Por tanta Aspirina.
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@felipmm
Por tanta Aspirina.
Pereceram
Rita morreu, Não Rita Respulsa a Rita Lee, é que não consigo pesquisar uma só musica e datar, era simplismente atemporal e é bom, bom pra ontem, bom pra hoje, bom pra sempre. É coisa feita pra durar sabe? Mas o corpo pereceu, Rita Lee. No mesmo dia o primeiro vereador e deputado Federal LGBTQIAPN David Miranda também morreu, não o David Brasil, o David Miranda. Morrem vórtices que quebram o estigma dos paradígmas sociais que tanto discorro. Morrem os heróis ficam-se as obras. Morreu também a Transexual Big Big que alegrava a galera nas redes sociais simplismente com a sua expressão cômica e simples de ser quem era, era uma estrela, coube em uma triste estatística, mas caiu porquê o corpo pereceu. Morreu anteontem Palmirinha que não precisa de antecipações, o respeito por esta senhora vem no nome, como que pode morrer gente assim? Política, Música, Humor, Cozinha, expoentes, sem dúvidas. Morreram os heróis, ficaram as suas obras.
F.M.
Vai ser difícil, vai Encontrar um amor como o seu, ai Como dói no meu peito Seu gosto é bem do jeito que eu gosto Bem do jeito, lamento Que é só mais um lamento entre tantos já feitos quisera desse jeito lembrar de outros tempos só pra matar um pouco a saudade mesmo assim querendo que você não ouça meu grito aqui de longe minha dor, meu lamento Composição: Céu / Danilo Moraes.
PARDO
Composição: Caetano Veloso
Nêgo Teu rosa é mais rosa que o rosa da mais rosa rosa Veio um beijo preto Sangue sob a pétala Veio um papo reto Língua sobre a úvula
Nêgo Nenhum orixá poderá desmanchar o que houve lá Pra que me quereres? Homens e mulheres há Por que tanto queres Não me querer, querer
Sou pardo e não tardo a sentir me crescer o pretume Sou pardo e me ardo de amores por ti sem ciúme Sou pardo e não tardo a sentir me crescer o pretume Sou pardo e me ardo de amores por ti sem ciúme De amores
Nêgo
SEM SAMBA NÃO DÁ.
ANJOS TRONCHOS
Composição: Caetano Veloso
Uns anjos tronchos do Vale do Silício Desses que vivem no escuro em plena luz Disseram: Vai ser virtuoso no vício Das telas dos azuis mais do que azuis
Agora a minha história é um denso algoritmo Que vende venda a vendedores reais Neurônios meus ganharam novo outro ritmo E mais, e mais, e mais, e mais, e mais
Primavera árabe E logo o horror Querer que o mundo acabe-se Sombras do amor
Palhaços líderes brotaram macabros No império e nos seus vastos quintais Ao que revêm impérios já milenares Munidos de controles totais
Anjos já mi, ou bi, ou trilionários Comandam só seus mi, bi, trilhões E nós, quando não somos otários Ouvimos Schoenberg, Webern, Cage, canções
Ah, morena bela Estás aqui Sem pele, tela a tela Estamos aí
Um post vil poderá matar Que é que pode ser salvação? Que nuvem, se nem espaço há? Nem tempo, nem sim, nem não Sim, nem não
Mas há poemas como jamais Ou como algum poeta sonhou Nos tempos em que havia tempos atrás E eu vou, por que não? Eu vou, por que não? Eu vou
Uns anjos tronchos do Vale do Silício Tocaram fundo o minimíssimo grão E enquanto nós nos perguntamos do início Miss Eilish faz tudo do quarto com o irmão
VOCÊ MERECE O SOL.
SAMAÚMA
Massageio a coluna Na parte mais aguda de uma pedra molhada Visito dia sim, dia não, uma samaúma de 90 metros Que me salvou na última enxurrada
Escondo minhas pedras e tecidos Na diferença entre um seixo e um boto Os mistérios guardo na semelhança Agrupo por cores, em prateleiras Durante a piracema fico dourada Enquanto os lagos ficam prateados
Quando isso acontece As parafinas das velas derretem com mais facilidade E as luzes de led ficam levemente avermelhadas
Vou misturar vogais com sementes Vou fazer uma bolsa de água quente Vou tingir com terra os meus quadris Delírio quando encosto meu corpo no rio
Meu verbo vira espuma, eu viro espuma
Eu viro verbo, eu viro espuma
Eu viro espasmo e fico pasma quando vira música
Será que eu te contei? Cachoeira na nuca é o melhor cafuné
Massageio a coluna Na parte mais aguda de uma pedra molhada Visito dia sim, dia não, uma samaúma de 90 metros Que me salvou na última enxurrada
Escondo minhas pedras e tecidos Na diferença entre um seixo e um boto Os mistérios guardo na semelhança Agrupo por cores, em prateleiras Durante a piracema fico dourada Enquanto os lagos ficam prateados
Quando isso acontece As parafinas das velas derretem com mais facilidade E as luzes de led ficam levemente avermelhadas
Vou misturar vogais com sementes Vou fazer uma bolsa de água quente Vou tingir com terra os meus quadris Delírio quando encosto meu corpo no rio
Meu verbo vira espuma, eu viro espuma
Eu viro verbo, eu viro espuma Eu viro espasmo e fico pasma quando vira música
Será que eu te contei? Cachoeira na nuca é o melhor cafuné, né? Será que eu te contei? Cachoeira na nuca é o melhor cafuné, né?O melhor cafuné, né? O melhor cafuné, né? O melhor cafuné, né? O melhor cafuné, né?
