ari character profiles → Francesca Zabini
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@francinhc
ari character profiles → Francesca Zabini
(flashback, may 1979) To Wish Impossible Things | Fancy
lance-kb:
@francinhc
Aquele reencontro passara por sua mente diversas vezes, mas em seus sonhos, o desfecho não uma a troca de acusações entre eles. E sim algo bem distante da realidade, algo há muito deixado num passado que Lance não conseguia enterrar. A vontade de despejar toda a verdade sobre a menina pulsava em suas veias, mas não queria ser ele a fazer o mundo de Francesca desabar, ele já tinha a machucado o suficiente. Ali, separados por apenas alguns metros de distância, era difícil não se deixar levar pelas emoções e esquecer um passado manchado de humilhações a ameaças. Era como se algum fio invisível os ligasse, fizera o possível para colocar uma distância saudável entre eles, nunca imaginaria que seu reencontro com Francesca seria no prédio em que morava. O fato dela estar lá para visitar o irmão deixava um sabor amargo em seus lábios. – I wish I had the answers that you want, Frances. But I don’t. – Sua fala não era inteiramente verdade, mas se fosse entrar nos pormenores do porquê havia se afastado dela, uma tempestade cairia sobre eles.
Deu um passo na direção da jovem, incapaz de controlar a vontade de estar mais próximo dela, nem que fosse por um segundo, nem que fosse pela última vez. – I never meant to hurt you. – Confessou, a voz baixa e semblante envergonhado demonstravam que Lance carregava um peso sobre os ombros. – I hope you know that. – Estendeu a mão direita, tocando em uma mecha do cabelo cheio de negro de Zabini, colocando-a atrás da orelha da jovem. Deixou que os dedos delongassem na área, deslizando levemente os dedos pelo pescoço da jovem, como se ansiasse por senti-la mais uma vez.
Quando entrara naquele prédio carregando um quadro, não imaginou que antes de chegar ao seu destino final reencontraria alguém que nunca esperou reencontrar - menos ainda ali. Imaginava que a relação de Lance e Nate teria melhorado com o tempo, mas nunca pensara que estaria boa a ponto dos dois morarem no mesmo prédio. No entanto, aquilo era algo que a deixava com uma pontinha de felicidade, de saber que os dois estavam enfim se entendendo, que Lance poderia deixar todo o ressentimento que sentia pelos Buchanan para trás. Sempre desejara apenas o melhor para o rapaz e isso nunca mudou, nem mesmo durante todo o tempo em que ficaram separados e que Frances usava a raiva que sentia como combustível para fazer basicamente tudo em sua vida. E aquela raiva estava dando as caras ali, ditando o tom da conversa, fazendo os dois chegarem a um assunto ao qual ela esperara respostas por um tempo razoável. “ That's the problem, Lance. You do have the answers. You just don't want to tell me. ” Respondeu em um tom frustrado, apoiando a tela na parede para deixar suas mãos livres.
A aproximação repentina de Lance era desconcertante. Ainda mais quando a fez perceber que queria que aquela distancia se tornasse ainda menor do que já era. Sentira tanto a falta dele, durante todo aquele tempo, tê-lo ali tão perto era uma provação a qual ela não sabia se conseguiria sair sem cair. “ But you did. ” Não havia irritação em sua voz, não havia ressentimento, era apenas uma confissão de algo que ela não assumira nem para si mesma. Tudo no término com Lance a deixara extremamente machucada. Ela sabia que devia fugir do toque dele, que não deveria deixá-lo acariciar seu rosto daquele jeito, mas não havia forças em Francesca para fugir. E, sinceramente, ela nem mesmo queria fazer isso. Fechou seus olhos, tentando se concentrar apenas na voz dele e nos dedos dele colocando seu cabelo atrás da orelha, depois descendo para o pescoço. Tudo que ela mais queria naquele instante era acabar com a distância entre eles.
