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@fadavidia
Megan Fox in 'Big Gold Brick'.
starter to @berenaoberenice
Talvez eles não fossem a dupla de policiais que melhor ponderava as consequências antes de agir. Até que faziam funcionar, sim, mas sempre da forma mais caótica possível; como naquele momento, em que a tocaia havia dando um pouco errado quando foram descobertos. E se ao menos tivessem reforços, o desenrolar das coisas seria mais leve, mas acontecia que acharam uma boa ideia que fosse somente os dois -- até porque se Anthony soubesse, certamente os impediria. Mas então lá estavam, fugindo o mais rápido que conseguiam dos cinco bandidos que os perseguiam. Ao menos conseguiam manter um ritmo parecido, já que muito embora Kitana fosse mais rápida que a maioria, Berengar era gigantesco e portanto as suas passadas valiam por quatro passos da mais baixa. Depois de correrem por volta de sete minutos, eles estavam em vantagem considerando a distância, mas acabaram atingindo um beco sem saída com um muro impedindo a passagem. Perfeito. “Vamos ter que pular” Ela constatou o óbvio, encarando a altura que não a favorecia em nada. Ouviu o tom brincalhão do outro perguntando se ela precisava de ajuda, o que a fez revirar os olhos. “Eu sei me virar, pode deixar” Garantiu, brava, muito embora ela não fizesse a menor ideia de como conseguiria pular ali daquela maneira.
A kiss on the forehead + @fadavidia
Kitana era um bálsamo, Park não podia negar. Tendo sido abandonado pela esposa, era a colega de trabalho que agora ocupava a maior parte de seu tempo. Gostava de concentra-se nas horas de trabalho com ela e mesmo quando estava longe, costumava mandar uma mensagem o outra, apenas para se certificar de que não fosse esquecido. Naquele dia, o trabalho havia sido árduo ( quem diria que uma cidade tão pequena poderia ter tantos problemas??? ), portanto tinha decidido levar Kit em casa, como uma forma de demonstrar gratidão. Os cavalheiros faziam isso, certo? Nem mesmo sabia o que os homens deveriam ou não fazer atualmente. O percurso no carro fora tranquilo, uma música suave tocando enquanto conversavam sobre brevidades do dia. Era assim com ela, tranquilo. “Descanse, Kit. Acho que o dia de amanhã também vai ser complicado.” Estabeleceu ele, mas quando a mulher demonstrou dificuldades em tirar o cinto - cujo uso ele mesmo havia insistido -, ele sorriu. Embora tivesse uma expressão de quem poderia partir um homem ao meio, Park a achava adorável. Se aproximou dela, as mão indo em direção a fivela do cinto de segurança, tirando com facilidade… Mas apesar disso, permaneceu ali por um momento, envolvido pelo cheiro dela, pela respiração quente que era capaz de sentir a uma distância tão pequena. Não sabia se era certo, mas afastou-se um pouco dela, apenas para conseguir ver os olhos tão azuis. Os olhos direcionaram-se aos lábios e necessitou utilizar boa parte de sua força para não beijá-la. Kitae fechou os olhos por poucos instantes e respirou fundo, indo em direção ao rosto dela e então deixando um delicado beijo na testa alheia. “Espero que durma bem, Kit.” Proferiu ele após se afastar minimamente, a mão pousando de forma suave na mandíbula dela.
