Que eu me encontre.
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@exaches
Que eu me encontre.
All I want is vintage lingerie and good skin
Acordo. Dizem que, ao acordar, a primeira pessoa em quem você pensa é a razão da sua alegria ou dor. Você é responsável pelos dois. É o primeiro rosto em que penso. É o primeiro nome que lembro. E é aquele sorriso involuntário que dou. Mas, em seguida, vem a dor. E, infelizmente, não é acompanhada da raiva. Porque a dor pode ser facilmente ofuscada pelo ódio. E eu não posso te odiar. Nem posso odiar as circustâncias que me fazem sentir essa dor. E num texto de amor, eu não deveria ter dito "dor" tantas vezes. Mas é isso que aquela palavrinha causa. Aquele número absurdo que nos afasta. As lacunas são preenchidas com as palavras: distância... Quilômetros. Eu queria cansar. Queria que meu medo sobrepujasse a esperança. Mas você não me deixa fazer isso. Não me deixa desistir. Me tem no seu anzol. Fisgada. E cá estou eu, me sentindo presa; e, ao mesmo tempo, tão livre. Que a distância de corpos nunca se torne distância de alma. Que os textos clichês nunca deixem de fazer algum sentido para nós. Eu odiaria ler frases de amor e contestá-las, corrigi-las; não acreditar nelas. Odiaria ler sobre amor sem poder senti-lo realmente. Mas confesso que gostaria de ler sobre a distância e nunca temê-la. Acima de tudo, desejo que, de alguma forma, esses quilômetros deixem de existir algum dia. Que nossos corpos contestem as Leis de Newton, e possam ocupar o mesmo espaço. E que nossa história contrarie a Lei de Murphy, provando que tudo que pode dar certo, vai dar.
Mônica Brandão; the-tin-woman.
Please Like Me - 3.01
Fucking Tragic
obsessed with the ocean.