deixando aqui as locks que eu fiz e quero desocupar do meu celular
Sweet Seals For You, Always
almost home
tumblr dot com
cherry valley forever
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
Interview Vampire Daily

@theartofmadeline

pixel skylines
untitled
The Stonewall Inn
Mike Driver

Kiana Khansmith
sheepfilms
★
Not today Justin
macklin celebrini has autism

ellievsbear
Cosmic Funnies
Lint Roller? I Barely Know Her

bliss lane

seen from Japan

seen from Brazil
seen from United States

seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia

seen from Argentina

seen from United States
seen from United States

seen from Indonesia
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from Colombia

seen from United States
seen from India
seen from Brazil
seen from United States
@fvckingtired
deixando aqui as locks que eu fiz e quero desocupar do meu celular
+ me sinto sufocada, com falta de ar o tempo todo, tô sempre respirando tão fundo pra tentar passar essa sensação de falta de ar e pra ver se tira um pouco da dor que eu sinto dentro de mim. tudo dentro de mim dói muito, eu sinto dores no estômago por não comer e quando como tbm dói muito, sinto um aperto no peito como se todo o peso do mundo estivesse dentro de mim. não aguento mais me sentir assim, não quero mais viver desse jeito e também não tenho forças pra lutar contra essa maré, sinto que meu fim tá cada vez mais próximo e não tem nada que possam fazer pra evitar. meu maior sonho é saber como é viver sem depressão, já que faz tanto tempo que vivo assim que esqueci como é ter um cérebro saudável, sem pensar em suicídio a todo instante. ao mesmo tempo que esses 11 anos tenham passado rápido também passou tão devagar, que cada segundo parece uma eternidade com toda essa dor e sofrimento. eu queria conseguir desabafar sobre tudo que eu sinto na terapia, mas parece que só consigo quando tô irritada mas nem isso eu consigo mais, só fico em silêncio e olhando pra ela com o olhar mais triste que eu tenho, já que não consigo falar sobre nada por estar triste demais. sinto que nem a minha psicóloga deve gostar de me atender, já que eu sou uma paciente que mal consegue falar sobre a sessão, que se ela não falar a gente não sai do lugar, e às vezes nem com ela falando a gente consegue sair. eu queria ter coragem de parar com a terapia, porque eu vejo que só to sendo uma despesa desnecessária pros meus pais, mas não tenho coragem de falar sobre isso com ela por sentir que estaria decepcionando ela, já que nem por um momento eu penso em mim. eu me vejo como um ser inútil incapaz inferior e fracassada em comparação a outras pessoas, sinto que sou a pessoa mais inútil do mundo e que eu não deveria existir, só atrapalho a vida dos meus pais e faço eles gastarem muito dinheiro com terapia, psiquiatra, remédios e faculdade que eu nem aprendo nada. lembro que escolhi essa faculdade por ter gostado de trabalhar no rh na época de jovem aprendiz mas com o tempo passei a odiar estudar, não tenho assistido às aulas ao vivo com os professores e nem tenho estudado, nem uma vez na semana, eu só faço os trabalhos com a ajuda do chat gpt e rezo pros professores não descobrirem que uso inteligência artificial pra elaborar as respostas dos trabalhos, torço pra nota dos trabalhos serem o suficiente pra passar já que se depender das provas eu não passaria. eu faço as provas sem estudar e marco as questões da prova de acordo com uma coisa ou outra que eu sei ou aprendi enquanto trabalhava no rh, eu sou uma farsa até na faculdade, e a minha vida acadêmica e profissional faz eu sentir vontade de me matar logo, já que eu não aprendi nada na faculdade e depois que eu me formar não sei o que eu vou fazer da vida, já que não tenho mais nada pra fazer e nem que me interessa. não gosto de trabalhar, não sei como eu gostei de trabalhar sendo jovem aprendiz, mas eu lembro que na época eu amava o que eu fazia e amava as pessoas de lá e chorei muito quando saí, mas nos outros lugares que trabalhei foi diferente, em um eu não me dava bem com as pessoas e no outro eu não gostava do que eu fazia, não sei se era só por isso ou por ser emprego de carga de 8h por dia, mas eu sempre me sentia extremamente cansada quando chegava em casa, por ter que socializar e me