Onde Harry tinha um tesão enorme por seu professor gostoso e pensava ser platônico, até que...
•Gay (Harry um homem cis e Louis um homem cis)
O ponteiro dos minutos mal parecia se mover. O tempo parecia estar parado; as pessoas na sala de aula olhavam para o quadro negro com tédio, com a cabeça apoiada sobre a mão, aguardando ansiosamente a hora do intervalo. O professor falava sem interrupções, cansando os ouvidos dos alunos que já estavam sem paciência.
Quem foi o gênio —e lê-se isso com sarcasmo— que adicionou mais uma hora aos cinquenta minutos de aula? Quem achava a escola insuportável certamente nunca pisou em uma faculdade!
Harry era o maior dos ansiosos, com certeza. Não que ele se arrependesse de ter escolhido o curso que escolhera, pois ele amava Psicologia, sabia que queria fazer isso pelo resto de sua vida. O problema definitivamente não era o curso e sim algumas matérias —ou professores, se falar em especificidade.
Ele cursava o terceiro ano de Psicologia e sempre teve notas altas. Era um aluno dedicado e esforçado, matava as sextas a noite estudando ao invés de ir em pubs com os amigos e beber até não lembrar o próprio nome. Foi representante da turma no seu primeiro ano, mas começou a estagiar como secretário em uma clínica de reabilitação para pessoas viciadas, então ele abdicou do cargo.
E isso não iria mudar esse ano, independente de algumas matérias terem mudado e alguns professores serem uns saco, ele continuaria sendo um aluno esforçado e dedicado. Agora com um porém, começou a sair com os amigos em bares e algumas baladas. Pela diversão que poderia adquirir nos anos dourados que era a faculdade? Não! O motivo era nada mais nada menos —ou ninguém mais ninguém menos— que seu professor favorito: Louis Tomlinson.
Louis Tomlinson dava aula de Filosofia e Ética a mais de cinco anos na faculdade. Era um homem centrado e responsável, explicava bem e ainda conseguia atrair a atenção dos alunos com seu jeito extrovertido e divertido de dar aula. Não tinha quem cursasse o curso de Psicologia e não gostasse dele. Ele era jovem e sabia como se relacionar com as turmas, construía grandes amizades com os alunos e até saia para beber e curtir com muitos deles.
E, além de tudo isso, era lindo. Lindo talvez ainda fosse pouco para descrever a beleza dele. Era de tirar o fôlego; passava pelos corredores do campus arrancando arfadas das meninas e de alguns meninos também. Era o tipo de homem que fazia você duvidar da própria sexualidade porque... Bem, era óbvio, se olhasse para aqueles olhos azuis penetrantes e selvagens, a boca fina e macia, o nariz empinado, o maxilar bem traçado e marcado que delineava o rosto perfeito e a barba rala que sempre estava lá, você se apaixonaria, ou no mínimo se encantaria.
Ele tinha uma vida pessoal bastante privada, apesar de dar abertura para muitos alunos. Tudo o que se sabia sobre sua vida amorosa, era que já fora noivo e que agora estava solteiro novamente. Em seus 34 anos anos de glória e solteiro, rodeados de jovens adultos com muita disposição para transar; poderia considerar-se sortudo ou azarado?
Bom, Harry o colocava na categoria de azarado. Louis era super profissional, nunca havia ficado com qualquer aluno seu em todos os seus anos trabalhando ali, mesmo com inúmeras pessoas diferentes dando em cima dele a cada semestre. Nem mesmo quando saia para beber com a classe, nunca o ocorreu de ficar bêbado o suficiente para levar alguém para sua casa.
O que era uma pena para Harry, que saia com um grupo justamente pensando nessa possibilidade. E não era o que todos os outros a sua volta pensavam também? Não que ele se achasse especial para merecer mais a atenção de Tomlinson que o resto, mas uma pessoa pode sonhar.
De qualquer modo, nunca rolou nada entre eles. Agora estava quase no final do semestre e no próximo não haveria Louis Tomlinson e sua maravilhosa matéria, outra substituiria e ele perderia o melhor professor que já tivera —e que de quebra ainda era um colírio para os olhos.
Por isso, a cada aula antes da dele, Harry ficava ansioso. Os dedos batiam incansavelmente contra a mesa de estudos, irritando um ou outro que sentava ao seu lado, olhando para o relógio com esperança.
E quando deu nove e cinquenta da manhã, ele foi o primeiro a se levantar, arrastando a cadeira no chão e cortando a fala do professor. Saiu do auditório sem olhar para trás, carregando as coisas no colo consigo, atrapalhado ao tentar equilibrar tudo.
Não era de se surpreender que derrubasse tudo no chão. Os cadernos, anotações e livros espalhados, vendo as pessoas começando a sair das salas também e pisoteando em suas coisas sem se preocupar —e quem poderia culpá-las, era intervalo, universitários valorizam isso mais que a própria vida. Amaldiçoou-se por ser tão burro, começando a catar suas coisas com pressa antes que não conseguisse mais a salvá-las.
O corredor estava uma bagunça de pessoas e muitas de suas coisas foram chutadas para longe. Ah, ele só queria bater na própria testa!
–Deveria tomar mais cuidado, Harry– disse uma voz rouca, a qual Harry conhecia muito bem. Virou-se na direção e, para confirmar caso houvesse suspeitas, viu Louis. Lindo como sempre –Toma, acho que vai precisar disso para a minha aula.
O homem estendeu seus post-its que continha muitas anotações importantes e Harry se apressou em pegá-la, suspirando aliviado. Não pode deixar de reparar na mão do professor; grossa e firme —e sua mente frágil viajou na possibilidade dela fazer um estrago em sua bunda—, os dedos ossudos e não muito longos, mas que facilmente o satisfaria. As tatuagens não passaram despercebidas, a de 28 nos dois dedos do meio sempre chamou sua atenção. Entre todos os números, por que 28? Seria algo especial para ele?
–O-Obrigado, Sr. Tomlinson– respondeu, um pouco trêmulo. Não era a primeira vez que falava a sós com o professor e tão pouco era tão inocente assim nas conversas, costumava jogar piadas ou frases com duplos sentidos, apenas para saber se poderia ter uma chance com Louis, que parecia sempre imune a seus encantos. Entretanto, era a primeira vez que ele vinha conversar com Harry.
–Não seja tão formal, já disse que fora da sala pode me chamar apenas de Louis– ele disse, carinhosamente. Sorria abertamente, sempre tão confiante e cheio de si. Era um dos motivos para ter se apaixonado pelo professor, Harry adorava pessoas confiantes e que sabiam ser diretas.
