hazzy's dashboard ♡
my works 📕
sleepy omega
everybody's watching her
momrry and louddy
*.✧ 🎤🎸🚬🧸🎀🌷 𓈒 ౨ৎ
other accounts 💌
wattpad
ao3
@fromthe28 everywhere!!
Fai_Ryy
The Stonewall Inn
art blog(derogatory)

No title available
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

Product Placement

roma★
Keni

Discoholic 🪩
No title available
RMH
h

No title available
almost home

izzy's playlists!

bliss lane
official daine visual archive

shark vs the universe
Not today Justin

oozey mess

seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States

seen from South Korea
seen from Colombia

seen from Malaysia

seen from Netherlands
seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States

seen from Russia
seen from United States
seen from Italy
seen from Brazil
seen from United States

seen from Poland

seen from Malaysia

seen from United States
seen from Lithuania

seen from Australia
@fromthe28
hazzy's dashboard ♡
my works 📕
sleepy omega
everybody's watching her
momrry and louddy
*.✧ 🎤🎸🚬🧸🎀🌷 𓈒 ౨ৎ
other accounts 💌
wattpad
ao3
@fromthe28 everywhere!!
angel
imgonnagetyouback • oneshoth!inter | parte II traição
Descrição: Não tem como saber se Harry e Louis terem se conhecido e se apaixonado na festa de um amigo em comum foi destino, ou o mais puro catastrófico acaso. A única certeza que ambos tem em seus corações, é que apesar de tudo que aconteceu, uma parte deles sempre saberá que pertecem um ao outro e não há muito que possam fazer sobre isso.
E é por isso que mesmo após todas as tentativas inúteis e desesperadas de Louis em manter distância de Harry após o término, uma perda de um alguém especial vai ser capaz de uni-los novamente, quando precisam ir juntos para Las Vegas como um casal para assinar os papéis de uma estimada herança deixada para os dois.
⛓️💥.
— Espero que tenha vindo hoje com boas notícias. — Foi a primeira coisa que o homem usando um terno caro falou, sentado na cadeira giratória preta do escritório jogando uma bolinha de golf de uma mão para a outra. — O dia já tem sido merda o suficiente.
O advogado de pele negra retinta, também usando terno, tinha acabado de entrar na sala com os lábios pressionados, demonstrando certa tensão nos traços de seu rosto. Os dois olhavam um para o outro e Louis logo soube que não, as notícias não eram boas como ele queria.
— Isso vai depender do ponto de vista do senhor. — O advogado, Michael, disse colocando algumas pastas sobre a mesa de Louis, enquanto se sentava na cadeira acolchoada. — Como já deve estar imaginando, Harry não assinou os papéis. Me encontrei com ele no seu local de trabalho e me colocou pra correr com aquele mal humor, dizendo que não era o momento certo para aquilo.
— Ah claro. — Louis murmurou, pensando como aquilo era a cara de Harry.
— Mas, isso veio a calhar como uma coisa boa para o senhor. — Michael pegou alguns papéis de dentro da maleta de trabalho. — Como vimos na semana passada, seu tio lhe deixou uma estimada herança. Mas lendo as letrinhas miúdas da coisa, como o senhor gosta de dizer, ele tinha uma condição antes que tudo isso fosse oficializado. — Isso fez Louis arrumar a postura e olhar para o papel que ele colocou sobre sua mesa, puxando-o para si a fim de ler o local que ele se referia. — A condição era que ainda deveria estar em uma união estável com o senhor Styles e que os dois deveriam ir juntos no cartório de Las Vegas assinar juntos os papéis, para que os advogados pudessem dar continuidade no processo de passar os bens para seu nome.
Louis ficou em silêncio por um momento, lendo as letrinhas miúdas do documento, se sentindo um idiota por ter ficado surpreso com a nova notícia.
Os pais de Louis se separaram quando ele ainda era muito pequeno. Sua mãe se mudou para a França com o novo namorado e ele ficou em Londres com o pai, que nunca foi exatamente o modelo de pai do ano, então ele acabou sobrando na casa de seu tio Daniel. O homem nunca tinha se casado ou tido filhos, o que sempre quis, então Louis foi como um presente que chegou no momento certo e do qual se certificaria de cuidar com zelo.
Tio Daniel desde o começo se mostrou muito respeitoso sobre a sexualidade de Louis, tratando com muito respeito todos os namorados ou namoradas que Louis levava em casa. Mas quando Louis falou sobre Harry pela primeira vez para o tio, comentou algo como "de todos, ele foi o único com quem me imaginei casando e estamos apenas saindo" e isso imediatamente fez com que seu tio se afeiçoasse por Styles, sem nem mesmo conhecê-lo. Então quando se conheceram... tio Dan simplesmente se encantou.
Então era um pouco óbvio que Daniel iria querer favorecer os dois como um casal com sua herança, com certeza imaginando, assim como Louis, que Harry era um alguém para a vida inteira.
Aquilo fez Louis bufar frustrado, jogando o documento sobre a mesa e se recostar contra a cadeira giratória, os olhos fechados respirando profundamente.
— O senhor Daniel queria que você também desse continuidade em seus negócios, assumindo controle por suas partes das empresas que era sócio. — O advogado continuou, mesmo que Louis ainda tivesse os olhos fechados. — Nem tudo está perdido, senhor Tomlinson. Você e Harry, legalmente, ainda estão casados. Se explicasse a situação para o senhor Styles, os dois fizessem um acordo na presença de um advogado, bem poderiam assinar junto os papéis e dividirem os bens. É muito dinheiro até mesmo para alguém de muito orgulho como o senhor Styles ousar recusar.
Aquilo fez Louis rir um pouco, balançando a cabeça em negação algumas vezes. Conhecendo Harry, sabia que para ele assinar os papéis do divórcio, seria o mesmo que declarar derrota. Harry estava se recusando a aceitar que o casamento entre os dois estava acabado, chegando a tomar medidas desesperadas em busca de sua atenção.
E honestamente? Funcionava em partes, porque algumas dessas atitudes desesperadas sempre conseguiam deixar Louis duro pra caralho nas calças.
— Irei pensar a respeito, Michael. Entro em contato assim que possível. — Louis se limitou a falar, os dois ficando de pé ao mesmo tempo e trocando um aperto de mãos. — Obrigado.
— Espero que sim, senhor Tomlinson. O senhor é um homem de negócios, sei que entende o quanto está em jogo nessa situação. — Michael disse com um pequeno sorriso e Louis observou ele se afastar e sair do escritório fechando a porta atrás de si.
Louis voltou a sentar na cadeira giratória com um suspiro, levando ambas as mãos para a cabeça, esperando que em alguns segundos conseguisse colocar as ideias em seu devido lugar. No mesmo instante ouviu o som característico do celular vibrando sobre a mesa e no mesmo instante se inclinou para alcançá-lo, vendo pela barra de notificações se tratar de mensagens de um número desconhecido.
Anteriormente foi citado sobre atitudes desesperadas de Harry que conseguiam deixar Louis um tanto… excitado. Justo naquele momento, estava se passando uma daquelas situações.
Número Desconhecido: hoje eu me toquei pensɑndo em você, Lou. Imɑginei que erɑm suɑs mα̃os no meu corpo e usei o mesmo dildo que você costumɑvɑ usɑr quɑndo brincɑvɑ comigo. Gozei forte e gritei seu nome, desejɑndo que você estivesse ɑqui, e ɑgorɑ me sinto tα̃o triste e sozinho no meu quɑrto.
Nα̃o sei onde e nem em quɑl fuso você estά, mɑs você jά me conhece e sɑbe que em seguidɑ vem umɑ foto da minha bucetinha depois de gozar. Isso porque quero te fazer sentir minha falta. Te fazer ver o que está perdendo ficando tão longe de mim. Como tem sido malvado me deixando ficar tão molhado e sem você pra me ajudar a limpar minha bagunça.
Mal posso esperar pelo dia em que vou te ver de novo…
E realmente veio uma foto. Uma linda foto daquela buceta que Louis já conhecia tão bem e toda molhada, engolindo só a cabecinha de um dildo de vidro com um detalhe de coração rosa.
Louis engoliu em seco com os olhos passeando em diferentes pontos da foto. Prestou atenção nos detalhes da florzinha que tinha os lábios levemente esfoladinhos, o grelinho melado pelo melzinho que escapou e consequentemente deslizando pelo dildo de vidro. Enquanto observava a foto, relendo pelo que parecia ser a décima vez a mensagem junto a ela, Louis se pegou acariciando o próprio pau sobre a calça.
Louis precisou despertar dos pensamentos e parar com o que estava fazendo quando ouviu passos se aproximando do lado de fora do corredor, o que o trouxe de volta para a realidade em que realmente se encontrava: ele estava sentado em seu escritório do trabalho, eram 10h da manhã e ainda tinha um longo dia pela frente. Ele se sentiu ainda mais ciente de todos esses fatos quando ouviu leves batidas em sua porta, o que fez ele se adiantar em apagar a foto, as mensagens e bloquear o contato em uma rapidez surpreendente.
Não era capaz de se lembrar quantas vezes tinha bloqueado números como aquele, ou trocado o próprio número a fim de evitar mais surpresas. Porém, de algum modo, Harry sempre os descobria e tornava a mandar tais mensagens que inegavelmente o deixavam afetado. Não tinha como Louis negar e de repente bancar o cara super centrado e evoluído, se enganando com a ideia de que totalmente detestava aquilo e que não sentia o ego sendo amaciado de certa forma, porque seria totalmente mentira.
Sim, ele adorava que Harry ainda fosse completamente apaixonado, obcecado e devoto por sua atenção, mesmo depois do modo que as coisas acabaram entre os dois – Louis sendo um completo estúpido babaca fodendo ele como se fosse nada, para em seguida exigir que saísse da casa que tecnicamente era dos dois, enquanto dizia nunca mais querer ver sua bunda de vadia pela frente novamente.
Acontece que ele ainda amava Harry. Porra, ele amava Harry pra caralho. Amava como tudo entre eles dois funcionava e se encaixava perfeitamente bem em todos os sentidos. Amava que Harry o conhecesse bem o suficiente para saber o que ele precisava e o momento que precisava.
Droga, ele amava Harry e Harry fodeu com tudo. Talvez ele tenha fodido as coisas no começo e elas tenham chegado onde acabou por causa desses pequenos fatores, mas claro que a culpa era completamente de Harry. Pois, diferente dele, Louis nunca traiu ou sequer um dia cogitou fazê-lo.
Porque ele amava o Harry.
Despertando de seus pensamentos, Louis falou em voz alta para quem quer que fosse que podia entrar, respirando fundo para soar normal tanto quanto realmente deveria.
— Oi, senhor Tomlinson. — A porta foi aberta por uma figura adorável, carne fresca no escritório que muitos caíram matando em cima desde o começo e que Louis tinha conseguido ser o escolhido. — Eu consegui terminar aquilo que me pediu. Antes do prazo que me passou. — Louis sorriu pequeno quando se deu conta de que ele achou importante acrescentar e dar certa entonação para essa última parte.
— Austin, entre. — Louis indicou arrumando a postura na cadeira, observando a figura adorável de grandes olhos castanhos entrar na sua sala fechando a porta silenciosamente, se aproximando rapidamente de onde estava com um envelope grande amarelo na mão. — Me diga, te dei muito trabalho? — Louis disse com humor, não pensando muito quando o puxou pela mão fazendo-o sentar de lado em seu colo, se divertindo um tantinho com a expressão surpresa em seu rosto.
— V-Você é meu chefe. Precisa me dar trabalho. — Austin disse tímido, se movimentando um pouco sobre suas coxas para arrumar a postura até que sentiu algo diferente. — Não te deixei tão animado assim tão fácil, sim?
— Desculpe. — Louis sorriu pequeno, não entrando em mais detalhes sobre isso, enquanto pegava o envelope para tirar de dentro o papel com as informações que Austin estava reunindo. — Bem organizado… muito bem, isso ajuda muito. — Louis acariciava a base das costas dele, sentindo o olhar dele queimando em si.
— A lista que me passou já era um pouco antiga, muitos já tinham até mudado de telefone. Consegui todos atualizados pra você. — Austin disse com um sorriso realmente satisfeito.
— Isso é perfeito. Bom trabalho. — Louis deixou o envelope sobre a mesa e se recostou mais contra a cadeira, deslizando a dobra do indicador em sua bochecha corada. — Eu estive pensando… queria que fosse comigo para aquela viagem de negócios para Las Vegas. Claro que nos termos certos da coisa, você iria comigo como um assistente pessoal.
— Sério mesmo? — Ele perguntou com um sorrisinho, não resistindo em beijar Louis na bochecha. — Eu ia querer muito isso. Muito, mesmo.
— Ótimo. Vou dizer para providenciarem uma passagem extra, deixar tudo certo desde agora, sim? — Louis o incentivou a se aproximar novamente, aceitando os pequenos selinhos que ele passou a deixar em seus lábios, esses sendo o suficiente para animá-lo e fazê-lo se movimentar mais sobre seu colo.
— Me responde… — Austin começou em um tom baixinho, apoiando os antebraços em seus ombros, seus rostos a centímetros de distância. — O que te deixou tão animado antes de eu chegar aqui?
A imagem da buceta deliciosamente molhada de Harry voltou como flashs na sua cabeça, Louis chegando a fechar os olhos e a balançar por um momento tentando afastar o pensamento.
— É vergonhoso. — Louis disse, mas Austin continuou olhando daquele modo curioso e disposto a ouvir de qualquer forma. Aquele olhar que grita “não importa! Tudo bem, apenas me deixe saber”. — Eu estava… assistindo um pornô… um que me enviaram.
— Oh. — Austin arregalou um pouco os olhos. — Não faz mal de vez em quando, não é? — Ele disse com um pequeno dar de ombros, os dedos deslizando suavemente pela gravata azul marinho de Tomlinson. — Será que posso te ajudar? Com isso. — Ele deslizou os dedos ao longo de sua gravata, passou as pontas pela trilha de botões da camisa social até chegar no botão de sua calça indicando claramente sua ereção.
— Claro, meu bem. — Louis segurou ambos os lados do rosto dele, iniciando um beijo lento em que suas línguas brincavam uma com a outra, enquanto o dava liberdade para abrir sua calça e começar a punhetar a cabecinha do seu pau.
