Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, NURI BOO em seus VINTE E CINCO anos, jura seguir o legado de FADA MADRINHA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe GENTILEZA e não se permite ser corrompido por TEIMOSIA. Por último, é deixado um corte na mão de DENIZ CAN AKTAS como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: empatia animal é a habilidade de se comunicar e saber o que os animais mágicos e não mágicos sentem através do toque. sua habilidade se limita a um animal por vez e é necessário que ele o esteja o tocando para que a magia aconteça. com a valsa da lua de sangue veio a sensação de que poderia se comunicar e entender como se sentem os animais de uma cidade inteira, mais do que isso, a sensação de que poderia controlá-los telepaticamente veio com força também.
OCUPAÇÃO: assistente de veterinário em Zootopia
DORMITÓRIO: 411 - Tea Party
headcanons - conexões
SOBRE:
nascer um legado não deve ser fácil pra ninguém, é o que o boo acredita, ele duvida que seja difícil só pra ele e os irmãos, não é possível. para o pesadelo da fada madrinha, seu segundo filho nasceu discreto demais, quando criança vivia torcendo o nariz para as fofocas da mãe e dava pequenas lições de moral para qualquer pessoa, inclusive para ela.
conforme foi crescendo, nuri foi ficando cada vez mais contido e não é mais comum ouvi-lo dando lições de moral por aí (algo que ficou na infância), no entanto, continua não gostando de fofocas e apesar de reconhecer o talento da mãe, não aprova a parte suja de seu trabalho, invadir a intimidade das pessoas não é algo que ele considere divertido e já foi motivo de várias discussões entre ele e a genitora.
ingressar na academia foi uma libertação, finalmente pôde sair da mansão boo e ter seu próprio canto longe dos olhares reprovadores da mãe. finalmente ele pôde viver relativamente em paz, conseguindo se safar com mais facilidade do controle emocional da mãe. foi na academia que ele descobriu que os castigados não eram aquilo tudo que a mãe contava, muitos deles eram até mais fofos e gentis que alguns legados de mocinhos. apesar dos defeitos e problemas, nuri ama sua mãe e sua família, se fosse preciso usar seu poder para ajudar ou livrar a barra de algum deles, ele o faria sem pensar duas vezes.
por falar em poderes, o boo não poderia ter ficado mais feliz com sua habilidade mágica! desde criança tem uma enorme paixão pela natureza e animais, conseguir se comunicar com eles (até mesmo os dragões) era simplesmente incrível e desde o início ele sempre se empenhou muito para desenvolver sua habilidade mágica, acrescentando em seus estudos anatomia animal e botânica.
sua paixão pela natureza e a vontade de ser independente o fez conquistar uma vaga de assistente de veterinário em zootopia.
nem mesmo um dos alunos mais aplicados estaria livre de uma reprovação no segundo módulo e foi exatamente isso que aconteceu com nuri, apesar de ter ficado levemente decepcionado, não achou tão ruim assim e desde então se empenha cada vez mais para não ter uma nova reprovação. se sente um pouco apreensivo em ter que escolher um caminho para seguir quando chegar ao terceiro módulo, algo que não está muito distante.
possui uma personalidade tranquila e gentil, não se incomoda em tirar dúvidas de alunos em anos e módulos abaixo, é comum encontrá-lo na biblioteca ou com um livro na mão, mas ele não lê contos ou histórias, sua preferência é por livros acadêmicos. o boo consegue ser divertido e espirituoso quando está com amigos ou pessoas com quem possui mais intimidade, ás vezes ele usa seu lado mais engraçadinho quando alguém está triste também. gosta de ser discreto, mas nem sempre consegue, já que consegue ser um misto de atrapalhado distraído com alguém de pura energia
Abriu um sorrisinho ao ver a mensagem em seu iWish, mas logo fechou a cara ao se lembrar daquela cena. Já se completavam dois anos desde o término, em que ela mesma havia decidido pôr um ponto final. Vinham sendo bons amigos desde então, por que recentemente vinha tendo essas crises de ciúmes do ex-namorado? Não fazia sentido algum, mas não facilitou nem um pouco quando o viu sair da Caverna dos Amantes, justamente com a princesa que o havia acompanhado no baile. A sua parte madura e sensata, que não era muito evidente, sabia que ela não tinha direito algum de se sentir assim, mas ela não conseguia controlar a irritação de de vê-lo em um possível flerte com outra. Mesmo assim, foi até o quiosque em que ele pediu para encontrá-la, e suspirou fundo, como se buscasse ficar bem, ao se aproximar. “ —— Olha quem resolveu lembrar que eu existo. —— ” Disse, com um sorriso no rosto, o tom misturando a brincadeira e o drama, como era natural de si. Sentou-se ao lado dele, e não deu o beijinho carinhoso na bochecha que costumava. “ —— Me chamou por que? Aposto que estava entediado e só por isso lembrou de mim. Fui a sua última opção. Mas vamos lá, me diga seus planos. Quer ir ao restaurante do Linguado? Bar Starfish? Imagino que não queira ir à Caverna dos Amantes, fiquei sabendo que você já visitou com outra pessoa. —— ”Tagarelou, de uma só vez, se odiando por dentro por não ter controlado a própria língua. Esperava que ele não notasse ou desconfiasse de alguma coisa, ou teria de inventar uma boa desculpa.
