Most days I wake up with a pain in my chest. There are thoughts that I can't put to rest. There's a worry that I can't place. Most nights I am restless and quiet, won't come. So I lay there and wait for the Sun, there's a trouble that won't show its face.
Holiday abriu as portas de entrada do colégio e respirou fundo. Mais uma segunda-feira, mais uma manhã mau-humorada por ter ficado até tarde editando vídeos para o canal de sua família. Quando chegou em seu armário, sujo e empoeirado como era de se esperar numa escola naquela situação, ela se pegou num momento um tanto chato de se passar: esquecera a senha do mesmo. Não tinha culpa, afinal, estavam ali há pouco tempo e mal havia decorado o seu da Armstrong ainda, quem dera aquele provisório. ❛ Como faço para lembrar a senha disso? ❜ Reclamou para a primeira pessoa que passara em sua frente.
Andar pelos corredores com o nariz vermelho por causa dos espirros tornou-se algo comum para Fritz. Mal podia esperar pelas férias, mesmo que isso significasse que precisava passar pelas provas do final do ano, valia a pena. Sua caminhada para um daqueles bebedouros nojentos foi interrompida quando a garota lhe parou, fazendo-o franzir o cenho ao encarar o armário. ' —— O quê? O seu a tranca funciona? O meu não funciona! Já veio quebrado, achava que o de todo mundo tava assim.'
—💲 – @thejinwxx and fritz go to the mall together to shop for presents.
Pela primeira vez em meses, Fritz estava há uma semana sem carregar machucados. Fosse de brigas do colégio ou as repreensões do pai. Seu sorriso largo entregava o quão animado tinha ficado com a ideia de comprar os presentes para as crianças mais carentes da congregação que o pai administrava; todos os anos esse era seu dever e a cada oportunidade, parecia adorar ainda mais fazer isso. Dessa vez, para melhorar, não estava sozinho. A companhia de Jin, de certa forma, deixava tudo ainda melhor. ' —— Obrigado por concordar em vir comigo comprar as coisas das crianças.' sorriu para o amigo, batendo de leve o cotovelo no braço dele. ' —— Temos um cartão platinum e não precisamos comprar coisas apenas pros pequenos, podemos comprar pra gente também. As férias estão chegando, a gente precisa de coisas novas pra nos distrair, não?'
Junto com as férias da escola também vinha o natal, feriado favorito de Fritz. Embora não fizesse parte do clube de voluntariado, naquela época fazia questão de ajudar comprando alguns presentes para quando os estudantes fossem entregar nos orfanatos, terem uma quantidade maior. Dessa vez, porém, além de comprar os brinquedos acabou tentando se oferecer para embrulhar, o que foi uma péssima decisão. Havia muitas caixas e muitos papéis para se usar, não terminaria aquilo na tarde. Não sem ajuda. Foi por isso que acabou procurando Alexia, a garota fazia parte do clube de voluntariado então entenderia a necessidade da atividade. ' —— Hey, Coleman! Eu achei que dava conta de embrulhar todos os presentes que vocês vão levar pro orfanato no final de semana, mas pelo visto não vou conseguir. Se importa de me ajudar?'
Moony divertia-se ao observar o pequeno monólogo de insatisfação que era feito pelo rapaz, precisando segurar o riso para não acabar soando grosseira e, ao fim, rolou os olhos diante de tudo aquilo. “You’re such a drama queen, God! Não pode estar tão ruim assim!” Desencostou-se da parede para aproximar-se mais, enfiando-se no espaço que existia entre o corpo de Fritz e o armário, e imediatamente, uma careta fora esboçada pela loira ao verificar que ele realmente estava falando sério. “Ok… Talvez esteja ruim mesmo.” Murmurou, por fim, dando um passo para o lado e voltando a atenção para ele. “Bem, eu meio que não trago muitos livros para o colégio, então, ainda nem cheguei a abrir meu armário…” Dera de ombros, tendo uma ideia logo em seguida. “Quer ir dar uma olhada nele? Se ele estiver em condições melhores, não me importo de trocar com você.”