[flashback 1977] The Games That Play Us | Fancy
lance-kb:
@francinhc Passar o sábado polindo troféus não era exatamente o que Lance tinha em mente para o seu final de semana, mas diante de sua impensada ação, não tinha como correr das consequências. Se fosse honesto consigo mesmo admitiria que não estava arrependido de ter beijado Francesca Zabini, talvez o cenário não fora exatamente dos sonhos, mas ele aceitaria o que lhe fora destinado. Se quisesse um conto de fadas era só fechar os olhos e imaginar um resultado diferente, mas Lance sempre fora um jovem extremamente pragmático, as coisas eram como eram, não tinha como correr da realidade. E a realidade de Lance no momento era polir troféus durante todo final de semana. Não esperava companhia na entediante tarefa, então qual fora sua surpresa ao ver Francesca adentrando na sala na companhia de Minerva McGonagall. – Quem sabe depois de longas horas juntos vocês dois aprendam a se comunicar ao invés de se agredirem. – Alertou a rígida professora, lançando um olhar de reprimenda para os dois jovens, antes de começar a se retirar da sala. – Vocês têm até o final do dia para terminar toda a sala, caso não consigam, espero os dois aqui amanha novamente. – Antes que qualquer um pudesse protestar, a professora saiu da sala, deixando Lance e Francesca na companhia de pedaços de pano e latas de líquido para polir metal.
O jovem Buchanan caminhou até uma das mesas e pegou um dos panos e uma lata do produto e caminhou até a grande prateleira coberta de troféus, soltando um longo suspiro a imagem interminável de prateleiras e mais prateleiras na longa parede. – Parece que temos um longo dia pela frente. – A intenção era de quebrar o silencio perturbador que começava tomar conta da sala, sabia o quão ridículo parecia fazendo comentários despretensiosos, principalmente quando reconhecia a sua parcela de culpa naquela punição. – Listen…- Iniciou uma tentativa de conversa novamente, deixando o pano sobre a mesa, girando o corpo de forma a fitar a jovem. – I’m sorry about that, it was totally uncalled for. – Fora a primeira vez que tivera a chance de articular um pedido descente de desculpas desde o ocorrido. Acredita que não seria tão simples de voltar as boas graças com Francesca, se é que algum dia os dois tiveram tão relação se quer.
Ela estava acostumada com detenções, tinha uma quantidade razoável em seu nome. No entanto, aquela era a primeira que era obrigada a cumprir por algo que não era sua culpa. Estava assistindo o jogo tranquilamente, longe de qualquer torcida que pudesse causar briga. E aí aquele idiota aparecera e, além de beijá-la sem que ela tivesse o menor interesse, a jogou naquela maldita detenção. Seu humor estava péssimo, como era de se esperar.Se arrastou até a sala de troféus, se esforçando para chegar quinze minutos depois do horário pedido por McGonagall. Sabia que isso deixaria a mais velha ainda mais irritada com a dupla, mas não se importava. O que ela faria? Tiraria pontos da Slytherin? Para o inferno com a Copa das Casas. Daria mais tempo na detenção? Pelo menos esse tempo seria culpa dela e exclusivamente dela.
Revirava seus olhos ao escutar a mulher falando, como se algumas horas e muitos troféus pudessem dar jeito em qualquer situação. “ Vocês tem até o fim do dia e se não fizerem vou obrigar a limpar troféus como se fossem elfos domésticos amanhã também e pipipi popopo. ” Remedou a professora quando a mesma deixou a sala, se dirigindo a um lado das estantes de troféus, começando a tirá-los um por um de uma das estantes, colocando-os alinhados no chão para saber a ordem de devolvê-los depois. Ela tinha mais experiência em limpar troféus do que a maioria dos alunos daquele castelo todo, cumprira detenções demais ali. Ignorou a primeira tentativa de puxar conversa do garoto, raivosamente passando o pano sobre a superfície de madeira de onde tirara os troféus apenas alguns instantes antes. Logo limparia troféu por troféu e os devolveria no exato mesmo lugar que tirara. Sabia que seria capaz de terminar aquela sala até o fim do dia, só precisava arranjar uma maneira de ignorar o rapaz que estava ali com ela. “ Eu não preciso das suas desculpas. Preciso que você limpe o máximo de troféus possível. ” Falou enquanto jogava um pano na direção dele. “ Você pode fazer isso? ” Questionou em tom irritado.