ARAÇÁ AZUL
UM DISCO PARA ENTENDIDOS
Sugar Cane Fields Forever
Composição: Caetano Veloso.
Verdes mães Verdes mães Mães
Paturi tava sentado Lá na beira da lagoa Esperando a pata nova Pra que lado ela avoa Cho! Paturi, da lagoa Cho! Paturi, da lagoa
Cavalinho de flecha Cavalinho de flecha Cavalinho
Cho! Paturi, da lagoa Cho! Paturi, da lagoa
Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero Eu quero
O guarda diz que não quer A roupa no quarador Meu Deus como vou quarar Quarar minha roupa
Oi, quem não tem balangandãs Oi, quem não tem balangandãs Oi, quem não tem balangandãs Oi, quem não tem balangandãs Oi, quem não tem balangandãs
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Sou um mulato nato (oi, quem) No sentido lato (não tem) Mulato democrático do litoral (balangandãs)
Tô doente, bem doente Da ferida no dente Mandei chamar o barbeiro Com a lanceta de ouro Ferida no mesmo olho Prumódi meus arengueiros Eu fiquei sem meu amor
Vem, comigo no trem da Leste Peste, vem no trem Pra buranhem Pra buranhem, pra buranhem-nhem-nhem
Vem, comigo no trem da Leste Peste, vem no trem Pra buranhem Pra buranhem, pra buranhem-nhem-nhem Pra buranhem Pra buranhem, pra buranhem-nhem-nhem
Eu vim aqui foi pra vadiar Eu vim aqui foi pra vadiar Ô vadeia, vadeia, vou vadiar Eu vi a pomba na areia Ô vadeia, vadeia, tô vadiando Eu vi a pomba na areia
Verde Vênus Verde Vênus Verde Vênus
Eu vim aqui foi pra vadiar Eu vim aqui foi pra vadiar Ô vadeia, vadeia, vou vadiar Eu vi a pomba na areia Ô vadeia, vadeia, tô vadiando Eu vi a pomba na areia
Vadeia, vadeia, vadeia Vadeia vadeia, tô vadiando Eu vi a pomba na areia Eu vim aqui vou trabalhar Eu vim aqui vou trabalhar
Ir, ir indo Ir, ir indo Ir, ir indo Ir, ir indo
Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió? Canarinho da Alemanha, quem matou meu curió? Odiê, odiá Odiê, odiá
A mulher tava no samba A mulher tava no samba Mas o homem quer levar Odiê, odiá Odiê, odiá
Eu trabalho o ano inteiro Eu trabalho o ano inteiro Na estiva de São Paulo Só pra passar fevereiro em Santo Amaro
Eu trabalho o ano inteiro Eu trabalho o ano inteiro Na estiva de São Paulo Só pra passar fevereiro em Santo Amaro Só pra passar fevereiro em Santo Amaro Odiê, odiá Odiê, odiá
Pra passar fevereiro em Santo Amaro Só pra passar fevereiro em Santo Amaro Só pra passar fevereiro em Santo Amaro Pra passar fevereiro em Santo Amaro.
Juão, João, João, João Maria, Mary, Maria Madalena, Magdala, Madalena, Madalena Vieira, Vieira, Vieira Pintel, Pimentel Pintel, Pincel Emanoel, Emanoel, Emanuel, Emanoel, Emanoel.
F.M.
Soou um concretista as vezes.
F.M.
Se importa o momento,
O que sentimos? O que vivemos.
O fogo flamejante continuando e queimando a queimar, a tostar, a escaldar.
É que das ilusões, as ilusões nas ilusões, nos fazem sonhar a mar.
F.M.
Foi hoje que eu vi o fogo ardente das paixões, Somente hoje eu vi a síncope cadente no desenho das ilusões. Lá fora, agora, o tempo regra o vício enlamoso das distrações anais, gerais, astrais, carnais.
F.M.
Se sentir é teu, resumir, A paixão que em mim, presumir. Não há razão para temer, Amar é deixar o coração se abater.
F.M.