estou sempre suspensa e isso é cansativo pra krlh

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@forbidden-sunflower
estou sempre suspensa e isso é cansativo pra krlh
duas xícaras e meia de café
e muita coragem nas veias
[ou cafeína]
a gente é obrigado a levantar e a continuar no dia seguinte,
mesmo com toda dor.
eu sinto muito, my angel
queria poder curar suas feridas
ou carregar suas dores
só pra doer menos em você.
[você merece mais que isso].
since she broke up with me I have read more bc that’s the only thing that keeps me from thinking about her
Apenas uma sombra do que costumava ser...
os anos vão passando e os números aumentando e o peso da responsabilidade cai toda sobre os meus ombros quando o que eu mais queria era um colo para me acolher e me proteger de todo mal que é viver e não saber lidar com todos os meus fantasmas quando escurece e o silêncio invade o meu quarto uma pequena faísca pode facilmente virar um incêndio dentro do meu peito devastando tudo pela frente até não restar mais nada além de cinzas [resquícios do que um dia fui] nc.
“Meu mundo tinha caído. O chão se abriu e eu queria poder dizer que isso aconteceu de forma literal, porque tudo que eu queria era entrar num buraco e não sair de lá.”
— Sofia em “Amores Imperfeitos”, por Bianca Autran. (via reerguestes)
É que eu sinto um medo exagerado e nem é sobre a realidade. Não é sobre o que dizem os dados científicos, nem sobre as probabilidades. Não tem qualquer relação com o meu nível de inteligência — ou sua ausência. Muito menos sobre a minha religião. Ansiedade não é sobre nada disso.
é sobre o medo.
Tenho medo de perder, de morrer, de sumir. Medo de que tudo que é pequeno, na verdade, seja grande. E medo de que tudo que é grande seja ainda maior. Medo. Viver desse jeito é como carregar uma lupa no lugar dos olhos, sempre vendo além do que está lá. Cada detalhe. Cada possibilidade. Sempre escolhendo o pior cenário pra se agarrar.
conto com a morte antes dela chegar.
É sobre chorar antes de ganhar o machucado. Me afogar antes de entrar na água. Sempre vivendo o fim antes dos começos e o meio pouco perto no início, em uma linha do tempo confusa e bagunçada, mas sempre cheia de desespero. e mesmo quando eu tento fugir disso é em vão. Eu corro e quando caio em mim percebo que nada estou fazendo além de correr em círculos, presa nesse ciclo. Outro medo, seguir, fazer planos para a vida e de repente descobrir que na verdade eu nem saí do lugar, que eu desperdicei chances e perdi oportunidades achando que estava apostando em algo certo.
As vezes digo que prefiro não começar algo, pois só assim não terá um fim. Pensando bem, é possível viver assim? Sufocada entre o sentimento do medo, o medo de começar, o medo de prosseguir, o medo do fim. Saber que é necessário aprender a lidar com isso também me causa medo. E se eu nunca conseguir perder o medo? E se eu nunca arriscar mesmo com medo? E se eu me paralisar por medo.. [estou morrendo de medo….. e o medo está me matando]
Sotnas Allim + Bella Rodrigues para mentesexpostas. Insta: mentes_expostas
Diário de Bordo
Tenho pensado muito sobre solidariedade. Quer dizer, não sei se essa é a palavra correta, talvez não seja. Mas acho que você vai me entender quando eu começar a explicar o que quero dizer. Parei para refletir durante uma crise. Não, não durante um ataque de pânico, mas não sei qual nome dar pra esse tipo de crise: aquela em que não conseguimos fazer algo em específico —ou nada. Foi há uns dias, lembro de falar com o meu grupo da faculdade, de dizer que passei o final de semana surtando com uma crise fodida, mas que iria terminar o trabalho até o final da noite. Ninguém se exaltou, mas as respostas me fizeram sentir de longe o julgamento. Me senti mentirosa —mesmo que, com certeza, não fosse mentira. Falaram de datas e de como achavam que já estivesse pronto. Essas coisas. Ninguém me perguntou se estava tudo bem ou se a crise tinha passado. Que engraçado, não acha?
(percebe como os números estão ganhando cada vez mais importância? lembro de ler sobre isso em uma aula. sobre as escolas verem as crianças como números. e na faculdade, sobre a ciência ver números sem se aprofundar no que significam. números vazios. nós)
Isso me fez pensar que todos são solidários, até terem que lidar com uma crise sua. Depois você se torna desorganizado, preguiçoso e irresponsável. Ou simplesmente perdem a paciência, porque —eu entendo— existem prazos e todos nós estamos na correria e nem todo mundo tem o tato de parar e segurar a sua mão. É um caminho que temos que aprender a trilhar sozinhos, justamente por nem sempre ter alguém do nosso lado. E então, escrevendo sobre isso agora, comecei a pensar que tenho —todos nós temos— meu próprio tempo. Mas um tempo dentro do meu tempo. Você entende? Eu tenho o meu ritmo, mas nessas crises preciso parar, respirar e me dizer que tá tudo bem. Desacelerar —logo eu, que vivo correndo. Também é difícil pra mim, sabe? Diminuir o ritmo e imagino que seja complicado de entenderem isso, essa mudança brusca. Quer dizer, não só a mudança, mas também o contraste entre os prazos apertados e o mundo cobrando respostas e o meu silêncio.
(talvez a gente dê importância demais pro externo. pro barulho de fora. pro que pensam. pros prazos)
Não escolho parar. Nunca ache que escolhi estacionar, porque essa escolha raramente é minha. Depois que paro, sempre fico me sentindo menor, pequena diante desse mundão todo e aí já não sei se sou capaz de conquistá-lo. Já sentiu isso? É como se você fosse ser engolido e nada mais importa, mas ao mesmo tempo tudo importa. Digo, não é que as coisas perdem a importância, é que existe um bloqueio entre você e a coisa de fato. Talvez tenha ficado confuso. Mas é como se você se importasse demais, com tudo, sempre correndo e preocupada e aí, do nada, o seu corpo para. Bruscamente. Como se puxasse o freio de mão. Você sabe que tem que voltar a andar, mas não consegue. E aí olha pra tudo ao seu redor, a vida passando e você parada e bate um pouco de desespero, porque o seu lugar é correndo também. Eu sei, é confuso, talvez um dia eu consiga explicar melhor o que quero dizer. O fato é que, acho esses momentos perigosos, mesmo que eu não consiga definir o motivo.
(isso é muita loucura, não vê? duvido que qualquer pessoa de fora entenda. muitos só dizem: parou? é só andar! é só respirar. é só se acalmar. é só. é só. é só. pelo visto todos receberam um manual, menos eu)
Acho que ansiedade, no final das contas, é sobre contradição. Sobre pensar demais e não conseguir pensar em nada [e ficar zonza pelo excesso de pensamentos]. É sobre parar, mesmo quando você só sabe correr [e continuar correndo internamente, mesmo que parada]. É sobre precisar respirar, mesmo quando sente o oxigênio estranho nos pulmões [e expirar e inspirar parece errado]. Sobre querer ficar sozinho, mas sentir a necessidade de ter alguém segurando a sua mão. É sobre ser um excesso de coisas, que te fazem se perder em si. Um mar que já não sabe ficar calmo e que, quando fica, estranha.
Apesar de tudo, estou bem.
(não julgue o inferno do outro por parecer incompreensível pra você.)
Olhos de Coruja
(06/07/2019)
pior do que não verem poesia em você,
é você mesma não conseguir se ler.
Olhos de Coruja
e então, eu fui quebrado, e meus cacos? eles se partiram em pedaços menores, encostaram em mim, e cortaram minha pele.
será que foi a primeira vez? não, com certeza não... eu provavelmente já havia quebrado antes, porém onde? não consigo recordar.
ah, sim.
foi naquela época, em que alguém veio e me pôs sobre suas frias mãos, me apertando e me prendendo até que eu não aguentasse mais.
e então, eu consegui me soltar.
anos se passaram, várias noites sem dormir esperando para ver o nascer do sol, para finalmente conseguir sentir o calor de algo tocando minha pele; pois suas mãos frias ainda estavam aqui.
era difícil passar tanto tempo apenas sentindo o frio, porém com o tempo, o calor foi emergindo de dentro de mim, como uma explosão de sensações em que eu sequer precisava do sol.
suas mãos frias não estavam mais aqui.
porém, eu quebrei, de novo, de novo e de novo, não sei como sair do ciclo, não sei como revidar, não sei como me consertar.
suas mãos podem ter ido embora, porém, o frio continua aqui...
Eu sobrevivo me perguntando “quando isso vai acabar?” Se minhas noites se tornaram horas de tortura pela minha mente incessante. Não sinto mais fome. Não sinto dor. Não sinto vontade de estar aqui.
-Solitárianny
Enfim
Cidades vazias Ruas frias Noites sem fim As quais atravesso em pensamento, entre lamentos e medos, isolado dentro de mim Cidades frias Ruas vazias Silêncio sem fim Mergulhado na imensidão em mudez, que palavra alguma poderia preencher desta vez Cidades e ruas, Vazias e frias Noites silenciosas nem tão perto do fim Onde deitado, porém, acordado, espero calado que tudo isso acabe enfim
- Ricardo Lobo
“Poderíamos casar. Não chegaríamos sequer perto do exemplo de família perfeita. Teríamos um apartamento, quem sabe uma casa com jardim e um cão com pêlo brilhante. Improvável. Tomaríamos café as cinco da tarde. Você reclamaria o fato de eu ligar o chuveiro horas antes de ir para o banho. Eu, por você ter arranhado meu CD de jogo favorito. Eu não admitiria o quanto você fica bonito quando bravo e você não diria que lembra da cor do sapato que eu usei quando nos vimos pela primeira vez. Discordaríamos quanto a cor das cortinas. Não arrumaríamos a cama diariamente, beberíamos juntos em algum clube no final de semana. A geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias. Adiaríamos o despertador umas trinta e duas vezes só para ficarmos horas na cama enrolando e falando qualquer besteira. Você me ensinaria alguma coisa sobre futebol, e eu te convenceria a assistir aquele filme no cinema. Sentaríamos na sala de pijama e pantufas, você iria direto para o caderno de esportes no jornal e eu comentaria alguma notícia qualquer. Você saberia o nome do meu perfume, eu saberia onde você largou a última edição da revista de música. Sairíamos pra jantar em algum dia de chuva e não nos importaríamos em chegarmos encharcados. Dormiríamos com o computador ligado. Nos beijaríamos no meio de alguma frase. Você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia. Saberíamos.”
— Caio Fernando Abreu.
“Um coração instável é a unica constante nesse mundo.”
— O Castelo Animado, Hayao Miyazaki (2004)
eu nunca gostei de inicios, sabe?
inicios me dão ansiedade, ataques de pânico e medo,
não gosto de términos
o medo de perder algo sempre é gigante.
me sinto confortável no meio,
na tranquilidade do que a gente vive, na rotinha chata mas ao mesmo tempo boa por você saber que tão cedo nada irá começar, ou terminar.
por isso eu gostei de nós.
porque nós nunca fomos algo iniciante, algo terminal
nós sempre fomos o meio de algo extraórdinário.
e quando a gente se perdeu de nós
eu posso te garantir, I, que te perder, foi a coisa mais dolorosa do mundo.
(eu decididamente odiei nosso fim.)
m.