Como explicar a minha alma que tudo acabou?
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Como explicar a minha alma que tudo acabou?
Clamaste (via contosdeclara)
'' Não estou quebrando as suas coisas, eu já quebrei a minha cara.''
Domingo, você terminou comigo. Enquanto pegava suas roupas e as vestia, cuspia palavras que nunca ouvi. Antes de sair batendo a porta, foi no seu bolso a chave do carro com o chaveiro que eu dei no nosso primeiro mês de namoro. Então você se deu conta do que falava, se calou e partiu. E nem sequer olhou pra trás, ignorando meus pedidos. Segunda, eu juro: tentei te entender. 2 anos e meio não podem ter sido jogados pela janela assim. Você não podia ter saído assim. Não devia ter segurado meus braços quando tentei te abraçar, muito menos chegar bem perto e me dar a visão dos seus olhos - sempre tão alegres - tristes. Terça, 24 horas e você não ligou. Houve um tempo, na chácara dos seus pais, em Gramado. “Escuto sua voz até mesmo quando não está falando, por isso não te ligo”, mas é claro que eu ligava, que o queria por perto. Mas é claro que o efeito daquela voz doce dançava em minha mente. Imagino como deve ter sido para você olhar cada coisa tua e me imaginar nela. Mas é claro que não imaginou. Porque você era o forte da relação. Me puxava pra baixo quando sonhava alto demais. E me abraçava apertado, me chamava de sua. E corria comigo pela casa, assustava meus pais, me tirava o ar. Quarta, Sofia me arrastou de casa. Me levou na tal boate que você frequentava com os amigos. É tão clara a lembrança de você aparecendo na minha porta à meia-noite, o fraco hálito de vodca. E falava do calor, da música, do Pedro e suas piadas, do Rodrigo sem a Ana. Me beijava a testa, dizia que eu devia ir na próxima vez. Pedia pra entrar. Nem precisava pedir. Você subia as escadas rindo baixo, a cabeça longe… Quarta, ri alto ao subir as escadas, sendo carregada por minha irmã e por Sofia. E quando finalmente pude colocar a cabeça sobre o travesseiro, ela latejou. Me encolhi. Seu cheiro em todo o lugar. E eu chorei. E esperei você vir me cobrir no meio da noite e murmurar algo sobre eu beber demais. Mas você não veio. Nem me lembro de como peguei no sono. Quinta, acordei com minha irmã me encarando, calada, seu rosto gritava “Liga pra ele, pelo amor de Deus”. Minha mente brincava com as memórias da noite passada. A língua de um estranho acariciando minha boca, suas mãos pelo meu corpo. Meus olhos fechados, tentando ignorar a realidade. E eu podia ter pensado em qualquer coisa, mas pensei em você. E as lembranças me deixavam enjoada. E empurrei, os dois, para longe de mim. Sexta, fui trabalhar. E, na ânsia de voltar pra casa e sofrer mais um pouco, esperando um ônibus maldito numa parada maldita, eu te vi do outro lado da rua. Você não me viu, porque sua testa estava encostada na dela, porque seus olhos mapeavam o rosto dela. E você não me via. E a beijou. E minha mente processava, lentamente: perdi o ônibus, perdi você. Sábado, o garoto da minha classe, aquele que você socou por ter me agarrado, me ligou. Ficou sabendo que eu havia terminado. Perguntou se eu queria ir a algum lugar com ele. “Você pode vir aqui?”, minha voz soava fraca, quase não acreditando que acabara de dizer aquilo. Em questão de minutos, bateu à porta. E então o desejo dele se realizou. Sábado, o cara que você tanto odiava me beijou. E minha mente foi para tão longe, para nossa primeira vez. Os seus dedos trêmulos abrindo meu sutiã, você me encarando como se eu fosse a pessoa mais linda do mundo, beijando minhas pintinhas, me fazendo cócegas com a barba rala. Ele beija muito bem. Quase como você. Quase. Sábado, enquanto ele me beijava e meu corpo estava entorpecido, quente, carente, soube o que é estar com alguém por puro tesão. Os olhos dele, tão verdes, não conseguindo sustentar os meus por muito tempo. Me apertou a cintura e me jogou de forma agressiva contra a cama. E quando terminou e meu corpo ficou frio novamente, ele não me abraçou. Virou para o lado e dormiu. E você me dizia “Conchinha só é bom com você”, como se houvesse outras. E havia. Sábado, encarando as roupas de Vitor no lugar das suas, sentindo o cheiro dele no meu colchão e no meu corpo, quis expulsá-lo. Quis expulsá-lo por ter invadido o que era seu, o que era nosso. Mas aí eu me lembrei que foi você que bateu a porta, que fui eu que levei Vitor até a cama e que fui eu que o dei permissão para tal ato: o término total de tudo o que um dia já tivemos. E, enquanto caía no sono, me sentia vazia. E me perguntava se você se sentia assim também. Mas é claro que não.
O término que durou uma semana. (via aprendizdepoeta)
Tem sido difícil pensar que talvez você não dê uma chance a mim e a você mesmo.
Você me dizendo essas coisas, eu quase chego a acreditar.
H.A (via acetinar)
Oro por um futuro onde eu acorde e veja você ao meu lado todas as manhãs.
Alana Balbino. (via acetinar)
Senhor, eu estou aqui, do jeito que eu sou, mas eu sei que não te agrada o jeito que eu estou; perdoe-me meu Deus, e faz de mim um santuário onde a Tua presença é constante e me transforma todos os dias.
(via jesus-e-meu-guia)
Há uma imensidão em seus olhos, quero me entregar. Chega mais perto, gosto de sentir seu cheiro de manhã. Em seus braços me sinto mais feliz. Meus dedos deslizando pela sua pele macia me faz sentir única. Os nossos momentos são eternos em meu coração. Descanse em meu peito, imagine o nosso futuro. Seja o meu futuro.
Thainá. (via decisoes)
Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.
Isaías 26:4 (via sededosenhor)
Saudade é sentir que existe o que não existe mais.
Pablo Neruda. (via thiaramacedo)
A parte difícil é desatar os nós e desfazer os laços.
Florejus. (via recordada)
Eu sinto falta da cidade onde eu nunca vivi, sinto falta de pessoas que nunca conheci. Sinto falta de coisas que nunca me aconteceram.
Amsterdam, 1945. (via recordada)
As pessoas são decepcionantes.