpo, amargaria-se com o resultado final, eris pairou o olhar sob o de zarah, a detetive tão próxima à sua imagem como outrora fora que evocava lembranças em amaranth. fabricando um encontro que não fosse tão óbvio às orbes de abutre dos seus aliados, aproximou-se da loba. necessitava de seu auxílio, e ali seria um meio de testar a força da lealdade da outra, não que muito esperasse, ao final sempre possuiria uma infinidade de planos para encobrir a falha dos anteriores. era um risco que certamente corria ao revelar parte dos intentos à mulher com a possibilidade de cair em mãos… erradas, mas acabar com zarah seria como estalar os dedos e não hesitaria em o fazer. com palavras sucintas e altivas, frisou o que necessitava que fizesse, e ao final esperou uma resposta, que não chegou. elevando as íris parcialmente douradas para as de @vouivei , sorriu ao vê-la lhe encarando. ❛❛ não está surpresa, está, srta. hughes? ❜❜ meneando a cabeça nem mesmo um fio soltou-se do penteado fixo ao halo de ouro que complementava seu vestido. ❛❛ nunca ouviu dizer que minha alma é inexistente? ❜❜
◜amaranth tinha um sentido aguçado, sobrenatural, para captar o medo em indivíduos. saboreava-se ao saber que ela era a causa do sentimento negativo, que em outras eras fora motriz para sua ascensão, e ali deleitava-se com a forma do acompanhante de sadie, um darling, como todos os outros que a cercavam. ah, pierre lhe pagaria pelo circo que havia instalado em seu colo, eris muito sabia como guardar rancor, por menor que ele fosse. solevando uma das perfeitas sobrancelhas para o fitzgerald que ousara tomar sadie como par naquela noite, verteu o olhar entre a taça de vinho que lentamente espargia pelas saias em cor semelhante e os olhos castanhos de @lastdcrling seu lado. ❛❛ oh, wilbert, você perdeu parte da sua sanidade? ❜❜ a indagação era tão suave como o sorriso carmim desenhado em suas feições, em um tom tão doce como as maçãs enfeitiçadas e infundindo com uma dose de repugnância furiosa.
◜todas as miseráveis vezes em que as orbes de eris repousavam sobre a lastimável figura da princesa que lhe tomara tudo, a feiticeira era capaz de sentir o ódio impelindo o sangue viscoso e quase ônix a efervescer em suas veias. execrava a existência de amèlie tanto quanto fizera com snow, mais uma vez vendo-se obrigada a rebaixar-se ao nível de ter de compartilhar o mesmo espaço com as delicadas e álacres feições de @snowhishes . era com os lábios rubros em uma máscara inteiramente falsa de afabilidade, que encontrou-se com a sempre doce, sempre querida, sempre desprezível, professora, ajudando desafortunados em seu caminho. ❛❛ ah, querida, você trabalha mais que os demônios! este é um momento para apreciarmos o amor verdadeiro e união de duas generosas almas. você como convidada não deveria se preocupar com algo além de celebrar o casal e aproveitar o momento que resolveram compartilhar conosco. seria ofensivo fazer o contrário, não acha? ❜❜ repousou uma das palmas no braço alheio, em um gesto de cordialidade forçada, o toque quase suficiente para provocar-lhe ânsia.