(flashback) crash into you ; fancy
lance-kb:
A reação inicial de Francesca não fora hostil, o que ajudou Lance a se sentir um pouco mais confortável em sua empreitada. Ainda que a jovem não estivesse ciente de quais eram as intenções do jovem Buchanan, na verdade, tampouco Lance sabia ao certo o que fazia ali. Existia um certo magnetismo que o atraia de forma natural até a jovem Zabinia que ia além da beleza física dela. Como se uma aura diferenciada pairasse sobre ela, deixando Lance incapaz de reparar em qualquer outra pessoa quando ela estava por perto. Instintivamente, diminuiu ainda mais a distancia entre eles, seu rosto ficando apenas centímetros do dela, ao passo que os olhos claros do jovem estavam fixos nos lábios cheios de Francesca. – I want many things. – Disse em tom mais baixo, dado a proximidade entre eles. – But right now I can only think about one thing. – Completou rapidamente, colocando o outro braço sobre a parede atrás da jovem.
As vozes ao redor antes uma comoção, agora não passavam de sussurros distantes, naquele momento não havia ninguém mais ao redor, apenas os dois. A respiração de Lance aos poucos começou a ficar mais pesada, mil pensamentos desconexos tomavam conta de sua mente. E em algum lugar em meio os pensamentos conflitantes, ele sabia que não deveria estar assim tão próximo de Francesca Zabini, mas não conseguia evitar. Poderia parecer creepy para quem visse de fora, mas Lance estava longe de ser do tipo que tirasse proveito de meninas indefesas, talvez fosse só mais um adolescente tomado pelos desejos secretos. Aos poucos, o jovem abaixou a cabeça, já sentindo a respiração da jovem tocando o seu rosto. Com os lábios quase colados ao dela, o jovem sussurrou. – If you don’t want me to kiss you, please say something. - Os segundos que passaram depois da pergunta foram excruciantes e o impulsivo e impaciente Lance, não esperou que Francesca formulasse uma resposta. Diminuindo a pequena distancia entre eles, selou seus lábios no dela, iniciando um intenso beijo. Deslizou uma das mãos da parede e colocou sobre a cintura fina de Francesca, puxando-a de encontro ao seu corpo, deixando claro seu desejo por ela.
Ela não era do tipo de pessoa que se incomodava com proximidade, não mesmo. Mas quando essa aproximação era repentina e partia de alguém com quem ela não tinha trocado mais do que algumas palavras em anos, ela já não se sentia mais muito confortável. Não estava com medo, encarando o rapaz firmemente nos olhos, esperando para saber até onde a audácia dele o levaria. Tinha suas costas contra a parede e o braço dele ao lado de sua cabeça, prendendo-a ali. Precisou de pouco mais de alguns segundos para entender o que ele lhe dizia, como se fosse realmente surreal o que acabara de ouvir. Na realidade, tudo ali parecia ser surreal demais. Não dera uma brecha sequer para ele, mesmo que conseguisse flertar de forma natura, ela não dissera nenhuma palavra passível de segundas intenções até ali. Mas antes que pudesse abrir a boca para dizer qualquer coisa, ele não esperou pela resposta e cumpriu com o que havia prometido.
O beijo era intenso e profundo, como se ele estivesse desejando fazer isso há algum tempo - o que ela duvidava que fosse o caso. A mão dele em sua cintura a colocava ainda mais próxima dele, e ela era capaz de sentir o coração dele batendo forte dentro de seu peito. Mas Francesca não o retribuiu por muito tempo, logo entendendo o que acontecia ali. Ele havia apostado nela como uma maneira de atingir o irmão. No entanto, ele não poderia ter errado mais na escolha de garota para fazer isso. Mesmo se Nathaniel visse o que acontecia ali, não se importaria nenhum pouco à ponto e comprar a briga que Lance estava oferecendo. Menos ainda a compraria por Francesca - se ao menos fosse Holliday, a Zabini sabia da amizade de Lance pela Travers, ela sim surtiria o efeito procurado pelo rapaz no irmão. Suas mãos o empurraram, afastando-o de si com força demais. “ What the hell? ” Gritou, enquanto desferia alguns tapas na direção dele, sendo movida pela raiva que sentia naquele momento.
(flashback) crash into you ; fancy
lance-kb:
Os gritos de celebração ao redor só serviram para deixar Lance ainda mais irritado. Talvez irritação não fosse exatamente o que tomava conta do jovem, era mais um misto de adrenalina pós jogo com muitas frustrações acumuladas. Mas o fato dos grifanos ao redor não cessarem os cantos de vitória, acrescentava mais um degrau na longa escada de frustrações de Lance. Dando mais um passo na direção da bela jovem, diminuiu a distância entre eles, tentando criar certo espaço entre eles e os demais torcedores. – Nenhuma torcida? Sério? – Levantou uma das sobrancelhas, não satisfeito com a resposta que recebera. – Acredito que te vi na arquibancada vermelha e dourada. – Respondeu, cruzando os braços, mas mantendo os olhos interessados presos ao dela. Era difícil não se perder admirando a beleza da jovem, os longos cabelos negros, a boca bem desenhada e os olhos intensamente expressivos.
Queria se chutar por estar tão descaradamente cobiçando a jovem, mas não conseguia conter os impulsos, ainda mais com a adrenalina ainda correndo em seu corpo. – E quem disse que quero arranjar alguma briga, muito pelo contrário. – Comentou Lance, deixando o sorriso crescer, os dentes brancos e alinhados a mostra. Deu mais um passo na direção dela, quase que a encurralando contra a parede que separava as arquibancadas. Colocou uma das mãos na altura da cabeça dela, deixando pouco espaço entre eles. O sorriso convencido não deixou os lábios de Lance um segundo sequer, apesar de saber o quão arriscado era seu gesto, não estava realmente preocupado com as consequências, o risco valia a pena.
Todo mundo conhecia a história de Nate e Lance. E mesmo se não conhecessem, o sobrenome que ambos carregavam dava um pequeno indício que poderia justificar a rivalidade deles em campo. Acima de qualquer coisa que acontecera entre ela e Nathaniel no passado, eles eram amigos - ou, ao menos, algo que se assemelhava a isso. Por isso ela talvez soubesse mais do que a maioria das pessoas sobre a relação dos irmãos. No entanto, tudo que sabia era o ponto de vista de Nate. Não tinha ideia de como aquela situação toda era para o outro rapaz.
Uma risada divertida saiu dos lábios de Francesca, pensando o quanto seria odiada por ser uma sonserina no meio da arquibancada da grifinória - provavelmente os torcedores teriam a jogado lá de cima. “ Você tem uma mente bem fértil então se me imaginou lá. ” Falou apontando para a torre da arquibancada vermelha e dourada. “ Sou louca, mas não tão louca assim. ” Nunca havia conversado com o rapaz, seus círculos sociais não exatamente se batiam e o fato de já ter tido algo com Nate também não parecia colaborar muito para que fosse alguém que o outro Buchanan gostaria de ter por perto. “ E então o que você está querendo? ” Perguntou, sem nenhuma segunda intenção nas suas palavras, apenas curiosa para saber. Ele estava perigosamente próximo, ela sabia disso. Mas não esperava que ele tivesse a audácia de segurá-la daquela maneira. “ What are you doing? ” As palavras saíram em um tom irritadiço.
Awww. You worried about me?
por besarte a fancy playlist (listen here)
sometimes - britney spears // por besarte - lu // tearin’ up my heart - nsync // spending my time - roxette // incomplete - backstreet boys // more than words - extreme // un-break my heart - toni braxton // ya nada queda - kudai // (you drive me) crazy - britney spears // it must have been love - roxette // like a prayer - madonna // take on me - a-ha // ain’t funny - jennifer lopez // now you know - hilary duff // bleeding love - leona lewis // if i ain’t got you - alicia keys // tattoo - hilary duff // somewhere only we know - keane // i want you back - nsync // non c'è - laura pausini // didn’t we almost have it all - whitney houston
character aesthetic: frances and lance
lance-kb:
Tem te perseguido? Como assim? Você não aparenta se importar tanto assim com algo que teoricamente foi insignificante aos olhos de muitos. Você naõ fez nada, Francis. Damn, why are we talking about all of that? maybe is better leave the past were it belongs, in the past. I mean, it was hard enough to deal with that once, I don’t know if I can do all over again. It is not you, Francis. It was never you.