não era namorador como o irmão mais velho que trocava de parceira com se trocasse de cueca, não que visse algum problema nisso, só não era a vibe de nuri. ao longo de sua vida tinha tido poucos romances, apesar de não ter preferência pela casualidade, acabava suprindo a carência ficando vez ou outra com pessoas conhecidas e bom... de alguma forma era ele quem saia com o coração meio partido dos relacionamentos. foi assim com allura e com yves. no caso da crystal, mantiveram a amizade, ele raramente conseguia guardar rancor de alguém, eram amigos antes de namorar, o carinho que sentia por ela não sumiu, então não via problema em manter a amizade. queria companhia para beber aquela noite, além de estar com saudades da amiga, foi isso que o motivo a enviar-lhe uma mensagem para que encontrasse consigo. só não esperava aquela enxurrada de drama que recebeu quando ela finalmente apareceu, o que não deveria surpreendê-lo, já que allura sempre tinha sido assim. a risada que escapou foi inevitável. “isso é ciúmes lu?” a provocou com um sorriso. “sério mesmo que vai chegar assim sem nem me dar um beijinho? o que eu fiz de errado agora?” não que ele achasse que tinha feito algo de errado, apenas aprendeu que era melhor o jogar o jogo dela do que contrariá-la. “estava com saudade e queria sua companhia, só isso” quase rolou os olhos ao se levantar. “vem comigo” não deu espaço para ela negar, apenas a puxou pelo pulso, a levaria onde quisesse.
Se tinha uma coisa que Klaus gostava de fazer era observar os seus amigos que malhavam, enquanto comia qualquer porcaria, ok, Klaus era magro e tinha um excelente condicionamento físico porque dançava, não era um tipo de segredo, mas aquela barriga era quase como um buraco negro. Tinha com ele um pacote de batata chips com muita gordura e sal, não que isso fosse importante, mas naquela ocasião parecia bastante provocativo. “Tá divertido comer enquanto te assisto” Disse antes de colocar outra batata na boca, mastigando lentamente enquanto observava os movimentos feitos por ele, mas não evitou o revirar de olhos com o comentário do outro. “Achei que você ia dizer pra ir aí, largar essa batata… não que eu fosse largar a batata pra te beijar” Brincou, dando uma risadinha depois disso, aquelas brincadeiras podiam até chegar na prática, mas era isso, amigos que brincavam e se beijavam as vezes, nada demais.
não era adepto de dietas e comia de tudo, não era como se tivesse alguma restrição alimentar, apesar de vez ou outra evitar alimentos muito gordurosos por causa da leve gastrite que tinha. só que o cheiro daquela batata tava o matando, se bobear estava pior que mulher grávida quando sentia desejo de comer alguma coisa. “tá divertido me torturar isso sim” retrucou o olhando feio, apesar de não star realmente bravo nem nada. “existe alguém por quem você largaria a comida para beijar?” indagou em tom divertido e curioso, falar enquanto fazia o exercício não era um problema. ao menos não quando a companhia era klaus, uma das pessoas que mais gostava. “e eu só te beijaria depois de um encontro, tô mais difícil agora” não que o boo fosse alguém fácil que saia ficando com qualquer um por aí, costumava ficar com pessoas específicas quando não havia um envolvimento romântico, caso houvesse ele se tornava super romântico e fazia questão de ter encontros, o que não era o caso ali, só estava provocando o amigo mesmo.