◜ sendo franca consigo, a rainha tolerava o deus do submundo apenas pela ligação que o homem possuía com perséfone. nutria ojeriza por homens em posições de poder, ainda mais aqueles que não sabiam utilizar-se da pouca inteligência que lhes fora dada, e seu desgosto não seria diferente apenas por hades ser uma divindade. a aproximação da feiticeira com a deusa desacordada não era recente, embora a @callmekinglucifer pudesse parecer, uma vez que ele fora incapaz de encontrá-la por si sem que césare fornecesse um toque de magia do outro lado, e ali encontrava-se incapaz de conter a mordacidade em seus lábios carmesim e simples palavras. ❛❛ não seja aquele que odeia, querido. tanta indignação apenas irá causar-lhe rugas precoces. se deseja culpar alguém, culpe a si por sua… incompetência. ❜❜
𝔢𝔯𝔦𝔰 𝔤𝔯𝔦𝔪𝔥𝔦𝔩𝔡𝔯 attends: 𝒄𝒍𝒂𝒓𝒊𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒉𝒆𝒐𝒏𝒈 & 𝒑𝒊𝒆𝒓𝒓𝒆 𝒅𝒂𝒈𝒈𝒆𝒓𝒔’ 𝒘𝒆𝒅𝒅𝒊𝒏𝒈 𝒄𝒆𝒓𝒆𝒎𝒐𝒏𝒚 @ gran hotel
an original design by @ versace
this answer as a starter :
◜a presença de calen porta afora era um êxito da rainha, mais um movimento no xadrez que jogava com o destino. a loba, antes uma majestosa criatura, ali estava, sob o controle de facilier, relegada ao papel de cão de guarda e caça do seu amante. por mais que partilhasse relações com o bokor, os planos de renard eram os planos de renard, e os seus pertenciam somente a si, ainda que a maioria de seus objetivos fossem compartilhados. ver zarah adentrando o escritório na fairest of ‘em all, acuada como jamais o faria em toda sua existência passada, causava um leve desconforto na rainha, uma resposta que há décadas era incapaz de nutrir por algo além de suas propriedades. devotando atenção integral à fala e expressões corporais da mulher, a rainha esperou pacientemente até que as palavras proferidas em cautela se assentassem no ar entre elas, para levantar-se em seus valentinos e contornar a imponente mesa entalhada em mármore. ❛❛ não a teria contatado se não pretendesse ajudá-la, zarah. ❜❜ amaranth é quem havia procurado a devoradora de almas, tê-la ao seu lado seria um trunfo, que a feiticeira ansiava por ter por um longo período. promessas nunca haviam lhe custado sequer um fragmento da consciência, e por enquanto era o que ofereceria à ‘mais velha’, esperança. ❛❛ não sei ao certo o que ouviu de mim, aqui ou em red rose, mas somos mais parecidas do que imagina, calen. ver uma mulher à mercê dos caprichos de um homem, jamais será algo com o qual compactuo, por mais que a quem se refere esteja mais na minha cama do que fora dela. ❜❜ por mais que a declaração fosse proferida com deliberação para que soassem perfeitas para @vouivei, verdade ressoava em cada uma das letras.
josephine chesterfield
like or reblog
◜vanessa morgenstern .
às vezes se questionava o porque de ainda estar ali agindo como uma humana qualquer com poder. malévola não era fã de toda aquela papelada e meio mundo de coisas que deveria fazer para que tudo estivesse nos conformes. claro que preferia a parte em que apenas condenava as pessoas e certamente odiava as que se seguiam em que precisava deixar anotado tudo o que tinha feito ou deixado de fazer. por isso ali em sua mesa ela apenas queria poder colocar fogo em tudo aquilo e fingir que foi um acidente, mas certamente não iria dar certo ainda que tivesse a manha para aquilo. um suspiro pesado lhe escapou dos lábios ao que jogou os papéis sobre a mesa e levou os dedos as têmporas para massageá-las e evitar a dor de cabeça que queria se seguir. ao ouvir as batidas na porta, nem se deu ao luxo de responder porque logo a presença de éris preenchia o lugar. a moor se jogou para trás em sua cadeira à medida que via a rainha má sentar-se na cadeira a frente e uma risada lhe escapar. “você com saudades? me pergunto se está começando a ficar mole depois de ter perdido o coração.” questionou ao tombar a cabeça para o lado. “e mais ainda me preocupo que esteja se tornando tão besta quanto a sua princesa. se serve de consolo o que me prende a atenção tem sido essa merda de trabalho do que aurora e suas frescurites por aí, pelo menos hoje. mas a que devo a honra da visita sem prévia alguma?”