Kit não costumava gostar das pessoas, tanto quanto suportá-las. Mas havia algo em Kitae, além do fato de ser um filho da puta gostoso. Talvez porque realmente admirava o seu trabalho, e o emprego era algo de suma importância para Vega. Ou porque ele era tão bacana que nem mesmo alguém tão grosseira e impessoal como ela poderia resistir a se apegar -- fato era que sabia que ele estava mal, com todos os últimos acontecimentos envolvendo a esposa do homem (completamente fora de si, poderia apostar, para deixá-lo daquela forma). Esperava que o dia corrido fizesse um trabalho bom o suficiente para distrair sua mente, bem como costumava fazer com a da mulher. Não que ela não cansasse, óbvio, mas preferia a exaustão a ter de lidar com alguns lugares perigosos de seus pensamentos. E assim, quanto mais trabalhava, menos podia cair nas armadilhas da mente. Torcia para que fosse o caso com Park, considerando que o rapaz não merecia o sofrimento pelo qual a esposa o havia feito passar. Nem estava tão ansiosa assim para o final da noite, mas não negou a carona oferecida. “Acha que se eu colocar fogo na papelada e dizer que foi um acidente, conseguimos fugir dos relatórios que faltam?” Fez piada, enquanto tentava soltar o cinto incômodo que tentara muito argumentar o suficiente para fugir dele. Antes que conseguisse domar o maldito objeto, porém, o homem se reclinou sobre ela, a fim de ajudar. Kit ergueu o rosto a tempo de observar a face alheia, que continuava encarando o cinto, mesmo que a policial já se sentisse livre do aperto. Mas que homem mais bonit-- Os pensamentos se interromperam como se o outro fosse capaz de ouvir no momento em que ele finalmente a olhou nos olhos, perto demais para duas pessoas cujo relacionamento era estritamente profissional. Como deveria ser. Como ela queria que fosse. Certo? Se soube com certeza, agora estava perdida nas próprias intenções, porque podia apostar que Kitae havia tomado bons segundos para olhar seus lábios. Quando ele se aproximou, ela prendeu a respiração instintivamente. Que piada! Parecia uma garotinha do ensino médio com medo do seu primeiro beijo. Beijo esse que não veio. Na verdade, não da forma que ela imaginou. Sua expressão era um pouco confusa quando Park se afastou um pouco, até porque a despedida não condizia com sua linguagem corporal (ele continuava perigosamente perto, e a mão em seu rosto não fazia menção de se afastar). Kitana era uma mulher decidida. Autoritária, ainda. Gostava de estar no controle e se orgulhava daquele seu jeito. Então por que raios ela não conseguia fazer nada? Em algum momento entre o cinto e o beijo na testa, ficou óbvio o quanto queria beijá-lo, então por que não conseguia fazê-lo? Anda Kitana, faz alguma coisa. “Quer entrar?” Tá, pelo menos era algo. “Sei que está tarde, então se estiver cansado tudo bem... É só que, sabe, depois de um dia desse, acho que merecemos beber alguma coisa.”
edwcrd asked:
❝ i can’t help it, i feel so sleepy and cozy now. ❞
“Ed.” Kitana chamou, depois dos dez minutos inteiros de silêncio (e respirações ofegantes) em que ficaram logo depois do intenso exercício em seu quarto. O homem resmungou, de forma claramente sonolenta, e a policial franziu o cenho. Haviam conversado sobre aquilo! Certo, na verdade, não fora tanto uma conversa quanto uma Kit bastante séria ditando as regras para caso eles fizessem aquilo com alguma frequência. A primeira e mais importante delas: ele não dormiria na sua casa. Olhou para o relógio que ficava na mesa de cabeceira, que constatava que era pouco além das quatro da manhã. A noite havia se estendido um pouco mais do que o esperado inicialmente, inclusive de modo bem divergente. A intenção quando o chamara até lá era simplesmente... sabe, envolver-se casualmente em um sexo intenso e completamente impessoal. Talvez Edward não tivesse compreendido em sua totalidade o conceito de bootycall, porque apareceu em sua casa com pizza e DVD. Sim, um DVD, como na idade das pedras. Aparentemente, tinha visto aquilo em algum filme e compreendido que seria a etiqueta do momento. Como estavam em dois mil e vinte e dois, porém, a policial obviamente não tinha um aparelho para DVD, mas acabou colocando um filme qualquer na Netflix para que pudessem aproveitar da pizza (até porque a comida tinha vindo em ótima hora). Assim, pelo menos duas horas da estadia do Maddox fora gasto entre as conversas, o filme e o consumo da pizza; as outras uma e meia, então, terminaram de cansá-los. Mas agora Edward tinha que ir embora! E pronto. “Edward.” Chamou de novo, tentando mover o corpo, mas o braço pesado que a envolvia não deixava. “Você tem que ir embora.” Relembrou, mas ele somente resmungou outra vez e a puxou para mais perto, os olhos fechados. “Não não, não dorme. Ei, Ed, abre os olhos.” Mas o tom imperativo não importou muito, pois ele logo se justificou, dizendo estar muitíssimo confortável e sonolento. Era só o que faltava! “Você tem que...” Franziu o cenho, ouvindo o homem roncar. “Inacreditável. Você dormiu!” Não que adiantasse brigar com alguém inconsciente. E ela poderia chutá-lo para fora da sua cama, talvez devesse, mas no final não teve muita coragem. Poderia mentir e dizer que tinha caído no sono também, se perguntasse no dia seguinte. “Boa noite, Ed” Sussurrou em desistência, mas sabia que ela mesma não demoraria muito para cair no sono também.