Ainda estava cedo para voltar ao dormitório mas seus bolsos vazios praticamente estavam prestes a lhe obrigar a fazer a caminhada da tristeza, já que desejava beber mais e não tinha como pagar. Tomava o caminho mais longo de volta a academia, passear por entre os quiosques sentindo o vento ameno da noite e os pés empurrando a areia macia era fantástico. Um jeito de solucionar seu problema seria pedindo que alguém pagasse umas bebidas para si, mas a questão é... quem? Andava tentando olhar para os quiosques em busca de conhecidos com o coração bom e que tivessem uma carteira mais abastada que a sua. Quando @fairypadrinho entrou em seu campo de visão, Zeki quase tropeçou na areia fininha. A beleza do rapaz sempre lhe deixava sem palavras, mas a luz do luar? Poxa, tornava sua vida difícil. Praticamente foi atraído até ele, batendo levemente seu ombro ao dele para indicar sua presença antes de apoiar-se de costas com os cotovelos descansando no balcão de madeira, a face voltada para o mais alto. ' ——— Está parecendo muito gostoso... esse drink.' disparou, o sorriso travesso enfeitando seus lábios. Podia até culpar o Boo por sua falta de excals, não podia? Gastava quase tudo o que ganhava só para vê-lo dois dias na semana no Bread with Love. ' ——— É tão bom quanto parece? '
não tinha o hábito de beber para ficar bêbado, gostava de desfrutar as bebidas, era uma forma de relaxar em alguns momentos, ainda que preferisse a companhia dos animais, ao mesmo estavam em undersea e só de estar ao ar livre já era o suficiente para o boo. deveria se recolher para acordar cedo na manhã seguinte, só que algumas coisas perturbavam sua mente, questionamentos sem respostas que não o ajudariam dormir. resolveu ficar mais um pouco no quiosque, pediu mais uma bebida refrescante. estava distraído admirando a beleza da lua quando zeki se aproximou. o sorriso se alargou nos lábios de nuri. “só o drink?” a provocação foi automática, não por querer realmente flertar com o rapaz, talvez fosse só o efeito da bebida. virou-se para o outro, aproximando a face da ele. “quer experimentar?” até tentou soar sedutor, mas o riso que escapou estragou tudo, deixando claro que estava brincando. voltou para a posição inicial e então ofereceu o que estava bebendo. “se não gostar, pode pedir outra coisa, acho que tô precisando de companhia hoje, pode deixar que eu pago”
Ok, talvez Qianyue tivesse exagerado na bebida. Exagerado até demais. Ela tinha esse problema de não reconhecer limites, e não fazia nem uma hora que havia pisado os pés no Starfish e já perdera a conta de quantas vezes havia entornado o caneco. Jã havia sorrido, chorado para uma estranha no banheiro (que agora era sua melhor amiga), mandando mensagem para a ex… puro desastre. “Tá tudo verde!” Comentou (quase gritou, na verdade) para Nuri, a risada vindo logo em seguida. “Você sempre foi verde?”
nuri não era do tipo que bebia muito, gostava de tomar alguns drinks e desfrutar da alegria que o álcool proporcionava, mas normalmente não costumava passar disso. claro que ele deveria ter levado os drinks mágicos do starfish mais a sério, o resultado? “será essa a prova que nasci a partir de um repolho?” respondeu entre risos antes de começar a cantar a música que começava. “Quando digo que deixei de te amar. É porque eu te amo. Quando eu digo que não quero mais você. É porque eu te quero” um clássico do naveen que o boo cantava como se realmente sofresse por alguma ex. “canta comigoooo!”
Riu com aquela recepção repentina, não esperava mesmo que ele reagisse de tal forma, mas nem julgaria já que era possível que Daudi fizesse o mesmo. — Oh mesmo? — Brincou. Ainda deixando suas coisas de lado, tentando manter o foco no pedido e no rapaz que já chegava ali. — Que tal ficar aqui? — Sugeriu. — Não sei se as mesas vão desocupar logo, então para não ficar esperando, pode ficar aqui. Vou trabalhar um pouco, então nem vou incomodar, juro!