Não sabia porque estava tão tímido, até as bochechas haviam ganhado uma coloração diferente. Louis sorriu ainda mais com isso; um sorriso diferente, de lado, que poderia facilmente ser considerado insolente e perverso.
–Perdeu a fala, Harry? Logo você, que tem tanto a dizer– provocou o mais velho. Louis podia ser profissional, mas não era cego ou idiota, sabia quando um aluno estava dando em cima dele e, digamos que, Harry é uma pessoa óbvia de se ler.
–Não sei se deveria dizer algo agora, senh- Louis– falou, puxando suas coisas contra o peito, em uma falha tentativa de se diminuir, de sentir-se pequeno e encolher até que não fosse mais fitado por aqueles olhos azuis intensos.
–Você poderia fazer aquelas suas piadas, elas são sempre divertidas. Me entretenha, temos oito minutos antes da aula– articulou, apesar de ter soado mais como uma ordem.
O timbre grosso na voz de Louis fez o corpo todo de Harry estremecer, era quase como se o professor estivesse o atiçando. E, se fosse esse o caso, o cacheado cairia na tentação, mesmo que tivesse ficado um pouco surpreso e confuso. O homem estava flertando com ele ou era coisa de sua mente fértil novamente?
–Para te entreter bem eu precisaria de muito mais que oito minutos– retrucou Harry, um esboço de sorriso crescendo em seu rosto.
E aí estava! Louis adorava essa ousadia. Harry era o único com quem nunca cortara as brincadeiras de duplo sentido e o motivo era mais que óbvio: a atração era mútua. Enquanto um era doido para se dar de corpo e alma, o outro era ainda mais doido para aproveitar e abusar de tudo que lhe era oferecido. Ele se sentiu um guerreiro o semestre todo, por nunca ter perdido a cabeça de vez e ter jogado Harry contra a mesa de sua sala e o fodido com todo o tesão que consumia dentro de si —e ele realmente não se importava se a classe estaria ou não vendo.
Agora que o semestre estava no fim, não via problema em corresponder as investidas do cacheado. No próximo período não seria mais seu professor e não seria antiético, poderia até levar o mais novo para jantar —se assim ele quisesse.
–E como poderia me entreter bem?– perguntou Louis, curioso. Ele se aproximou um passo de Harry; o corredor começava a ficar vazio a medida que as pessoas iam ocupar seu tempo do lado de fora, buscando o sol.
–Eu não sei...– o cacheado fingiu pensar, deixando que uma chuva de pensamentos impuros ocupassem sua cabeça –O senhor é muito bom em oratória e eu também. Poderia entretê-lo horas com o meu oral... Oops, digo, com a minha oratória. Que cabeça a minha!
–Posso ver que é bom com as palavras, mas será que é tão bom com ações? Não sei, talvez palavras sejam só palavras e não signifiquem nada até que se façam significar– Louis devolveu, analisando o menor de cima a baixo, que sentiu o corpo ferver em resposta.
–Quer provas, Louis? Vamos para a sua sala e eu discurso para você– arqueou uma sobrancelha, os olhos verdes brilhando em expectativa.
–Como discursaria para mim com sua boca cheia?
Harry se desestabilizou um pouco, isso havia sido bem direto. Olhou para os lados para ver se alguém os observava, mas não tinha mais ninguém no corredor.
–Não foi o senhor mesmo que disse que palavras são palavras? Colocarei em prática o significado de minhas ações, Louis. Mas o senhor terá de me ajudar, sou apenas um aluno... Não me importaria de ter você forçando as palavras para dentro da minha garganta– Harry diz, sorrindo maliciosamente. Ele já estava excitado, esse jogo de provocações sempre foi a melhor parte para ele, ele amava saber que só algumas frases poderiam desestabilizar uma pessoa, ainda mais uma pessoa como Louis, que não se abalava facilmente.
Que foi o que ocorreu. O mais velho ficou sem palavras por um tempo, apenas olhando para o rosto confiante de Harry e depois para os lábios pornograficamente lindos que possuia. A visão de seu pau sumindo em meio a eles veio normalmente a sua mente e ele não tentou disfarçar o sorriso maquiavélico que cresceu em sua face.
–Acho que podemos fazer isso. Estará livre depois da minha aula?– perguntou Louis, vendo-o acenar positivamente com a cabeça –Permaneça na sala depois que todo saírem e te ensinarei o melhor modo de usar essa boca esperta para oral... Oops, digo, para a oratória. Que cabeça a minha!
Harry riu anasalado por ter a sua frase roubada, mas mesmo assim concordou.
Observando Louis se afastar, ele finalmente pode soltar o ar que estava prendendo em seus pulmões. A respiração ofegante e uma única gota de suor escorria por sua testa. Ele não acreditava que isso ia mesmo acontecer com ele. Quer dizer, ele ia mesmo fazer o que estavam conversando? Ou era mais uma das vezes que Louis se fingia de inocente e não levava suas provocações a sério?
Harry acreditava veementemente que não. Isso, com certeza, não seria mais uma aula. Só um tolo pensaria que sim e o cacheado fora tolo demais para um dia.
Ele faria isso e faria com gosto. Não era de hoje que queria o pau de seu professor fundo em sua boca.
A aula de Louis era boa, realmente muito boa. Era o tipo de aula que prendia a atenção dos alunos, que as pessoas gostavam de assistir pois o assunto era interessante e o jeito da explicação também colaborava.
E agora não seria diferente.
A classe estava concentrada nas palavras do professor e nas anotações que estavam no quadro. Um ou outro escreviam no caderno, de cabeça baixa e em completo silêncio, devotos a voz de Louis —que rossoava por todo o auditório.
Tomlinson tinha uma presença marcante e era confiante. Falava com sobriedade e segurança; o queixo erguido e o nariz empinado, andava pelo palanque de um lado para o outro ao tempo que gesticulava com as mãos, enfatizando seu discurso. Nos lábios finos sempre beirava um sorriso ladino, prepotente e pretensioso; os olhos azuis analisando cada aluno e suas reações —e alguns até se sentiam intimidados.
Ele parecia a porra de um deus em seu habitat, tão confortável e convidativo. Era quase pornográfico assistir as suas aulas, porque sua palestra era meticulosamente descritiva e recheada de textos de escritores famosos e citações importantes. Louis era muito inteligente, sua mente transbordava conhecimento como um pau derramava sêmen em seu estopim.