⋅˚₊‧ ୨୧ ‧₊˚ ⋅
Numa manhã de terça feira, um Bentley Continental GT estacionou próximo a extensa calçada movimentada de um prédio muito alto com suas inúmeras janelas espelhadas. Do carro saiu uma figura de saltos pretos, usando um espartilho branco rendado como uma blusa comum e uma saia jeans surrada pouco abaixo da polpa de seu bumbum. No momento em que saiu do carro e sentiu uma rajada de vento gelado contra seu corpo, no mesmo instante puxou para si o casaco preto lhe cobria até a altura das coxas.
Harry bateu a porta do carro e travou as portas acionando o alarme, caminhando pela calçada com passos confiantes, sentindo alguns olhares queimando em si. Passou pela porta giratória da frente e seguiu até a recepção onde tinha três mulheres, todas com coques de cabelo muito apertados, usando blazers em tons bege.
— Olá, como posso ajudá-lo? — A mulher que no crachá tinha escrito “Rose” perguntou com uma voz mansa.
— Oi. Só preciso de um crachá como visitante, é horário de almoço e marquei de encontrar com meu marido. — A mentira fluiu muito bem e rapidamente por sua boca, que até mesmo ele se surpreendeu.
— Ah, claro. Qual seu nome?
— Harry Tomlinson. — Harry informou, tirando os óculos escuros que usava para o caso de ela querer confirmar sua aparência com alguma foto de seu cadastro.
— Hum… Lamento, mas não estou encontrando o senhor na lista. — A mulher informou com um pequeno beiço teatral após um rápido minuto. — Sinto muito, mas sem o cadastro constando eu não vou conseguir gerar um crachá pra você. — Ela informou olhando para Harry com um sorrisinho triste.
— Perdão, eu sei que está apenas fazendo o seu trabalho, mas isso é realmente necessário? — Harry perguntou com um riso sem humor. — Louis Tomlinson trabalha aqui há mais de seis anos, somos casados há quase dois e estou sempre por aqui.
— Eu realmente sinto muito. — A mulher voltou a repetir e, mesmo irritado com a situação, jamais foi do feitio de Harry fazer um escândalo em público.
Harry permaneceu lá parado, forçando as engrenagens em seu cérebro a funcionar. Seus olhos correram pela recepção muito grande e movimentada, quando eles pararam sobre um alguém de cabelos ruivos queimados familiar. Ele tinha acabado de chegar e estava acompanhado por outro homem, ambos já segurando o crachá que tinham no pescoço para passar pelo leitor na catraca.
— Thomás? — Harry se viu gritando, tentando chamar a atenção do homem, enquanto caminhava rapidamente até onde ele estava. Enquanto isso, ele ignorou os chamados da recepcionista, informando que não deveria ir até aquele lugar. — Thomás Belgrim? — Harry voltou a chamar e o homem parou de andar procurando a origem do chamado, um sorriso enorme ocupando seu rosto quando viu de quem se tratava.
— Harry! Quanto tempo. — Thomás se aproximou e o cumprimentou com um beijo na bochecha, o homem que o acompanhava não disfarçando de modo algum como tinha gostado do que viu.
— É, eu sei. — Harry riu tímido, não fazendo ideia se por acaso Louis tinha comentado algo para ele ou não. Era possível que não, Louis nunca fez o tipo que gostava de falar sobre seus problemas no trabalho ou com pessoas do trabalho. — Eu voltei a trabalhar, agora eu tenho minha própria boutique e de vez em quando estou fazendo uns trabalhos como modelo.
— Uau, isso explica seu sumiço. Me admira que Louis tenha deixado você voltar a trabalhar. Ele sempre faz aquele tipo mais…
— Ah, sei! Pois é! — Harry acabou rindo pelo alívio e no mesmo instante um segurança se aproximou junto a recepcionista de antes.
— Algum problema aqui? — O segurança alto de rosto fechado perguntou e olhou para Harry. — Foi informado que não possui cadastro para entrar, preciso que me acompanhe.
— Ei, o que é isso? — Thomás interviu ficando entre os dois, uma expressão incrédula no rosto. — Faz uns dias que o sistema tem mostrado instabilidade, certo? Harry é casado com um dos diretores executivos, o Tomlinson, eu sou grande amigo dos dois. Agora que estou aqui, pode colocar que ele está comigo.
— Sinto muito pela confusão. — A mulher, Rose, voltou a falar de modo envergonhado. — Eu não sabia da instabilidade do sistema.
— Está tudo bem agora. — Thomás falou tranquilo para apaziguar a situação, abraçando Harry pelos ombros e voltou a caminhar com o acompanhante silencioso no encalço em direção às catracas. — Nada como uma manhã movimentada, hum? — Ele brincou passando primeiro, e depois colocando o crachá novamente para que Harry passasse.
— Muito obrigado, Thomás. Louis não sabe que estou aqui, queria fazer uma surpresa, e fiquei desapontado pensando que teria de ligar pra ele vir resolver a situação. — Harry disse piscando os grandes olhos verdes, deixando o outro meio abobado.
— Não foi nada. — Thomás procurou por algo dentro do terno e tirou do bolso um tipo de cartão prateado. — Eu tenho outro desse. Use pra conseguir usar o elevador ok? Eu te acompanharia, mas agora eu e meu amigo aqui temos uma reunião marcada naquela sala.
— Ah, tudo bem. — Harry se aproximou dele e beijou sua bochecha. — Tchauzinho, Thomás! — Harry se afastou na direção dos elevadores, ouvindo ele gritar “foi bom te ver!”.
Harry ainda lembrava do andar que Louis tinha sido mandado após receber a promoção no trabalho. Ele entrou no elevador, aproximou o cartão de um leitor azul que logo ficou verde e apertou o botão do andar desejado, se virando na direção do espelho para conferir a própria aparência quando as portas se fecharam. Do bolso de seu casaco ele pegou um gloss e passou nos lábios, os esfregou um contra o outro para deixar uniforme e depois tirou os pequenos borrados com a ponta dos dedos.
Quando chegou no andar, saiu do elevador e se viu em uma sala aberta muito iluminada por causa de suas várias janelas enormes, com algumas cadeiras pretas para quem estivesse à espera. Ali tinha um garoto atrás de uma mesa que continha várias pastas empilhadas, papéis espalhados, digitando algo rapidamente no computador.
Ele parou o que fazia quando notou sua presença com um ar surpreso, Harry logo se aproximando dali com um pequeno sorrisinho.
— Bom dia. Como posso ajudar? — O garoto de enormes olhos castanhos perguntou, dando muita atenção para todas as partes que os olhos eram capazes de alcançar.
— Eu vim encontrar com o Louis. — Harry respondeu. — Eu não sabia que a Victoria não trabalhava mais aqui. Eu me afeiçoava por ela. — Harry comentou descontraído, deixando o garoto levemente atordoado.
— É um tipo de reunião? Você tem hora marcada? — O garoto imediatamente começou a vasculhar por algo no computador, talvez buscando alguma anotação na agenda, na qual tinha esquecido de lembrar.
— Não. — Harry riu. — Eu não preciso de hora marcada, eu sou casado com ele. — Harry informou com simplicidade e certo prazer, não deixando de reparar como aquilo tinha de certa forma afetado o outro.
— Casado?
— Sim. — Harry mostrou a aliança que ainda usava no dedo indicador. — Eu vou indo, porque meu tempo é curto também. Foi bom te conhecer…
— Austin.
— Austin! Prazer, sou Harry.
Então ele se afastou pelo pequeno corredor que levava até a sala de Louis e parou por alguns segundos na frente da porta preta que parecia reluzir, antes de dar algumas batidinhas ali e entrar quando ouviu a voz familiar dando permissão.
No momento que Harry entrou, avistou Louis sentado em sua cadeira logo atrás da mesa de magno. Ele tinha a cabeça abaixada lendo um papel que tinha em mãos, a outra ocupada segurando o que parecia ser um copo de café fumegante. Harry demorou ali parado, observando como ele ainda continuava tão atraente e confirmando para si mesmo que jamais seria capaz de superar um homem como aquele.
Observou os olhos azuis ainda tão cristalinos, como sua barba ruiva queimada e com alguns fios grisalhos parecia um pouquinho maior. A linha de seu maxilar atrativo que ainda continuava tão acentuada e cortante. Até mesmo seus braços pareciam um pouco mais malhados em evidência sob o terno caro. Porra, ele parecia caro da cabeça aos pés, Harry adorava aquilo nele.
Foi só no momento que Harry fechou a porta sem fazer barulho e avançou pequenos passos em direção a mesa dele, que Louis ergueu o olhar e a cabeça parecia ter dado muitas e muitas voltas. De primeiro instante, Louis não falou nada e não moveu um músculo, continuando a olhar para ele com certo choque, como se não fosse capaz de acreditar que ele estava ali em carne e osso.
— O que tá fazendo aqui? — Louis finalmente conseguiu perguntar, deixando o papel e o café sobre a mesa com movimentos controlados.
— Você não respondeu às minhas mensagens, ou atendeu minhas ligações. Então, achei necessário vir até aqui. — Harry respondeu e estremeceu um pouco quando Louis ficou de pé de súbito e o punho atingiu a mesa com força.
— Porque eu não tenho mais nada pra falar com você. — Louis disse entredentes, deixando claro a fúria que estava sentindo só de vê-lo ali na sua frente.
— Mas eu tenho. — Harry teimou e ignorando todos os sinais de alerta, ainda assim avançou mais alguns passos e ficou bem de frente para ele, com a distância somente da mesa entre os dois. — Eu fiquei sabendo do Daniel só esses dias. Soube do velório. Por que não me contou? Não achou que, apesar de tudo, eu tinha o direito de saber?
— Quem você pensa que é? — Louis riu sem humor, esfregando as duas mãos no rosto demonstrando sua irritação. — Você pensa que, se meu tio soubesse do que fez, iria querer que alguém como você estivesse lá?
— Ele era importante para mim também. — Harry ignorou o que ele disse. — Eu posso ter feito o que fiz, mas você não pode negar todo o cuidado que eu tive pelo Daniel, todas as vezes que eu o acompanhei quando precisou.
— Acho que você tem merda na cabeça. É a única explicação pra esse teatro, essa palhaçada que veio fazer aqui.
— Teatro? Eu estou desde o começo tentando conversar feito adultos. O teatro quem tá fazendo é você, se recusando a ouvir, birrando feito criança e mandando advogados e mais advogados atrás de mim pra uma coisa que a gente pode e deve resolver juntos.
— Ah é? E sobre o que você acha que a gente deve conversar mais? — Louis perguntou naquele tom irônico, cruzando os braços em uma postura que cuspia prepotência. — Você quer falar sobre como estava começando a se sentir infeliz casado comigo. Que essa infelicidade te trazia solidão e você só foi atrás de algo que não estava conseguindo ter em casa. Que ele apareceu no lugar errado, mas no momento certo e logo você se viu na obrigação de fazer o que fez. Desculpe, tudo isso eu já sei, eu não quero mais ouvir esse tipo de merda.
— Eu me arrependo! Você acha que eu não me arrependo? Que se eu não tivesse o poder de voltar atrás e mudar tudo, eu não mudaria? — Harry gritou irritado, vendo Louis revirar os olhos e dar as costas, os ombros dele se movendo mostrando como respirava fundo para se acalmar. — Me arrependo porque eu sou louco por você. Eu amo você demais e quase não consigo suportar, porque passo os meus dias pensando em você.
Um momento de silêncio se instalou na sala e Harry tirou proveito dele para dar a volta na mesa e se aproximar de onde Louis estava, mas ainda mantendo uma distância segura de poucos passos entre os dois.
— Eu sempre penso sobre aquele dia. — Harry sussurrou olhando atentamente para o perfil de seu rosto sério. — Sobre aquilo que me falou. Que me usaria, que iria me foder inteiro, pra não me deixar esquecer sobre você ser o único a me fazer se sentir inteiro. — Isso fez Louis olhá-lo e Harry engoliu em seco, se sentindo tão pequeno sob o olhar frio dele. — Você conseguiu, Lou. Não tem um dia que eu não pense sobre isso e que não sinta falta de você fazendo comigo daquele jeitinho que só você sabe.
— A única coisa que eu tenho pra te dizer, Harry. — Louis virou para ficar de frente para ele, avançando e ficando junto a ele sem quaisquer barreiras entre os dois, segurando seus ombros magros com força. — É pra parar de prolongar uma causa que já tá perdida. Assine os papéis do divórcio de uma vez por todas.
— Não…
— Sim, Harry.
— Não! Não.
— Eu não te quero mais. Você não me serve mais. — Louis daquela vez segurou ambos os lados do rosto dele e eles ficaram a centímetros de distância, a ponta dos narizes encostando. — Eu não sinto nada por você.
— Você tá mentindo. — Harry sussurrou, segurando os pulsos dele com carinho ao que ele continuava segurando seu rosto com certa firmeza que o fazia arfar. — Porque você sente raiva de mim. Raiva por ainda me querer com você. Por gostar que eu esteja aqui. Por ainda me amar, mesmo depois de tudo. — Louis o soltou de abrupto para se afastar, mas Harry continuou segurando seu braço. — É isso, não é? Você me quer. Sempre vai me querer e isso enraivece você!
— Vai embora daqui. — Louis se livrou do toque dele e praticamente fugiu para o outro lado da sala. — Saia, ou eu vou chamar o segurança, eu estou falando sério, Harry.
Harry respirou fundo e balançou a cabeça em compreensão, caminhando na direção da porta para sair, mas mantendo o olhar preso em Louis que nem mesmo tinha coragem de olhá-lo.
— Eu abri uma boutique na Madison. Caso precise de mim… — Harry informou e abriu a porta para sair e Louis só voltou a olhar naquela direção quando ouviu a porta ser fechada, suspirando agoniado com aquela tensão nos ombros.
⋅˚₊‧ ୨୧ ‧₊˚ ⋅
Quando Harry informou onde estava trabalhando e ainda acrescentou que era pro caso de Louis um dia precisar dele, Louis internamente riu muito. Ele debochou do fato de que um dia iria atrás de Harry, pois se havia algo que ele tinha de sobra, era orgulho e muita teimosia.
O problema era que seu advogado, Michael, havia o ligado há alguns dias informando que haviam entrado em contato com a seguinte informação: a assinatura dos papéis sobre os bens de tio Daniel tinham um prazo para serem acertados, caso contrário Louis poderia perder seus direitos sobre os bens e as ações do tio.