◜ a risada da moor era tão familiar como a própria, e as íris a fitando levavam-na a recobrar tempos que há muito já não tinham lugar de reminiscência na rainha. com as costas eretas contra o veludo da luxuosa poltrona que adornava com o restante da mobília em bom gosto do gabinete da morgenstern, permitiu o riso fluir por entre a expressão derrisória. “ nem se ainda o possuísse pulsando em meu peito seria capaz de sentir saudades, mal. a pesky little thing, really. worthless. ” em uma vida que já não era capaz de recuperar memórias que não as de crueldade que a haviam moldado, o coração da feiticeira talvez pudesse ter se assemelhado ao de snow, e malévola era a única sobrevivente daquele passado. “ besta como a minha princesa, você diz, mas parece-me que é você que não anda acordada o suficiente, se não está sendo capaz de lidar com dito trabalho… andou se confundindo com suas maldições, novamente, querida? ” por mais leviano que o tom parecesse, o cinismo estava implicado na provocação, a rusga que quase fizera com as poderosas aliadas destruíssem um reino em seu desentendimento, “ ah, minha vida seria deveras mais interessante se pudesse sentenciá-los a esmo, e não ficar presa às litanias de pierre. ” embora agora esteja um passo mais próxima de enfrentá-lo como o desejo desde que coloquei os pés nesta miserável cidade, não completou. a mulher não apreciava conceder suas cartas aos outros, nem mesmo para renard ou vanessa, mas supunha que a juíza em algum momento fosse capaz de notar a aura levemente mais sombria e espessa que agora carregava. “ oh, a nada em específico, querida, apenas imaginei que estaria enfadada aqui, e uma noite para respirar não lhe faria mal. ” eris em realidade sondava a outra, seria capaz de confiar parte do seu conluio à morena.
◜daisy heart .
Não se surpreendia com a hostilidade da mulher, afinal aquela não era a primeira vez que Pascal demonstrava inimizade em relação a ela. Entretanto, achava sua reação um tanto exacerbada, já que o animal nunca chegara a realmente atacá-la. Ele nunca oferecera perigo a ninguém, e jamais o faria. Coçou a cabeça, ligeiramente desconcertada com aquela situação, pois sempre tinha que explicar o comportamento da criaturinha, mesmo que nem sempre soubesse como justificá-la. “Acho que é porque eu não tenho outra.” Um riso desconfortável escapou de seus lábios. A cada palavra dita pela mulher, Daisy começava a compreender melhor o sentimento de Pascal, logo abaixando-se para pegá-lo do chão para que ficasse seguro em seu colo. Se antes sua expressão facial parecia pueril e acanhada, agora transformava-se. Mesmo aparentando ser ingênua, a garota sabia identificar uma ameaça. Pôde notar que, mesmo que o felino continuasse tentando intimidar e atacar Pascal, ele continuava com seu olhar focado apenas em Eris. Eu te entendo, amigo. “Você banir furões da cidade não significa que ele seria solto na floresta.” A não ser que você se certifique disso. “De qualquer forma, acredito que uma decisão extrema como essa só precise ser feita quando alguém se machucar. O que não foi o caso e nunca será.” Por mais temperamental que seu mascote fosse, era inofensivo, e o defenderia sempre que necessário.