Harry não queria e se controlava ao máximo, mas era inevitável não ficar excitado. Tanto pelo professor lindo e sua bela escolha de palavras, quanto pela ansiedade do que viria assim que o ponteiro atingisse onze e cinquenta. E Harry nunca imaginou que um dia desejasse tanto o final de uma aula de Louis Tomlinson como fazia agora.
Já o professor, era difícil adivinhar. Vez ou outra ele lançava olhares sugestivos para Harry —que sentava na primeira fileira e não ligava para o quão óbvio soava—, mas nunca perdia a compostura. A respiração normal ao tempo que a do cacheado estava disritmada, agindo como sempre agiu e rindo mentalmente quando percebia o menor revirando os olhos ou espremendo as pernas por baixo da mesa.
Ele era tão profissional que chegava a ser irritante, Harry só queria um sinal —um mísero sinal— de que que também aguardava ansiosamente para o que quer que iria acontecer após a aula. Mas o cara parecia uma máscara, disfarçando qualquer que fosse sua emoção.
A aula acabou mais cedo que o esperado, entretanto. O relógio deu o horário e em menos de cinco minutos os alunos guardavam o material e se dirigiam até a saída. Alguns passavam na mesa do professor para lhe dizer tchau, ou um bom final de semana, ou até mesmo chamá-lo para beber mais tarde. Este último ele teve que recusar, dizendo que tinha algo mais importante para fazer a noite, mas cordialmente desejou que eles se divertissem.
Harry enrolou sua saída. A ansiedade martelando em seu peito e as mãos começaram a tremer levemente, sem saber muito o que fazer. Ele guardou lentamente suas coisas, observando pelo canto do olho os companheiros deixando o auditório.
Quando só restou ele e o professor, este fechou a porta, trancando-a em seguida. O cacheado sorriu ao saber que eles estavam na mesma página; não seria uma simples "aula reforçada".
Ele se virou para o homem, o sorriso ainda possuindo seu belo rosto. Mordeu os lábios, começando a se aproximar a passos pequenos do palanque.
–Interessante a aula de hoje...– comentou, vagamente, como quem não quer nada.
–Ah é? Achei que você não parecia muito interessado– replicou ele, sorrindo ao ver a cara perversa que o menor fazia para si.
–Oh, não, muito pelo contrário. Eu estava bastante interessado, o senhor fala bem, Louis– disse, subindo no palanque e rumando para a mesa do professor, sentando-se em cima com um ar divertido –Sabe, muitas pessoas acham muitas coisas excitantes... Músculos, barba, olhos azuis, coxas grossas, ser um pouco mais velho, um pouco mais novo...
As descrições eram vagas, mas se encaixavam perfeitamente na aparência de Louis. O homem sorriu ladino com isso, como um cretino, e se aproximou calmamente do cacheado. Um caçador se aproximando de sua presa, mesmo que quem estivesse dando as cartadas fosse a preia.
–Mas quer saber o que me excita, Louis?— perguntou Harry, arfando quando as mãos firmes do professor tocaram sua coxa e as afastaram brutalmente. Enfiou-se entre elas e inclinou-se para bem perto do rosto delicado de Harry, prendendo seu corpo contra a mesa.
–O que? O que te excita, Harry?
A figura imponente de Louis tão perto de si o desestabilizava. Piscou algumas vezes, tentando se concentrar no que ia dizer e não nos olhos azuis que o encarava com fome.
–I-Inteligência– gaguejou, engolindo em seco –Inteligência me excita.
Louis continuou o olhando, esperando que ele continuasse. O ar superior que o cercava era extremamente excitante para Harry, ele tinha certeza que podia gozar apenas olhando aquele sorriso sacana.
–P-Pessoas que se garantem na lábia e falam com p-propriedade. Não há nada mais excitante que um homem que sabe usar a boca...
Louis mordeu o lábio inferior, chegando com a face mais próxima da de Harry, conseguindo aspirar seu cheiro doce —ele cheirava a bala de cereja.
–Vou ter que concordar com você... Mas isso me lembrou uma coisa, sabe– disse Louis, fingindo pensar enquanto olhava para os lábios pecaminosos de seu aluno –Algo sobre você ser bom na oratória, não? Que tal me provar essa teoria agora, em?
Os olhos verdes brilharam por um segundo antes de um sorriso malicioso crescer em seu rosto.
–Por que antes o senhor não prova com a sua boca primeiro?
Então os dois atracaram em um beijo. Difícil dizer quem tomou a iniciativa, pois o beijo era esfomeado e quente, a vontade transbordava de ambos —um desejo reprimido por muito tempo em seus íntimos.
A língua de Louis era dominante e impunha poder sobre toda a boca de Harry, guiando os movimentos com agilidade. O cacheado entregou-se ao toque, deixando que o maior fizesse o que gostaria com ele.
O aluno permitiu que a mão tomasse rumo para os cabelos sedosos do professor, embrunhando um punhado entre os dedos e puxando com força. Deliciou-se quando sentiu o gemido de Louis ser recebido em sua boca e repetiu a ação apenas para deliciar-se novamente. Era magnífico estar disponível ao homem, mas era bom saber que ele também estava para si.
Os lábios se chocavam com intensidade, sugando um ao outro como se as próprias vidas dependessem disso. A barba rala de Louis machucava o bulso pelado de Harry, que sequer ligava —na verdade, ele amava e sonhou inúmeras vezes com o professor raspando ela por todo seu corpo e deixando-o marcado. As mãos imponentes do mais velho trilharam um caminho para as coxas gordas do menor, apertando-as com possessividade e precisão; não seria de se admirar se ficassem marcadas posteriormente.
Eles se separaram em busca de ar, mas que também foi o suficiente para que os olhos se encontrassem. Ambos os pares extravasando malícia e luxúria. Louis tinha planos inimagináveis para todo o corpo de Harry, imaginou-se fodendo cada centímetro dele por um semestre inteiro e finalmente tinha-o em mãos. Não pouparia nenhuma fantasia... Não com ele.
Uma mão subiu para o pescoço branquinho e leitoso e fechou-se —era um aperto leve, porém firme. Ele puxou Harry com tudo para si, afastando-o da mesa.
–Uma boquinha muito gostosa, realmente...– sussurrou Louis, esfregando seu nariz arredondado no pontudo de Harry –Ajoelha.
–Você é direto– brincou, um sorriso maldoso beirando os lábios levemente inchados.
–Só estou te dando o que você quer.
–Oh– o menor fingiu surpresa, um pouco sarcástico –Só eu quero?