Tinha muito dinheiro envolvido naquilo. Claro que uma parte de Louis estava muito preocupada em perder tanto dinheiro, mas a outra também se importava muito sobre o rumo que as ações da empresa poderiam tomar sem seus cuidados. Ele desde muito novo falava que ajudaria o tio em sua empresa e ele queria cumprir com sua promessa. E se pra isso ele precisava ter Harry por perto por alguns dias, ele seria capaz de fazer aquele pequeno esforcinho.
Louis estacionou o carro perto do estabelecimento de vitrine chamativa com detalhes dourados, algo escrito em francês com letras cursivas. Ele saiu do carro batendo a porta e se aproximou da entrada, observando como o local estava um pouco movimentado, mulheres por toda parte em diferentes setores falando sobre roupas, ou acessórios.
— Olá, senhor. Posso ajudá-lo? — Uma mulher de pele morena e cabelos pretos cacheados perguntou com um sorriso brilhante.
— Sim. Eu procuro o Harry. — Louis informou e ela analisou bem seu rosto, antes de sorrir como alguém que acaba de entender algo.
— Claro. Me acompanhe, por favor.
A mulher com vestido azul marinho começou a andar na direção de uma porta que levava até um corredor e Louis a acompanhou com certa ansiedade. No último encontro que teve com Harry, as coisas foram no mínimo tensas e certas verdades difíceis de serem engolidas foram ditas pelo próprio Harry.
Louis detestava que o cretino fosse tão cara de pau e ainda o conhecesse tão bem. Na verdade, na medida que Louis detestava, ele amava também. Era como um tipo de droga que ele não se sentia capaz de abrir mão. Era humilhante.
A mulher parou em frente a uma porta e Louis parou logo atrás dela, vendo ela bater na porta e abrir em seguida, colocando a cabeça para dentro informando que tinha uma visita. Ela abriu mais a porta e saiu do caminho, informando que Louis deveria entrar.
Ele viu Harry lá dentro usando um vestidinho branco de cetim com alças muito finas, deixando à vista os ossos proeminentes de sua clavícula e até mesmo de seu busto, mostrando como ele estava um pouco mais magro. Em seu pescoço alongado tinha alguns colares dourados e na sua orelha os brincos que iam ao longo da cartilagem de sua orelha.
E tinha a droga das bolinhas dos piercings em seus mamilos, que ficavam perfeitamente marcados no tecido fino do vestido que delineava seu corpo tão bem.
— Lou! — Harry disse com um sorriso, no mesmo instante ficando de pé e saindo de trás da mesa para vir ao seu encontro. — Obrigado, Gillian. — Harry agradeceu, dispensando a mulher que se retirou da sala com um sorriso e o som da porta sendo fechada. — Eu estou tão feliz em te ver aqui.
Louis se limitou a levantar a mão, um pedido silencioso para que parasse com toda aquela forçação e aparências. Sem Harry dizer nada, ele se aproximou mais da cadeira em frente a mesa dele e sentou ali, o que induziu Harry a fazer o mesmo.
— Vim pra falar de negócios. — Louis foi direto ao ponto e Harry olhou para ele com certa desconfiança.
— Se for sobre os papéis do divórcio, Louis, eu realmente…
— Não, isso é assunto para outro momento. — Louis o interrompeu, tirando da pasta de trabalho um papel que colocou sobre a mesa de Harry e empurrou em direção a ele. — É sobre meu tio Dan. Antes de morrer, ele fez um testamento em que deixa seus bens, suas ações da empresa para mim… e pra você.
— Oh… — Harry parecia realmente admirado e tinha certa tristeza em seu rosto, pegando o papel para passar os olhos por cima daquele montante de textos com palavras difíceis demais para seu gosto. — Eu nunca imaginei… que ele faria isso.
— É. A questão é que precisamos ir juntos para Las Vegas para assinar o documento que nos dá o direito a esses bens. — Louis informou evitando olhar para ele por muito tempo. — Só conseguimos isso como um casal, caso contrário estará fora dos termos que ele impôs no contrato.
— Então, por isso falou que a história do divórcio é pra outro momento. — Harry falou em um tom de entendimento, deixando o papel sobre a mesa para cruzar os braços contra o corpo em posição de defensiva. — Pra isso você ainda precisa estar casado comigo.
— Eu no seu lugar, não seria orgulhoso e ficaria só pensando desta forma. — Louis disse, finalmente olhando em seus olhos muito verdes. — Isso é algo que faria muito bem para você, Harry. Se trata de muito dinheiro, te faria ter uma vida muito mais confortável do que já tem. Fora isso, somado ao valor que eu já possuo, no momento da divisão de bens você sairá ganhando muito.
— Eu não consigo ver as coisas só desta maneira. — Harry disse com um pequeno vinco entre as sobrancelhas.
— Romantismo a essa hora, Harry? Faça-me o favor. — Louis ficou de pé com um revirar de olhos e Harry suspirou passando os dedos pelos fios castanhos. — Você me disse para vir aqui quando eu precisasse de você. Você disse isso, não disse? — Harry balançou a cabeça lentamente. — Eu odeio admitir, mas neste momento eu preciso. Preciso que esse final de semana vá comigo para Las Vegas, assinemos esses papéis e fim da história.
— Nesse final de semana?
— Sim. Por coincidência, tenho que fazer uma viagem de negócios para lá em nome da empresa e já estarei indo no sábado. Apesar de talvez só dê para assinar os papéis na terça feira, falei com um advogado para tentar marcar com urgência do sábado para o domingo, então veremos como vai ser.
— Tudo bem, então. — Harry também ficou de pé. — E essa viagem de negócios é como uma daquelas comissões que você ia com outros membros da empresa? Reuniões grandes com pessoas de outras filiais?
— Sim, por quê?
— Porque então eu tenho uma condição. — Harry disse de cabeça erguida e Louis ficou em silêncio, se preparando para o que viria pela frente. — Absolutamente todos sabem muito bem que eu e você somos casados. Eu sei que você ainda não contou para ninguém sobre a situação em que estamos. Então por isso que minha condição para ir, é se me tratar exatamente como tratava nesses eventos quando ainda estávamos juntos.
— Fala sério…
— Eu estou falando! Não vai poder levantar a voz para mim quando se zangar comigo e por mais que me odeie, não vai me tratar com diferença na frente de todas aquelas pessoas. Vai me dar todo o tratamento especial que sempre deu, toda a sua atenção e carinho como o casal apaixonado que a gente era, mantendo as aparências direitinho. Caso contrário, compro na mesma hora uma passagem de volta e não assino merda nenhuma. Não vou deixar você me envergonhar na frente de todas aquelas pessoas.
Fazia todo sentido aquele pedido que Harry estava fazendo. Se Louis queria Harry para terem um momento de aparências na frente de um advogado no momento de assinar os papéis, Louis teria que ter Harry para um momento de aparências durante todo o processo.
— Tudo bem. Se é assim que quer, assim vai ser. — Louis pegou a pasta de trabalho de cima da cadeira e se afastou na direção da porta.
— Vou te mandar meu novo endereço. Afinal, você vai me buscar pois vamos juntos ao aeroporto, amor. — Louis ouviu Harry dizer em suas costas e fechou os olhos por um momento para manter a calma, saindo da sala dele sem responder nada.
⋅˚₊‧ ୨୧ ‧₊˚ ⋅
Fazia pouco tempo que os dois estavam dentro do avião. Harry, como sempre, tinha feito questão de ficar com o assento ao lado da janela e Louis precisou ficar no assento logo ao lado dele, quando o senhor que estava junto a eles pediu para ficar na poltrona do corredor pois constantemente precisava usar o banheiro.
Louis tinha tirado alguns minutos para responder e-mails, se forçando a ignorar a presença de Harry logo ao seu lado, se aconchegando confortavelmente sob a coberta que tinha trago, assistindo ao filme que tinha colocado na pequena tela.
Teve um momento que Louis viu notificações de mensagens novas de Austin. Fazia alguns dias que o garoto estava estranho com ele e isso começou logo após a visita surpresa de Harry no seu trabalho. Louis explicou para Austin que as coisas entre ele e Harry já não estavam muito boas, o que era verdade, e que se o garoto não quisesse mais se encontrar com ele daquele jeito ele aceitava perfeitamente.
Mas claro que isso não aconteceu. Claro que Austin ainda o queria e por isso estava mandando mensagem dizendo que tudo estava certo para o seu voo que seria algumas horas mais tarde.
— Eu sabia que tinha algo. — Harry disse em um sussurro e só então Louis percebeu que ele lia suas mensagens, desligando o celular no mesmo momento e enfiando na calça. — Caso com o secretário? Seja menos clichê.
— Cuide da sua vida. — Louis respondeu, reparando que o senhor ao seu lado já tinha dormido.
— Há quanto tempo tá acontecendo?
— Por que acha que eu te devo essa satisfação?
— Tecnicamente ainda somos casados.
— Tecnicamente ainda éramos casados quando deu sua buceta pra um qualquer. — Louis retrucou entre dentes e na mesma hora a mulher no assento da frente se virou um pouco ao ouvir seu palavreado.
— Ele é bom pra você? — Harry perguntou em um tom baixo e curioso, Louis olhando para ele por um momento, sem a intenção de responder. — Eu só me importo. Posso ter feito o que fiz, mas não me importo menos com você por isso.
— É só sexo. Com você aprendi da pior forma que casamento é perda de tempo, não se preocupe. — Louis disse cortante, colocando uma máscara de olhos para conseguir dormir mais fácil. — Agora faça um favor e fique quietinho, quero dormir.
Quando Louis acordou horas depois, teve a impressão de que tinha dado tempo apenas de piscar os olhos, pois logo acordou com Harry o cutucando avisando que o avião iria pousar e ele deveria colocar o cinto.
Ele colocou o cinto e se certificou de que estava com tudo guardado e no lugar certo, observando pelo canto do olho Harry se agarrar nos braços da poltrona e fechar os olhos tentando se manter calmo. Harry sempre detestou aqueles balanços do avião, mesmo aqueles do final do voo quando o avião já estava pousando.
Em outro momento da vida deles em conjunto, Louis teria segurado sua mão com tamanha firmeza, que o faria esquecer minimamente da situação que conseguia afligi-lo. Mas agora tudo estava diferente entre eles dois, então a melhor coisa que Louis podia fazer era fingir que não estava percebendo nada e fechou os próprios olhos, esperando que aquilo acabasse o quanto antes e estivessem em terra firme, a caminho do hotel onde ele poderia descansar do voo desconfortável.
Quando chegaram no aeroporto de Las Vegas, Louis se encarregou de levar o carrinho com as duas malas, enquanto Harry levava apenas uma bolsa pequena. Como de costume, Louis tinha contratado um serviço de aluguel de carros e ficou aliviado que o carro que alugou já estava disponível.
No momento em que chegaram no hotel, no entanto, o hall estava cheio com várias pessoas conhecidas de outras filiais e algumas até mesmo da que Louis trabalhava. Assim que viram Louis e Harry, começaram a puxar assunto sobre as mais variadas coisas, enquanto tudo que eles queriam era ir logo para o quarto e deitar em uma cama confortável.
— Não se esqueçam de descer para o jantar! — Um homem atraente de fios loiros perdido em meio aos grisalhos avisou, já usando vestes um pouco mais confortáveis e segurando uma taça em mãos. Ao lado dele tinha uma mulher muito jovem, olhos felinos e um sorriso marcado com um batom vermelho.
— Perdão, que jantar? — Louis perguntou, ainda um pouco desnorteado pelo sono que sentia da viagem de algumas horas.
— Esse Louis já está ficando um pouco velho, amigos. — Eles começaram a rir em grupo e Louis se limitou a dar um sorriso amarelo, nem mesmo percebendo quando Harry tocou sua mão para ajudá-lo com uma das bolsas. — Ficou marcado um jantar com todos os representantes das filiais como uma forma de boas-vindas. Fora que é uma ótima forma de todo mundo ver todo mundo e colocar o papo em dia, sim?
— Ah, claro. — Louis balançou a cabeça algumas vezes, passando os dedos pelos fios emaranhados do cabelo. — Logo desço, sim?
Louis os deu as contas e partiu andando na frente em disparada, ouvindo os passos ligeiros de Harry atrás de si tentando acompanhar seu ritmo. Chegaram ao elevador e um funcionário usando uniforme vermelho apertou o botão para chamar o elevador e em seguida entrou com eles apertando no andar que eles estariam hospedados.
Louis aproveitou aquele pequeno momento de silêncio para pegar o celular novamente e responder algumas mensagens. Não demorou muito para eles saírem e já darem de cara com a porta do quarto, Louis procurando por todos os bolsos da calça e camisa onde tinha colocado o cartão prateado que servia como chave, praguejando baixinho que o tinha perdido.
Harry revirou os olhos e o empurrou de leve pra passar por ele, tirando o cartão da bolsa e passando na fechadura da porta, olhando para ele com certo deboche.
— Se não tivesse pego de mim, eu saberia exatamente onde estava. — Louis teimou passando pela porta com algumas bolsas, Harry atrás com apenas uma e o funcionário levando o restante com uma facilidade de quem já estava acostumado com aquilo.
— Se eu não tivesse pego, ela teria ficado lá embaixo no balcão, pois você como sempre esqueceu de pegar. — Harry respondeu tranquilamente, começando a andar descalço pelo local espaçoso a fim de estudá-lo e admirou a enorme janela onde seria um tipo de sala de estar. — Obrigado pelo serviço, moço. — Harry tirou uma nota de cinquenta que tinha no bolsinho do short jeans que usava, entregando para o homem que sorriu contente e agradecido pela gorjeta.
Ali eles estavam praticamente na cobertura e não se tratava de um simples quarto de hotel. Havia uma sala de estar com enorme televisão e em divisa outro espaço com uma mesa redonda de vidro para café da manhã. Então tinha uma porta que levava para a grande suíte confortável com uma king size e acesso a uma pequena varanda com a vista de fora.