ㅤ
◜indagava-se onde estava gothel para refrear aquela criatura… e o animal que ela carregava consigo. o asco que nutria por seres tão insignificantes, mas que ainda eram capazes de atormentar-lhe, era infinito, e daisy, com aquele mustelídeo repugnante, há um tempo entrara para a extensa lista da rainha. rapunzel era considerada a menor das ameaças pela mulher desde que renunciara a magia solar que outrora corria por seus cabelos, mas ali percebia que a ausência de poderes, talvez não fosse sinônimo de inocuidade. a máxima há muito provara-se verdadeira, talvez pudesse até mesmo admitir que fora a sua derrocada, mas não esperava que algo viesse daquela que analisava. pendendo os fios para o lado com um sorriso insincero e que esperava denotar até a última gota da sua irritação. “ como disse, e repito, adestre-o, querida! assim não terá necessidade de desculpar-se. ” fitando-a abaixar-se para apanhar o furão em seus braços, arqueou uma das sobrancelhas. “ ou melhor, o mantenha em uma coleira, acredito que você, um ser dotado de inteligência, sabe que certos animais, ainda mais silvestres e… raivosos, necessitam de guias para circularem em público.” baní-lo seria o menor dos incômodos, e não mediria esforços se houvesse mais um encontro com o repulsivo e perceptivo pequeno monstro. não era seu feitio odiar animais, com exceção de cachorros, e agora furões, mas mesmo se não passasse a nutrir asco pela espécie, aquele ali estava se tornando um problema. “ ah, daisy… não duvide da minha capacidade de certificar que consigo o que quero. afinal, estaria apenas no meu dever de garantir a segurança da cidade contra um animal rábico. ” os lábios traçavam uma linha dócil, mas o sorriso possuía o intento contrário. “ não podemos afirmar que ele não seria uma ameaça, stranger things have happened here. ” toxi ainda sibilava aos seus pés, mas logo acalmou ao chamá-lo num tom melífluo que reservava ao felino.
◜christopher azziz .
ao que seu olhar foi diretamente às feições da mulher, reconheceu a beleza da rainha má, deixando o sorriso político se reduzir a um menos brilhante, que combinasse com a reunião macabra mas ainda evitasse que terceiros se perguntassem sobre a origem daquele reconhecimento mútuo. não haviam muitos, se sequer houvessem, com quem ja’far diria ter uma aliança tão baseada em semelhança e com quem acreditava partilhar parte de seus problemas agora com a maldição; poderia dizer que talvez era sua maior aliada àquele ponto. escutando a pergunta, revirou os olhos, deixando um riso leve escapar. “realmente seria muito mais eficaz… e também bem mais fácil.” admitiu, mas então o sorriso animado surgiu em seu rosto. “─mas aí qual seria a graça dessa competiçãozinha com ‘pierre’?” o nome do dark one saiu como se tivesse um gosto azedo pois sabia que não precisava disfarçar aquilo, mesmo que ela fosse a vice dele. nunca declarara lealdade ou qualquer coisa do tipo a rumpelstiltskin, apenas concordara em participar pois poderia realizar sua vingança. “puramente coincidência, não pretendo ser visto de conversa com meu opositor na próxima candidatura.” deu de ombros. “na verdade, estava de passagem.” mentiu. a verdade era que tinha seus informantes em vários lugares da cidade. “─mas… aproveitando que está de saída, que tal um café?” ofereceu.
ㅤ
◜ fitando os olhos do vizir, um sorriso quase genuíno, à sua maneira, surgiu nos lábios da mulher. nascidos feiticeiros, ambos compartilhavam noções além do senso, e em suas mentes engessadas e moldadas pela acre realidade do passado, na floresta encantada, tornarem-se aliados era intuitivo, e ali, presos àquela realidade, quase, ideal, as similaridades ainda permaneciam. ja'far, no entanto, ainda sofria com a utopia de que em um futuro seriam respeitados, mas não, não pelas almas imaculadas dos que agora estavam à mercê da sua maldição. deveriam ser temidos pelo que foram sujeitados a se tornar a fim de sobreviver e tomarem a dignidade que por muito lhes fora negada. ecoando o breve riso masculino, a rainha pendeu os fios ébanos, arqueando uma das sobrancelhas ao mais alto. " ah, o gosto, querido, viria ao sabermos que, juntos, seríamos uma ameaça a ele, e nossas vontades uma prioridade." a afirmação que lhe era dirigida, assumia um titubear ardiloso nas palavras, e eris permitiu que o riso nasalado se externalizar. " se realmente espera que eu me alimente de suas mentiras, sugiro aprimorar seu jogo, christopher. " ainda pouco era do seu interesse alguns dos segredos dos demais, todos tinham uma sede oculta e nefasta por triunfar sobre o outro, e por mais que se aliassem, a primeira galha era indício de fraqueza, e um sempre estaria preparado para apresentar uma adaga ao peito. por sorte, amaranth não possuía um coração para ser apunhalado, e há centenas de anos já havia firmado maestria naquele jogo. " sabe que café desidrata e envelhece a pele, querido, mas lhe ofereço uma ida à minha adega, quem sabe não há algo que apeteça ao seu paladar e que possamos desfrutar durante uma conversa sem que as paredes nos escutem." e por conversa, referia-se às atualizações acerca da farsa que se daria em pouco mais de uma semana, e os passos para o alinhamento de seus planos. oferecendo a palma adornada pelas jóias em diamantes, esperou que ele a tomasse da forma que as cortes de seus antigos reinos ditavam, em cortesia.
