David Fonseca sings "Have Yourself A Merry Little Christmas"
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@fuckyeahlittledavidboy
David Fonseca sings "Have Yourself A Merry Little Christmas"
David Fonseca - Ela Gosta De Mim Assim
“A olhar para o meu arquivo de fotografias tiradas em película, dou por mim a viajar nas noções do tempo e como é tão relativa a noção que temos dele. Nunca os tempos foram tão velozes como os que vivemos, com acesso a tudo o que possamos imaginar, milhões de canções e filmes na ponta dos dedos, fotos que deslizam à velocidade dos nossos dedos nos ecrãs, todo o tipo de informação que possamos imaginar à distância de um clique. No entanto, tudo parece ter menos peso e significado do que quando a informação era parca. O excesso de informação é de tal ordem que é difícil distinguir o trigo do joio, de achar as agulhas neste gigantesco palheiro virtual, de ir ao encontro de algo verdadeiramente surpreendente e que nos possa dizer algo de novo.
Hoje somos todos alvo de sondagens e avaliações de forma a consumirmos aquilo o nosso perfil indicia, traçam tendências de consumo, de gosto, antecipam as nossas vontades de forma a que não sobressaltemos o mercado. Nos dias de hoje está tudo ao nosso alcance, mas é cada vez mais difícil fugir ao que alguém já traçou para nós numa folha estatística de excell num escritório longínquo. Só assim se compreende a quantidade absurda de formatação tão desinteressante e quadradona que abrange todas as áreas artísticas, geralmente ligadas por uma espécie de menor denominador comum que possa juntar o máximo número de pessoas à sua volta. Não temos tempo para quase nada neste mundo moderno, e por isso questionamos menos o que nos vem parar às mãos. Somos diversos, velozes, somos todos muito modernos e informados, mas não me parece que estejamos necessariamente mais despertos para aquilo que nos possa dizer algo que ainda não sabemos, algo que seja efectivamente diferente do nosso mundo rotineiro. A novidade de qualquer proposta mais estranha iria contra o nosso perfil de consumo imediato e, pior do que isso, demoraria muito mais tempo a compreender do que a primeira vulgaridade que nos atirassem à cara. E o tempo, esse, parece escassear sempre nesta concepção de sociedade moderna.
É assim que, ao invés de aprendermos algo novo, repetimos as mesmas tendências e direcções que os algoritmos das redes permitem todos os dias, concordamos com quem concorda connosco e não ouvimos quem ousa pensar diferente. Não me admira que este novo mundo seja pautado por frases feitas e uma série de preconceitos e extremismos ainda mais acentuados do que seria expectável num mundo de tanta informação.
Talvez por isso tenha de refugiar-me em sítios que nenhum director de estatísticas poderia adivinhar, como as fotografias analógicas de há 3 anos em provas de contacto reais, um disco do Nick Drake de 1972 que já tocava antes de eu ter nascido, conduzir sem destino e sem qualquer conselho de apps trendy ou revista da moda.
Às vezes é mesmo preciso desligar para saber quem é que mora dentro de nós.”
Chama-me que eu vou [x]
H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U H O J E E U N Ã O S O U
C H A M A - M E Q U E E U V O U C H A M A - M E Q U E E U V O U C H A M A - M E Q U E E U V O U C H A M A - M E Q U E E U V O U C H A M A - M E Q U E E U V O U
S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O S E M A V I S O
F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U F U T U R O E U
Daqui a pouco, a brincar aos clássicos com a Orquestra de Jazz de Leiria. [x]
"I’m singing in the rain Just singing in the rain What a glorious feeling I’m happy again."
[x]
Segunda-feira, não me faças rir. [x]
Depois de um ano intenso de concertos, David Fonseca prepara surpresas, que garante ainda estarem no segredo dos deuses. Mas trai-se ao revelar: “Antes das canções serem de todos, saboreio-as enquanto são só minhas.” Ficamos ansiosamente à espera.
“O difícil não foi calçar os sapatos, mas andar neles. Como é possível conseguir equilíbrio em cima de saltos como estes? Mas, além da dificuldade óbvia em caminhar, consegui adivinhar a pressão que o mundo moderno exerce sobre as mulheres para pertencerem a um epíteto de beleza definido por marcas e retocadores profissionais de Photoshop. Essas imagens de sofisticação falsa e construída acabam por definir padrões inalcançáveis, geram insegurança em lugar de projetarem a verdadeira força e beleza de ser uma mulher. Beleza por vezes distorcida na superficialidade de códigos em que é transposta no mundo publicitário.
Se as mães têm culpa do machismo dos filhos? O que me parece é que a sua superproteção pode gerar a ideia da mulher como uma subordinada, o que na vida adulta se transforma numa espécie de machismo, mesmo que ocultado nos pequenos pormenores (e não serão sempre esses os mais reveladores da essência de cada um?). Tive a sorte de não ter sido superprotegido, e os meus pais sempre tiveram uma relação de igualdade e respeito. E como o exemplo é que conta...
Aceitei calçar estes sapatos como uma bandeira de protesto contra a violência doméstica. Parece-me irreal que estas situações continuem a suceder-se em Portugal, mas os números traduzem bem a gravidade do problema. É perturbante perceber que o mundo que vive à velocidade da Internet e do último grito da tecnologia é o mesmo que ainda alberga comportamentos bárbaros destes. É por isso importante que a informação e legislação sejam exigentes e possam trazer à tona quem ainda vive nas trevas.
Saindo de portas, não posso deixar de falar no tráfico de mulheres, uma das violações mais atrozes dos direitos da mulher, dos direitos humanos. A exploração da miséria, do desespero, da esperança numa vida melhor transformada num negócio sem escrúpulos, com a cumplicidade e silêncio de todas as pessoas envolvidas, é inqualificável.
[x]
David Fonseca
Photo | Gonçalo F Santos
Na foto, os meus ajudantes na preguiça do Domingo [x]
Melhor que um livro, só MUITOS livros.
E não há inovação digital que me faça mudar de ideias, para quê mexer num objecto que já é perfeito? [x]
Bluebird, Charles Bukowski there’s a bluebird in my heart that wants to get out but I’m too tough for him, I say, stay in there, I’m not going to let anybody see you. there’s a bluebird in my heart that wants to get out but I pour whiskey on him and inhale cigarette smoke and the whores and the bartenders and the grocery clerks never know that he’s in there. there’s a bluebird in my heart that wants to get out but I’m too tough for him, I say, stay down, do you want to mess me up? you want to screw up the works? you want to blow my book sales in Europe? there’s a bluebird in my heart that wants to get out but I’m too clever, I only let him out at night sometimes when everybody’s asleep. I say, I know that you’re there, so don’t be sad. then I put him back, but he’s singing a little in there, I haven’t quite let him die and we sleep together like that with our secret pact and it’s nice enough to make a man weep, but I don’t weep, do you?
"Enquanto o resto dos miúdos sonhava em ser o Super-Homem, já eu personificava intensamente o Clark Kent. #nerdforever" [x]