Harry adentrou mais o quarto e sentou no meio da cama, as mãos passando pelo lençol tão macio e gelado por conta do ar condicionado, seu corpo imediatamente tendo a reação de ceder e bater as costas no colchão incrível com um som abafado. Ele se espreguiçou ali com os olhos bem fechados e um sorriso no rosto, virando de bruços com o bumbum arrebitado para cima e puxando um travesseiro para ficar sob sua cabeça.
— Eu vou descer pro jantar. — Louis disse e Harry virou a cabeça na direção dele, vendo que esse já tinha rapidamente trocado de roupa. — E você fica aqui. — Isso fez Harry sentar rapidamente.
— Mas por quê? Sempre te acompanhei nos jantares, não acha que vai ficar um pouco na cara se eu não for com você?
— Harry, eu não ligo. — Louis deu de ombros com um riso sem humor. — Eu só não estou com saco pra lidar com isso hoje. Por isso, por uma única vez na vida, escute o que estou falando e fique aqui. Fora que não é como se eu fosse demorar tanto lá embaixo.
— Tá bom, então. — Harry abaixou a cabeça um pouco e ficou perdido em pensamentos por alguns segundos, ouvindo os passos de Louis se distanciando e a porta sendo aberta e fechada no momento que ele saiu.
Talvez pudesse ser um pouco ridículo tamanha ousadia, mas Harry ainda tinha esperança de conseguir reconquistar Louis e fazer com que ele o perdoasse por tudo que aconteceu. Harry sentia lá no fundinho que ainda tinha uma parte de Louis que sentia sua falta e o desejava de volta, e queria fazer o que fosse possível para trazer essa parte à tona.
Mas ficava um pouco difícil fazer aquilo com Louis constantemente o distanciando e não permitindo nem um pouco qualquer tipo de proximidade entre eles. Talvez Harry tivesse que ir um pouquinho mais além… mas como?
⋅˚₊‧ ୨୧ ‧₊˚ ⋅
Já era dia seguinte.
Na noite anterior, quando Louis saiu falando que não demoraria muito tempo no jantar, ele obviamente tinha mentido. Era meia noite quando Harry, já deitado com suas roupas de dormir, ouviu o som da porta sendo aberta e os passos de Louis zanzando pela sala de estar e ligando a televisão deixando em um volume baixo. Teve um momento que ele ouviu os passos de Louis se aproximarem da porta do quarto e imediatamente fechou os olhos, escondendo o rosto nas cobertas macias quando ouviu que ele abriu a porta.
Louis não entrou. Só ficou lá, parado olhando a figura adormecida sozinha no meio da cama muito grande para seu adorável corpo. Ele suspirou, a cabeça cheia de pensamentos que ele não gostaria de ter mais e tornou a fechar a porta com cuidado.
Aquela manhã tinha amanhecido ensolarada e quente. Harry tinha colocado seu maiô branco favorito e uma saída de banho na mesma cor em um tecido bem mais fino que deixava bem à mostra as curvas de seu corpo e sua pele, antes de sair com uma bolsa contendo o que precisaria para ir até a área da piscina.
Quando ele chegou ao hall, acabou encontrando com alguns dos amigos de Louis, que cumprimentou e conversou educadamente antes de seguir seu caminho até onde realmente queria ir. Já na área da piscina, Harry não demorou muito para ver um pouco mais ao longe Louis sentado no em uma das banquetas do bar na companhia de amigos e também de outra pessoa em específico.
Austin, o secretário com quem ele estava trocando mensagens.
Harry sentiu imediatamente o sangue esquentar na veias. O trato que ele tinha com Louis era muito claro e simples, e Louis estava jogando tudo aquilo no lixo. Harry queria mais do que nunca fazer um escândalo, mas, novamente, aquilo não era do feitio dele.
Então ele se limitou a respirar fundo, colocar aquele sorriso mecânico no rosto e se aproximar de onde todos estavam com aquele costume andar confiante. Antes mesmo que ele tivesse se aproximado totalmente, Louis parecia ter notado sua presença, pois tirou a atenção da conversa que estava acontecendo, os olhos muito azuis atentos em seu corpo pecaminoso.
— Harry! Faz tempo que não te vemos. — Um dos amigos de Louis, Anthony, comentou com um sorriso gentil.
— Anthony! É bom ver você. Todos vocês, na verdade. — Harry se corrigiu e chegou mais pertinho de Louis, não pensando duas vezes antes de segurar o bíceps dele com carinho e ficar na ponta dos pés deixando um beijinho no canto de seus lábios. — E você, huh? Agora sai da cama sem avisar pra onde está indo?
— Desculpa. — Louis precisou engolir em seco tudo que na verdade gostaria de estar falando. Ele forçou um sorriso no rosto. — Você estava dormindo ainda. Não quis te acordar.
— Oh, amor… — Harry então segurou a bochecha dele e juntou seus lábios em um selinho demorado, se afastando quando Louis disfarçadamente apertou seu braço com força em claro aviso.
No mesmo instante Austin levantou, pedindo licença informando que precisava atender uma ligação e se retirou do local. Harry observou aquilo com certo divertimento, mas olhou na direção de Louis e viu claro como água que esse quis ir atrás do garoto e isso foi o suficiente para fazê-lo se enfurecer novamente.
Harry suspirou e se afastou de onde ele estava sem falar nada, indo em direção as espreguiçadeiras enfileiradas de frente para a piscina e sentou em uma delas com raiva, nem mesmo se dando conta de que Louis vinha atrás dele.
— Que merda foi essa…
— Eu quem pergunto. Que merda foi essa, Louis? — Harry, diferente de Louis, falou em um tom menos controlado. — Você acha que eu não sei que ele é o mesmo com quem troca mensagens? Que ele provavelmente está aqui porque você chamou ele e com certeza estavam fodendo ontem, e esse é o porque chegou tarde? — Louis olhava para ele com certo divertimento e Harry forçou um sorriso. — Você pode achar que eu estou enlouquecendo. “Quem é você para me cobrar?” e eu logo te respondo quem sou: sou a pessoa que você depende pra assinar aqueles papéis, ou caso contrário eu nem estaria aqui. E em falar nisso, eu já deveria mesmo estar atrás de passagens de volta para casa, pois vejo que você não tá se comprometendo em cumprir com sua parte.
— Acha que se eu não estivesse cumprindo com minha parte, teria permitido que fizesse o que fez ali? — Louis perguntou irritado, mas ainda mantendo um tom baixo para que os outros não escutassem.
— Louis, não se faça de idiota. Você pode partir meu coração, até um milhão de vezes se necessário, me desprezando de tal maneira, mas eu não admito que me envergonhe na frente dessas pessoas. — Harry avançou e agarrou as bochechas dele com uma mão, seus rostos a centímetros de distância. — E eu juro, Tomlinson, eu não vou admitir se alguém, qualquer pessoa que for, chegar até mim falando de suspeitas sobre um caso entre você e aquele garoto ridículo. Você tá me entendendo?
— Sim. — Louis se limitou a responder e virou o rosto para se afastar de seu toque.
— Como eu disse, se quer que eu assine os papéis, vai ter que ser dessa forma. — Harry disse começando a passar protetor solar nas pernas longas.
— Eu disse que já entendi. — Louis ficou de pé e passou as mãos na cabeça em claro estresse, lançando um olhar na direção da porta que Austin tinha passado para fugir da situação e que até aquele momento não tinha voltado.
— Ainda não consigo acreditar que está perdendo seu tempo com um garoto como aquele também. — Harry revirou os olhos quando se deu conta do que ele estava fazendo. — O que ele tem de tão especial? Ou é a emoção que torna as coisas melhores do que realmente são?
Louis ficou em silêncio, deixando claro que não responderia nenhuma de suas perguntas. Harry decidiu aceitar aquilo e não forçar mais perguntas sobre aquele assunto, porém claro que ele não deixaria Louis em paz tão rapidamente.
Antes que Louis pudesse voltar para o bar onde estava sentado, ouviu Harry o chamar novamente e se virou para sua direção.
— Preciso de ajuda com o protetor. — Harry falou com um sorrisinho no canto dos lábios e Louis meneou a cabeça.
— Está falando sério?
— Do que tá falando? Você sempre me ajudou. — Harry tirou a saída de banho, as mangas deslizando por seus braços, antes de pegar o protetor solar para entregar para Louis. — Por favor, amor? — Piscou os grandes olhos verdes, cílios alongados por rímel.
Louis respirou fundo e deu uma olhada em volta, antes de pegar o protetor e fazer o que ele pediu. Colocou uma quantidade na mão e sentou no espaço que Harry indicou logo atrás de si na espreguiçadeira. Ele começou a deslizar as mãos naquele região visível da pele em sua nuca, os ombros e omoplatas.
Tinha uma parte do maiô que ficava amarrada nas costas e impedia Louis de espalhar mais protetor por ali, porém Harry simplesmente levou uma das mãos para trás e puxou o nó até que esse cedesse e soltasse, tomando certo cuidado para não expor os peitinhos. Daquela forma Louis colocou um pouco mais de protetor em uma das mãos e continuou a espalhar mais pelo restante de suas costas, os pensamentos ficando um pouco distantes conforme deslizava os dedos sobre a pele muito macia que há muito tempo não tocava de tal forma.
Louis não se tocou que suas mãos voltaram um pouco mais para o topo, voltando para os seus ombros magros, observando aquelas pintinhas marrons que ele tinha espalhadas nas omoplatas por toda parte. Aquelas que ele já conhecia tão bem e sempre foi tão obcecado por elas.
Em determinado momento Harry percebeu o que estava acontecendo e tirou proveito para se recostar contra o peitoral dele, levando uma das mãos até a dele o incentivando a descer um pouco mais por sua clavícula até alcançar um de seus peitinhos, meio desnudo por já não se preocupar mais em segurar aquela parte da frente do maiô.
Harry não evitou um sorriso quando se deu conta de que Louis realmente foi em frente, usando a ponta dos dedos para afastar o tecido do maiô e expor seu peitinho de uma vez por todas. Ali ele dedilhou o mamilo com as duas bolinhas prata do piercing, antes de usar dois dedos para beliscar em uma provocação que fez Harry morder o lábio e olhar em volta, se certificando de que ninguém estava percebendo o que acontecia.
Vendo que ninguém estava por perto ou prestando atenção neles dois, se deu ao luxo de relaxar um pouco mais contra ele, deitando a cabeça em seu ombro com os olhos fechados e os lábios entreabertos em suspiros de prazer. Àquela altura a mão dele já estava encaixada em seu peito, o apalpando com a palma grande e forte com certa firmeza capaz de fazer Harry ofegar e a cabeça dar voltas.
E só quando Louis aproximou os lábios daquela região abaixo da sua orelha, simplesmente deslizando os lábios ali, muito ocupado em respirar fundo e se embebedar com seu cheiro, que Harry se deu conta do quanto tinha sentido falta de tudo aquilo. E para Louis estar fazendo tudo aquilo, mesmo depois de tudo o que disse, significava que ele sentia tanta falta quanto ele.
Louis só se deu conta de onde as coisas estavam indo quando os dedos de Harry deslizaram por seu cabelo e ele gemeu baixinho, se empurrando contra a ereção que se construía aos poucos em suas vestes. Louis se desvencilhou rapidamente dele, ao ponto de Harry por pouco não cair para trás, um pouco desnorteado com ambos os peitinhos já expostos para fora.
— O que aconteceu? — Harry perguntou confuso, vendo Louis se limitar a dar as costas e se afastar indo em direção aos banheiros que tinham por ali.
Só então que Harry sorriu satisfeito consigo mesmo, se deitando confortavelmente na espreguiçadeira com a saída de banho jogada sobre os peitinhos para se cobrir, se sentindo mais do que satisfeito com o pouco que tinha acontecido.
Naquele mesmo dia era pra ter acontecido o encontro com o advogado para que assinasse os papéis, mas como Louis não estava em sua maré de sorte, o advogado precisou desmarcar com ele por conta de alguns imprevistos que tivera no escritório. O problema foi que ele informou que só teria um horário novamente daqui dois dias e aquilo foi o suficiente para quase fazer Louis arrancar seus cabelos.
Ele conseguiu falar com Aiden apenas de noite, pois esse passou o restante do dia o evitando e respondeu suas mensagens dizendo que não era para ir atrás dele, que nunca mais queria vê-lo. Porém, quando Louis definitivamente mostrou que não iria mais atrás, descobriu que Aiden tinha bebido algumas e então foi ele a vir atrás de si.
Era uma situação um pouco triste, porque foi naquele momento que Louis viu como o garoto estava nutrindo sentimentos um pouco mais intensos por ele. Louis não sentia um terço daquelas coisas por Aiden e aquela era a mais pura verdade.
Aiden só era alguém com quem Louis gostava de passar o tempo e se divertir de seu próprio modo. O garoto gostava de se esforçar para fazer o que ele queria e era exatamente o tipo de coisa que ele precisava ter na fase em que se encontrava. Podia soar um pouco escroto e meio merda, mas Louis nunca e em nenhum momento mentiu sobre seus sentimentos com relação a Aiden.
Desde que Harry voltou a se fazer ainda mais presente na sua vida, Aiden passou a se sentir mais inseguro que nunca. Primeiro que ele detestou descobrir que Louis era casado e quis saber porque Louis nunca o contou. Nesse ponto, Louis falou a verdade e disse que o relacionamento dele com Harry estava um pouco conturbado, que eles tinham se distanciado e que Louis tinha seus planos de se divorciar, porém que não tinha conseguido até o atual momento. Depois Aiden descobriu sobre Harry também ir para a viagem de negócios para Las Vegas e foi quando se sentiu ainda mais traído, sendo necessário Louis explicar que era lá onde iriam assinar alguns papéis também relacionados ao divórcio. Mas então toda essa versão verdadeira de Louis não estava batendo, quando pessoalmente Harry estava constantemente com ele e eles ainda tinham uma postura de casal apaixonado.
Aquilo era capaz de acabar com Aiden, fazê-lo arder de ciúmes.
Mas ele ainda assim não se sentia capaz de distanciar Louis completamente e lá estava ele em seu quarto com Louis como companhia, ambos ainda nus e meio ofegantes após a foda rápida.
— Eu já preciso ir. — Louis falou sentando na cama, buscando por sua cueca e a calça.