◜renard heliér .
◜at night the monsters come out to play — eris & @shdowmcn
TW: esqueleto, sequestro, menção à assassinato/sacrifício
Um cômodo de seu antigo palacete em Storybrooke, antes de mudar-se para o de Éris em prol de estratégias desenhadas por ambos, especificamente carregava toda a energia necessária para o contato com seus amigos do outro lado. Renard era um sacerdote, veja bem, mas não precisava ostentar batina ou qualquer outro traje específico para entrar em contato com aqueles cujos possuíam sua alma amarrada á eles. Criaturas, entidades, deuses… Denominações eram várias, mas todas culminavam no fato de que eles eram capazes de lhe dar poder e de lhe permitir a manipular energia das trevas ao seu bel prazer… em troca, é claro, de benefícios mútuos. Renard sempre fora solícito aos seus loá, os respeitando desde que era um jovem garoto. As consequências de tal adoração vinha em poder, em capacidade mágica e em fonte de energia. Sentia-se mais vivo, cada vez que pisava em seu altar e entrava em contato com aqueles que eram inter-dimensionais, absorvendo seus poderes para si, tornando-o um receptáculo da vontade das trevas. No entanto, como entidades, requeriam algumas especificidades.
Naquele cômodo, as paredes eram pintadas de outra cor, amuletos eram pendurados em todas as paredes, assim como espalhados pelas mesas haviam ossadas, crânios, flores, uma garrafa de seu rum favorito e é claro, o favorito pelos loá, assim como charutos, que estavam acesos, como incensos e um verdadeiro banquete disposto na mesa da parede esquerda. Ao centro, porém, a mesa do prato principal, estava vazia, sem nenhum adorno, sem nenhuma oferenda, somente o indivíduo que seria o sacrifício, jazia ali deitado, amarrado. Seus olhos ali dentro estavam fechados, concentrando-se nas palmas das suas mãos, nos odores, nas sensações táteis, auditivas e palatáveis de seu corpo, para abrir-se e apropriar-se do contato que faria com os loá. No canto, era possível sentir a presença maculada de Éris, que apenas fortificava o vínculo com as entidades a serem contatadas. Ambas as mãos estendias ao lado do corpo, como se estivesse prestes a segurar a energia com as palmas das mesmas, mas estava apenas se preparando. Éris então falou alguma coisa, fazendo com que o homem se virasse para enxergá-la ao canto da sala, com um sorriso soturno no rosto, quase pacífico, não fosse o que estivessem prestes a fazer. “ Não costumo ter telespectadores, ma reine. Mas é uma ocasião especial. ” O seu modo de falar continuava manso, com um toque de charme típico do homem.
