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secretary (2002) dir. steven shainberg
Sentia a morte ao seu lado o tempo todo. Especialmente durante às quartas-feiras, quando encontrava pequenos lapsos em meio ao cotidiano agitado para pensar nisso. Não sabia dizer se era mesmo seguido por isso, talvez só se agarrava ao póstumo pela oportunidade. Talvez se prendia à oportunidade de dizer ser da forma que é porquê algo lhe ocorreu aos 11. Talvez antes. Não importava quando, só aconteceu. E fazia tanto tempo que começou a parecer prescrito.
Aos domingos de igreja tinha medo de se olhar no espelho. Na melhor hipótese, iria enxergar demais ao travar os olhos em si mesmo. Talvez se transformaria em pedra quando seu interior fosse refletido. Não sabia ao certo do que tinha medo, mas tinha bastante. Listava de A à Z, assim não se perdia.
A semelhança que tinha com seu pai
Besouros. Não todos. Daquele tipo que faz barulhos altos e terrosos.
Caixas de memórias familiares junto com discos.
Pois, observar o tempo que não havia feito parte, lhe fez sentir falta de pessoas que não conhecia. Suas dores também. De forma alguma. Não conhecia mesmo. Mas essa parecia ser a magia da coisa, não? Todo mundo parecia mais feliz, e aquilo, principalmente aquilo, lhe irritava muito. Porquê na sua vez tudo que havia sobrado era um pai, que por sua vez era um bocado violento e ausente. Não podia reclamar de sua mãe, mas se martirizava ao olhar as fotos empoeiradas de reuniões. Ela parecia estar mais feliz antes do acidente. Antes das consequências.
Era um verdadeiro parasita social. Havia sugado a infância da sua mãe, sugado os hábitos do papai. Sugou também a nostalgia do álbum de fotos familiares. Aquele que nunca sequer lhe abrigou em alguma das páginas. Toda sua dor era roubada dos outros, e ele era barulhento demais ao chorar e dizer que era da forma que era porquê algo lhe ocorreu aos 11. Talvez antes. Não importava quando, só aconteceu.
She’s a 10 but she daydreams about being forced to the floor and ass fucked while she cries.
Eu protegi teu nome por amor, em um codinome beija-flor
my love language is dad daughter roleplay
injured deer getting treatment
i want to start my life over
secretary (2002)
me everyday
the voices in my head: