E ela sabe que estava certa, me lembra disso quase sempre.
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Eu fico feliz que diga isso. Eu vim aqui conversar exatamente pra saber se tinha algum problema ou algum sentimento não muito legal e, claro, tentar resolver eles caso desse.
Te desculpo por isso. Acho que uma grande parte de mim queria ir com você, morar em um apartamento pequeno em Londres e ficar feliz pelo resto dos dias, mas claro que isso também não era menos assustador pra mim. E, bem, meus pais não são meu melhor assunto. Sai de casa na mesma época que ele ato idiota aconteceu. Vivo com a Ivy desde então. Claro que eles como os bons Nott-que-só-ligam-para-as-aparências juram pra todo mundo que eu só decidi ser mais independente e não que eu sai porque eles são uns preconceituosos e passivos de merda. Eu aprendi a lidar com isso nos últimos seis meses.
E você não vai me deixar esquecer que eu demorei pra vir, vai?
Mas ela tem razão né. E no fim das contas amigo bom é pra isso, ficar lembrando o tempo todo que estava certo e você errado.
Não, ta tudo certo. Mas fico feliz de você ter vindo, acho que já faz um bom tempo que a gente anda precisando conversar sobre isso, mas ninguém tomava a iniciativa e bem, pelo menos você teve a coragem pra isso. Quer dizer, mais ou menos.
Bom, agora isso ficou no passado, não é? A gente tentou, acabamos errando e foi isso, pelo menos guardamos boas memórias disso tudo e não mágoas. E enfim, agora também moro com meu grande amor Sturgis, o que é um avanço. Ah, é verdade, lembro de ter escutado algo sobre você sair de casa. É meio estranho ouvir você falando assim dos seus pais, sério. Quando a gente namorava você tinha uma coisa tão forte com eles, admito que é meio engraçado ver você dizendo essas coisas. E enfim, fico até orgulhoso de ver que enfrentou seus pais, de verdade.
Nope. Não é culpa minha se você amarelou.