riu com gosto balançando a cabeça levemente me negativa. “isso não quer dizer que as outras vezes que nos vimos eu fiquei triste” brincou mantendo o tom simpático e divertido. “posso mesmo?” por mais que fosse sua intensão pedir para dividirem a mesa, não queria atrapalhar o king. “você não me incomodaria, posso observar você trabalhar? é um hábito meio bobo que eu tenho, observar um pouco as pessoas. se não for te atrapalhar, claro”
quando criança os aniversários eram sempre divertidos, mesmo quando a fada madrinha resolvia fazer uma festa espalhafatosa. conforme foi crescendo as festas diminuíram ou nuri passou a querer fazer outras coisas. no entanto, uma coisa não havia mudado nos últimos cinco anos... sua mãe sempre dava um jeito de lhe apresentar alguma pretendente em seu aniversário. muitas vezes organizando festas, bailes ou jantares surpresa.
esse ano seria diferente, ele não estava disposto a continuar jogando o jogo manipulativo e apelativo da mãe. a relação deles já se encontrava balançada o suficiente, principalmente depois do baile da lua de sangue.
mesmo amando os irmãos e amigos, nem mesmo para eles o segundo boo daria uma brecha. assim que terminou as aulas daquela noite rumou para o dormitório, a mochila com tudo o que precisava já estava arrumada e foi preciso apenas sair da academia, usar o portal da família e pronto... estava com aqueles que mais admirava: os animais.
passaria o aniversário em zootopia, cuidando dos animais que ali viviam, acampando ao ar livre e fazendo algumas das coisas que mais amava no mundo. o wisher não estava desligado e qualquer um poderia entrar em contato com ele.
claro, ele tinha receio de que os irmãos e amigos próximos pudessem odiá-lo por sumir no dia de seu aniversário, mas se eles realmente o conheciam, saberiam onde ele poderia estar e nada os impediria de ir até zootopia procurá-lo.
meia noite e finalmente era 07 de julho, um sorriso bobo brilhava nos lábios masculinos ao observar o céu com a ajuda de sua luneta. ali em meio a natureza não havia as luzes da cidade, a visão era de tirar o fôlego. e estava muito bem acompanhado com a raposa dorminhoca, um occamy, um fwooper e um filhote de qilin.
« ♕ ☪ ⇀ Ela não era o tipo de pessoa que se deixava levar por romances - ou emoções, de modo geral. Malika era prática, sensata, racional, uma virginiana completa, ou era o que ela preferia mostrar para todo mundo; ainda assim, ela se sentiu tentada a visitar a caverna dos amantes por uma razão que ela talvez não compreendesse totalmente - o que a deixava louca! Tudo o que não compreendia, era um risco de não conseguir controlar, e perder o controle para ela era dar chance ao azar, deixar as coisas soltas significava que algo poderia dar errado. E apesar dos pesares, lá estava ela, na caverna dos amantes, se surpreendendo com os cristais que quase a faziam perder o fôlego, brincando com seu poder enquanto tentava repetir o que sentira em sua magia durante a valsa da Lua de Sangue, mas até então nada fora parecido. De repente, por um momento mágico, ela realmente se sentiu brilhar, um pouco como naquela noite, seu sorriso mais eufórico e genuíno do que costumava permitir. Virou-se de imediato ao reconhecer a voz ao seu lado, o resquício do sorriso ainda evidente, mas Malika tirou a mão dos cristais à frente, seu poder minguando embora seu coração tivesse começado a bater um pouco mais forte. O que era aquele puxão, afinal? Ela quase podia sentir uma ligação entre os dois desde que dançaram ❝―――――É verdade… ❞ começou, enquanto olhava dos cristais para ele, um riso curto com a pergunta que costumava ser tão simples de responder, um automático “tudo bem, e com você?” quase saindo de suas lábios. Ainda assim, ela não conseguiu, não sentindo aquela ligação ❝―――――Eu confesso que não sei dizer ❞ disse com um sorriso um pouco envergonhado ❝―――――E você? ❞
um certo alívio escorreu por seu corpo ao ouvir a resposta alheia, percebia a sinceridade nas palavras dela e talvez aquilo quisesse dizer que ela se sentia pelo menos um pouco como ele. “confuso principalmente... aquela valsa foi incomum” murmurou como se contasse um segredo, e era... um segredo deles, só deles. apesar das palavras não havia conotação negativa, estava mais para uma constatação. a valsa da lua de sangue foi realmente estranha. “sua habilidade é interessante, não que essa palavra seja o suficiente para descrever” comentou com simplicidade. “e você fica linda quando está brilhando, eu... ainda lembro muito bem do quanto você brilhava enquanto a gente dançava” não sabia se deviam conversar sobre aquilo ou não, era estranho e um pouco incômodo não saber ao certo o que fazer. “há milhares de perguntas sobre o que aconteceu em minha mente, mas não sei se você quer conversar sobre isso... e se eu estiver cruzando alguma linha que não deveria, desculpa, mas preciso te dizer pelo menos uma coisa” se virou para ela de modo que pudesse olhá-la e céus... ela era realmente muito bonita. “nunca fomos próximos e depois do baile eu sinto uma conexão com você, algo que não consigo explicar. andei pensando sobre isso e gostaria de te conhecer melhor, saber mais sobre quem é malika malyeek. se você quiser”