Não é que estivesse fazendo drama, talvez apenas exagerando um pouquinho, mas qualquer coisa empoeirada já fazia seu nariz estranhar, então sim, iria reclamar com todas as forças sobre aquela escola. ' —— Meus livros vão virar comida de traças ou aranhas se eu os colocar ali. E eu provavelmente iria morrer de espirrar quando fosse tirar.' acrescentou, erguendo as sobrancelhas quando a garota se aproximou para olhar. O sorriso que deu foi de triunfo quando realmente foi constatado que a situação ali não era a das melhores, bufando um riso baixo. ' —— Não trazer vai ser uma ótima ideia amanhã. E se algum professor reclamar, agora da pra culpar esses armários.' sorriu de maneira travessa, já fechando a porta de metal. ' —— Olha, eu vou aceitar. Não posso usar esse negocio, seria pedir pra parar no hospital.'
“O que aconteceu?“ perguntou em dúvida se aproximando do rapaz. “E você precisa chutar a pobrezinha? É tudo questão de jeito não?” Xavier olhou para a porta a estudando por um momento ate de tentar abrir com certo jeitinho, mas por fim deu uma risada fraca. “Um jeito que acho que não tenho também”
Se fosse dar a volta na escola para entrar pela parte da frente, não só perderia o horário de tolerância para entrar na sala de aula como também com certeza acabaria na detenção. Não valia a pena, então. ' —— Eu estou atrasado e essa droga não abre, ela não merece jeitinho algum.' reclamou. A esperança que tinha do rapaz conseguir abrir a porta, logo se esvaiu. Soltando um suspiro pesado, Fritz apenas desistiu. Entraria na próxima aula, teria um tempo livre e não chegaria atrasado na próxima, pelo menos. ' —— Esse inferno de escola tá caindo aos pedaços, como eles puderam nos colocar aqui? Não é que você ou eu não tenhamos jeitinho. É só que essa coisa já passou do tempo de ir pro lixo.'
Uma das melhores épocas do ano começava e com isso vinha a ideia de juntar com geral para fazer comidas e muitas outras coisas. Naquela tardinha ela combinou com Fritz de tentar ajeitar a festa de natal e consequentemente se deliciar com algumas comidas da ocasião “Ah, oi, relaxa, to aqui a pouco tempo” falou esfregando as mãos entrando na casa para poder tirar o casaco. “Olha, tenho que te confessar outra, eu também não sei fazer….” brincou dobrando e colocando no braço. Seus olhos miraram na casa por um momento com um sorriso “Mas por mim eu super topo tentar fazer. Mas e ai? Como estão as duas monstrinhas? Voltaram a sumir?”
O ar frio do lado de fora da casa lhe deixou com uma careta na face, Mary Alice tinha enfrentado aquilo e agora, bem, precisariam dar um jeito de fazer os cookies. A garota não podia dar uma viagem perdida. Fritz abriu o pequeno armário de casacos no corredor e esticou a mão, um pedido silencioso para que a vestimenta fosse lhe passada para que pendurasse ali. ' —— Merda... o que pode dar errado, não é?' soltou um riso baixo, mas nervoso. Agora estava começando a lamentar ter liberado os cozinheiros, eles seriam de grande ajuda. Com a menção das irmãs, subiu o olhar para a escada, não queria ter que lidar com as crianças quando já via-se preocupado sobre conseguirem ou não assar os biscoitos, mas sabia que, em algum momento, as meninas apareceriam. ' —— Estão lá em cima...' voltou a olhar a colega, balançando a cabeça para os lados em negação. ' —— Desde aquele dia elas não fizeram nada. Contei pra minha mãe quando ela chegou e as duas levaram uma bela bronca, quando esquecerem o quão ruim foi o castigo, vão fazer de novo.'
Angel caminhou lentamente até um dos bebedores posicionados no corredor -- um dos únicos que funcionavam -- e suspirou ao observar que outra pessoa havia entrado em sua frente, o que significava que precisaria esperar por sua vez. Não que realmente se importasse, já que poderia usar aquilo como uma desculpa para se manter longe das aulas de física. Entretanto, impaciente como era, murmurou: “Olha, eu sei que ‘tá tudo uma droga e que esse lugar é péssimo, mas eu estou com sede. ‘Cê vai pegar água, ou eu posso entrar na sua frente?”.
Fritz não conseguiu esconder a expressão de desgosto ao ouvi-la, o cenho franzido dividindo um pouco o olhar entre o bebedouro e a estudante. ‘ ---- Você vai mesmo beber disso aí?’ perguntou com uma pitada de incredulidade em seu tom. Não gostava de perceber ali naquele ambiente que tinha se tornado uma pessoa tão ligada a detalhes mínimos, enquanto talvez outras pessoas chamassem aquilo de ser mimado, Fritz afirmaria que, na realidade, só estava mesmo pensando na higiene. Ou a falta dela, neste caso. ‘ ---- Porque sério, essa merda deve nem ser mineral.’ completou, dando um passo para o lado para abrir espaço.