Eu não acho que você é imune aos problemas que acontecem com todos, não foi isso que quis dizer. É só que, tem uma distancia gigantesca entre o mundo em que vivemos. Você não acha?
O seu sobrenome não é um problema, o meu é que é. Alias, não o meu sobrenome, mas a minha existência pra ser mais exato. Não tem como apagar quem eu sou ou o que eu sou. Por mais que eu esteja tentando superar, ainda ouço os sussurros, ainda sou entitulado em cada página esportiva como o filho bastardo. Não culpo meus irmãos, alias, eles são a única coisa decente dessa história toda. Mas a verdade é que isso ainda me persegue e me assombra. Eu não consigo apagar o meu passado, você tem que entender isso. E quem sabe você entenda os meus motivos.
De novo, isso é algo que não posso te responder, Frances. Não estão comigo, é só o que sei.
Mas não foi insignificante para mim. Se foi para você, bem, eu não posso fazer nada quanto a isso. Nós nunca conversamos sobre isso, Lance! Você não sente falta de, sei lá, algum closure? Então o que foi? E não me venha com o “o problema sou eu” a essa altura do campeonato.
A diferença só é gigantesca se você insistir em vê-la desse jeito. Nada... none of that was ever a problem to me. Sei que você se aproximou de mim numa tentativa de atingir o Nate, mas... eu nunca me importei com nada disso. E sempre odiei como você nunca conseguiu deixar de dar tanta atenção a isso quando você é muito mais do que o filho bastardo de alguém ou o meio irmão de outra pessoa. Se não estão com você e nem comigo, então com quem?
lance-kb:
Por que eu ofenderia você no processo, Zabini? Não é porque as coisas não deram certo, alias, não é porque as coisas mal começaram antes do fim que eu tenho motivos para te ofender. Se é isso que você acha, então talvez o problema esteja mais no seu lado que no meu.
Cabeça dura? Pode até ser, mas não é melhor ser realista do que se jogar de cabeça e levar a pior do mesmo jeito? O mundo não é cor de rosa, Francesca, pelo menos não o meu.
Are you really asking me about your family? Ow, just ow. Por que você não pergunta pra eles? Ah, talvez porque eles nem mesmo saibam que eu sou, já que Buchanan bastardo deve tá bem baixo na lista de famílias aceitáveis por eles.
Mais uma vez, isso eu não posso te responder. Mas te garanto que não foi apenas uma carta isolada.
Eu não sei, mas adoraria saber. É algo que tem me perseguido, sabe? Eu fico tentando entender onde é que errei, o que foi que eu fiz ou se eu fiz algo. O que aconteceu, Lance?
O meu mundo também não é cor de rosa. Tenho tantos problemas quanto você. Sei que são problemas diferentes, mas ainda assim eu tenho a minha cota, não fique achando que nunca sofro só por ter nascido em uma família com dinheiro. E sim, eu estou. Meu sobrenome nunca pareceu ser um grande problema antes. É isso que você acha? Que eu teria tido vergonha de te apresentar a eles? Wow, Lance. Bem, se não foi apenas uma, onde elas estão?
lance-kb:
To be honest, sometimes I think I don’t know you at all. Mesmo as tradições mais arraigadas podem mudar? Acho romântica a sua visão, a realidade é um pouco diferente e menos atraente.
As poucas vezes que coloquei fé em alguém o resultado não foi satisfatório, então prefiro ser cauteloso. Eu quero acreditar que as coisas vão ser melhores e diferentes dessa vez, mas eu já me enganei antes…
Pelo jeito nem mesmo o Buchanan de ouro foi bom o suficiente para os Zabinis.