“ Eles não são meus, mon trognon. Não se pode possuir tais entidades, mas sim, eles me devem favores assim como eu os devo… é uma relação de mutualidade que você está prestes a fazer parte. Suponho que ao fim do ritual, compartilharemos muito mais do que características e desejos em comum. ” O toque suave de Éris era confortável, de fato, ao sacerdote. Mas ele segurou o pulso da feiticeira, antes de ela pudesse recolher sua mão, observando a pele alva e fina de sua palma. Com a esquerda, gentilmente retirou a adaga das mãos da mulher e ergueu-a diante dos olhos de Éris, procurando por sua permissão antes de encostar o fio da arma contra a pele alheia, cortando-a em ordem de coletar o sangue da Rainha em um amuleto específico em forma de colar e em seguida fechou os olhos, permitindo que a força que pertencia á si e aos loá tomassem conta de seus olhos. “ Estamos prontos. ”
Facilier abriu as pálpebras e sua íris brilharam e ametista ao encarar a feiticeira, enquanto as luzes tornaram-se escassas. Com a adaga de Éris em mãos, o homem não emitiu uma palavra, simplesmente encaminhou-se até a mesa, enquanto realizava o corte com a mesma adaga na mão do sacrifício, armazenando o sangue alheio em mistura com o da feiticeira. O amuleto exibiu um brilho lilás ao receber a mistura. Na parede, as sombras se remexiam de forma frenética, vez ou outra com a semelhança humanóide, outras vezes, eram formas bestiais. No idioma dos loá, o criolo, Renard simplesmente emitiu algumas palavras, como se estivesse conversando com as entidades que dançavam pelas paredes, assim como vozes além das de Renard eram murmuradas e ecoavam pela sala.
O lugar pareciam multiplicar-se e alargar-se, uma ilusão de ótica e o hougan voltou-se para a rainha, segurando um copo de rum e a adaga. O sorriso que preenchia seus lábios era dotado de uma malícia indescritível. “ Vocês podem senti-la, mon amis, assim como ela os sente na pele. Apresento-lhes Amaranth, a Feiticeira. ” A fala era direcionada à Éris, não aos loá, de fato. O amuleto fora então colocado no pescoço de Éris, adornando o pescoço da rainha. “ Esse amuleto servirá como um objeto canalizador da energia oriunda do ritual e do sacrifício. Beba o rum e conecte-se com as entidades, arranque o coração da nossa peça a ser sacrificada, aqui dentro você conseguirá realizá-lo, uma vez que a magia flui nesse cômodo… Coloque-o no prato limpo ao centro do altar e em seguida… saberá o que fazer com essa adaga. ”
ㅤ
tw: arma branca, assassinato/sacrifício, sangue, sequestro
o tom grave e profundo de renard ecoando pelas paredes adornadas em cores que cintilavam na escuridão das sombras movediças, evocavam arrepios na pele ebúrnea da rainha. as orbes luziam junto aos espectros tétricos quando a voz masculina amplificou ao seu redor, e fitando a majestosa figura do hougan em seu elemento, deixou escapar um sorriso tirano. o sacerdote, tão reverente às entidades que habitavam entre dimensões, por mais versado no culto às trevas e seus representantes, não presenciara sequer um sexto do que ela havia experienciado. as trevas que cultivava em seu âmago tão milenares quanto as que ela podia sentir cercando-a, provando de sua áurea torpe e grotesca. " são seus porque aqui é o condutor de suas vontades, assim como você a eles pertence em um plano além do que escolhemos, facilier. " os voluptuosos lábios partiam ao tomar uma respiração incisiva. a fala, por mais crua que fosse, soava lasciva para a feiticeira, ao ter seu pulso tomado pela possibilidade.
com os macios, mas rígidos, dedos alheios envolvendo seu antebraço, a diferença entre eles era palpável a olhos nus, a mulher parecendo tão frágil ante a presença a cada instante mais dominadora do homem, que absorvia parte da energia que se entrelaçava aos seus membros. o contraste entre o olhar levemente púrpura dele e o aceso dela, enquanto o afiado gume do punhal cravejado de diamantes rubros em ouro, rompia a frágil barreira da tez feminina, era tátil, assim como a penumbra que recaía sobre os delgados ombros como um já conhecido e apreciado peso. o líquido espesso e escarlate correu pela suave palma, até assentar-se sobre o talismã pulsando com o intento da magia. tão próxima como estava da presença masculina, fora capaz de deleitar-se com a visão que era facilier em seu elemento, em sua glória, e ao ser fitada pelas íris brilhantes e poderosas, reverberou. se ainda possuísse um coração, tinha a certeza de que seria capaz de senti-lo palpitando.
