Ela é AMELIE WINTHER de 19 ANOS, original de KITCHENER, CANADÁ. É uma BARISTA e todos dizem que se parece com ZÓE DE GRAND’MAISON.
hemocinese; he.mo.ci.ne.se. 1. O usuário pode gerar e manipular sangue a partir de si mesmo, de outros seres ou de seus arredores, quer seja a partir de bancos de sangue, hospitais ou campos de batalha. Também pode sentir batimentos cardíacos a quilômetros de distância, transformar o sangue em vapor ou pedra e também estourar veias do corpo de um ser-humano ou animal.
trigger warning: violência, tentativa de abuso e morte pós-parto.
O aniversário de Amelie sempre foi para os Winther uma data de comemoração e pesar. O nascimento de uma criança saudável e forte veio a um custo: a vida de sua mãe, que não sobreviveu ao parto graças a uma hemorragia interna. Assim, ano após ano, a data servia como um lembrete para a família de que, para ganhar algo, outra coisa deveria ser perdida.
Esta mensagem se fixou especialmente nos pensamentos do pai da pequena Amelie, Wilhelm, que amava sua esposa e sofreu muito com seu falecimento. Por mais que tentasse, foi consumido pelo luto, que o impediu de fornecer o carinho e atenção que uma criança precisava nos primeiros anos de sua vida. Assim, durante grande parte da infância da garota, sua tia paterna, Gemma, e sua família acabaram se tornando os responsáveis por sua principal fonte de afeto. Ainda que, com o passar dos anos, Wilhelm e Amelie se aproximassem, uma sombra permaneceu pairando sobre a relação.
Nascida em uma família canadense com boas condições financeiras, Amelie não sentiu falta de nada material durante seu crescimento. Tivera a oportunidade de aprender sobre os mais diferentes tópicos e desfrutara de privilégios que não estavam disponíveis a todos. Cresceu sendo considerada uma garota bondosa, dedicada e obediente. Ao terminar o ensino médio, aplicou para a universidade em uma cidade vizinha, onde foi aceita. E, para sua empolgação, Matthew, seu então namorado, fora aceito junto consigo!
Os meses seguintes consistiram de comemorações e experiências universitárias. Ainda que não tivesse decidido seu major, Amelie estava animada e procurava aproveitar ao máximo sua vida estudantil. O que incluía aprender sobre os mais diversos assuntos, conhecer sobre clubes, assistir a esportes… E ir a sua primeira festa de faculdade. Estivera ocupada demais para comparecer às anteriores, mas Matt insistira que fossem juntos nessa - “Vai ser incrível! Inesquecível!” - e ela eventualmente cedeu. Contudo, ao que a madrugada de sábado para domingo caía, o empolgado Matthew se tornou cada vez mais embriagado - e incômodo -, falando alto, fazendo gracinhas e deixando com que suas mãos vagassem pelo corpo da namorada. Os toques, que não eram bem vindos por Amelie, tornaram-se cada vez mais íntimos e, ao final da noite, ao que os dois voltavam para casa sozinhos, ela só queria que seu namorado parasse. Parasse de falar tanta besteira, de tocá-la; podia ouvir os batimentos acelerados de Matthew como se estivessem ao lado de seus ouvidos e começava a entrar em pânico. Amelie só queria um pouco de silêncio.
Assim que pensou em como faria tudo para que o namorado parasse e seus batimentos desacelerassem de vez, a rua em que caminhavam se tornou silenciosa e as mãos que a rodeavam sumiram. Hesitante, Amelie olhou na direção em que estava seu namorado, encontrando-o caído na calçada, sua boca jorrando sangue. Ainda mais assustada, a garota tentou socorrê-lo, mas, sem saber o que fazer, contatou a tia, explicando, em prantos, os últimos acontecimentos.
Gemma - que vinha acompanhando as recentes notícias sobre pessoas especiais - rapidamente compreendeu o ocorrido. Sagaz, procurou uma forma de garantir a segurança da sobrinha, que parecia em choque ao associar o acontecimento à presença de algo tão irreal quanto poderes. Em cerca de 48 horas, Gemma arranjou tudo: a mudança de cidade e novos documentos, que a proclamavam Amelie Fournier. Deu-lhe uma boa quantia em dinheiro, instruções para ir a New York e onde ficar lá e a impôs uma única condição: Amelie não deveria contar a ninguém o que acontecera. Faria o possível para passar despercebida.
Atualmente, Amelie mora em uma quitinete caindo aos pedaços, onde tem somente o básico para sobreviver. Para se manter, a garota trabalha em uma cafeteria/confeitaria, frequentemente se oferecendo para cobrir os turnos menos agradáveis e fazer hora extra. Pretende voltar a estudar um dia, assim que conseguir se estabilizar. Desde que chegou, mostra um comportamento extremamente mais hesitante que seu normal. Tem medo de se aproximar de alguém e causar algum mal a esta pessoa. Pouco entende sobre o que aconteceu consigo e está determinada a tentar ignorar todo o ocorrido - especialmente o fato de que não é tão normal como sempre imaginou.
Infelizmente, este personagem encontra-se fechado!