Gênero: Essa é uma questão complicada para Fritz responder, ele dirá cisgênero masculino, porém seu interior discorda firmemente disso. Embora ainda não tenha chegado a um entendimento consigo, é non-binary, genderfluid. Mas por causa da criação que obteve, para chegar nesse grau de assumir quem realmente é, vai demorar.
Pronomes: Atualmente, ele/dele.
Orientação sexual e romântica: Polypansexual; polydemiromantic.
Pais: Lorenzo e Ella Brouwer.
Irmãos: Nolla, sua irmã gêmea. Lily e Nikka, gêmeas de 4 anos.
Religião: Católico, embora não se sinta digno por questões acerca de sua sexualidade.
— RELATÓRIO ESCOLAR ;;
Ano: Senior.
Squad: Rebeldes.
Extracurriculares: Natação e clube de fotografia.
Melhor matéria: História.
Pior matéria: Química.
Bolsista: ( ) sim ( x ) não
Reprovou? ( ) sim ( x ) não
— HEADCANONS ;;
Filho do pastor do pastor de uma das igrejas mais influentes de San Diego com uma advogada que também trabalha para a igreja, um alemão e uma holandesa.
Cresceu frequentando a igreja que o pai dirige mas na adolescência se afastou um pouco. Ainda frequenta os cultos, mas apenas nos domingos.
Tem três irmãs, uma gêmea consigo e duas mais novas, também gêmeas, mas com 4 anos.
Apesar de sua família ter uma boa grana, Fritz trabalha no Sea World nos finais de semana, feriados ou eventos, trabalha com fotografia.
Por causa da criação que obteve e que ainda tem, por causa dos costumes, Fritz renega toda e qualquer dúvida que possa ter sobre sua sexualidade ou pior, seu gênero. Não importa onde seus desejos o levem, Fritz sempre achará que é um pecado quando a pega pensando em outros tipos de roupas, calçados ou qualquer coisa que não seja considerada "masculino".
Tem medo de aranhas e de cachorros, mas tem um gatinho chamado Poppy.
Adora fotografia, anda pra cima e pra baixo com uma câmera pendurada no pescoço.
Tem um instagram onde posta fotos nsfw suas e de pessoas que se voluntariam para isso, são fotos artísticas.
Só namorou duas vezes, duas garotas. A primeira foi da igreja, mas a segunda é do colégio.
Fazia parte da equipe de natação, era do squad dos atletas, mas acabou se afastando da equipe, se envolveu com algumas coisas ilícitas e atualmente é um rebelde.
Tem tatuagens nos braços e no peito, seus pais até hoje não sabem pois sempre esconde com camisas e jaquetas. Eles também não sabem que Fritz bebe e fuma.
A temporada de invernou começava e, junto com ela, vinha o período favorito de Fritz: o natal. As atividades em San Diego podiam não ser tantas em torno disso, mas as que tinham? Fritz encontrava. O shopping perto daquele inferno de escola estava realizando a abertura da pista de patinação no gelo, e, como de costume, o loiro queria ser um dos primeiros a pisar no local. Gostava de patinar, embora mais parecesse um pato desengonçado com o mínimo de coordenação possível para um ser um humano. Isso não lhe parava, porém. ' —— Merda, os meses voaram! O shopping já tá abrindo a pista, você viu?'
' —— Ninguém avisou a direção que o Halloween já passou?' franziu o cenho enquanto olhava para dentro do armário. Não iria colocar seus pertences ali dentro. ' —— A quantidade de teias de aranhas nesse lugar só parecem ser aceitáveis se eles ainda pensam que a gente gosta da decoração do Halloween, porque caramba!' reclamava para @mowny, mesmo que soubesse que não havia muito o que a garota pudesse fazer. ' —— Seu armário estava mais limpo? Porque olha a merda do estado do meu. Não dá pra guardar nada.' fez um sinal com a cabeça para o local, subindo o cotovelo para proteger o nariz e abafar um espirro. Seu nariz estava vermelho de tanto espirrar.
— 🍪 – @babysharkbr and fritz bake cookies together.