@edwardmaddox
@vincentleichmann
“Bem, você tem permissão pra ver?” Vincent a questionou, mas não tirou os olhos do corpo da vítima, preparando-se para continuar o seu trabalho com o bisturi e começar o corte em forma de Y, começando pela região do tórax. Frankenstein já estava mais do que acostumado a fazer aquele procedimento desde que ainda era de Tenebris, mas achou que não teria que lidar com uma policial o supervisionando naquele dia; era pra ser um acidente. “Você deveria pelo menos colocar uma daquelas toucas ali. Você não vai querer que algum fio de cabelo seu caia por aqui.” Ele apontou para a caixa ao lado das luvas, gesticulando então para o cadáver. Continuou com o trabalho ali, tentando não se focar nos arredores, mas era difícil não prestar atenção nas palavras de Kitana. Vincent geralmente ficava longe dos problemas dos vilões ou dos mocinhos, mantendo-se neutro na maldição, ajudando quem realmente precisasse. Sempre dava uma mãozinha para o lado dos vampiros, mudando anotações e causas da morte quando um deles saía do controle, mas agora estava tão no escuro quanto Kitana. Se a polícia achava que tinha algo errado, era capaz de trazer muitas perguntas para a ala psiquiátrica do hospital. “Vocês parecem bem envolvidos nesse caso. Ele era o que, algum cara rico?” Não era uma tentativa de alfinetar a polícia em geral, mas uma certa curiosidade começava a surgir no médico. “Ou a população está exigindo respostas?” Perguntou, ainda usando os materiais como se fosse movimentos já naturais para o médico. “Pode ter sido algo na comida, só que aí eu tenho que pegar amostras do estômago, e com certeza vai demorar para analisar se existe...” Se existe veneno, ele ia completar antes de dar uma boa olhada no corpo aberto. “Anh... é, isso é estranho.” Ele falou em voz alta, puxando a luminária para mais perto do coração... que estava totalmente azul. Turquesa. Aquilo era certamente consequência de algum experimento estranho ou magia. “Uhhh, eu acho que é melhor você voltar amanhã.”