Andy sabia exatamente onde estava se metendo quando aceitou o convite da Fada Madrinha, sabia que aquele encontro seria com Nuri e que a mulher seguia insistindo em algo que não tinha dado certo na adolescência. Porém Andromeda ainda guardava rancor da forma como havia sido descartada pelo Boo e apenas por isso aceitou a oferta dela, queria provar para o outro que quem havia saído perdendo naquilo tinha sido ele, não ela. E foi por isso que na hora marcada a Fantastic entrou no restaurante linguado’s usando seu melhor vestido para a ocasião, havia se arrumado até um pouco demais porém o suficiente para que ela se sentisse segura de si mesma. Ao ver Nuri sentado na mesa, se aproximou dele com um sorriso no rosto um tanto falso e pode observar a expressão de surpresa e um tanto de insatisfação no rosto alheio.. “Boa noite, Nuri…Parece que sua mãe esqueceu de te avisar com quem era o date hoje. Outro blind date pra você?”
a visão de aylin não o afetou de início, apesar dela estar belíssima, na verdade ela sempre fora bonita, algo que ele nunca negou. conforme ela foi se aproximando da mesa onde estava, um certo pânico começou a crescer dentro do boo. seria ela seu blind date? o suspiro cansado foi inevitável, não deveria estar surpreso, ao menos não quando se tratava de algo organizado pela mãe. “boa noite Aylin, você é sempre bonita, mas hoje está ainda mais” declarou simpático e sincero. “não acho que ela esqueceu, só não quis me dizer mesmo” encolheu os ombros como se não fosse nada demais. se levantou para puxar a cadeira para ela se sentar. “gostaria de pedir algo e conversar ou... prefere continuar me odiando?” apesar do conteúdo das palavras ele não soava grosseiro ou irônico, só estava um pouco cansado daquela situação e gostaria de poder ao menos conversar e se entender com a fantastic. ele e marlo eram amigos, será que não dava para se dar bem com aylin também?
eles não eram super amigos ou super próximos, mas de alguma forma uma conexão foi estabelecida entre os dois. e daí que @effieofhearts era uma castigada? desde que entrara para a academia a visão de nuri tinha mudado muito e não havia nada que a fada madrinha pudesse fazer, só torcer o nariz para as ações do filho mesmo. só o ponto aqui nem é esse, quando o boo número dois ouviu pelos corredores da academia que a hearts que tinha se machucado e se recusava a ir até a enfermaria ele não pensou duas vezes antes de invadir o dormitório alheio, por sorte ela o dividia com uma das amigas de nuri, o que facilitou bastante. “não acredito que está sendo tão teimosa” retrucou ao adentrar o quarto de effie, buscou rapidamente por seus pés, percebendo que o esquerdo estava bem inchado e um pouco roxo. teria que levá-la até a enfermaria, ela querendo ou não, por mais que soubesse lidar com uma torção, era melhor que uma enfermeira lidasse com aquilo devido a parcial gravidade da situação. “você pode me odiar por causa disso, me xingar, mas nós vamos até a enfermaria sim, mocinha” declarou já esticando os braços para retirá-la da cama e a erguer no colo. “sua teimosia pode colocar sua posição no magibol em risco, sabia?”
meu caro anônimo, acho que se eu não disser que a dona do meu coração é a @roxcnne ela me mata, mas romanticamente falando eu tô livre, um pouco confuso talvez, mesmo assim nada te impede de tentar. só fique ciente de que eu não sou muito adepto do casual, até rola alguns beijos sem compromisso (né @ncrthzin?) vez ou outra, só que não é muito minha praia. gosto de me envolver, de ter encontros, de surpreender e ser surpreendido. também sou bastante romântico. tô avisando pq tem gente que acha isso brega e se você for uma dessas pessoas já tá sabendo, aí pode desistir ou investir.
só espero que isso não seja uma pesquisa dos meus irmãos e amigos para me arranjar algum pretendente, @musadovcrao é especialista nisso que eu sei. ah e se por acaso minha mãe tentar armar um encontro entre eu e você, jamais aceite. esse é o primeiro motivo que me faz não querer nada com alguém ( @aylinfantastic está traumatizada até hoje).