— Por que não passa essa noite aqui? Só dessa vez. — Ele pediu vendo Louis levantar para vestir a calça, a cabeça balançando em negação.
— Não posso. Ainda tenho muito trabalho pra fazer essa noite. — Louis mentiu. Se ele ficasse por ali, era capaz de Harry ir atrás dele batendo em todas as portas daquele maldito hotel. — Amanhã na reunião a gente se vê, sim? — Louis se inclinou para beijar sua testa e se afastou ainda colocando a camisa, dando um aceno antes de sair pela porta.
Porém, quando Louis estava caminhando pelo corredor na direção do elevador dando um trato na aparência, acabou encontrando com um grupo de conhecidos da filial de Londres que estavam descendo para beber juntos. Eles conversaram com Louis jogando uma conversa fora, até todos se juntarem na missão de convencê-lo a descer e beber um pouco com eles.
Louis não estava nenhum pouco ansioso para ir para seu andar e ter Harry constantemente o encurralando e provocando, pois ele já tinha provado a si mesmo como a carne era fraca. Então ele conferiu se a sua carteira estava mesmo no bolso e concordou em acompanhá-los.
⋅˚₊‧ ୨୧ ‧₊˚ ⋅
Louis chegou no andar dele e passou pela porta cambaleando um pouco, fechando a porta atrás de si para que ela trancasse automaticamente. Ele se aproximou do sofá e apoiou as mãos no encosto acolchoado, fechando os olhos sentindo o mundo girar um pouco.
Levando em conta o seu estado, não dava para negar o quanto ele tinha se divertido bebendo com o pessoal. Já fazia certo tempo que ele não saía para beber daquele modo, então talvez tenha o feito um pouco bem.
Foi só quando ele ouviu um barulho vindo da suíte que ele voltou a abrir os olhos e despertou dos pensamentos. Ele caminhou na direção da porta entreaberta e a empurrou um pouco silenciosamente, encontrando no meio da cama Harry utilizando nada além de uma camisola branca minúscula de cetim, a mão trabalhando rapidamente naquela região entre suas pernas abertas.
Louis suspirou e o som chamou a atenção de Harry, que olhou na sua direção e ainda assim não parou com o que fazia. Inclusive, sua presença parecia ter dado ainda mais incentivo para a figura pecaminosa, que movia os dedos sobre o grelinho molhado com mais intensidade, a boquinha aberta em gemidos gostosos.
— Você demorou. — Harry observou ainda se tocando, parando por um momento só para levar a ponta dos dedos melados até a boca e aquilo foi o suficiente para deixar Louis mais que afetado, virando o rosto apoiando a testa no parapeito da porta.
— Estava bebendo. — Louis respondeu.
— E também estava com seu brinquedinho novo. — Harry disse com uma risadinha e isso fez Louis voltar a olhá-lo, vendo que desta vez ele brincava com os próprios biquinhos dos peitinhos. — Foi gostoso com ele hoje? Eu fiz render uma boa foda de reconciliação entre vocês?
— Por que isso importa? — Louis perguntou piscando os olhos lentamente e Harry parou por um momento para sentar no meio da cama, olhando para ele com atenção.
— Porque sinto sua falta. — Harry rastejou para fora da cama e andou igual um felino em direção a ele, parando a poucos centímetros de distância. — Falta de você brincando comigo. Só isso.
— Já chega. — Louis falou em um tom ainda tranquilo, e Harry assentiu tocando a mão dele.
— Então vem pra cama. — Harry o puxou de leve e Louis hesitou. — Você tem que dormir em uma cama de verdade, Louis. Desde que chegou você tá naquele sofá. Não tá dormindo direitinho, huh?
Lembram-se de antes? Sobre a carne ser fraca.
Louis aceitou ser levado até a cama e Harry o empurrou para que deitasse ali. Então Harry subiu na cama também e o ajudou a tirar sua camisa, em seguida desceu para desafivelar o cinto e conseguir abaixar suas calças e tirar por suas pernas junto aos sapatos caros. Harry voltou para a cama e viu Louis com os olhos bem abertos, olhando na sua direção em silêncio.
Harry ignorou a chance de ser totalmente dispensado e então passou uma perna sobre suas coxas, sentando ali com a bucetinha melada bem posicionada sobre o volume escondido sob sua cueca. Ele só se manteve paradinho, sentado ali, os dedos acariciando a barba curta de seu rosto com carinho.
— Você não sente minha falta, Lou? Nenhum pouquinho? — Harry perguntou baixinho, os dedos começando a trilhar linhas invisíveis pelo seu peitoral.
— Sinto. — Louis respondeu sincero e Harry sorriu com um suspiro de alívio, se inclinando para beijar seu rosto. — Não faz isso…
— Por que não?
— Não faz. — Louis fechou os olhos e balançou a cabeça um pouco. — Me fazer te querer de volta. Eu não vou aguentar.
— Não precisa resistir. — Harry continuou deixando beijinhos por seu rosto, se movendo só um pouquinho sobre o pau dele fazendo-o gemer. — Lá na piscina, você fugiu porque viu o quanto me quis e eu te quero assim também. Então, por favor, deixa… Eu amo tanto você, te quero tanto de volta pra mim.
— Porra. — Louis ofegou e segurou ambos os lados do rosto dele, o puxando com certa violência para beijar sua boca, Harry imediatamente gemendo em alívio se movimentando sobre seu pau.
Seus lábios deslizavam um contra o outro e suas línguas molhadas brincavam juntas, as mãos de Louis deslizando por suas costas até alcançar sua bunda e apertar ali com força, o incentivando a continuar rebolando sobre seu pau que aos poucos já endurecia. A bucetinha de Harry já fazia uma bagunça no tecido da cueca branca de Louis, deixando uma mancha molhada ali.
— Vem aqui. — Louis o chamou, indicando o rosto. — Eu quero comer você. — Harry sentiu a bucetinha fisgar com aquilo e logo obedeceu, mas invertendo a posição para que ficasse de frente para o pau dele.
Harry apoiou os joelhos no colchão em cada lado de sua cabeça, antes de se abaixar aos pouquinhos sobre sua boca e dar um pulinho assustado quando ele já começou a trabalhar com certa intensidade contra sua buceta. A boquinha de Harry se abriu em um gemidinho e as costas arquearam em prazer, começando a movimentar os quadris para frente e para trás, indicando para Louis onde queria que a língua dele estimulasse.
Harry se inclinou sobre o peitoral de Louis, se apoiando um pouco sobre o abdômen dele para empurrar sua cueca para baixo e livrar sua ereção daquele aperto. Com a ponta dos dedos Harry começou a acariciar o baixo ventre dele, seguindo por aquela trilha de pelinhos ralos que seguiam até a base de sua ereção.
— Eu sei que você foi atrás dele hoje. — Harry comentou um pouquinho ofegante por causa do oral dedicado que recebia. — Mas eu sei também que você nunca comeu ele como está me comendo agora. — Harry se interrompeu com um gemido quando Louis grunhiu contra sua xoxotinha, sugando seu grelinho gordo
para dentro da boca com ainda mais dedicação. — Não é verdade, Lou?
Louis porém não respondeu, muito ocupado em comer aquela buceta como há muito tempo não fazia.
Louis sempre gostou de deixar claro como no sexo amava a parte dos orais. Para ele não tinha nada como conseguir enrolar Harry na ponta do seu dedo só em chupá-lo do modo que sabia bem que ele gostava.
Na última vez que ele e Harry estiveram juntos, Louis não se permitiu fazer o que mais gostava, porque sentiu que de certa forma estaria agradando Harry – o que era algo que ele definitivamente não merecia naquele momento. Isso sem contar o detalhe que outro cara momentos antes estava fodendo ele.
Então ali Louis estava tirando todo seu atraso. Ele não queria saber de parar com o que fazia e muito menos de responder perguntas naquele momento. Porém, Harry parecia disposto a punir ele e ergueu os quadris, tirando a buceta de sua boca com um som molhado.
— Ei, me responde. — Harry cobrou dengoso, os dedos acariciando provocativamente seu pau.
— Volta. — Louis cobrou com a voz meio grogue, os braços tentando puxar suas coxas, mas Harry resistiu.
— Responde. Você já comeu o Austin assim? Desse jeitinho gostoso que você faz comigo. — Harry voltou a perguntar, rebolando provocante sobre o rosto dele para instigá-lo.
— Não.
— E por quê?
— Porque é sua buceta que eu amo. — Louis respondeu com simplicidade, usando os dedos grossos para afastar os lábios melados da xoxota um do outro, a abrindo e tornando ainda mais apetitosa aos seus olhos. — Eu amo comer você. Sempre é bom com você.
— Então, você me quer de volta? — Harry deu um jeitinho de arrumar sua posição, voltando a se posicionar sobre o pau dele, as mãos apoiadas nas laterais de sua cabeça.
— Você está colocando palavras na minha boca. — Louis semicerrou os olhos e Harry revirou os dele em deboche, levando a mão para segurar o pau dele e guiar a cabecinha gorda do pau até a entradinha de sua buceta. — Eu nunca… falei isso. — Continuou a falar com dificuldade, conforme o calor da buceta envelopava seu pau.
— Então eu vou te fazer falar. — Harry teimou rebolando gostosinho para fazer o pau encaixar direitinho dentro de si. — Porque você precisa de mim.
— Ah, é mesmo? — Louis o provocou e Harry sorriu balançando a cabeça em afirmação. — E como você vai fazer isso? — Louis perguntou, sendo ele a sorrir dessa vez, observando Harry parar com seu pau enfiado até o fundo para tirar a camisola sobre a cabeça e ficar completamente nu sobre seu corpo.
— Vou refrescar sua memória. — Harry explicou voltando a se mover, apoiando as mãos em seu abdômen para quicar em seu pau com facilidade.
Louis puxou um travesseiro para por embaixo da cabeça e conseguir visualizar melhor o corpinho de Harry sobre seu corpo. A pior parte daquela situação era que Harry sabia exatamente o que deveria fazer para desestabilizar ele, porque já fazia o jeitinho certo de rebolar em seu pau e fora aquele modo que ele apertava a bucetinha envolta do seu comprimento em momentos específicos.
Em determinado momento Harry apoiou as mãos em suas coxas e o tronco ficou inclinado para trás, conseguindo assim mais apoio para quicar para cima e para baixo com mais facilidade em seu pau. Aquela dedicação foi o suficiente para enviar cargas de prazer ao longo do baixo ventre de Tomlinson, a cabeça dele pendendo para trás e os olhos fechando em prazer.
Ali Louis com certeza estava tendo sua memória refrescada. Era sempre uma delícia ter Harry em cima de si, rebolando e quicando no seu pau como um profissional, ainda mais quando ele tinha aquele maldito talento de se apertar com ainda mais força em seu pau e era capaz de levá-lo à loucura.
E era exatamente aquilo que Harry estava fazendo agora, o que fez Louis sentar e agarrar sua cintura com um braço que o forçou a parar de se movimentar por um momento. Mas Harry ainda assim continuou se apertando e relaxando em volta do seu pau, o que estava levando Louis à loucura, tendo a reação de acertar um tapa pesado e estalado em sua bunda, que arrancou uma risadinha gostosa de Styles.
— Te fiz lembrar, não fiz? — Harry perguntou ainda com aquele sorrisinho sapeca, a ponta dos dedos dedilhando a barba curta de suas bochechas. — Ah, eu fiz sim. — Ele riu quando Louis não respondeu nada, ofegando quando este o largou de modo que caísse de bruços no colchão.
Harry imediatamente separou as pernas e empinou bem o bumbum, sentindo Louis se posicionar sobre seu corpo com uma das mãos apoiadas no colchão bem ao lado da sua cabeça, enquanto a outra mão guiava a cabeça do pau para encaixar certinho em sua buceta apertada novamente.
A boquinha de Harry se abriu em um gemido que não saiu, os dedos magros agarrando o lençol da cama com força, conforme Louis começava a se movimentar para dentro e para fora com certa dificuldade por conta de seu estado embriagado, misturado ao prazer.
— Eu amo seu pau. — Harry gemeu com certa dificuldade, os dedos se fechando no pulso de Louis, que tinha as mãos apoiadas nas laterais de sua cabeça. — Fode tão bem a minha buceta. Eu amo você.
Louis se sentiu um pouco mais tonto após aquelas palavras capazes de atingi-lo em cheio, parando com os movimentos por um momento. Harry, porém, com sua bucetinha tão molhada e gulosa por pau, deu um jeitinho de se mover por conta própria. Ele começou a se empurrar para trás em direção a toda a extensão de seu pau, dando pequenas reboladas ali, antes de voltar para frente e repetir todo o processo com certo prazer.
Louis acabou não conseguindo resistir mais a tentação, os dedos se emaranhando nos cabelos longos dele para virar sua cabeça e conseguir alcançar seus lábios. O beijo era desajeitado e coberto de desejo por ambas as partes, tendo um momento em que suas línguas apenas brincavam juntas fora da boca e eles gemiam demonstrando seu interesse de ter cada vez mais um do outro.
— Eu quero que você goze dentro de mim. — Harry disse em um tom dengoso, conseguindo fazer o pau dele escapar da sua buceta e assim virando para deitar de costas e ficar de frente para ele. — Você vai fazer isso? Por favor. — Harry perguntou, segurando a cabecinha do pau dele e voltou a pressionar na entradinha molhada da sua buceta.
Harry amava ficar naquela posição com Louis, pois conseguia ficar tão mais juntinho dele e observar seu rosto, enquanto esse metia tão gostoso em sua buceta. Fora que amava que daquela forma conseguia soar ainda mais atrativo e apetitoso aos olhos do Tomlinson, fazendo esse atacar seus lábios, morder seu pescoço e judiar de seus peitinhos deixando chupões por toda parte.
Louis não conseguiu responder. Quando sentiu a cabecinha do pau já devidamente encaixada na xotinha dele, logo agarrou sua cintura e passou a bater os quadris com força contra seu corpo, manipulando seu corpo magro e puxando em sentido às suas estocadas um pouco mais agressivas que antes.
A boquinha de Harry deixou escapar um gemido delicioso que preencheu todo o quarto, sendo capaz de afetar Louis de uma forma que o fez vacilar nas estocadas e sendo sua vez de gemer rouco e excitado, as mãos agarrando ambos os seus peitinhos para os dar certo volume e imediatamente enfiou um deles na boca, começando a mamar com vontade em um deles.