“Claro que tenho.” Argumentou com impaciência, mesmo que não fosse bem uma verdade. Teoricamente, sim, Kitana tinha autorização. Era o seu distintivo, ora essa! Mas naquela situação específica? Especificamente? Anthony tinha pedido que ela não se enfiasse na investigação. Mas o que ele esperava, que ficasse de braços cruzados em sua folga? Ha! Como se não conhecesse Kit. Além do mais, ela nem queria aquela tal folga que fora praticamente lhe imposta. Bla bla, direitos trabalhistas, mas qualquer um que a conhecesse um pouco sabia que o trabalho era a coisa mais importante para a mulher. Trabalho esse que vinha sendo cada vez mais difícil de fazer, inclusive, com tantos imprevistos. Ela reconhecia que às vezes se apressava, ou até inventava demais nas suas missões, mas não era o unico motivo da maioria dos casos realmente importantes não irem para frente. Prender peixes pequenos ou apreender pequenos delitos? Fácil. Uma investigação de alguém influente na cidade? E tudo virava de cabeça para baixo. Não lhe surpreendia, porém. Era uma cidade pequena, e o poder estava muito bem concentrado. Mas não era porque seu superior não acreditava que Vega poderia de fato fazer algo útil que ela ficaria sem tentar. Se para isso tinha que aparecer de surpresa na autópsia feita por Vincent, que fosse. Ele já estava acostumado mesmo. “Nah, já está preso o suficiente.” Deu de ombros, com teimosia. Ponderou se deveria falar algo, embora não tivesse deixado de notar o que ele queria dizer com a pergunta. “Já viu algum crime atingir algum dos ricos dessa cidade?” Devolveu, uma sobrancelha arqueada conforme devolvia a provocação. “E se fosse, não seria eu aqui, mas uma equipe inteira, fora os jornalistas...” E ela nem se preocupou em responder sobre a população, considerando que Storybrooke gostava de se manter cega a qualquer problema e estranheza que lhes acometia. “A gente sabe que-- o que?” Interrompeu seus devaneios quando Vincent notou algo estranho, e a garota se reclinou sobre o corpo, perto do médico. Ela não era da área da saúde, mas também reconheceria que aquela não deveria ser a cor de um órgão. “Está brincando comigo? Nem fodendo.” Ela sabia que tinha algo estranho acontecendo! “O que é isso? Pode ser efeito de alguma droga nova?”
@berenaoberenice
❛ no ones here. we can be as loud as we want. ❜ // @edwardmaddox
Tinha prometido a si mesma que não continuaria aquela loucura. Se envolver com Edward era indevido por muitos motivos, o primeiro dele era o fato do homem ser um criminoso. Tá, ele também não era nenhum assassino ou sequestrador, só um idiota que furtava algumas coisas as vezes (coisas suas, inclusive). O fato era que ela já havia decidido que o que quer que havia ali, não poderia continuar. Acontecia que aquela sua decisão sempre acabava sendo quebrada no momento em que estava sozinha com o Maddox, como se seu auto controle escapasse por seus dedos cada vez que ele estava perto demais. Poderiam culpá-la? Ele podia ser irritante e completamente sem noção, mas o filho da puta era um tremendo de um gostoso. Como diziam? A carne é fraca. Quando foi até a alfaiataria, tinha um objetivo claro em mente: simplesmente buscar a jaqueta de Anthony que, há alguns dias, havia rasgado por acidente. Seria tudo muito simples, se Kit tivesse esperado para ser atendida ao invés de invadir a parte de trás da loja, onde um Edward bastante descamisado se encontrava. Algo sobre derrubar chá na sua roupa; não tinha certeza, não prestou muita atenção. O fato era que em alguns minutos, sua postura decidida uma vez mais se desfazia, e tão logo Kitana se encontrava sentada na mesa com Maddox entre suas pernas, beijando o rapaz exatamente do jeito que havia prometido não fazer mais. Ao ter a impressão de que alguém entrava na loja, porém, Vega se afastou de repente. Ed tomou alguns instantes para trancar a porta que dividia os cômodos do estabelecimento e então a acalmou com a frase. Considerando que ela também havia comparecido próxima do horário em que a loja fechava, dificilmente alguém os atrapalharia mesmo. "Ótimo." Respondeu, puxando Maddox para perto e deitando na mesa para que ele se colocasse por cima dela.
@edwardmaddox
“ do you understand the damage you’ve done here!? ” // @anthonymendez
Kitana revirou os olhos, um tanto impaciente. Tudo bem, as coisas não tinham saído exatamente como precisava. Mas era apenas um pequeno atraso no plano, logo eles retornariam aos trilhos. "Se você não insistisse em me desmentir, a gente teria entrado." Resmungou, já que seu plano de fingirem ser o casal Johnson. Certo que nenhum deles tinha exatamente a cara de dois branquelos chamados Johnson, mas ainda sim a mulher teria caído e eles conseguiriam entrar na festa sem levantar suspeita. Mas nãaao, Anthony tinha que deixar óbvio que não havia relação alguma ali. Agora tinham sido expulsos da festa de gala para a qual, inclusive, ela tinha se produzido muitíssimo bem para que fizesse parte do cenário. "Espera aí, tive uma ideia. Você não tem medo de altura, tem?" Apontou para a lateral do prédio, onde havia no terceiro andar uma janela enorme e uma escada de incêndio.