Por não estar acostumado a convidar amigos para a mansão, os seguranças estranharam quando Fritz alertou que teria um convidado; os cozinheiros lhe olharam com desconfiança quando disse que estavam livres pois usaria a cozinha e, para completar, as irmãs começaram a pegar no pé. As duas crianças eram adoráveis, mas gostavam de lhe perturbar. Assim que olhou no relógio e viu a hora, Fritz pegou as duas crianças no colo antes que pudessem correr para a porta, ignorando os risos e os comentários travessos das menininhas, as levou correndo escada acima para o quarto; a babá das gêmeas estava guardando os brinquedos do chão então o loirinho pediu que não as deixasse irem perturbar na cozinha. Depois de dar um beijo nas bochechas gordinhas e ainda ganhar outra onda de provocações das menores, saiu dali há tempo de ouvir a campainha tocar. Voltou a correr, mas dessa vez para abrir a porta. ' —— Ei, desculpa. Estava tocando há algum tempo? Estamos sozinhos aqui, então como não ouvi… bem, urgh, entra, Mary, foi mal.’ suspirou. Era por isso que não tinha amigos próximos, tirando Jin. Costumava ser uma pessoa estranha. ' —— Okay, eu tenho que confessar uma coisa… eu não sei cozinhar. Quando me prontifiquei a cozinhar os cookies pra reunião pra falarmos da festa de Natal, eu queria dizer que ia comprar... mas já que acabamos como duplas, vamos tentar fazer do zero? Mas… se a gente seguir as receitas da Internet, não tem erro, né?’
Os bebedouros de metais pareciam… anti-higiênicos. A garrafinha vazia em mãos foi o que lhe impulsionou a procurar algum lugar para encher, mas ao se separar com aquele desastre? Fritz sentiu uma pitada de receio. ’ —— Parece um inferno esse lugar.’ reclamou. Cada vez que achava que não podia ficar pior, algo assim acontecia. ’ —— Você acha que isso foi limpo recentemente? Porque todo mundo coloca a boca perto disso.’ estava odiando a mudança, mal podia esperar para as férias. @angelmre
Se dentro da Armstrong, Victoria conseguia andar de olhos fechados e chegar no lugar exato que pretendia, ali ela não fazia ideia de onde estava. Passava os olhos pelo ambiente ao redor, tentando se localizar, mas não havia nenhuma placa que indicava se estava próxima da sala desejava ou não. Poderia pedir ajuda para alguém, mas seu celular estava sem sinal e dentro do colégio não tinha wifi. Parou em meio ao corredor vazio e procurou respirar fundo para não surtar por estar perdida. Fora nesse momento que ela enxergou um vulto de algum outro aluno passando para o outro lado do pátio e correu na direção deste para tentar acompanhá-lo. “Me espera!” Gritou, ouvindo o eco de sua própria voz ressoar por ali. Parecia um filme de terror, mas pelo menos chamou a atenção da pessoa. “Eu não sei onde eu estou! Posso ir para a aula com você? Não importa qual seja!”
Um dia repleto de frustração, já deveria ter previsto que seria assim. Chegou com atraso por causa da nova distância de casa para a escola, não sabia qual o horário e, agora que o tinha em mãos, não fazia ideia de para onde ir. Sua irritação teve uma breve pausa quando percebeu que não era o único com a expressão perdida, havia outros alunos também e a prova disso foi a voz de Victoria, agitada ao ponto de ser algo incomum. ' —— É claro, você tem...' o olhar caiu para o papel para ver qual a aula do momento antes de subir para encarar a mais nova. ' ——... sociologia agora? Ou vai assistir uma aleatória mesmo assim? Se acharmos a sala. Porque eu também não faço ideia de como me guia nessa merda de lugar.'
hamilton não estava em armostrong nem seis meses quando o incêndio aconteceu. era óbvio que devido ao currículo de tragédias e mau comportamento do menino, os pais tinham certeza que ele estava envolvido no incêndio -o que não era verdade. os progenitores deram uma boa quantia em dinheiro, para ajudar a reconstruir a escola, devido a desconfiança no filho. o engraçado em tudo isso, para ele, é que os alunos foram parar exatamente no prêdio em que hamilton mais gostava de invadir para pixar alguma coisa, e boa parte das escritas na parede era dele. ele fitava uma das frases em branco na parede quando sentiu uma presença ao seu lado. arrumando uma parte da franja enorme que caia nos olhos azuis, ele fitou a pessoa, o sorriso ladino enfeitando seus lábios ❝ eles podem nos punir por vandalizar um prêdio em pedaços? o próprio prêdio já é uma punição, pode ficar pior que isso? ❞
Não queria tocar me nada, encostar em qualquer superfície já lhe deixava com uma agonia tremenda. Fritz andava pelos corredores com as mãos dentro dos bolsos do paletó do uniforme, os olhos azuis vagando pelo ambiente carregando uma certa sombra de julgamento. Que prédio horrendo. Com tanto dinheiro, não era possível que os administradores do Armstrong não tivessem dinheiro para alugar um prédio melhor do que aquele. Nem seria tão difícil! As paredes pichadas eram o que menos lhe incomodava, a poeira certamente era o que estava no topo da sua inquietação. O nariz vermelho por causa disso — de tanto espirrar e coçar — tinha rendido algumas brincadeiras para os amigos que lhe apelidaram Rudolph, a rena. Então, para evitar as brincadeiras, caminhava sozinho. A distração que tinha foi tentar descobrir o que estava escrito nas paredes. ' —— Acho que não? Quer dizer, se ninguém pegar no flagra ou não chegarem a ver que a tinta é fresca, acho que não saberiam que alguém começou a pichar aqui depois de entrarmos.'
a mente assimilava as palavras no papel com uma precisão espantosa, de modo que memorizar não se via como um empecilho. transmitir a emoção certa, entretanto, poderia se mostrar um desafio, vez que o personagem a ser interpretado possuía aura completamente oposta a sua.
o script fora escondido atrás das costas, seguro entre dedos tensos. uma respiração, duas, e os olhos fecharam. quando abertos, já não ostentavam brilho familiar, a não ser uma energia delicadamente sombria.
A merda do horário podia ter o número da sala ao lado de casa matéria, mas quem disse que Fritz conseguia encontrar as salas corretas? Quando colocava um número em mente e dava alguns passos, simplesmente se distraía com a novidade da infraestrutura horrenda da escola atual. O TDAH não ajudava em nada a sua adaptação àquela escola nova. Os corredores do AIE já eram tão conhecidos por si que os pés iam no automático quando precisava chegar em algum lugar. Ali? Estava enfrentando uma barra e tanto. Sua caminhada irritada foi interrompida abruptamente quando viu Muller. As bochechas de Fritz aqueceram tão rápido que um pequeno suspiro confuso lhe escapou. Bem, essa é nova. Não tinha se assustado com a interrupção abrupta, o rubor não foi por causa disso mas sim... pela forma de tratamento. Os olhos azuis foram arregalados ao perceber que o leve acelerar do coração e aquela súbita inquietação no estômago era a reposta rápida de seu corpo alertando-lhe que gostou da merda do tratamento. O que era errado. Seu conflito interno provavelmente durou meros segundos, mas, para si, a realização pareceu demorar mais do que isso. Limpou a garganta com um pigarro, franzindo o cenho para tentar recuperar a compostura. ' —— O quê? Vai dizer que não tá ficando perdido nessa nova configuração de salas?'
Estava bem absorto no livro que lia, escutando tudo muito ao longe. Tinha desligado o aparelho desde que algum som alto tinha lhe causado dor e nem estava afim de interagir muito, era muito ruim ser o aluno novo, já não estava muito feliz em ter que mudar para o Armstrong e agora que tudo aconteceu, do incêndio e a relutância das mães de o colocarem de volta no Ocean View, seu humor não era dos melhores. Sua distração não o fez perceber quem tinha se aproximado e só virou ao ver que falavam consigo, ao menos aparentava, ajustado o aparelho enquanto tentava ler os lábios alheiros, entretanto perdera-se no assunto. “Desculpa, eu não consegui pescar nada do que você disse direito… Pode repetir, ou não era comigo?”
Se dependesse de si, Friedrich iria gritar aos quatro ventos que odiava química. Quase toda a sua irritação no colégio era devido a algo relacionado à matéria. Bem, na maioria das vezes. Como se isso não bastasse, com a troca de escola por causa do incêndio, o horário desajustado por causa da nova distância de casa para o local atual, estava chegando atrasado nos últimos dias. Perdeu completamente a chance de escolher uma dupla antes e a maioria dos conhecidos que Fritz estava disposto a formar uma equipe, já tinha se ocupado; o resto das pessoas, o loiro não suportava. Não todos. Jasper... ainda não tinha nada contra esse. Foi por isso que rumou até o rapaz quando o viu, a canhota apertava a alça da mochila pendurada em um ombro apenas enquanto suspirava antes de repetir a pergunta. Tinha falado tão baixo assim? ' —— Era contigo sim. Estava querendo saber se você já tem dupla pro trabalho de química? Eu sou Fritz, temos essa aula juntos.'