com a distância imposta ao ter o homem reproduzindo o talho com agilidade na palma da sua oferenda, o cômodo parecia vibrar, triplicando sua extensão, enquanto sombras tomavam formas caóticas, e sedadas, emitiam vozes vestigiais que lhe acariciavam os ouvidos em uma melodia tão antiga como o próprio tempo; em uma cacofonia de timbres e inflexões, tão familiar como o próprio nome outrora fora. as palavras em uma confluência de dialetos franceses e línguas africanas, ao serem proferidas pelo bokor, eram como um bálsamo às fissuras que a ausência de magia havia lhe causado, e presa como uma telespectadora diante da performance do ato, o líquido âmbar era rapidamente sorvido com um sorriso que rivalizava o oblíquo do heliér antes mesmo que as palavras seguintes derramassem da língua masculina.
amaranth. a rainha sabia do poder dos vocativos, e ter seu nome, o infame epíteto, pronunciado de maneira tão livre, fê-la soltar um riso malicioso. sentia as veias dilatarem com as simples ordens, o colar aninhado em seu decote ecoando junto ao seu sangue ao tomar a lâmina balanceada em seu aperto firme.
desvencilhando-se do calor do sacerdote, tomou a distância que a separava do pânico que permeava a atmosfera ao redor do sacrifício, a passos efêmeros em saltos altos. debruçando-se sobre a imolação, a rainha correu as unhas pelo tecido que abafava os sons guturais de horror; retirando a amarra, cerrou as pálpebras por alguns instantes, absorvendo a força e vitalidade dos gritos em súplica. com os lábios desenhados em linhas sádicas, moveu o punhal para a canhota, antes de lentamente afundar os dígitos da destra no tórax feminino da maneira mais desapiedada possível. o processo bem poderia ser indolor, mas que diversão teria se facilitasse a vida aos puros e inocentes. cravando as garras no coração, o arrancou sem cerimônias, o órgão calcificado como uma pedra preciosa em seu punho.
exercendo força desmedida sobre a frágil e reluzente constituição, em seu encalço, os choramingos aumentaram até um nível quase inumano, para cessar abruptamente ao depositar a peça sem cerimônias no imaculado e simétrico altar. o choro mal deixava de reverberar pelo ar carregado, e amaranth se acomodava sobre o corpo feminino, o fio da arma posicionado sobre a tênue pescoço. com deliberação e falta de agilidade proposital, passou o punhal em uma linha, exercendo força suficiente para separar a jovem pele. assim que retirou a lâmina, a limpando nas vestes maltrapilhas da figura, voltou os orbes para as do laveau, que ainda resplandeciam ametistas, quando seu corpo levou um choque.
as veias saltando da pele em uma tonalidade pulnícea e ofegando, sentiu parte da sua magia retornar, dando vida à frações de si adormecidas e latentes. abrindo os olhos com um repuxar vil em seus lábios, as íris dançavam em uma fusão de ébano com dourado, os filetes áureos uma demonstração da magnitude que retornava a residir em si. algumas sombras, as mais animalescas, aventuraram-se próximas de si, correndo as carícias fantasmagóricas e lúgubres por seus braços despidos pelo modelo do vestido. sua percepção mudava o eixo, como se mais consciências agora habitassem em si, e clareassem seu ver. fitando o homem fixamente, eliminou o espaço que os separavam até invadir o espaço pessoal do hougan, sorrindo de maneira perversa." i guess i owe you now. " sussurrou, os lábios resvalando o lóbulo de césare antes de dar um passo para longe dele.