— Eu odeio você. — Louis acabou falando em determinado momento, posicionando a mão em seu pescoço com seus rostos ficando de frente para o outro com alguns centímetros de distância. — Odeio você por me fazer te querer de volta. Por amar tanto você.
— Eu te amo. — Harry sussurrou lambendo o queixo dele coberto pela barba ruivo queimada por fazer até alcançar seus lábios. — Senti tanto sua falta. Eu amo tanto seu pau, suas mãos, sua boca… eu amo você, Lou. E você me quer de volta.
— Não… — Louis sussurrou com dificuldade, se movendo lentamente para dentro e para fora dele em meio a conversa sussurrada.
— Sim, você quer. — Harry segurou ambos os lados do rosto dele, começando a deixar beijinhos por seus lábios. — E tudo bem… eu já sou seu.
— H-Harry…
— Eu sou seu, Louis. — Harry voltou a repetir com um sorrisinho. — Você me quer de volta e já tem. Eu sou seu e sempre vou ser.
— Então ouça bem o que eu vou dizer, Harry. — Essa foi a vez de Louis agarrar ambas as bochechas dele com uma mão, até mesmo parando de meter em sua buceta, mas permanecendo parado enfiado na xoxotinha dele até o fundo. — Você me quer de volta? Quer voltar a estar comigo? — Harry com um beicinho balançava a cabeça em afirmação. — Ok. Eu vou te aceitar de volta. Mas eu juro, Harry, ouça bem o que digo… eu juro que se você fizer algo como o que fez novamente… eu mato você.
Harry engoliu em seco e balançou a cabeça em compreensão, os dedos alcançando o próprio clítoris e começando a esfregar em movimentos circulares. Louis ter dito aquilo e daquele jeito, o excitou bem mais do que realmente deveria.
Droga, Harry realmente amava aquele homem.
— Ouviu o que eu disse, Harry? — Louis perguntou em um grunhido, a outra mão se posicionando bem sobre seu pescoço e apertando ali levemente. — Eu mato você e quem quer que seja o filho da puta desgraçado. Eu juro por Deus que mato os dois.
— S-Sim. Eu entendi, amor. — Harry balançou a cabeça algumas vezes, choramingando excitado que bastou Louis ouvir suas palavras para voltar a meter deliciosamente em sua buceta, causando sons molhados e estalados que preenchiam todo o quarto, junto aos seus gemidos.
— Você não tem ideia de quantas vezes eu fiquei por um triz de fazer uma loucura quando tudo aconteceu. — Louis dizia sério, os olhos azuis muito escuros olhando profundamente para os verdinhos brilhantes de Harry, que sentia que poderia gozar a qualquer instante. — Quando eu terminei com você e saí de casa naquele dia, eu cheguei a ir atrás do desgraçado. Você tem ideia do que poderia ter acontecido? Consegue imaginar como chegou muito perto de que eu fizesse uma loucura?
— Oh, Lou, e-eu sinto muito, amor.
Louis o silenciou enfiando o polegar em sua boca, o usando para brincar com sua linguinha quente e molhada, conforme sentia o orgasmo se construir no pé de sua barriga, a virilha esquentando junto aquela formigação em seu pau.
Harry percebeu como Louis já estava ficando cansado e não demorou para inverter suas posições, sorrindo safado e satisfeito quando estava em cima dele e conseguiu com que o pau não deslizasse para fora de si em momento algum. Seu sorriso ficou um pouco maior quando se deu conta do estado destruído que Louis se encontrava, o rosto levemente suado com alguns fios em sua testa, os olhos azuis tomado pelo preto das pupilas por tamanho prazer e os lábios finos avermelhados de tanto serem beijados e mordidos por si.
Talvez Harry tenha demorado um pouquinho para começar a se mover, pois logo despertou de seus pensamentos quando sentiu tapas estalados serem deixados em sua bunda, indicando que deveria voltar a quicar.
Deixou um choramingo dengoso escapar com a sensação da bunda ardendo após os tapas pesados, apoiando ambas as mãos em seu abdômen e voltando a subir e descer rebolando gostoso em toda sua ereção. Enquanto isso, Louis se limitou por um momento a apenas observá-lo, seus gemidos baixos e roucos servindo como incentivo o suficiente para que Harry continuasse dedicado nos movimentos como se sua vida dependesse daquilo.
— Eu vou gozar. — Harry gemeu, estremecendo sobre Louis e parando por um momento com as quicadas, mas ainda dando pequenas reboladas que faziam a glande estimular os lugares certos.
— Eu também, princesa. — Louis grunhiu apertando os quadris dele e Harry não evitou se sentir um pouco mais sensível quando se deu conta de que aquele apelido carinhoso tinha voltado. — Volta a fazer daquele jeitinho, que você sabe que o papai gosta. Seja bonzinho, estou quase lá.
Harry apertou os lábios para se conter e não continuar sendo tão alto, balançando a cabeça em afirmação. Apoiou um dos antebraços no colchão ao lado de sua cabeça, seus rostos ficando juntinhos conforme Harry voltava com as quicadas e ofegava dengoso em sua boca.
Os lábios de Louis começaram a explorar o pescoço dele, deixando pequenos beijos e mordidas ali capazes de desestabilizar o mais novo. Ele percebeu o exato instante em que Harry entrou em um orgasmo, as pernas longas estremecendo na lateral de seu corpo e todo o corpinho tendo pequenos espasmos.
Inconscientemente ele parava aos poucos de rebolar em seu pau e Louis estava tão perto, logo precisando tomar as rédeas da situação agarrando seu quadril e a bunda para literalmente usar sua buceta, o forçando a se movimentar.
Os olhos de Harry se marejaram com tamanha estimulação, os dedos apertando o bíceps tatuado dele com força, as unhas curtas se fincando na pele. Um gritinho excitado escapou de sua boquinha quando Louis gozou e gemeu contra seu pescoço longamente, conforme liberava porra dentro de sua bucetinha fodida mantendo-o cheio, e acabou mordendo a pele sensível de seu pescoço com força.
Depois que gozou, foi a vez de Louis em segurar Harry com firmeza para fazer questão que ele não se mexesse em seu pau sensível pós orgasmo e os dois ficaram assim, juntos e agarrados por longos minutos. Somente seus corpos nus, quentes e suados contra o outro.
Quando Harry já se sentia recuperado o suficiente, arrumou a postura e se ergueu de pouquinho a pouquinho, sentindo o pau grosso sair centímetro por centímetro de dentro de si, em seguida a porra branquinha escapar aos montes de seu buraquinho usado.
— Te amo. — Harry sussurrou com um sorriso, deixando beijinhos por todo o rosto de Louis, que provavelmente já dormia.
No dia seguinte quando Louis acordou, sentiu sua cabeça doer e imediatamente lembrou da bebedeira da noite anterior. Não só da bebedeira, mas também do que tinha acontecido após isso, pois tinha Harry deitado ainda nu logo ao seu lado e ainda agarrado ao seu braço.
Louis não sabia ao certo o que deveria fazer. Lembrava que tinha de certa forma perdoado Harry e que eles tinham tecnicamente voltado, mas as coisas ainda pareciam um pouco estranhas.
Porém, bastou Harry se mover um pouquinho, estremecendo claramente de frio por estar tão exposto, que Louis o puxou ainda mais para seu corpo quente e jogou um pouco do cobertor sobre ele. Isso foi o suficiente para despertar Harry, que piscou os olhos algumas vezes e ficou parado olhando em sua direção por alguns segundos, como se estivesse se preparando para um possível golpe.
— Bom dia. — Louis falou com a ponta dos dedos tirando os fios de cabelo da frente de seu rosto. Harry não respondeu, apenas apoiando a mão sobre seu peitoral e se inclinando em sua direção para beijar seus lábios. — Dormiu bem?
— Sim. Obrigado. — Louis teve a impressão de que Harry o agradecia por outra coisa.
— Eu vou pedir o café. — Louis falou após um momento e sentou para conseguir levantar da cama, Harry permanecendo deitado exatamente onde estava. — Depois vou ter que descer. Marcar presença com todos aqueles representantes.
— Precisa mesmo ir? — Harry perguntou com um beicinho, ainda escondido sob as cobertas fofas com apenas o rostinho amassado pelo sono para fora. — Estou tão feliz. Queria tanto passar o dia com você hoje.
Louis ia falar que era algo importante, que não seria de bom tom desmarcar. Porém ele parou pra pensar um pouco e chegou à conclusão que não seria a melhor coisa a dizer, quando seu relacionamento com Harry já tinha sido prejudicado porque suas prioridades sempre pareciam ser o trabalho e nunca Harry como sua companhia.
Então se ele tinha decidido dar mais uma chance para seu casamento com Harry, também precisava fazer sua parte.
— Vai ser algo rápido, mais como um café também. Por que não se veste e desce comigo, depois quando acabar saímos pra dar uma volta na cidade.
Aquilo fez um sorriso genuíno surgir no rostinho de Harry, que imediatamente assentiu e falou que só tomaria uma ducha.
Em meia hora eles tinham descido juntos, Louis em roupas casuais, mas de certa forma ainda elegantes e caras, e Harry com seu lindo vestido branco tomara que caia que possuía um lindo corte na perna direita até a altura da coxa. Harry o tempo todo ficou junto a ele, de mãos dadas e com sorrisos idiotas no rosto corado como se não conseguisse acreditar que o tinha de volta.
Claro que Louis parecia tão satisfeito quanto, também fazendo certa questão de mantê-lo por perto, deslizando a mão pela base de suas costas e mantendo em sua bunda casualmente para ficarem próximos. Ou quando estavam sentados na mesa do café da manhã e Louis tinha a mão sobre sua coxa fazendo um carinho discreto, Harry abraçado ao seu bíceps e vez ou outra deixando beijinhos em sua bochecha.
Um pouco depois, Austin apareceu para o café da manhã e encontrou como os dois estavam, se sentindo levemente desnorteado e sem entender ao certo o que estava acontecendo.
Porém bastou Louis olhar na sua direção e não esboçar nenhuma reação, muito menos ter tentado dar a entender que tinham algo para conversar depois, que ele entendeu que tinha perdido.
Louis voltou sua atenção para o que um daqueles homens engravatados comentava sobre algo engraçado que aconteceu em uma reunião e foi a vez de Harry olhar na direção de Aiden, o cumprimentando com um sorrisinho e deitando a cabeça no ombro do marido em certa provocação.
Teve um momento que Austin sentiu certa necessidade de se afastar daquele espaço para respirar um pouco e foi em direção que ficavam as piscinas. Não levou nem cinco minutos para que então Harry o surpreendesse ao aparecer ali também, um cigarro aceso entre os dedos magros.
— Sinto muito. — Harry disse e deu uma pequena tragada no cigarro, Austin olhando para ele com certa raiva e olhos marejados. — Você devia ter imaginado que isso aconteceria.
— O que?
— Ele dar pra trás e voltar pra mim.
— Mas por que? — Aiden de certa forma teimou como criança e Harry sorriu com um dar de ombros.
— Porque só eu sei o que ele realmente precisa e quando precisa. — Harry sussurrou. — E ele nunca amou ninguém como me ama. Acha que ele seria capaz de perder isso por causa de alguém como você? Não, não é assim que funciona.
— Ele também me amou. Pelo menos um pouco.
— Talvez. — Harry deu de ombros, dando uma última tragada no cigarro antes de jogar no cinzeiro que tinha sobre uma mesinha quadrada de madeira que tinha ali. — Mas não o suficiente para querer matar alguém por sua causa. Entenda, se não há loucura, sempre vai faltar algo e nunca será o suficiente. Agora ele é meu de novo e eu sou dele.
Então Harry se afastou e caminhou em passos tranquilos de volta para onde acontecia o café, deixando Austin para trás.
TOGETHER TOGETHER, LONDON 2
harrystyles Together, Together. Wembley. Eight.
Football player Louis can hit my face with the ball
Mexico vs England tomorrow 😬 as a Mexican and directioner I’m fine with either win
📸| Harry in the photo booth at Together Together London!!!
📩: plan
anon sent (the ask disappeared the moment i hit post oops): "so uhm would you consider a nipple play drawing - oddly specific but that pink and blue bomber jacket with the sparkly tassels he wore once? i read a fic about louis using the tassels of that to tease his nipples and i've thought about it ever since"
After exactly TWO YEARS today I am finally here to deliver the goods! Why did it take me so long?!
I hope you like them as much as I do, the process was so fun I'm so happy to finally share them:)
Like I said, I saved so many references for the hiddies so every future drawing featuring them is dedicated to you, my dear nipple play anon💋 Here's the fic I'm sure anon is talking about, give it a read!
Lover, you should've come over 𝜗𝜚˚⋆ larry fanfiction 𝜗𝜚˚⋆ capítulo 1
Descrição: A vida do solteirão Louis é virada de cabeça para baixo quando uma linda bebê é deixada na porta de sua casa em meio a uma tempestade e mesmo com o pânico do momento, ele sente de alguma forma que deve ficar com ela, que era assim que realmente deveria ter sido. Com ajuda de seus amigos próximos, eles começam um novo tipo de família e não medem esforços para fazer o melhor pela garotinha. Anos depois a vida de Louis vira de cabeça para baixo de novo quando Harry, um jovem artista melancólico com um passado nublado e destorcido entra em seu caminho, fazendo-o se apaixonar pela primeira vez depois de muitos anos.
avisos e tag's: nessa fanfic irá conter louis tops, harry bottom, mpreg, romance, slow burn, tentativa de comédia romântica, lidar com temas como luto, perda e dramas familiares, fora a menção de vícios e, claro, cenas de sexo.
leia também no ↷ wattpad
Tinha noites que Louis acordava e no relógio ainda eram pelo menos três da manhã, nunca mais do que isso.
Ele sempre acordava com aquele amargor na boca causado pela lembrança. Lembrança de sensações desagradáveis. E todas essas sensações causadas pela abstinência.
Nessas noites ele sentava no colchão que rangia um pouco as molas e colocava as pernas para fora da cama, sentindo a madeira gelada do assoalho em seus pés. Então ele ligava o abajur logo ao lado com um pequeno clique, então observava a ficha de “2 anos sóbrio” que deixava sobre a mesinha de cabeceira como um tipo de amuleto da sorte. Ou um tipo de objeto que afastava coisas ruins. Pensamentos ruins ou hábitos ruins, o que seja.
