Escoteiros interagem com alunos em escola de Curitiba
Alunos de 10 a 11 anos, da escola João Papa I foram convidados, neste mês de maio, a participar de um evento com escoteiros para entenderem o que é feito no movimento escoteiro. Fernanda Gonçalves O mês de maio foi marcado por um evento no Movimento Escoteiro, a 'Educação Escoteira', onde escoteiros se juntam a escolas para interagir com alunos e mostrar o que de fato eles fazem, este, aconteceu no Colégio João Papa I com auxílio do Grupo de Escoteiros do Ar Brigadeiro Eppinghaus. Por meio de interações diretas com as crianças, eles participaram de perguntas sobre conhecimentos gerais, aprenderam a fazer nós, como transportar alguém em uma maca e plantaram mudas em uma horta da escola.
Biscoitos e Escoteiros: Quanto o que temos em mente representa o real
Editoria: Entrevista
Biscoitos e Escoteiros: Quanto o que temos em mente representa o real
Quando criança sonhamos alto com desenhos animados, à medida que crescemos percebemos que não passavam de um fruto de nossa própria criatividade infantil, por outro lado, muitas vezes o filme representa uma curiosidade a partir do filme. Fernanda Gonçalves
O Escotismo foi fundado em 1907 por Baden Powell, começou inicialmente com livros de dicas para militares, quanto a sinais de pistas, exploração e técnicas de campo. A partir desta repercussão ele chamou vários rapazes para o primeiro acampamento de escoteiros. Chegou no Brasil no ano de 1910, vindo da Inglaterra, o movimento conta com mais de 100 mil associados e um deles é a Chefe Vera Benzi que atua como advogada além de estar presente no movimento escoteiro a quase vinte e oito anos.
Chefe Vera já viajou por países como, Estados Unidos, Chile e Guatemala. Participou de várias atividades escoteiras o que lhe deu uma vasta experiência.
Como você encara o escotismo em sua vida?
VM: Como algo muito bom, que veio para fazer com que eu seja uma pessoa melhor, sendo uma maneira de ajudar as outras pessoas. Hoje eu tenho lobinhos que são advogados, médicos, enfermeiras, psicólogos, professores, é um motivo de orgulho, querendo ou não eu ajudei um pouco eles, fico contente de saber que eles cresceram com ótimos valores, porque é o que o passamos.
Como você acha que o movimento escoteiro poderia ter maior alcance?
VM: De uns anos para cá (2010), o movimento teve um despertar, sendo mais ligado às redes sociais, hoje por exemplo quem não pode participar de uma reunião, assiste da cidade dele. A única coisa que não conseguimos foi o destaque na televisão, mesmo as grandes atividades que fazemos a divulgação é pequena, nas redes sociais estamos bem, utilizando estes recursos para se comunicar com escoteiros do mundo todo, acessando obras de Giwell Park na Inglaterra, fotografias de atividades de Baden-Powell.
Estão sempre em contato direto com a natureza.
O que vocês fazem no escoteiro?
VM: É tanta coisa que nós fazemos e por isso que o movimento escoteiro é tão atraente, as atividades do sábado não são sempre as mesmas, temos jogos, canções, trabalhos manuais, atividades com a natureza. Gostamos de nos reunir com outros (grupos) escoteiros, como o Aero Lobos onde vão se encontrar mais de 150 crianças. Ele é muito envolvente, hoje você está na sede, amanhã em um bosque, ou subindo uma montanha, não é parado, é diversificado e isso que atrai, porque ele tem a oferecer. Ajudando a mudar, trazendo valores, e faz com que a pessoa inclusive seja mais confiante, se a família soubesse da importância do movimento escoteiro, o que é muito mais produtivo que uma tarde no shopping.
Aprendem a confiar uns nos outros
Sobre os escoteiros venderem biscoito, isso é real?
VM: Como é nos Estados Unidos, acho interessante é bonitinho ver filmes e fotos deles vendendo biscoito, mas nós não temos este costume. Temos as nossas cantinas que é algo nosso, vender de porta em porta é com os Estados Unidos
Lasanha e frango feito sem a utilização de gás, a famosa comida mateira.
Sempre existem histórias para serem passadas de "geração em geração"
Certas crenças limitantes são coisas que os mais velhos costumam carregar, e que, por sua vez, são repassadas de geração em geração. Mas chega um momento em que alguém resolve questionar essas histórias.
Minha tia avó, sempre que visitava Antonina, ia até o cemitério. Ela falava para a minha avó que a esperasse no portão. Pois ela levaria moedinhas ao Barão de Antonina. Hoje faz cinco anos que essa minha tia avó morreu. E minha vó, no ano passado, passou pelo mesmo cemitério para repetir o gesto da falecida.
Mesmo sem saber onde o túmulo ficava, ela andou por tudo – o cemitério não chega a ser mais comprido do que a Avenida Luiz Xavier (a menor avenida de Curitiba). Mas ao constatar que nenhum dos mausoléus pertencia ao Barão de Antonina, ela voltou para casa incomodada.
A internet, esse grandioso acervo para pesquisas sobre os componentes de um creme para os cabelos, ou ainda para desmentir mitos como “comer manga com leite, pode levar a óbito”, às vezes também serve para desfazer sonhos.
Depois de uma pesquisa rápida no Google, descobrimos que o tal Barão de Antonina realmente existiu, mas não viveu e nem foi enterrado na cidade paranaense. Ele lutou pela emancipação do estado, e até foi senador. Mas viveu e morreu em São Paulo.
Minha tia avó, em algum lugar do paraíso, deve estar magoada ao descobrir isto. Minha avó ficou mais triste ainda e me disse: "O Google nos deixa tristes. Por que você foi pesquisar isso? Preferia ficar sem saber."
Outro exemplo dessas crenças de antiga geração é a relação da minha avó com os seus anéis. Sempre que brinco com sua mão, tiro os anéis de prata e ouro, que ela possui. Quando retiro o anel de ouro da mão esquerda, ela sempre reclama e começa um pequeno combate na tentativa de pegá-lo de volta. Enquanto que aos anéis de prata, ela nem dá a mínima.
Questiono o porquê disso, e ela sempre responde: "Não pode tirar este do meu dedo". Brinco novamente até que ela fala: "Não pode colocar a aliança no dedo, senão não casa". A resposta fica martelando em minha cabeça e eu vasculho a internet inteira, mas não encontro algo que fale sobre essa relação de "aliança no dedo = sem casamento".
Por via das dúvidas, prefiro não discutir com os mais sábios. E me lembro que, afinal, não são só eles que têm algumas crenças malucas. O famoso “dinheiro traz felicidade”, ou “a sociedade só vai aceitar se você seguir este padrão”, estão entre as novas crendices alimentadas pelos jovens. Mas e você? Qual a sua crença limitante?