O pobre filho bastardo não vai magicamente deixar de ser só porque mora com parte da família, mas não tem como você saber a realidade né?! Nem todos tem um berço de ouro, Zabini. Muitas vezes você não tem qualquer outra opção. Não reclamo da generosidade dos Buchanan e da mão estendida, mas não sou falso ou hipócrita. As coisas levam tempo, apesar do sangue, eles cresceram juntos e não eu.
Uma carta? É isso mesmo que você acha?
Eu sempre tentei ser o mais transparente possível com você, então não me culpe por não me conhecer. And here we go again with the half empty bottle. Você está realmente falando do seu irmão e da Holliday? Ou é mais uma das suas tentativas de me ofender no processo?
Ser cauteloso é uma coisa e eu até entendo. Mas você é cabeça dura. Teimosia e cautela são coisas completamente diferentes.
Qual o seu grande problema com a minha família, Lance? É sério, o que a gente te fez? Posso não saber tudo pelo que você passou, mas eu tenho algo chamado empatia. Ué, e teve algo a mais? Uma carta foi tudo que recebi.
(flashback) crash into you ; fancy
lance-kb:
As partidas de Quadribol era uma ótima oportunidade de extravasar as emoções e resolver algumas tensões pendentes em campo. Lance nunca fora dos jogadores mais agressivos, pelo contrário, o jovem era mais metódico, apesar de claramente passional com o esporte. Mas nem mesmo uma pessoa claramente pacífica como ele conseguia manter as emoções e hormônios controlados em uma acirrada disputa. Não era apenas Gryffindor vs Ravenclaw, não para Lance Buchanan. Era mais uma oportunidade de ver o irmão, o filho legitimo lutando para levar vantagem sobre ele. A animosidade entre os irmãos não era tão intensa quanto nos anos anteriores, mas estava longe de ser inexistente, talvez mais por Lance que pelo próprio Nathaniel. Afinal, quem levava a constante fama de bastardo era Lance e não o filho querido e original.
Apesar da luta intensa do time azul e bronze, os vermelhos acabaram levando a melhor no final do dia. Lance aterrissou com a vassoura em um canto qualquer, jogando-a raivosamente no campo, claramente chateado com o resultado. No meio da multidão que esperava para congratular os grifanos, Lance avistou a jovem que despertava-lhe estranhas sensações. Como se não fosse patético o suficiente, o fato de que secretamente cobiçava a namorado do irmão era ainda mais teatral. Teria como essa história ser trágica? Aos olhos de Lance, ele tinha tudo, tinha a vitória no jogo hoje, mas talvez algo poderia ser feito a respeito da garota. Sem raciocinar direito a respeito de suas ações, Lance cruzou rapidamente o campo e se aproximou da pequena multidão, abrindo espaço entre os alunos sem se preocupar em pedir desculpas. – Tem certeza que está na torcida certa? – Provocou levemente, diminuindo um pouco a distância entre eles. – Posso te escoltar daqui se quiser. – Continuou no mesmo tom, levemente galanteador. Talvez fosse a adrenalina ainda correndo em suas veias, mas sentia o coração palpitar rapidamente, aquela era realmente uma receita para confusão.
Seu lugar por ali era privilegiado, por isso tinha o costume de assistir as partidas dali. Era onde as confusões pós jogo aconteciam. E ela simplesmente adorava observar tudo acontecer. O grupo se juntava ao redor do time da Grifinória, alguns alunos desciam da arquibancada e corriam até ali em tempo recorde, carregando os jogadores nas costas, dando tapinhas de parabéns e gritando uns com os outros em extrema alegria. Era uma imagem bonita de se ver, talvez ela pudesse colocá-la no papel mais tarde, transformá-la com a sua visão melancólica de mundo.
