Petya foi informado da chegada dos Shadowhunters a quem daria o depoimento sobre o acontecido. Por isso se dirigiu a uma das salas que Guilhermo já tinha dado permissão para usar, e os outros estavam impedidos pela palavra do líder a se aproximar do local. Duvidava que alguém ousa-se desobedecer Guilhermo. - Primeiro sentem-se e me desculpem por não ter nada para oferece-los. - ele apontou os sofás dispostos tomando assento a uma poltrona, e esperando que ambos os shadowhunters fizessem o mesmo. - Eu estava indo fazer uma visita, sempre a faço quase todos os meses aos descendentes de minha família quando percebia que alguém me seguia.- ele fez uma pausa medindo as próximas palavras que usaria, era um terreno perigoso onde iria pisar.
Acusar um shadowhunter sem saber um nome era algo bastante complicado e até mesmo ele sabia disso. - Não era qualquer pessoa no entanto, e nem um mundano, era um shadowhunter e estava preparado para me capturar.- ele ainda não entendia o motivo mas sabia que tinha haver com o fato de estar protegendo aquele lugar. - Eu vi as marcas nas mãos e nos braços mas ele usava um capuz sobre o rosto.- disse por fim, talvez conseguisse identificar pela voz ou pelo cheiro, era tudo o que tinha até então.
🗡️ - Meu lugar é aonde eu quiser e eu não lembro de ter perguntado a sua opinião sobre isso. - Falou séria, enquanto caminhava ao lado do homem, não se importava mais com o quanto ele a subestimava, nem por isso deixaria de responder e esfregar na cara dele o quão boa era. - Penso bem pouco mesmo, já que na maior parte do tempo age como um troglodita sem cérebro, além de machista claro. - Deu de ombros, passando uma mão pelos cabelos. - Por isso nunca acha uma namorada, nenhuma garota iria te suportar, não importa o quão bonito seja. - A loira falou enquanto caminhava ao lado dele. - Não fale comigo como se eu fosse a estúpida entre nós, é você que acha que mulheres se resumem a uma buceta para foder e uma empregada que pessoas como você fingem chamar de esposa. - Falou apenas para o irritar, entrando junto dele. - Algo que eu não vou ser.
🗡️ - Tenho boas lembranças desse lugar. - A loira comentou apenas para irritar o seu irmão, então sorriu para Petya. - Olá Petya, bom ver que já está melhor. - Falou calma, o conhecia por conta das vezes em que dormira com Guilhermo, fosse as de anos atrás, ou a recente visita que fizera ao líder dos vampiros, sempre dizia que aquilo não aconteceria de novo, mas acabava por cair em tentação. - Você pode ignorar meu irmão se quiser, já que ele provavelmente vai ser um babaca durante todo o tempo. - Ela deu de ombros, como se não estivesse falando nada demais e se voltou para o vampiro. - Qual era a altura dele? Consegue se lembrar de qualquer detalhe? Petya tudo o que você lembrar pode ajudar a identificar esse shadowhunter, você acha que era um homem?
⚔ ‘゚ Como ele podia aguentar a irmã mais nova era um mistério que ele nunca ia conseguir desvendar. Mas ele infelizmente tinha que admitir que para interrogatórios não violentos, ele era péssimo. Gostava de segurar as pessoas pela gola da blusa e obrigar a verdade sair para fora do corpo do interrogado. Agora não podia fazer aquilo, principalmente porque aquele vampiro ali estava para apontar um shadowhunter que tinha feito aquilo. Ele ouviu o que o vampiro tinha a dizer, decorando todas as informações possíveis.
⚔ ‘゚ Andrey permanecia em pé, de braços cruzados, então ele tinha visto runas, mas ainda usava um capuz que impedia que visse quem era. - Você consegue lembrar das runas? - ele perguntou, encarando. Cada shadowhunter tinha uma escolha para cada runa. Quanto mais próximo do peito, mais forte o poder da runa. A localização de cada runa era quase como uma digital única para cada shadowhunter. - Pode apontar pra algumas runas nossas ou tentar desenhar. - ele disse, tentando achar uma solução.
⚔ ‘゚ Apesar de querer realmente ir embora dali, nem que fosse para largar a irmã mais nova ali, mas iria para casa com o dever cumprido. Queria tanto sair daquele lugar que fedia à vampiro, ainda mais achar esse tal caçador que estava fazendo as coisas fora das regras. Odiava muito as pessoas que saíam da regra, achava que a irmã era uma das que saía da regra, passando as noites naquela caralha... Que os anjos o ajudassem a dar um jeito na mais nova.