esforçar fisicamente pro trabalho. sinceramente? não sei de nada, só sei que a minha mãe e outras pessoas me cobram sobre emprego por algum dia eu precisar me aposentar, mas sinceramente? não quero viver até lá, ela fala sempre que preciso trabalhar pra não depender dela e do meu pai pra sempre porque um dia eles vão morrer, mas eu queria morrer antes deles. eu nunca suportaria a dor de perder alguém próximo sendo que tenho uma depressão tão forte assim, sinto que eu morreria junto e sinceramente? eu queria, queria muito morrer agora mesmo sem saber o que tem do outro lado da vida, eu tenho medo mas não tenho mais aguentado viver, tudo tá tão pesado e cansativo, até digitar tudo isso tá sendo cansativo.
respirar está sendo cansativo, eu não tenho aguentado mais nada nessa vida, não sei mais o que escrever mas também não queria parar, porque no momento em que eu parar eu vou desmoronar e pensar em coisas ruins até conseguir dormir e eu evito isso a todo custo, por isso passo a madrugada toda no celular, tentando ocupar a minha cabeça com vídeos ou alguma coisa assim, apesar de não estar adiantando muito. eu só quero ter paz, nem que pra isso eu tenha que morrer.
esse texto é todo bagunçado, sem sentido, assim como a minha vida, mas eu só queria conseguir desabafar sobre tudo, então tudo bem.
eu nunca sei como começar a desabafar aqui, nem sei o que vai sair desse texto, eu tô aqui me forçando a escrever, não queria estar fazendo isso porque até o simples fato de pegar o celular e ficar digitando já me cansa fisicamente e mentalmente tbm. eu não queria estar aqui, porque isso significa que eu tô no fundo do poço de novo, e eu evito a todo custo escrever aqui porque não gosto de pensar em nada dessas coisas que eu venho sentindo. eu sinto um peso no meu peito, como se eu carregasse todo o peso do mundo nele, sinto um nó na garganta por não conseguir desabafar com ninguém, nem mesmo na terapia. não sinto vontade de falar com ninguém porque sinto que não me entenderiam, que não se importam comigo a esse ponto e que não saberiam como me ajudar, me sinto mais sozinha do que nunca, sem minha mãe, sem meus amigos, e por aí vai. eu não tenho dormido à noite, me sinto triste quando anoitece e as pessoas vão dormir porque o silêncio da minha mente fica me perturbando, eu fico sozinha sem conversar com ninguém, só eu e eu, e eu não gosto disso por ser o momento em que eu mais me sinto mal. eu não tenho mais conseguido fazer coisas extremamente simples do dia a dia que eu costumava fazer, coisas bobas que todo mundo faz, não consigo assistir nada, nem filme e nem série, não consigo mais ouvir música, nem ler os tweets do twitter e não tenho mais paciência pra vídeos nem de 30 segundos do tiktok, precisei desinstalar o instagram por ver tantas pessoas conquistando coisas como viagem internacional, casa, noivado, roles com amigos, praia, enquanto eu…. não levanto da cama pra nada. ultimamente tá sendo difícil comer, ir ao banheiro, tomar banho e escovar os dentes. não tenho feito minha higiene pessoal direito, mal escovo os dentes, custo a tomar banho, fico muito tempo embaixo do chuveiro, às vezes sentada no chão gelado, sem fazer nada além de chorar e respirar bem fundo. não sinto mais vontade de falar com os meus amigos, e quando falo eu minto pra eles dizendo que tô bem, porque tenho vergonha de dizer que eu tô mal pela depressão, sinto vergonha e ódio de mim por estar assim há mais de uma década, geralmente as pessoas tem depressão e conseguem manter uma rotina, conseguem sair dessa e ficar bem de novo, mas comigo nunca foi assim, parece que não importa o que eu faça eu sempre acabo voltando pra esse fundo do poço que fica cada vez mais fundo, não importa quantos remédios eu tome, eu continuo mal e tenho apenas fases momentâneas em que me sinto bem e depois volta tudo de novo. eu me sinto tão idiota por ter pensado que eu iria ficar bem sem a minha medicação, até porque se eu não consigo ficar bem nem medicada, imagina sem estar medicada. eu não vejo mais um futuro pra mim e me dói tanto falar isso, mas realmente não vejo, sinto que eu não tenho mais forças alguma pra lutar contra isso e que logo vou embora desse mundo, não vou vencer a depressão nunca, já aceitei que esse é o meu destino, não sei