–Estou fazendo essa caridade...
–Tudo bem, professor, então será do meu jeito.
Louis quis perguntar o que ele quis dizer com isso, mas preferiu deixar que fosse mostrado em ações. Ele sempre fora um amante de surpresas e não saber o que seria o jeito de Harry o excitava mais do que deveria.
O garoto se ajoelhou em sua frente, o semblante sapeca assemelhavasse com o de uma criança quieta demais, que estava prestes a aprontar. Desfez-se do cinto e abriu a calça, abaixando-a juntamente da cueca box.
O pênis estava meia bomba e ainda assim Harry o tomou na boca. Foi de imediato ao ponto, sem enrolações, sem preliminares, sem provocações. Levou-o fundo na garganta, ouvindo Louis suspirar demasiadamente alto. A mão correu para os cachos, apertando-os com força ao tempo que empurrava mais a cabeça de Harry contra a virilha.
Era pesado contra sua língua, Harry podia jurar, mesmo que ainda um pouco mole. Sentia cada centímetro de sua boca ser preenchida pelo pau de Louis, o gosto de pele beirando os lábios.
O professor tinha a melhor visão de todas. O cacheado ajoelhado aos seus pés, as bochechas coradas e a boca aberta em seu máximo para guardar toda sua extensão, os olhos abertos e olhando para ele com fome. Porra, aqueles olhos verdes não tinham nada de inocente, como pode pensar nisso durante todo o semestre?
Harry afastou a cabeça, tirando o pau de Louis por completo da boca. Desceu o olhar para a virilha, admirando aquela parte do corpo do mais velho. O membro gordo e cabeçudo, repleto de veias grossas e outras mais finas que se perdiam junto aos pelos pubianos ralos. As bolas flácidas pendendo abaixo, pareciam ser tão macias que Harry desejou chupá-las.
–Gostando do que vê, bichinho?– Louis perguntou, arqueando a sobrancelha, divertindo-se com a maneira como Harry devotavasse a seu pau.
–E tem como não gostar?– rebateu, sorrindo cafajeste ao pôr a língua para fora e lamber a cabecinha, puxando a pele para baixo. Louis arfou e apertou mais os dedos nos cachos rebeldes –Eu gosto do seu pau.
–Gosta do meu pau ou de paus em geral? Você parece uma vadia louca por um.
–Isso importa? É você quem vai meter em mim agora.
E não podia haver uma frase que pudesse deixar Louis mais puto. Apenas a ideia de que alguém pudesse tocar em Harry depois —e que provavelmente já tocaram antes— o deixava fervilhando de raiva. Nem fazia sentido, Harry não era nada além de seu aluno, mas rosnou entre dentes antes de soltar:
–Eu vou te comer tão bem que você não vai querer mais ninguém metendo em ti pois sempre irá lembrar de mim. Melhor você chupar e babar bastante, querido, não temos lubrificante.
E antes que Harry pudesse responder a altura, Louis guiou o membro, totalmente duro agora, para a boca alheia. Enfiou-se sem dó, atingindo já na primeira vez a garganta do mais novo, que sequer se engasgou.
Louis não estava enganado quando disse que Harry era louco por pau; ele era. Ele amava o jeito que um membro podia o fazer se sentir: preenchido e satisfeito. Ele amava quando estavam em sua bunda, claro, mas amava mais ainda quando estava em sua boca. Ele tinha fixação oral, gostava de ter sua boca arrombada até que seu maxilar doesse e de sentir o gosto amargo da porra em sua língua depois. Amava tanto que podia fazer uma música sobre isso.
Então não foi nenhum sacrifício ficar excitado com o modo bruto como Louis conduzia as coisas. Ele mantinha a cabeça do cacheado imóvel, prendendo seus movimentos pelo cabelo, enquanto se enfiava sem muita dificuldade dentro de Harry. O quadril movia-se para frente e para trás e a bunda franzia-se em suas costas sempre que se afundava com mais precisão no outro.
A boca de Harry era quente e bastante molhada, o pau entrava e saia com facilidade, deslizando pelos lábios bonitos e dando a Louis a melhor perspectiva possível de um boquete.
Os movimentos de Louis eram tão fortes e rápidos que Harry mal tinha tempo de respirar entre uma estocada e outra. Ainda assim se esforçava, formando vincos nas bochechas ao chupar com força o membro quando ele estava para sair. Ele disse que era bom nisso, queria honrar suas palavras.
Aparentemente estava conseguindo. Louis parecia deleitoso, com a cabeça jogada para trás, a camisa de botões erguida até o meio do peito pela mão livre e a boca entreaberta deixando escapar pequenos ôfegos de satisfação.
A garganta estava começando a arder e ele sequer ligava, queria que Louis finalizasse em sua boca para depois finalizar novamente em sua bunda. Queria voltar para o apartamento —que dividia com um amigo— mais tarde sentindo-se usado; escorrendo porra pela cueca. Os joelhos também começavam a doer, mas ele estava longe de reclamar ou pedir para parar, apenas gemia com cada nova estocada, fechando os olhos que começavam a vazar lágrimas.
–Harry, porra...– grunhiu o mais velho, apertando os dedos na nuca do cacheado. Ele estava perto –Eu... Eu posso gozar na sua boca?
Harry gemeu em afirmação, subindo as mãos pelas coxas grossas do professor e apertando-as com força. Estava completamente desesperado por aquilo.
Bastou mais algumas estocadas fundas —fundas o suficiente para que Harry sentisse as bolas do outro baterem em seu queixo— para que o mais velho viesse. Louis se derramou em longos jatos, deixando um rastro, enquanto ainda ia e vinha dentro da boca de Harry, da garganta até a ponta dos lábios inchados.
O sabor de Louis apossousse do paladar do cacheado. Era mais salgado que amargo e Harry revirou os olhos gozando do melhor prazer que já provara.
Louis retirou-se da boca de Harry, ofegante, começando a amolecer. Mas o aluno, viciado como estava, arrastou-se para mais perto do mais velho outra vez e tomou-o de volta em sua boca. Chupou os resquícios de porra que sujava o pau de Louis quando sentiu seu cabelo ser puxado e, mais uma vez, foi afastado do corpo do outro. Fez um bico emburrado, olhando para cima.
–Você é mesmo uma vadia por paus, não é?– foi uma pergunta retórica, mas ainda assim Harry confirmou com a cabeça e voltou com a língua para fora, como se pedisse por mais –Não seja tão gulosa, eu quero comer sua bunda.
