

#iwtv#interview with the vampire#assad zaman#the vampire armand


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Les traigo la segunda parte de este post mio
Feli navida 🎉
Não Temos Ordem, Nem Progresso. por Julio Vicari, 2025
Se a bandeira do Brasil fosse honesta, teria que ser reimpressa com o fundo cinza de concreto mal feito, e no lugar da frase “Ordem e Progresso”, algo mais sincero, talvez “Caos e Remendo”.
Porque a ordem aqui, só existe na fila do banco, isso se não houver algum conhecido que entra na frente disfarçando amizade e pede serviço ou quando o sistema cai e todos esperam por nada. O resto é desordem oficializada. No trânsito que mais parece guerra civil sobre rodas, leis que se aplicam como senha de wi-fi, só serve para quem tem a chave criptografada.
E progresso? Esse virou um holograma! Vem em PowerPoint de campanha política, maquete em 3D, inauguração de obra inacabada com fita de papel crepom desbotada. Enquanto isso, a realidade vai fedendo a esgoto aberto; ônibus que parecem latas de sardinha vencidas; buracos que fazem aniversário esperando o remendo mal feito. O futuro chega, mas só para meia dúzia. O resto vive de reciclar esperança como quem lava copo descartável.
O país é uma grande gambiarra elétrica, com caixas penduradas em postes, sem tampa, com seus fios pendurados por todos os lados, faiscando, prontos para explodir. E o povo, aquele que deveria ser prioridade, continua com sua resistência quase sobre-humana, aprendendo a viver no improviso, transformando apagão em piada e enchente nas ruas em piscinas naturais, cheias de restos de esgoto.
Aqui, cada escândalo político é uma série de TV, com enredo absurdo, que estão completamente fora das leis, personagens caricatos, vilões que se reelegem como quem muda de figurino. O que seria aberração em qualquer lugar do mundo, por aqui é rotina, apenas mais um dia no escritório tropical, com café fraco e promessas vencidas.
Não temos ordem, nem progresso. Temos o cínico bom humor, temos resiliência deformada, temos carnaval para esconder ruínas. O Brasil é como aquele prédio torto que não cai só porque já se acostumou com o próprio desequilíbrio.
E seguimos, entre tapas e memes, nesse balé de contradições. Uma pátria onde o lema da bandeira virou piada interna, só que ninguém mais ri de verdade.
Anjo
Quando eu lhe conheci eu estava quase desistindo de tudo, mas, naquele dia, quando lhe vi sorrindo eu soube, naquele momento, que você seria especial para mim. Tudo começou quando preferi escutar as clássicas músicas românticas, quando passei a ler, ver, assistir por você, por que você gostava. Eu demorei tanto para entender que eu estava completamente apaixonado por você.
Eu soube que me apaixonei por você porque toda vez que estou junto a ti eu tenho a esperança de que isso dure pra sempre, por que contar todas as tatuagens que envolvem teu corpo se tornou meu maior passatempo, por que eu sempre sonhei em ter alguém como você: você é como um sol após um dia chuvoso, por que você me trouxe de volta a vida, por que você me fez amar cada pequeno detalhe seu, por quê todas os dias que eu esperei por você valeram a pena, por que você é o meu anjo.
Se eu fosse eu
Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo o que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
“Se eu fosse eu” parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais.
(Clarice Lispector em “A Descoberta do Mundo”)
você mal consegue olhar pra si mesmo
no vidro espelhado de uma loja de variedades
porque não saberia explicar
o que
aconteceu de tão errado
em tão pouco tempo
que te tornou
nessa coisa repulsiva
porque
quando você consegue segurar
a vontade de chorar até estar dentro de casa,
com todos dormindo
de madrugada,
é quando pode considerar aquele dia,
um dia dos bons.
o sol está se pondo de novo
amanhã será pior que hoje
você ainda não tem amigos,
ninguém consegue amar isso,
você não revelou qualquer habilidade útil
seu rosto continua nojento
os óculos ainda são enormes
seu corpo é desprezível,
ninguém consegue amar isso.
suas piadas são tudo o que você tem
e não são nada,
você ainda não encontrou um lugar de encaixe
e ninguém entende o porque da sua
existência,
ninguém pensa sobre isso
porque, sejamos honestos,
você é a prova que a teoria da seleção natural
falhou miseravelmente,
seus pais se decepcionam com
o que você fez de
si mesmo,
talvez você não consiga segurar o choro até chegar em casa hoje
e o que mais machuca
é aquele mesmo sentimento
adolescente
de saber que nada em você
é o suficiente
pra ser amado
de verdade,
ninguém consegue amar isso.
então chora,
menininho assustado,
essa é a única coisa
que você faz
direito.
El pollero de la cuadra
Hoy por la mañana me enteré de que falleció el pollero de la cuadra. Sentí tristeza y melancolía al escuchar la noticia por parte de su hijo, un joven trabajador de no más de 30 años que siempre lo acompañaba, de lunes a sábado, desde las 7 de la mañana hasta las 5 de la tarde, sin falta. Eran las 10:30 a.m. cuando me disponía a ir hacia el metro Garibaldi. Delante de mí, una vecina de aspecto bonachón se acercó al puesto del pollero y le preguntó al joven: —¿Cómo está tu papá? Él, con un nudo en la garganta, le respondió: —Mi papá ya está descansando. La señora apenas alcanzó a decir “Lo siento” antes de seguir su camino. Yo no pude evitar escuchar la respuesta y decidí acercarme. Pensé: “Chale, el don siempre era muy alegre y cotorro... no se merecía esto.” Sin mucho ánimo, me dispuse a darle el pésame al joven. Le comenté que sospechaba que algo andaba mal porque no había visto a su papá y tampoco había visto el puesto en los últimos días, y sobre todo le dije que lamentaba mucho su pérdida. Él apenas sonrió, con un gesto titubeante, y me dijo: —Así es esto, hermano... se complicaron las cosas, pero ya está descansando. No pude evitar ver sus ojos lagrimosos y muchas cosas pasaron por mi mente. Son situaciones complicadas, más cuando todo sucede tan rápido. Hace apenas un mes, el señor estaba como si nada, cotorreando sobre el gran torneo que había tenido el Cruz Azul, diciendo que ahora sí se iban a chingar al América, porque les habían ganado en la Concachampions y habían hecho un gran torneo en la liga. Él y yo teníamos una deuda pendiente del torneo pasado: habíamos apostado unos tacos y nunca tuvimos chance de saldar la apuesta. Yo ya lo había dejado pasar la deuda, pero él siempre me lo recordaba con una sonrisa. Si algo puedo decir, es que el don siempre me dio la impresión de ser muy honesto y leal, sobre todo con sus clientes frecuentes, la última vez que lo ví me comentó que le detectaron un tumor pero que le echaría ganas para salir adelante, porque además quería ver campeón al Cruz Azul y seguir disfrutando la vida. Esas eran nuestras charlas: a veces cotorreos futboleros, a veces albures, pero siempre buena vibra y buen humor. Él defendía al Cruz Azul con el alma y criticaba o se burlaba del América con gracia, y yo, por supuesto, defendía la grandeza del América y sobre todo defendia lo bonito del futbol y su sinfín de emociones que genera en la población. Hoy, las emociones no fueron por el fútbol, fueron por su partida y vienen a mi muchos pensamientos, emociones y nostalgia, pues a pesar de que el puesto de pollero está bien cubierto por su hijo, ya nada será igual. Y no puedo evitar pensar en lo efimero de la vida y que hay que disfrutarla y rememorar hasta las experiencias más cotidianas.