Ele estava indo mais do que bem, desde que tinha se mudado para Boston. Era lá que morava seu amigo de infância, Zayn, e o amigo dele Niall. Por mais que se conhecessem a muito tempo, Zayn não tinha noção da proporção que a bebida tinha de controle sobre a vida de Louis e de muitas decisões que já tinha feito.
Quando Louis se mudou para a cidade querendo começar tudo de novo, arrumar um novo emprego, lar e hábitos, decidiu que para seu próprio bem precisava assumir que a bebida era um problema para ele. Geralmente quando se tem um vício, as pessoas se tornam um tanto negacionistas sobre a situação fodida em que se encontram. Louis antes se recusava a aceitar que o álcool para ele estava se tornando algo fora da curva, mesmo que ele acordasse para trabalhar e já buscasse por seu cantil sempre cuidadosamente abastecido e nas pausas do trabalho se ocupasse em beber doses no bar que tinha na frente – e que muitas vezes passava de umas poucas doses e ele logo estava grogue, precisando dar um perdido do emprego e ir cambaleando para casa.
Então, quando chegou em Boston e estava hospedado por uns dias na casa de Zayn até ficar certo o contrato da casinha que estava tentando alugar, colocou as cartas na mesa e falou sobre o vício. Falou que estava disposto a realmente tentar ter uma vida sem precisar estar chapado, que na próxima semana começaria em um emprego novo como segurança em um hotel e que então acertaria para passar em uma psicóloga. Como ele já imaginava, a primeira reação honesta de Zayn foi oferecer ajuda com as sessões iniciais e procurar grupos de apoio, mas Louis afirmou veemente que ele estava bem por aquelas semanas e não precisava. Que só estava contando o caso para abrir o jogo de uma vez por todas, sentia que já havia mentido para si mesmo por tempo demais e tentado fazer o mesmo com aqueles à sua volta.
Desde então ele esteve na linha. Sua vida não era luxuosa, mas era boa. Ele tinha uma casa pequena e um pouco velha, mas que ficava em um bairro tranquilo e possuía certo charme, além de ser perto do apartamento de Zayn. Ele ainda trabalhava como segurança em um hotel, onde todos gostavam e confiavam muito nele. Nesse hotel ele tinha feito amigos importantes como Calum e Emily, manobrista e recepcionista do hotel. E ele também ia para terapia pelo menos uma vez por semana, com sua psicóloga muito perspicaz Meredith.
Mas ainda tinha aqueles momentos que Louis era atingido por uma enorme sensação de melancolia. Isso fazia ele sentir falta de quando era pequeno e estava em casa com sua mãe. Quando ajudava sua mãe com as irmãs pequenas, tudo parecia tão mais tranquilo e fácil.
Louis sabia que se sentia mais deprimido quando recebia ligações das irmãs. Elas contavam como estava na escola e em casa, que Mark às vezes dava duro tentando trabalho e aparecia com um pouco de dinheiro, mas que sempre voltava a beber de novo e coisas faltavam em casa. Então Louis prometia enviar uma quantia em dinheiro que ajudaria pelo restante do mês e recusava sempre que prometiam retribuir de alguma forma futuramente. Ele sempre falava com as gêmeas ou Felicite, pois Charlotte sempre estava trabalhando para tentar ajudar.
Sentir falta de casa, nem sempre significa que deva voltar para lá. E Louis aprendeu isso da pior forma. Sabia que suas irmãs infelizmente acabavam pagando por isso, mas retornar para Doncaster se tornava um gatilho para maus hábitos por si só. A falta que sentia da mãe, a culpa e flashes de um pai bêbado parecia ecoar por todas as partes.
Ele precisava se manter distante. Precisava de uma rotina, constância e ser cercado por hábitos bons. E estava conseguindo aquilo em Nova York.
𝜗𝜚˚⋆
12 anos atrás…
— Que bom que mudou de ideia sobre aquele Chevrolet. Juro pra você que vai uma graninha a mais nesse da Toyota, mas pelo menos é um carro que não decepciona.
— Ainda estou considerando. Eu realmente gosto da Chevrolet. — Louis falou com um dar de ombros, após ouvir mais de uma vez Calum repetir aquela mesma sequência de palavras. Ele viu o moreno rir balançando a cabeça em negação e acabou por rir também. — Tudo nele compensa mais para mim. É um carro confortável, econômico e… bom, é confiável. — Louis tinha um sorrisinho nos lábios, as mãos juntas em frente ao corpo em uma postura reta e confiante em seu terno preto, um fone em uma das orelhas e luvas nas mãos por conta do tempo frio.
Louis estava bem posicionado logo ao lado das enormes portas duplas de vidro do hotel com detalhes dourados. No chão se estendia um longo tapete vermelho até os degraus oval em mármore. Abaixo dos degraus estava Calum, usando seu uniforme onde a calça social era preta e o smoking já era branco. Ele também usava luvas por conta do frio e uma touca igual a de Louis, essas fornecidas pelo hotel.
Um carro se aproximou e parou em frente aos degraus e dele saiu Emily, usando seus costumeiros saltos altos preto e meia calça preta. Ela saiu do carro fechando a porta e esse logo seguiu o caminho, Louis observando que ela usava a saia social preta acima dos joelhos, camisa social branca e o terninho, mas um sobretudo preto de camurça para se aquecer.
— Boa noite, meninos. — Ela cumprimentou com um sorriso marcado pelo batom levemente avermelhado, tirando o capuz expondo o cabelo preto bem amarrado em um coque. Os dois imediatamente responderam o cumprimento e ela subiu os degraus com os saltos ferroando o tapete vermelho, Louis imediatamente abrindo a porta para ela. — Sempre cavalheiro, Louis. Ainda não deixou Calum fazê-lo mudar de ideia sobre o carro, certo? — Ela lançou um sorrisinho esperto em direção a Calum, que piscou para ela.
— Ainda não. — Louis já respondeu. — Eu e você sabemos bem que aquele carro é incrível e um clássico.
— Exatamente, Louis. Chevrolet como nenhum outro!
Emily entrou no hotel e no mesmo instante saiu dele o outro segurança, indicando para Louis que seu turno tinha acabado e ele estava dispensado. Os dois se cumprimentaram de modo educado, apesar de Louis não lembrar mais do nome dele, e Louis aproveitou para passar as orientações de que um hóspede na categoria 5 estrelas chegaria por volta das duas da manhã e queria o máximo de discrição.
Louis se despediu de Calum, que o desejou um bom descanso. Entrou no hotel aquecido e imediatamente se afastou na direção da porta onde tinha uma salinha para funcionários, encontrando Emily já ali sentada no sofá de dois lugares, pronta para comer sua salada antes de começar o expediente.
— Quando vai buscar o carro? — Louis ouviu ela perguntar, mesmo que tivesse passado por outra porta onde dava para o vestiário cheio de armários de funcionários marcados por números. Ele parou em frente ao 32, colocou o código no cadeado e abriu com um ranger velho, se adiantando em tirar o terno e pendurar no cabide adequadamente, antes de pegar o sobretudo enfiado ali mais cedo de qualquer jeito.
— Se tudo correr bem, ainda hoje. — Louis respondeu alto o suficiente para ela ouvir, saindo do vestiário fechando o sobretudo. Emily olhava para ele com um quê de preocupação, lábios franzidos.
— Mas hoje à noite vai ter aquela tempestade de neve. Acho que deveria remarcar isso para amanhã de manhã. — Emily orientou preocupada e continuou a falar, percebendo que Louis se oporia. — Você lembra o que aconteceu com Calum quando decidiu sair naquela tempestade? O vento era tão forte que ele escorregou no gelo e quebrou o cotovelo. Você vai amanhã de manhã, fique em casa esta noite.
Louis não lembrava de Emily alguma outra vez ter falado daquele jeito com ele, e por se tratar de uma situação não convencional, pensou que seria uma péssima ideia ir contra a orientação dela. Por isso ele cedeu e disse que tudo bem, ficaria em casa naquela noite e mandaria mensagem para a concessionária avisando que iria de manhã.
Os dois se despediram e Emily disse que se veriam depois de amanhã no horário de sempre. As duas últimas semanas foram uma loucura pela repentina mudança de horários. Louis, Emily e Calum sempre trabalharam juntos no turno da manhã, mas por causa da falta de funcionários as coisas precisaram mudar um pouco. Louis começou a entrar no horário da tarde para sair a noite, Calum entrava no meio da tarde e pouco depois Emily chegava, e os dois iam embora de madrugada juntos pois moravam próximos. A chefia prometeu que se tratava de algo temporário e por sorte foi, pois em breve pelo menos Louis e Emily voltavam ao horário da manhã.
Tinha um ponto de ônibus próximo do hotel e era ali que Louis pegava ônibus para ir para casa todos os dias. Ele colocou os fones no ouvido e conectou no celular aguardando seu ônibus chegar, se sentindo aliviado que em breve teria seu próprio carro e como seria mil vezes mais confortável para fazer suas coisas, pequenas viagens para cidades próximas.
No momento que Louis pegou o ônibus e tomou um lugar perto da janela, seu celular tocou e ele não demorou a atender quando viu o nome de Felicite no ecrã.
— Oi, Fizzy. — Louis cumprimentou com um sorrisinho, ouvindo no fundo da ligação as gêmeas pequenas rindo e brincando.
— Oi, Lou! Liguei pra saber como você está. Faz um tempinho que não ligo, me desculpe. A escola tá mais puxada, pois em breve farei os vestibulares e as notas contam bastante no processo.
— Eu imaginei, Fizzy. Você me avisou que poderia demorar um pouquinho pra entrar em contato. — Louis espiou pela janela as pessoas andando em passos rápidos pra chegar logo em seus carros e fugir da ventania. — Não liguei também porque não queria acabar atrapalhando nos estudos. Como estão as coisas?
— Tranquilas. A Lottie conseguiu um trabalho extra em um bar algumas noites por semana, então hoje ela foi trabalhar e eu estou com as gêmeas.
Foi difícil aquela informação não dar um pequeno nó na cabeça de Louis. Lembrava muito bem que a irmã trabalhava somente no período da tarde em um escritório de certo advogado da cidade, e na parte da noite ia para a faculdade de administração.
Parecia que as coisas tinham ficado ainda mais complicadas em Doncaster e Louis não fazia a mínima ideia. As irmãs com certeza tinham se esforçado de certo modo para não transparecer como a situação estava complicada em casa e de repente Louis se sentiu péssimo.
Felicite com certeza notou que a informação nova tinha deixado o irmão quieto demais.
— Louis, sinto muito não ter comentado nada antes, mas a Charlotte me fez prometer que não falaria nada pra não te preocupar. — Felicite falou. — Ela teve um problema com aquele advogado, Antony. Parece que ele estava confundindo as coisas e começou a ser meio invasivo com ela… A Lottie obviamente deu uma cortada nele, ele se sentiu ofendido e mandou ela embora.
— Nossa, Fizzy, não consigo acreditar nisso. — Louis suspirou e, mesmo com o frio que fazia, sentiu certo calor com a raiva que sentiu daquela história.
— A Lottie tentou muito não mudar a rotina e procurar empregos de meio período, mas esses ou eram muito longe de casa, ou não pagavam tão bem quanto o trabalho anterior. — Felicite informou e Louis pôde ouvi-la suspirar um pouquinho. — Uma amiga dela falou desse bar que estava contratando, agora ela trabalha das sete da noite até sete da manhã.
— Parece muito cansativo… ela ainda precisa cuidar de vocês.
— E é, mas você conhece a Lottie, nunca demonstra estar cansada pra ninguém… porém, ela parecia realmente triste de precisar largar a faculdade.
— Eu sinto muito… Depois eu irei ligar para Charlotte, vou ver algum valor a mais para enviar desta vez no começo e no fim do mês. — Louis disse, voltando a olhar pela janela. Ficou surpreso ao se dar conta de que já estava a poucas quadras da sua casa. — Vai dar tudo certo, Fizzy. Preciso que me prometa que vai continuar estudando, tentar aquela bolsa que tanto quer na Universidade de Nova York.
— Mas a Charlotte…
— Te prometo que vamos dar um jeito, ok? Quando você vier estudar em Nova York, posso ver de trazer todas para cá. Você vai ver, vou estar em uma casa maior e podem morar comigo até se estabilizarem, ou pelo tempo que quiserem. — Louis apertou o botão indicando que iria descer e levantou se direcionando para a porta.
— Tudo bem, Lou… Te amo, estamos com saudade.
— Também te amo, Fizzy. Amo todas vocês.
Eles se despediram e foi o tempo do ônibus parar e as portas abrirem. Louis desejou boa noite para o motorista e desceu, seguindo pela calçada reta até sua casa azul claro, que tinha a luz da varanda acesa.
Louis subiu os degraus da varanda que rangiam e buscou pela chave no bolso frontal da calça, a colocando na fechadura antes de girar com um estalo. Quando abriu a porta foi recebido por sua casa pequena, mas aconchegante. No andar de baixo tinha uma sala de estar de paredes amarelas integrada com uma cozinha americana de paredes azuis claro e móveis de madeira cor cinza, onde Louis foi colocar água para esquentar em uma chaleira. Na cozinha tinha mais duas portas, uma que dava para o quintal que tinha um ótimo tamanho para Louis e outra para uma despensa onde Louis deixava seus mantimentos.
Na sala de estar tinha um lance de escadas que dava para o segundo andar onde tinha apenas dois quartos pequenos, sendo um onde Louis dormia e o outro onde ele ainda mantinha caixas com suas coisas de quando tinha se mudado para lá há pelo menos três anos, e no final do pequeno corredor um banheiro que, apesar de pouco espaço, tinha uma banheira que Louis gostava muito.
Não era uma casa muito chique e moderna, na verdade estava bem longe disso, porém Louis realmente gostava do lugar. Era mais que confortável, o aquecedor era ótimo, ele tinha feito reparos no assoalho antes velho e tratou dos pequenos mofos que tinha nas paredes.
O fogão de Louis não era um dos melhores e ele sabia que a água ia demorar um pouco para ferver, então rapidamente subiu os degraus e foi até o banheiro tomar uma ducha rápida. No momento em que ele entrou no banheiro, teve a impressão de escutar batidas na porta. Ele até parou por um instante e esperou para ver se ouvia mais alguma coisa, e quando não ouviu se voltou para o chuveiro e tentar água quente.