Era natural que assumisse uma postura mil vezes mais manhosa quando na companhia de um dos irmãos, principalmente dos mais velhos, de modo que encostou o recipiente de álcool no chão e removeu as luvas das mãos, no mesmo instante em que Nuri surgiu em seu lado, projetando um beicinho nos lábios antes de apoiar a cabeça no braço do maior. Parecia derrotada, e estava mesmo por dentro! Era castigo demais que não pudesse aproveitar a temporada de verão, mesmo não sedo aquela a sua estação. ❛ Você acha que eu não disse? Ainda falei que iria procurar o estatuto dos adolescentes gerados magicamente, mas quem disse que ela me deu bola? Estava irredutível, Nuri, irredutível! ❜ Lamentou, deixando escapar um suspiro digno de pena. As mãos seguraram as do mais velho, tentando o impedir de limpar. Não queria fazer isso e evitaria que ele o fizesse também, se possível. ❛ Mas e nossa alma? Como você explica nossa essência? Uma abóbora não precisa disso, nem mesmo uma carruagem. Será que eu vim de um ratinho? ❜ E, ah, ela queria chorar! E o fez, teatralmente, mesmo que não estivesse brincando sobre o assunto. Era muito sério! ❛ Por isso eu amo queijo? ❜
se havia algo que ele não conseguia resistir ou suportar era o sofrimento das irmãs, mesmo que fosse uma manha exagerada, não importava, nuri era mole demais para ser rígido com qualquer uma delas e aquele beicinho já tinha amolecido ainda mais seu coração. deslizou uma das mãos pelos cabelos dela em forma de consolo, ouvindo atentamente tudo que ela tinha pra dizer. teve que segurar o riso quanto ela falou do tal estatuto e apesar de não aprovar o comportamento da matriarca, não podia culpá-la por não ter dado bola para aquilo. a trouxe para perto num abraço apertado, as mãos passeavam pelas costas da mais nova numa carícia suave com o intuito de tranquilizá-la. “sabe o que eu acho? que você veio de uma estrela, uma alma resgatada dos céus para brilhar aqui na terra” murmurou uma explicação que talvez não acreditasse totalmente, mas que lhe pareceu bonita, como um bom amante do céu. os non maj adoravam dizer que quem morria ia para o céu e se transformava em estrela, talvez a fada madrinha tenha transformado algumas estrelas em seres humanos. “e você brilha mais do que qualquer um aqui” se afastou um pouco só para pegar a face dela entre ambas as mãos e olhá-la nos olhos antes de depositar um beijo em sua testa. “o que acha da gente sair daqui e ir caminhar na praia, aí você me explica melhor o motivo disso ser tão importante e isso a perturbar tanto?”
Normalmente Ayfer não teria deixado o quiosque após o comentário ácido de Arista, ou seria Alana? Talvez Attina? Independente de qual Triton fosse, era inusual que se sentisse intimidada por outrem, ainda assim, ela deixou o suco pela metade e os excals na mesa antes de decidir dar uma volta na praia, deparando-se com a presença de Boo ali. A mão, posicionada pouco acima dos olhos, fazia sombra para que estes pudessem se abrir um pouco mais já que estava com preguiça de localizar os óculos escuros na bolsa, e ela sorriu suavemente ao que foi notada pelo outro. ❛ Disse que por algum motivo isso não me surpreende. ❜ Gesticulou para os livros, antes de inclinar-se contra ele a ponto de ficar face à face com Nuri, as mãos estabelecendo-se sobre os apoios de braço da cadeira onde ele se sentava. Daquela distância, seus narizes quase se tocavam, e ela sentia as respirações se misturar-se. ❛ Quanto tempo você passa procurando se entreter com algo, quando eu não estou por perto? ❜
poucas pessoas conseguiam julgar o boo sem que ele se incomodasse ou ficasse irritado, ayfer era uma delas e não era só porque ela era belíssima, talvez fosse, mas nuri não tava pronto pra admitir isso ainda. não podia ser só beleza, com certeza era aquele magnetismo que a soul possuía, que o atraía feito imã quase que o tempo todo e o fazia fazer todas as vontades dela. ia falar algo sobre julgamento, no entanto, todo o seu raciocínio foi para o espaço quando ela ousou se inclinar sobre ele. inebriado pelo cheiro viciante dela e levemente atordoado pela proximidade, piscou os olhos afim de voltar para a realidade. “er...” coçou a garganta. “o que te faz pensar que meu único entretenimento é você?” murmurou a primeira coisa que lhe veio a cabeça e apesar do teor das palavras, não havia sombra de um tom grosseiro, era um murmúrio divertido e levemente charmoso. um flerte que ele não tinha planejado fazer. uma provocação que apesar de espelhar a dela, não chegava nem perto do poder que ela tinha sobre si. os olhos se mantinham na face feminina, principalmente nos olhos, mas vez ou outra descia para a boca dela e nesse momento o boo salivava, movendo discretamente a língua sobre os próprios lábios, quase engolindo em seco.