@anthonymendez
edwardmaddox:
📲: Eu estou aprendendo a cozinhar!
📲: Mais especificamente, ovos de páscoa!
📲: Depois vou esconder tudo no parque e assistir as pessoas brigarem por eles. Vai ser uma grande festa! Já roubei cupons suficientes pra dar como prêmio para quem conseguir achar mais ovos de páscoa.
📲: Espero que o Coelho da Páscoa não fique irritado com isso, não é como se ele estivesse tão animado assim ultimamente.
📲: Mas voltando… alguém que não sou eu entrou na sua casa.
📲: Você não pode usar sua arma de choque em mim se você não sabe onde ela tá
📲: Tá ocupada com o que?
📲: Tira foto.
📲: .........................................................meu deus.
📲: já colocou fogo em quantas coisas?
📲: olha aqui, maddox, se eu começar a receber chamados pra separar briga no parque pelo seu projetinho eu vou te esganar
📲: mas aceito chocolate de páscoa, se quiser. um que você não tenha feito.
📲: coelho da páscoa?
📲: ai, cara, não acredito que eu continuo te dando moral
📲: [typing...]
📲: [typing...]
[ dez minutos depois ]
📲: [sent picture]
SMS to @edwardmaddox
📲: edward
📲: eu tive que mandar arrumar de novo a minha janela
📲: por favor, entenda
📲: invadir pra devolver algo que você pegou NÃO É melhor que invadir pra roubar
📲: da pra ficar longe das minhas coisas????
edwardmaddox:
📲: O que? Mas eu não estava aí esses dias…
📲: Na verdade, estive muito ocupado com um grande projeto
📲: …
📲: Você não vai perguntar o que é?
📲: Enfim, não fui eu
📲: Ou foi… Talvez eu esteja bebendo demais…
📲: Mas se você tem outras pessoas entrando e saindo pela sua janela e não tá sabendo, é melhor eu te devolver aquela arma de choque
[quinze minutos depois]
📲: que projeto, edward?
📲: não teve mais ninguém nos últimos dias aqui não
[cinco minutos depois]
📲: porque eu tava ocupada
📲: só por isso
📲: calma aí
📲: você pegou a minha arma de choque também? sério, eu vou usar ela em você.
SMS to @edwardmaddox
📲: edward
📲: eu tive que mandar arrumar de novo a minha janela
📲: por favor, entenda
📲: invadir pra devolver algo que você pegou NÃO É melhor que invadir pra roubar
📲: da pra ficar longe das minhas coisas????
❝ are you crying? ❞ + @alvahwasjafar
Sabia que estava se envolvendo em coisas perigosas. Como policial, já se era esperado que seus dias fossem repletos de situações complicadas e que ficasse marcada pelas sombras daqueles que atrapalhava. Kitana não tinha medo do perigo em si, da dor, de eventuais ameaças e vinganças. Talvez devesse ter, percebia naquele momento. Sempre curiosa e enérgica, qualquer um que a conhecesse saberia bem a incapacidade que demonstrava de simplesmente fazer o que mandavam. Fato era que a mulher não conseguia aceitar o ritmo tão lento da delegacia, que nunca parecia resolver nada de fato. Pessoas poderosas sendo soltas, casos sendo arquivados, e ninguém parecia realmente interessado em resolver qualquer coisa. A cidade tinha uma gigantesca energia de ‘sempre foi assim, eu acho, então tudo bem’; mas para Kit não funcionava daquela maneira. Por isso ia contra as ordens dos superiores e reabria os arquivos antigos, por isso rastreava pessoas de um suposto esquema que estava perto de compreender, e por isso, também, havia acabado naquela situação. Vega tinha um desapreço especial por Alvah Isra, que já havia inocentado inúmeros culpados que ela prendera. Cética como era, não costumava acreditar em energias, mas até mesmo ela diria sentir uma muitíssimo negativa da parte dele. Ainda sim, jamais poderia imaginar algo naquele nível. Erro seu por supor qualquer coisa, mas imaginaria o juiz na sala de sua enorme mansão, apreciando um uísque caro enquanto talvez dois ou três capangas