As palavras explícitas fizeram o menor choramingar e juntas as pernas, apertando o membro extremamente duro entre elas. Estava muito sensível, gozaria facilmente se Louis apenas continuasse falando essas coisas sujas com a voz rouca.
–Levanta– ordenou o professor, vendo o menor obedecer rapidamente.
Aproximou-se de Harry e segurou o rostinho angelical dele com uma mão, forçando-o olhar para seus olhos azuis.
–Quero você peladinho– disse, a voz carregada de desejo, olhando o aluno de cima a baixo –Você vai tirar toda essa roupa e depois vai deitar na mesa de barriga para cima, sim?
–Que tal se ao invés de falar eu te mostrar, hum?
Harry concordou com a cabeça, a feição perdida e um biquinho lindo pousado nos lábios gordinhos.
Começou a despir-se. Subindo a blusa cinza escura com rapidez e a tirando pela cabeça, jogou-a no chão sem cerimônias e desceu dos sapatos. Quando estava com a mão na braguilha da calça, pronto para removê-la com desespero, Louis disse:
Harry obedeceu, no mesmo segundo.
–Tire as calças devagar junto com a cueca– ordenou, a voz poderosa sobrecarregando Harry.
–Se você queria um streap, professor, era só ter pedido– brincou o cacheado, desfazendo-se da calça, lentamente como pedido.
A jeans de coloração escura passou por cada centímetro de suas pernas antes de finalmente atingir o chão. Louis observava cada precioso movimento, ao tempo que tocava o próprio pau vagamente, e quase deixou uma linda e delicada peça passar despercebido por seus olhos.
–Você disse para tirar a cueca, mas não disse nada sobre calcinha, Louis– ousou Harry, colocando-se em sua postura original.
E, porra, Louis quase não a percebeu. Era tão fina e estava tão bem escondida entre as nádegas gordas que ele quase não viu!
Harry deslizou a mãos pelas coxas malhadas até que elas atingissem o limite de sua bunda, enfiou os dedos indicadores na curva e empurrou as nádegas. As bandas balançaram em sincronia, mas em direções opostas, batendo-se uma contra a outra e fazendo uma oscilação atraente.
Louis prendeu os lábios entre os dentes e aproximou-se de Harry com raiva. Em um único movimento ele agarrou os braços do aluno e prendeu-os nas costas, guiou o corpo esguio para a mesa e deitou o corpo dele, deixando que as bochechas se esmagassem contra a madeira polida.
O pau solto encontrou seu caminho sozinho para o meio das nádegas de Harry, sentido o contato com a calcinha de algodão. Ele simulou uma estocada, batendo seu quadril fortemente contra as coxas brancas do cacheado, que soltou um gemido surpreso.
–Não acho que deveria me provocar, Harry– Louis disse e soltou um som que pareceu um rosnado, simulando outra estocada.
–Por que? Está acostumado com seus aluninhos bonzinhos fazendo tudo o que você quer?– retrucou, no mesmo tom. Harry era um adversário a altura para Louis.
–Você costuma ser um dos meus alunos bonzinhos.
–Apenas na sua aula, professor– o cacheado sorriu antes de empurrar seu quadril para trás e, consequentemente, empurrar Louis, que se afastou de seu corpo e largou seus braços –O que você prefere, um aluno bonzinho que faça tudo o que você quer e do jeito que você quer, ou uma foda gostosa, onde eu monto em você e me acabo no seu pau?
Eram duas opções tentadoras, realmente. Era um homem bem controlador, no final das contas, e todos sabiam disso. Ele nunca escondeu. Entretanto, a ideia de deixar Harry comandar —e ele parecia faminto por isso— era irresistível. Harry parecia tão disposto a agradar, de seu modo, mas ainda assim... Louis sabia que teria uma foda muito boa.
–Vou deixar você fazer o que queria fazer antes– enunciou Harry, subindo em cima da mesa e deitando de barriga para cima, como Louis tinha mandado anteriormente –Mas depois disso, vamos fazer do meu jeito.
Concordando com a cabeça, Louis voltou a se aproximar do mais novo. Um sorriso devasso beirava seus lábios e ele não foi nem um pouco delicado quando afastou as pernas lisas e livre de pelos, apertando as coxas fortemente —ficaria uma linda marca posteriormente.
Olhou para o corpo disponível a si, analisando cada centímetro de pele exposta. Harry era extremamente gostoso, era quase saboroso vê-lo seminu, apenas com uma calcinha ridiculamente minúscula. Que, por falar nela, não cobria seu pênis médio —deixando a cabeça e um pouco além dela para fora— e ainda apertava seus quadris gordinhos, salientando as gordurinhas de Harry. Louis quis foder aquelas gordurinhas por moldarem tão bem aquele corpo maravilhoso.
–Você quer usar essa baba escorrendo no seu queixo para me lubrificar?– perguntou o cacheado, irônico, e com um sorriso divertido.
–Você não vale nada– Louis intensificou o aperto nas coxas branquinhas, arrancando um gemido sôfrego do outro –Não passa de uma vagabunda louca pelo meu pau.
–Primeiro, como se você não soubesse disso, não é mesmo? Sabe muito bem que eu quero seu pau enterrado bem fundo em mim– disse, colocando-se sobre seus cotovelos, para poder ver melhor Louis –Segundo, não me humilhe, eu gosto. É tipo um fetiche.
Louis se surpreendeu com aquilo, mas o pau não deixou de dar uma fisgada. Estava amando/odiando aquela superioridade de Harry e saber que o menor sentia tesão em ser humilhado... Poderia descontar sua frustração de não estar totalmente no controle de uma forma prazerosa.
–Claro que gosta, uma vadia suja como você, gosta das coisas mais perversas e depravadas possíveis, sim?– atiçou o mais velho, puxando o cacheado para a ponta da mesa. Harry soltou um gritinho surpreso.
Ele deslizou as mãos grossas pela pele suave até parar em cima da calcinha. Enroscou os dedos no cós e a tirou delicadamente pelas pernas, observando a graciosidade com que Harry as juntava para facilitar o processo.
–Imunda ao ponto de vir com uma fio dental para a faculdade– continuou Louis, erguendo a peça observando como ela minúscula, mal podia acreditar que aquilo abraçava o corpo cheio de curvas do outro –O que esperava com isso, bichinho? Uma foda bruta e rápida no vestiário? Se exibir para aqueles garotos sem cérebro do time de futebol? É tão oferecida assim?
