Quando te vi pela primeira vez não sabia quem você era [nem quem eu era], se eu soubesse talvez não estaria aqui. Eu pensaria duas, três, quatro, cinco vezes - ou mais - antes de seguir em frente. Antes de me perder em mim, de me perder em você. Você conhecia a todos, e todos te conheciam, mas ninguém me alertou. NINGUÉM. Tudo bem, entendo.
Tínhamos medo, ou melhor, você tinha. Eu disse com todas as palavras que gostava de ti, e te queria por perto. E você não reagiu. Ficou lá, parado. Usando a mesma desculpa “da ultima vez isso não deu certo”. O medo era só mais uma desculpa.
Éramos apenas “amigos com benefícios”, não iria dar em nada mesmo. Mas eu queria mais do que isso, e depois descobri que você também, mas nunca me falou. Diferente de você, eu já estava pronta (sempre estive). Você dizia que não me merecia, que eu era muito mais do que você jamais será. Mas não sei se isso era realmente verdade. Somos como aquela frase do meu livro favorito: “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”.
A sua outra desculpa era que você ia embora, e não sabia se ia voltar. Mas nunca liguei muito para o futuro pois vivemos no presente. Eu queria poder aproveitar o tempo que eu ainda tinha com você, e todos sabiam. Era claro - sempre foi - que eu gostava de você. Mesmo depois de todos os erros, brigas, desentendimentos, eu não consigo me afastar, embora isso não me machuque, sinto que há algo errado nisso.
Depois que eu descobri tudo - depois que a bomba explodiu, me disseram para eu me afastar, tentar me manter o mais longe o possível, pois isso continuaria acontecendo. Eles que me desculpem, mas não posso, e, sinceramente, não quero.