No meio da ducha ele teve impressão de ouvir mais batidas e se adiantou um pouco mais no banho, ao mesmo tempo que pensava que deveria ser algum tipo de brincadeira idiota. Afinal, veja só o horário e porque não tocar a porcaria da campainha?
Saiu do banheiro se secando com a toalha até chegar ao quarto, onde pegou um moletom preto do guarda roupa, cueca e bermuda cinza. Ele jogou a toalha molhada no cabideiro e, enquanto descia as escadas, ouviu desta vez a campainha.
— Zayn? Se for você, pode deixar de ser idiota? — Louis bufou descendo os degraus sem muita pressa. Aquilo tinha cara de uma brincadeira idiota que o amigo de longa data faria para pertubá-lo.
Porém, quando Louis se aproximou da porta e por segurança olhou através do olho mágico primeiro, franziu o cenho confuso. Recuando um passo e antes que resolvesse deixar aquilo de lado, ouviu e viu o momento que uma pedrinha bateu contra a vidraça da janela da sala e quicou no parapeito de madeira.
— Quem estiver fazendo essa palhaçada, já chega! — Louis abriu a porta de uma vez, não viu nada além da rua escura e tranquila, uma ventania muito fria e maluca que fazia as árvores e pequenos arbustos da vizinhança balançarem loucamente.
Louis suspirou fazendo um pequeno ‘Tsc’ com a língua e antes que fechasse a porta, seu olhar fitou o chão onde deveria ter apenas um pequeno tapete rente a porta, mas o que viu ali quase fez seus olhos rolarem para fora das órbitas.
Ali tinha a droga de um pequeno bebê, em uma cesta grande e bem feita que parecia ser de crochê. O bebê estava dormindo, muito bem embalado em um pequeno cobertor fofo rosa pastel e uma mantinha em um tom de rosa um pouco mais escuro.
Louis ficou um tempo ali olhando, sem saber exatamente o que fazer. Quando colocou um pouco as ideias em seu devido lugar, correu descendo os três degraus da varanda e parou na calçada, olhando bem em volta, tentando enxergar qualquer pessoa naquele escuridão congelante.
O seu coração estava muito acelerado no peito, a cabeça dando algumas voltas pelo nervosismo, só então percebendo como estava tremendo tanto por conta do frio sinistro que fazia do lado de fora. Ele não estava com as roupas certas para ir ao lado de fora.
E se ele estava se tremendo tanto, não demorou para pensar naquele bebê na porta da sua casa. Então, ainda olhando para todos os lados, ele não demorou para voltar para casa e pegar aquela cestinha onde o bebê estava, levando-o para dentro com cuidado.
Quando Louis deixou a cesta sobre o sofá de dois lugares, viu então um tipo de envelope amarelo lacrado com cera derretida vermelha com um tipo de símbolo que lembrava a letra W.
Louis abriu o envelope e tinha dois papéis dentro, então leu aquele que era maior e estava dobrado, sendo uma carta escrita com caligrafia perfeita em cor preta. Quando abriu a carta, caiu dela um tipo de corrente prata com um pingente oval contendo pequenas pedras brilhantes.
Louis,
você não sabe quem eu sou, mas eu sei o suficiente sobre você para lhe confiar essa pequena vida. Sei que talvez deva estar pensando o que deve se passar na cabeça de alguém, para descartar um pequeno bebê desta forma, na porta de alguém. Gostaria que soubesse como eu realmente tentei evitar que isso acontecesse, mas envolve muitos fatores com pessoas importantes e realmente egoístas e gananciosas. Ela já estava em perigo desde o momento em que souberam que estava na barriga de sua mãe.
Sei que sua situação atual não é uma das melhores, por isso, junto a esta carta, lhe deixo um cheque com uma quantia que acredito servir de ajuda nos cuidados dessa criança.
Confio que vai tomar as melhores das decisões sobre essa pequena vida. Sei que vai zelar e cuidar como se fosse sua. E sei que o certo é ela estar com você, por mais que você possa duvidar disso.
Seu amigo, Zain Javadd Malik, é conhecido por ser um ótimo advogado em Nova York. Tenho certeza de que ele irá ajudá-lo.
Por favor, ame, proteja e cuide dessa criança.
Com a mão um pouco trêmula segurando a carta, Louis deixou de lado e pegou o que parecia ser o cheque mencionado e precisou sentar quando viu o valor de oito milhões de dólares. A cabeça de repente começou a doer e dar muitas, e muitas voltas.
Pelo menos uma hora tinha se passado e Louis estava sentado no mesmo lugar. Apenas tinha se levantado para desligar o fogão quando a chaleira tinha começado a chiar, nem mesmo se interessando em terminar de preparar o chá. Ele estava há um tempinho ali, parado, olhando a bebê de pele muito branquinha e bochechas coradas dormir tranquilamente.
De repente ele ouviu batidas na porta e vozes familiares, não demorando para reconhecer se tratar de Zayn e Niall. Ele tinha ligado para Zayn uma hora atrás, pedindo que viesse urgentemente para a sua casa, porque algo tinha acontecido. Zayn na mesma hora ficou preocupado achando, com certeza, se tratar de uma recaída pressionando Louis para dizer de uma vez por todas do que se tratava e pedindo que não fizesse besteira. Louis apenas disse que era delicado, por ligação não dava para contar e que, quando ele chegasse, não tocasse a campainha e sim batesse na porta.
Louis levantou do sofá e foi até a porta de entrada, abrindo e encontrando ali Zayn com os cabelos muito escuros e um pouco compridos em um pequena bagunça e Niall com a cara amassada de sono, trazendo três cafés em copos descartáveis. Niall também estava ali pois morava por enquanto junto com Zayn, por causa de alguns problemas.
— Caralho, você quase matou a gente do coração e parece estar perfeitamente… não, você não parece ótimo. — Niall se corrigiu quase imediatamente quando analisou melhor seu rosto.
— O que aconteceu, Louis? Estamos preocupados pra cacete. — Zayn disse e então Louis orientou que entrassem, ouvindo seus passos na sala de repente pararem.
Louis fechou a porta silenciosamente e se virou vendo Zayn e Niall olhando confusos e um pouco surpresos para a bebê dormindo serenamente ali. Os dois então olharam para ele em busca de respostas e Louis se aproximou da mesinha de centro, pegando ali a carta e o cheque, entregando para eles poderem ler.
Enquanto eles liam a carta com atenção, os olhos parecendo se arregalar mais a cada palavra, Louis ficou sentado olhando atentamente para a pequena bebê enquanto pensava no que deveria ser feito.
— Louis, isso é… é loucura! — Zayn falou chocado, enquanto Niall tinha os olhos azuis vidrados no cheque de valor altíssimo. — Como alguém que você não conhece, mas que de alguma forma conhece você, simplesmente larga aqui um bebê pra você cuidar?
— Não sei, Zayn. Eu sei que eu tô ficando maluco com essa porra.
— Temos que ir até a polícia. — Zayn disse de modo profissional e analítico, enquanto Niall franziu o cenho para isso.
— Você leu a carta. A pessoa conhecia o Louis e queria que ele ficasse com a bebê, que cuidasse dela.
— Ok, Niall, mas isso não se trata de um filme. É a vida real, é muito complicado. — Zayn disse de modo quase grosseiro, mas Louis o entendia. Não era brincadeira alguma aquilo que estava acontecendo, era muito sério.
— Mas essa pessoa de certa forma deu a entender que essa bebê estaria mais segura com o Louis, de alguma forma. — Niall teimou pegando a carta da mão de Zayn e relendo por cima o conteúdo. — Se esse bebê for para as autoridades? Se trata de pessoas poderosas, não? Se conseguissem facilmente encontrá-la e acontecer algo com ela?
— Estamos falando de suposições, Niall. Não sabemos o quanto do conteúdo da carta é verdadeiro.
— Ah, que tal a gente partir dessa análise com o cheque de fodendo oito milhões de dólares no nome do nosso amigão?
— Tudo bem, pessoal, chega. — Louis falou chamando atenção dos dois. — Estão falando um pouco alto, vão acabar acordando ela. Eu tô apavorado, todas essas coisas que vocês falaram, acreditem em mim, eu já pensei também…
— Então, você tá considerando ficar com ela? — Zayn perguntou um pouco incrédulo e Louis suspirou com um dar de ombros. — Louis, é muita responsabilidade, tem tanta burocracia…
— Acha que não sei? Eu não sei o que fazer, Zayn. Eu sei que se a gente entregá-la, não vamos ter direito algum de saber mais nada dela. Onde ela será deixada, como está. — Louis coçou a nuca e olhou direto nos olhos do amigo. — Ela foi deixada aqui, o que sei dessa história foi o que foi dito na carta e de repente sinto que agora ela é responsabilidade minha.
— Vamos fazer o seguinte, então… amanhã é outro dia. Vamos dormir, descansar um pouco e então pensar melhor sobre a situação. — Niall sugeriu. — Tem um mercadinho aberto no fim da rua. Vou comprar algo que ela possa precisar por essa noite, se acordar e sentir fome, ou fazer cocô igual os bebês fazem.
Niall dizia isso enquanto se afastava até a porta e não deu tempo de nenhum dos dois responderem nada sobre isso, antes de sair. Zayn suspirou abrindo o sobretudo que usava e caiu esparramado na poltrona marrom, os olhos âmbar observando Louis.
— Eu só tenho medo… que seja demais pra você. — Zayn disse com delicadeza em voz baixa e Louis assentiu, entendendo exatamente o que ele quis dizer. — Por favor, não me leve a mal, Louis.
— Claro que não, eu… também tenho medo.
— Eu faria meu melhor pra garantir que nada acontecesse com ela. Tenho uma conhecida que trabalha na Serviços de Proteção a Criança, posso falar com ela pra dar uma atenção especial pro caso.
Louis pensou um pouco sobre o que Zayn falou e assentiu. Ele queria mesmo que aquela criança tivesse os melhores cuidados e uma ótima família. Sabia que jamais faria algo que pudesse machucá-la e muito menos prejudicá-la.
Louis tinha sua bagagem de experiência cuidando das irmãs pequenas desde que se entendia por gente e sabia como cuidar de um bebê. Mas ele ainda temia que a pessoa que o escolheu, que escreveu aquela carta não tivesse tanta razão.
A garotinha merecia uma família de verdade, uma mãe e um pai, talvez irmãos em uma casa grande e incrível. Ela tinha mais chances de conseguir aquilo, talvez, se estivesse nas mãos da justiça.
❃❃❃
Já era manhã, pelo menos umas nove horas. Tinha alguns minutos que a bebê tinha acordado chorando. Louis conferiu que sua fralda estava cheia, a trocou por uma nova que Niall tinha comprado na noite anterior e ela até mesmo deu um sorrisinho que pegou Louis um pouco desprevenido. Depois de estar limpa e com uma nova fralda, Louis a vestiu novamente para que ficasse aquecida e a deu a mamadeira que Niall tinha ajudado a preparar.
Niall e Zayn tinham passado a noite ali para fazer companhia a Louis e ajudá-lo. A mamadeira tinha sido preparada por Niall de manhã antes de sair para trabalhar e Zayn continuava ali, tomando café na pequena mesa enquanto observava Louis sentado na poltrona alimentando a pequena.
Era difícil não perceber todo aquele cuidado que Louis estava tendo com a bebê. Como ele parecia saber exatamente o que e como deveria fazer, a embalando suavemente, enquanto essa sugava a mamadeira preguiçosamente.
Zayn suspirou, terminando o restinho do café em uma golada, se levantando para deixar a xícara na pia. Então ele adentrou a sala e sentou no braço do sofá olhando para Louis, que ao perceber que estava sendo observado olhou de volta.
— Nós vamos cuidar bem dela. — Zayn afirmou com uma certeza inabalável e Louis ergueu as sobrancelhas inegavelmente surpreso, antes de assentir.
— Vamos. — Louis assentiu e Zayn deu uma olhada no relógio de pulso.
— Você avisou mais cedo que não ia conseguir ir pro trabalho hoje, certo? — Zayn perguntou ficando de pé e Louis assentiu. — Ok. Vou atrás de preparar a papelada o mais rápido possível e resolver toda a situação. Então você vai ter que assinar umas coisas, marcar presença… essa pequena burocracia. — Zayn disse vestindo o sobretudo, indo até a porta.
— Claro, tudo bem.
— Tudo bem. — Zayn afirmou e abriu a porta, olhando para a bebê desta vez com um carinho que transparecia nos olhos desta vez. — Qualquer novidade eu te ligo.
Então ele saiu fechando a porta e Louis ficou ali, sentado com a pequena vida em seus braços, sussurrando uma promessa de que faria de tudo para protegê-la e oferecer as melhores coisas.
Que seria um bom pai.
Harry Styles - Together, Together Tour - Wembley Night 2- June 13, 2026 (via selyoncerry)
"you all tricked me🙂↔️ think about what you've done☝🏼🙂↕️"
he's such a motherrrrr
Louis for Flaunt Magazine
Louis for Flaunt Magazine photographed by Dean Isidro
Pretty Good Bad Idea
by galactic_larry
Alternate Universe - Small Town | Alpha/Beta/Omega Dynamics | Omega Harry Styles | Alpha Louis Tomlinson | Baker Harry Styles | Waiter Harry Styles | Doctor Louis Tomlinson | Strangers to Lovers | Fluff and Angst | Angst with a Happy Ending | Inspired by the movie and musical Waitress (2007 + 2016) | Mpreg | Unplanned Pregnancy | Abortion Mentioned/Discussed | Abuse | Domestic Abuse & Violence | Cheating | They have an affair | Pining | Minor Character Death | Single Parent Harry Styles | Slow Burn
Harry works as a waiter and pie baker at a diner, and is trapped in an unhappy marriage to his abusive alpha. When he falls pregnant, things become more complicated. And then he starts having an affair with his doctor, which doesn’t really help the situation either.
Louis has just moved to a new town with his omega, when he suddenly finds himself taking on a whole lot of new patients at the practice he works at. And then he starts having an affair with one of said patients.
A story about surviving dark times and finding purpose, romantic and platonic love, and pie.
🥧 1 🥧 2 🥧 3 🥧 4 🥧 5 🥧 6 🥧
The caption from the photographer - every man really is instantly bewitched, bothered, and bewildered by Louis, amirite?
No, this photographer was in love with him.
Louis for Flaunt Magazine photographed by Dean Isidro