E, só com palavras, Harry gemeu. Os olhos se reviraram por trás das pálpebras e ele abriu mais as pernas, tentando convidar seu professor a fazer algo com ele. Necessitava de qualquer mísero toque para gozar —vazava tanto que seu pau doía.
–Abre a perna que nem uma puta assim pra todo mundo ou só para mim?– perguntou, em um sussurro, ao tempo que se ajoelhava em frente ao corpo entregue. Harry permanecia de olhos fechados –Quantos homens já não passaram por essa bunda... Talvez você goste de saber que foram muitos, não é? Talvez eu devesse chamar o time inteiro da faculdade pra ver você se deleitando com qualquer pau que te preencha. Não é disso que você gosta, putinha?
–L-Louis– gemeu o cacheado, tremelicando e esforçando-se para manter-se na posição atual. Por que caralhos seu professor era tão bom em dirtytalk? –Já me provou que é muito bom em oratória, por que não usa sua boca de verdade.
Tomlinson abriu um sorriso ainda maior. Saber que causava uma reação tão desesperada em Harry era enriquecedor —para seu ego.
Decidiu parar de provocar o menor e empurrou as pernas esbeltas do garoto para cima, até que encostassem no peito alheio. A bunda e entrada rosinha bem exposta e aberta para si, tão delicioso e convidativo.
Trouxe um dedo até o meio das nádegas, tocando com simplicidade a pele quente. A entrada contraiu-se e Louis não demorou para subir o dedo e pressionar a fenda, sentindo as pregas mexerem-se minimamente. O riso tornou-se maléfico ao tempo que uma ideia suja passou por sua cabeça.
Ele forçou o indicador e o médio para dentro daquela entrada apertada. Os dois de uma vez. Foi difícil entrar, ainda mais por Harry estar seco e contraindo-se, expulsando-o a todo momento, mas ele não foi gentil, empurrando-se de volta. O cacheado soltou um gemido arrastado, dolorido. Ter algo entrando em si sem lubrificação não é sua coisa favorita no sexo, mas deixou que Louis fizesse; tinha prometido que deixaria, então apenas tentou se acostumar com a invasão.
Retirou os dedos até que ficasse apenas as pontas e depois colocou-os até o fundo novamente. Repetiu o processo, sendo lento em todas as vezes, torturando Harry ao máximo que conseguia.
Louis era mal. Ele evitava a próstata de Harry de propósito, nunca curvando seus dedos e enfiando-os até o mais fundo que conseguia. Era um sádico de merda e estava se divertindo em ver Harry contorcer-se em sua mesa e rebolar o quadril contra seus dedos, achando um ângulo que o faria esbarrar no pontinho gostoso.
–Desesperado como uma putinha– comentou, rindo anasalado.
Inicou breves selares sobre o interior das coxas de Harry, raspando sua barba aparada, mas nem por isso menos áspera, pela pele delicada. Era um carinho bruto e ao mesmo tempo gostoso, Harry não se incomodaria de ficar assado se o tivesse para sempre.
–Você é tão gostoso, deveria ser um pecado– Louis sussurrou, mordendo a carne macia da perna.
–Se sou tão gostoso por que não me prova, hum?– rebateu, a voz fraca e falhada.
–Quer tanto assim que eu coloque a boca na sua bunda? É tão insaciável que não se contenta com meus dedos? Ou eu deveria colocar mais um apenas pra te ver alargadinho? Quem sabe assim você não cala a boquinha e me deixa fazer do meu jeito.
Harry queria mandá-lo se foder, mas ele estava gostando tanto de Louis sendo duro e rude com ele. Tudo o que ele queria era um homem que soubesse humilhá-lo sem que precisasse usar xingamentos em cada frase.
–É uma troca justa, não acha? Primeiro você me come com a boca e depois te deixo me comer com seu pau– Harry falou, tremelicando e quase perdendo a fala quando Louis, enfim, curvou os dedos e acertou em cheio sua próstata. As costas se curvaram e um grito baixo saiu de sua garganta –Vamos, professor, sei que está doido para meter seu pau em mim.
Louis rosnou, irritado, porque era verdade.
Seu pau já tinha ficado duro novamente e gotejava, insano para entrar naquele rabo guloso.
Removeu os dedos do interior do cacheado sem delicadeza alguma, simplesmente puxando-os para fora. As mãos agarraram as nádegas e as abriram sem prolongações, afastando-as. Harry, mais uma vez naquela tarde, soltou um gritinho surpreso; estava gostando disso, Louis era uma caixinha de novidades que fazia sua libido explodir.
Chegou com o rosto mais perto e lambeu uma longa linha da entrada de Harry até as bolas espremidas entre as pernas. O cacheado tremeu novamente, soltando um suspiro pesado. A língua voltou o mesmo caminho, parando na entrada levemente abertinha.
Louis rodeu a língua por todo a região, as pregas se contorcendo contra o músculo molhado de sua boca. Era desordenado, ia para frente e para trás, de um lado ao outro e depois de uma diagonal a outra; Louis parecia estar beijando sua bunda como se tivesse beijando sua boca, explorando-a.
Na verdade, os movimentos pareciam mais exploratórios do que um simples beijo. Eram obscenos, sujos e deliciosos. Nenhuma língua o depravou tão bem quanto Louis fazia.
Os lábios se fecharam em volta de sua entrada e a língua se pressionou contra a fenda, chupando as pregas ao tempo que o músculo acariciava-o. Tão sujo. Louis não tinha nojo e podia-se perceber que adorava ver o menor sofrer em suas mãos.
Harry ofegava e arqueava as costas. As mãos inquietas não sabiam se iam para os cabelos de Louis e prendia a cara dele no meio de suas pernas ou se estimulavam os próprios mamilos, então perdiam-se na barriga, beliscando o abdômen para tentar conter o tesão.
Ah, como Harry era delicioso. Não só ali em baixo —onde Louis estava com a boca— mas também em suas reações. Era tão manhoso e sedento que nem parecia o cara mandão e ditatorial de minutos atrás.
Chupou com mais força a entrada de Harry, sentindo-a raspar levemente contra seus dentes e deixou uma fraca —quase imperceptível— mordida. O cacheado se odiou por gostar disso, mas não conteve a própria boca:
–L-Lou, porra, f-faz de novo.
Sua voz falhou, porém Louis entendeu e não hesitou em repetir o gesto. Seu ego inflou quando viu a boca de Harry abrir escancaradamente e soltar um berro prazeroso.
Sugou uma última vez e afastou os lábios, deixando um Harry muito confuso e totalmente abalado —ousava dizer que até acabado— deitado, esperando outra ação.