a atacassem em um beco para uma lição na policial enxerida. Mas nunca, nunca esperaria ser sequestrada e confrontada diretamente por ele. Ha! E se ao menos fosse só isso. A cabeça seguia zonza pela falta de comida e água em quantidade adequada, e sinceramente, não sabia mais quanto tempo estava ali. O corpo todo doía, de modo que nunca sentira antes. E não era para menos, afinal. Nenhuma maratona, nenhum tiro, nenhum ataque havia lhe ferido tanto quanto as torturas doentias que aquelas pessoas faziam em si. E Kitana Vega sequer entendia o porquê. O que queriam dela? Se queriam assusta-la, parecia exagero demais. Se queriam acabar com ela, podiam simplesmente tê-la matado. Foi difícil focar os olhos embaçados na figura que se aproximava, e a policial se encolheu no canto, sem conseguir mover muito bem as mãos amarradas. Uma vez mais, seu corpo estava curado, e ela não entendia como era possível. Estava sendo submetida a algum tipo de teste estranho? Uma cobaia? Mesmo sem qualquer marca, a dor fantasma parecia tatuada na mente enquanto ela se recordava da sensação da pele queimada, dos cortes, dos chutes. O homem ali presente só queria dizer que tudo recomeçaria, e foi impossível não contorcer o rosto em medo e desespero. “Por que não diz logo o que quer de mim?” A fala tinha a intenção de sair forte, firme, mas saiu como se choramingasse. Porque ela o fazia. O corpo todo da mulher tremia, e os olhos lacrimejavam enquanto os dois outros homens (aparentemente funcionários do juiz) entravam no lugar também, trazendo uma cadeira, um balde de água, um pano. Ah, não. “Alvah, por favor…” Que situação! Kitana Vega implorando. Mas pouco adiantaria para o homem que precisava prosseguir com seus objetivos, e logo a garota foi erguida sem qualquer delicadeza pelos fios de cabelo, somente para ouvir a provocação. “Vai se ferrar” Proferiu por fim, antes de cuspir no rosto do mais velho, percebendo somente depois o quão péssima havia sido tal decisão.
“you’re so sexy when you’re hot and bothered.” / @edwardmaddox
Era muito difícil falar sério com Edward; e por inúmeros motivos. Para começar, ele parecia ter vários parafusos a menos que o impediam de ter noção de qualquer coisa. Se ela o ofendia, ele dava um jeito de mudar a situação e fazê-la acreditar que de alguma forma, seus dizeres eram positivos. Isso sem contar. Ele nem sempre parecia entender bem o sarcasmo também, ou se preocupar em atravessar os limites da paciência de Kitana, o que nem era algo tão raro de atingir. Mas a parte mais difícil era que, sabia-se lá por qual surto psicótico a policial estaria passando, ela mesma já não parecia querer com o mesmo afinco que Maddox a deixasse em paz. Não que ele tivesse parado de lhe irritar! Pelo contrário, ainda, pois parecia ter aprendido exatamente quais botões apertar para que Vega estivesse perto de assassina-lo. Mas se quisesse - se realmente quisesse -, já tinha arrancado o rapaz dos seus dias há muito tempo. Como fazê-lo, porém, quando ele se aproximava daquele jeito? A voz era baixa e soava sensual, não porque ele se esforçava para tanto, mas porque havia uma espécie de sinceridade ali. Ao menos era um fato que Ed fazia bem ao seu ego. “Você sabe que a linha entre isso e ‘furiosa’ é muito tênue, não sabe?” Devolveu, ajeitando-se no sofá, com o mísero gesto já deixando claro que ele poderia se aproximar mais se quisesse. Claro que ele sabia, tinha virado especialista em mantê-la naquele estado. Raivosa, enervada, eufórica, ansiosa. Para alguém que gostava tanto de adrenalina e emoções, o jogo constante era um estímulo divertido. Não que se atrevesse a dizer tal coisa em voz alta.