Blizzard não escondia que era um grande fã de Naveen, e estava animado por poder curtir o show dele na praia, tendo decidido até não comparecer à aula naquela sexta-feira. Sentia-se conectado de algum modo com suas letras, e sempre cantava todas as músicas com empolgação, enchendo os pulmões de modo que seu entusiasmo pudesse ser visto há metros de distância. Contente por estar curtindo o show com seu irmão, ele abraçava Nuri pelos ombros enquanto cantava o refrão com o mesmo. “Como assim não sabe se deve levar a sério? Ele conta muita coisa através das músicas dele.” disse, sua fala já soando meio lenta e embolada devido a quantidade de álcool que já havia consumido.
talvez nuri nuna tivesse parado para realmente ouvir as músicas do naveen ou talvez fosse apenas a vibe de férias do verão, o fato é que aos poucos o segundo boo estava se tornando fã daquele pagodeiro farofeiro. de qualquer forma nada era mais importante do que passar um tempo com o irmão naquele momento. “conta... mas nem tudo deve ser verídico, aposto que muitas das coisas que ele conta é por pura diversão” provocou com um largo sorriso, talvez não fosse uma boa ideia implicar com o mais velho bêbado daquele jeito. queria conversar com ele sobre dulcie, mas definitivamente blizz não estava no seu melhor momento para isso. claro que Damn, Boy! ia começar a tocar em algum momento, o que arrancou uma gostosa risada dele que logo estava grudado no irmão e cantando junto mais uma vez. “E quando eu tô assim, é só aventura. Tira a mão de mim, ninguém me segura. Cola comigo, que eu tô no brilho. Hoje eu vou me jogar!” cantava animado junto com o mais velho e o público. “quer fazer o que quando acabar?” quase berrou no ouvido do outro, sentia que o show estava no fim, talvez por isso naveen estava tocando seu maior sucesso.
starter com @fairypadrinho.
onde: praia de seatopia.
“Nuri!” Amado bem tinha lhe avisado sobre a presença próxima do Boo, mas estava tão entretida com o jogo de Fireball que não lhe dera muito atenção. Já de volta ao normal e com um drink em mãos, não hesitou em se acomodar na cadeira vazia ao lado do rapaz, tudo com um grande sorriso no rosto. Estava tão entretida com as novidas que não tinha frequentado Zootopia como era de costume nos últimos dias, portanto fez questão de explicar: “Todo meu tempo livre é passado na praia agora, por isso não tenho aparecido muito. Mas como você está? Resolveu aproveitar também?”
era muito poder aproveitar o verão e a praia mesmo ainda estudando, aquela era sua época do ano favorita e nem era porque logo faria aniversário. gostava do clima quente, das atividades, de tudo! estudar na praia era mais prazeroso do que na biblioteca e por isso lá estava ele com alguns livros por perto. tinha acabado de dar um tempo e fazia uma anotação em seu diário enquanto tomava um milkshake quando ouviu seu nome sendo chamado. olhou para cima e o sorriso se alargou. “não se preocupe com isso, tem que aproveitar mesmo” tranquilizou a amiga, ele continuava indo à zootopia porque era seu trabalho e ele amava, ia mais aos finais de semana, estar no módulo dois era puxado e nem sempre ele conseguia aparecer por lá durante a semana. “estou aproveitando para estudar ao ar livre e nem adianta me chamar de nerd por causa disso” provocou com um sorriso. “quais atividades você fez até agora?” quis saber, talvez ela tivesse feito algo que ele ainda não fizera.