–Não era você que queria comandar agora, bichinho?– brincou Louis, olhando para o corpo largado, com a respiração descompassada –O que foi? Não consegue se mexer?
Harry olhou irritado para o mais velho, as sobrancelhas franzidas e os lábios espremidos em uma linha fina. Louis riu, achando-o especialmente excitante nesse momento.
–Você diz que eu não valho nada, mas você vale menos ainda, professor– retrucou o cacheado, sentando-se na mesa com dificuldade.
Tentou se colocar de pé, mas as pernas estavam bambas, então ele apenas virou-se de costas para o outro e empinou a bunda, espalmando as duas mãos na mesa em busca de apoio o suficiente para que não cedesse ao chão.
–Faz a porra de alguma coisa e me fode– ele disse, entre dentes, irritado. Jogou o quadril um pouco mais para trás até que sua bunda atingisse contra a virilha do mais velho.
O falo duro entrou facilmente entre as bandas da bunda e Harry não demorou em começar a ir e vir com o corpo, masturbando-o vagamente. A fricção entre a entrada apertada e o pau grosso era obscena e deliciosa; ambos gemeram baixinho.
As mãos firmes de Louis agarraram os quadris do cacheado com propriedade e precisão, apertando as gordurinhas e parando seus movimentos. Abaixou-se o suficiente para que seus lábios lhe tocassem o ouvido.
–Você, como o bom pervertido que é, já deve ter tido sonhos eróticos comigo, seu professor, não é?– sussurrou, a voz rouca beirando o tesão que sentia. Harry concordou com a cabeça, não conseguindo dizer nada –E como eu te fodia nesses sonhos, hum?
O palavreado sujo fez Harry soltar um gemido sôfrego, fechando os olhos com força.
–Eu te comia assim? Você debruçado sobre a minha mesa e eu por trás empurrando tudo em você?– sugeriu, simulando um estocada e fazendo outro som sair por entre os lábios inchados do mais novo –Ou eu estava sentado na minha cadeira e você estava por cima, montando como a boa putinha barata que você é?
Em um único movimento —e rápido— Louis virou o corpo de Harry de frente para si, analisando aqueles olhos verdes suplicantes. Parecia tão submisso...
–Ou você apenas estava deitado no chão, imóvel, enquanto deixava eu fazer o que quisesse e...
–No quadro– Harry o cortou, dizendo em apenas um fôlego. Foi ligeiro e quase ininteligível –Você me comeu contra o quadro. Me pegou no seu colo e deixou minhas pernas sobre seus ombros enquanto metia sem dó em mim, minhas costas sujavam de giz, mas você...
E, dessa vez, Louis cortou Harry, tomando os lábios dele em um beijo. As bocas trabalhavam agressivamente uma contra a outra e as mãos se perdiam nos cabelos alheios, puxando os fios e empurrando as cabeças para mais perto.
Louis foi se afastando da mesa e puxando Harry consigo, andando cegamente. Tomlinson prensou o corpo do menor contra uma superfície gélida e não perdeu tempo em subir as coxas brancas dele para seus ombros. Harry sorriu entre o beijo, quase soltando outro gemido.
–Não tem nada escrito no quadro, então suas costas não vão sujar de giz, mas eu posso realizar sua fantasia, bichinho– explicou Louis, distribuindo pequenos selares sobre a tez de sua bochecha e pescoço.
–Tudo bem, é até melhor. Eu tenho asma– respondeu, voltando a beijá-lo com a mesma fome e intensidade de antes.
Enquanto Louis deixava que as bocas guerreassem por dominância, uma mão sua percorreu todo o corpo de Harry e ignorou, propositalmente, seu pênis. Guiou-a para fora do torso do menor até que tomasse o próprio falo no punho.
O cacheado não estava esperando a próxima ação e arqueou as costas, separando os lábios dos do moreno para que um grito escapassem de sua garganta, quando o membro inteiro de Louis entrou dentro de si. Sem aviso, sem delongas, sem permissão; apenas Louis por completo dentro dele.
Não foi ruim, nem perto disso, na verdade. Harry o sentia em cada canto de suas paredes internas, alargando-o com toda sua grossura. As arfadas saiam de sua boca sem intervalos, tentando se acostumar com todo o comprimento que o compunha maravilhosamente bem.
–L-Louis, filho da puta...– gemeu, os olhos fechados.
–O que foi? Meu bichinho, não aguenta um pouquinho de dor?– o maior provocou, beijando o queixo e pescoço exposto do outro –Não era você que implorava pelo meu pau? Você o teve, se contente com isso.
–Seu bastardo...– xingou, apertando as unhas na nuca do professor. Louis sorriu ladino e deu a primeira estocada, saindo e entrando no cacheado, com a mesma rapidez e força de antes. Harry não podia se sentir mais satisfeito –Mais...
Era controverso, mas era assim que Harry se sentia. Uma relação de amor e ódio; amava se sentir preenchido e alargado —cada parte dele sendo tocada por uma de Louis—, mas odiava amar isso, porque doía, e como doía. Era uma putinha masoquista.
–Porra, eu quis te comer desde a primeira vez que te vi na minha aula– confessou Louis, prensando o corpo de Harry mais contra a parede e apertando suas nádegas para que seu pau pudesse ir cada vez mais fundo –Com aqueles olhos verdes brilhantes e a porra da sua boca indecente... Você é a merda de um libidinoso sem fazer esforço.
Um gemido arranhou a garganta de Harry, fazendo ambos revirarem os olhos.
–I-Isso é bom– disse o cacheado, em um meio sorriso. Mal conseguia falar e ainda queria provocar o mais velho –Porque eu também tive essa impressão s-sua. Assim que te vi ent-trar pela porta eu quis chupar esse p-pau grosso... Loueh!
Louis não era gentil com as estocadas, saindo e entrando de Harry como um animal necessitado. Os estalos de pele se chocando eram repercutidos por toda a sala de aula, juntamente com os ofêgos sofrêgos do menor.
O ritmo permaneceu o mesmo, rápido e constante. Era assim que ambos gostavam. Uma transa bruta e selvagem, completamente desesperada.
O cheiro de suor e sexo começou a se alastrar pelo recinto, fazendo tudo ficar ainda mais excitante. As bolas de Louis espancavam a bunda de Harry, deixando-as levemente vermelhas.
Harry, vez ou outra, contraia a entrada envolta de Louis. Era involuntário, tentando amenizar as investidas pouco doloridas mas extremamente deliciosas. Tomlinson era tão grande e parecia que crescia ainda mais dentro de si, esmagando todo seu interior e sobrecarregando seu corpo.