Em algum momento no ano anterior ela teria se levantado em ido até o grupo quando o mesmo tivesse dispersado. Mas agora ela não tinha mais motivos para isso. O que quer que ela e Nathaniel costumavam ter já não era mais a realidade de nenhum dos dois. E estavam melhores dessa forma. Observava a comemoração e a tentativa de fair play oferecida por alguns jogadores da Corvinal ao irem cumprimentar os jogadores da Gryffindor pela vitória. Ao perceber a presença do rapaz, cruzou seus braços e seguiu observando o grupo em campo. “ Eu não estou em torcida nenhuma. ” Respondeu, dedicando a ele um olhar de canto de olho. Riu do oferecimento dele, legitimamente achando graça do que ele dizia. “ Acho mais fácil eu te escoltar daqui. ” Conhecia o rapaz e o vira jogar a vassoura com certa violência ao descer da mesma. “ Arranjar briga não vai ajudar em nada. ” Aquilo não era um conselho, Frances nunca aconselharia ninguém. Era apenas uma observação.
(flashback) crash into you ; fancy
@lance-kb
Não era a maior fã do esporte, mas a garota tinha o hábito de assistir aos jogos, mesmo que não fosse a sua Casa em campo. Tentava, alias, se manter o mais longe possível das arquibancadas verde e prata. Com o tempo havia feito amizades com os outros alunos que estavam sempre envolvidos com as partidas, por isso se sentava mais perto do campo onde os jogadores saíam e entravam nos vestiários.
Naquela manhã Grifinória e Corvinal estavam em campo e o jogo era extremamente acirrado. A partida toda foi basicamente disputada ponto a ponto. Frances conhecia Nathaniel o suficiente para saber que estava frustrado e querendo terminar aquela partida o mais rápido possível - e com a vitória para a casa vemelha e dourada. E a sorte parecia realmente estar ao lado de Godric e de seus jogadores. O time grifano começou a comemoração ainda no ar, trazendo-a para o chão ao descerem de suas vassouras. Aquele era o momento mais complicado de todo fim de partida, ambos os times coexistindo antes de seguirem para o vestiário. Todos os professores incentivavam o fair play, mas sempre havia alguma provocação ou outra. Francesca era apenas uma expectadora por ali, e gostava de ver o circo pegar fogo.
n-buchanan:
Sim, e nessa realidade alternativa eu sou o irmão adotado que curte escrever umas coisas meio artísticas.
Well Toto, I have a feeling we’re not in Kansas anymore.
God, I missed you, you dumbass! Aqui, é um presente de boas vindas barra casa nova. É para você e para Holliday, que fique claro.
@n-buchanan
Eu acho que entrei num universo paralelo quando passei pela porta desse prédio. Lance está morando aqui também, é isso mesmo?
marcelzabini:
For Merlin, I knew it. I knew you would react like that. Não deveria ter te contado nada. Será que pelo menos uma vez você pode agir feito uma pessoa normal e esperar pela conversa com o papai para ver qual é a proposta?
E qual você achou que seria a minha reação, Marcel? Que eu daria pulinhos de alegria e ficasse contente igual você ficou?
Eu não preciso ouvir proposta nenhuma, mas tudo bem, fingirei surpresa quando ele falar. Vai, passa a informação completa. Quem é que ele tá querendo? E não venha me falar que ele tá negociando com o velho Archibald, eu mato o Cassian antes de ficar noiva dele.
nichgreengrass:
Eu nunca disse que não gostava, só que você está com aquela cara, como se algo tivesse dando super errado.
Ai está. Tantos anos juntos faz com que a gente conheça algumas coisas. Você quer que eu faça o que? Estou todo ouvido. Quer que eu te ajude a fugir? Invente um noivo falso assim você pode enrolar ele por algum tempo? Eu até me ofereceria para ser esse noivo, mas eu também não estou numa situação melhor do que você.
Eu poderia dizer que essa é a minha cara de sempre, mas você me conhece melhor que isso. Mas aí está a verdade. Marcel veio me falar isso, achando que me avisar com antecedência faria com que minha reação fosse melhor. Na verdade ele só me deu mais tempo para lutar contra.
Não sei, eu quero uma ideia, nem que seja um início de uma ideia. E quem sabe não arranjamos uma ideia parar te tirar dessa sua situação também. Oh, adoro saber que você se sacrificaria tanto por mim, mas de jeito nenhum.