Não que ele fosse reclamar —pois ele não ia—, fazia tempo que não era comido por alguém que sabia o que estava fazendo. Louis ia tão fundo dentro dele, tocava-o tão deliciosamente fundo, que ele mal sentia falta de algo surrando sua próstata. Sempre gostou mais de profundidade e fricção e seu professor parecia saber disso, pois usava e abusava de sua entrada com essa intenção.
Harry mantinha os olhos fechados —era quase um fardo aguentar todo aquele comprometimento dentro de si, exigia muito esforço para que ele não gozasse rápido demais. Louis olhava para sua cara de prazer, levemente dolorosa e completa satisfeita. Seu ego estava nas alturas, sorrindo cafajeste.
Ele sempre preferiu dar prazer do que receber. Não existia nada mais satisfatório que ver sei parceiro contorcendo-se sob seu poder. Por isso na maioria das vezes ele preferia comandar; podia gozar apenas observando outra pessoa atingir o ápice.
–M-Mais rápido, m-mais forte– pediu o cacheado, com dificuldade. As estocadas cortavam sua frase e ele ainda assim pedia por mais. O quão sedento ele podia ser?
Não se demorou em cumprir o desejo do outro, sentindo seu próprio orgasmo próximo.
Jogava o quadril para cima com agilidade, deixando que a bunda de Harry o impedisse de ir mais fundo. As nádegas branquinhas provavelmente iriam ficar arroxeadas depois, mas nenhum deles se importava com o fato agora. Harry queria exatamente isso: que alguém cuidasse para que suas pernas não funcionassem após gozar intensamente.
O corpo do cacheado solavancava para cima, tão bruta eram as investidas. As costas arranhavam contra o quadro seco, podia sentí-las assando com a fricção, mas era mais um detalhe que não importava.
As unhas se pressionaram ainda mais contra o coro cabeludo de Louis a medida que as bolas repuxavam. O corpo começou a ficar mais quente e uma fina linha de suor desceu por sua têmpora. Pequenos pontos brancos começou a surgir entre os olhos fechados e os membros começaram a tremer. Seu orgasmo veio, liberando toda a porra —que veio em enorme quantidade por todo tempo que ele estava se privando— entre os torsos. A camiseta semiaberta de Louis estava suja de sêmen e o próprio abdômen escorria o líquido esbranquiçado.
–Caralho, Louis!– berrou Harry, o corpo ainda tremendo e tendo espasmos.
Mas Louis não parou. Pelo contrário, o professor intensificou seus movimentos, sendo ainda mais rápido. O quadril mal ia para trás, ficando quase que completamente enterrado em Harry enquanto rebolava.
O cacheado deixou que o mais velho abusasse de seu corpo, fraco demais para impedí-lo de qualquer modo. O pênis entrando e saindo prolongava a sensação do orgasmo que teve.
–Você precisa gemer para mim de novo– pediu Louis, aos sussurros. A voz entrecortada pelas lufadas de ar que puxava –É tão gostosinho... Geme pra mim.
–Loueh, isso... Assim, por favor– Harry gemeu e, diferente do que ele próprio tinha achado, não foi forçado. Logo que abriu a boca, a voz manhosa veio naturalmente –Vem pra mim.
Então Louis veio. Veio quando o cacheado gemeu seu nome arrastadinho mais uma vez; possuindo todo o interior de Harry com sua porra. O pau latejava, expelindo cada gota que segurara até ali. As veias sensíveis ficaram menos salientes e as bolas começavam a amolecer, esvasiando-se.
O professor enterrou o rosto fervente na curva do pescoço de Harry, respirando pesado. Suas mãos ainda apossavam-se com força das gordurinhas da cintura do menor, sentindo que se diminuísse a potência do aperto deixaria o outro cair no chão. Ambos estavam molengas e exaustos.
–Você pode sair de dentro de mim?– perguntou Harry, ofegante.
Louis, parecendo voltar para a realidade, colocou as pernas do cacheado no chão e saiu devagar de dentro dele. Não precisou virá-lo de costas para ver sua porra escorrendo pelas coxas gostosas e sorriu malicioso.
O silêncio foi confortável enquanto eles vestiam e arrumavam as roupas. Harry não limpou a goza que escorria, apenas vestiu a calcinha e calça como se elas não estivessem quase chegando a seus pés. Ele falou que queria servir de depósito de porra e era assim que se sentia; eufórico e satisfeito.
Apoiou-se na mesa para colocar os sapatos quando sentiu um corpo quente abraçá-lo por trás. As mãos seguraram sua cintura e uma boca colocou em seu ouvido, a barba o arranhando levemente enquanto sussurrava:
–Vai me deixar te comer de novo?
Mordeu os lábios gordinhos para conter um sorriso.
–Me leva para sair e eu vou ser a sua sobremesa– respondeu, quase gemendo quando beijos delicados foram depositados por seu pescoço.
Louis cheirou seu cabelo comprido e afastou-o, lambendo uma linha em sua nuca. Estava um tanto salgado, mas quem era ele para reclamar? Só de lembrar que foi ele quem deixou o outro nesse estado já o excitava novamente.
–Me passa seu endereço, vou te pegar às oito– disse, ainda abraçado ao cacheado. Parecia um ursinho carente.
–Sim... Por que? Você não quer?– perguntou, incerto, afastando-se inseguro.
–Quero– apressou-se em responder. Não queria que o professor o interpretasse mal, ele queria um encontro com o outro desde que se viram pela primeira vez –É só que... Não sei se vou conseguir transar hoje de novo. Você acabou comigo!
Louis esperou que ele estivesse brincando, mas quando não viu sinal de escárnio em seu rosto, ele caiu na gargalhada. Precisou apoiar-se nos próprios joelhos e quando voltou-se para olhar para Harry, encontrou-o muito confuso; o cenho franzido —e podia-se dizer que um pouco magoado também.
–Eu não estava pensando em transar hoje. Apenas o jantar– explicou Louis, docemente, aproximando-se do mais novo. Pousou a mão delicadamente sob a bochecha macia e acariciou com o polegar –Terei outras oportunidades para desfrutar de você.
Então os dois sorriram, sabendo que as coisas entre eles não iriam terminar ali. Aquele era o primeiro de muitos momentos íntimos que teriam —e nem tudo sobre eles se resumia em tesão, sexo e libido, apesar deles terem uma química enorme na cama.