nem porque eu perco meu tempo tentando escrever, fazer terapia, ir em psiquiatra e tomar remédio, eu já sei que nunca vou melhorar mesmo e talvez eu nem queira mais, eu só quero descansar pra parar de sentir tudo que eu sinto, de ser um peso pros meus pais e de ser a amiga que tá sempre pesando o clima nos rolês, eu não consigo ser feliz e nem fingir ser, não consigo mais sair e ver meus amigos, nem falar com eles por mensagem eu consigo. sinto vontade de me machucar fisicamente o tempo todo, de me arranhar e me bater até essa dor que eu sinto dentro de mim passar, acho que só não tenho feito isso por sentir pena de mim mesma, por pensar que eu já me faço sofrer demais e não mereço ser castigada fisicamente também. eu tenho me sentido esgotada psicologicamente a ponto de não querer ninguém por perto, de ficar irritada só de ouvir a voz de alguém e querer gritar pra calarem a boca e falar todos os palavrões possíveis. +
não sei como começar escrevendo esse texto, não consigo colocar nenhum sentimento pra fora na terapia e nem fora dela, então minha última tentativa é escrever pra ver se consigo falar algo. me sinto cansada psicologicamente a maior parte do tempo, não me sinto feliz trabalhando mas também não me sinto feliz quando estou desempregada, não gosto de ser adulta e acho que nunca vou me acostumar com essa fase da vida, sinto vontade de não existir mais e penso que eu nunca deveria ter nascido. sinto um bloqueio muito grande dentro de mim que me deixa apática e me impede de colocar meus sentimentos pra fora, eu só queria conseguir falar sobre o que eu sinto e penso, mas ultimamente não sinto nada e só penso em como cansei de viver, em como não quero passar 40 anos da minha vida sendo infeliz trabalhando com coisas e pessoas que não gosto, penso que não quero ter que passar por experiências traumáticas da vida adulta como perder os pais, nem ter que me virar sozinha na vida. esse fim de semana eu perdi o meu tio e só consigo pensar que em algum momento isso vai acontecer com os meus pais e com outras pessoas próximas a mim. não suporto pensar na minha vida, não tenho suportado viver dessa forma e não sei o que fazer pra mudar isso, conversei com a minha mãe sobre como eu me sinto mas ela não sabe como me ajudar, sinto vontade de parar com a terapia por me sentir sempre frustrada por nunca conseguir falar sobre como eu me sinto, eu só queria conseguir sentir alguma coisa além de cansaço, indiferença, apatia e frustração. não sei mais o que fazer.
random icons 💕
please, like or reblog if you save
random icons 💕
please, like or reblog if you save
eu não sei o que te dizer, tenho medo de conversar contigo e a gente brigar, de certa forma não superei o que aconteceu no início do ano, infelizmente eu demoro pra superar momentos difíceis da minha vida. mas quero te dizer o quão chateada eu fiquei com você, eu não merecia você agindo dessa forma por uma simples brincadeira e sem me dar o benefício da dúvida. como pode você agir assim comigo tendo feito a mesma coisa comigo há algum tempo atrás? a gente tava flertando COM FOTO E VÍDEO e mesmo assim você me mandou print flertando com outra, qual o sentido de me cobrar por algo que você também fez? como pode achar ruim eu mencionar a minha ex que você não suporta sendo que você menciona o artur e eu não falo nada? não faz sentido algum. eu tô escrevendo isso só pra tirar do meu peito tudo de ruim que eu to sentindo, porque sinceramente eu tenho medo de infartar sim por não colocar meus sentimentos pra fora.
não sei o que escrever, só sei que vou explodir se eu não colocar isso pra fora. não vou escrever tudo muito bem pq só preciso desabafar, não consigo ser didática nesse momento de desespero. tô aqui deitada ouvindo músicas tristes e pensando em como a minha vida não tem sentido, tô com um aperto no peito e me sentindo um lixo por conta da situação mal resolvida com algumas pessoas, além disso não consigo dormir e nem comer, quando durmo eu durmo mal e fico deitada na cama o dia todo por não sentir vontade de levantar, não sei mais o que fazer pra conseguir pelo menos dormir e comer, parece que minha medicação me deixou pior e isso faz eu me sentir um rato de laboratório, me sinto exausta o tempo todo, tanto emocional quanto fisicamente, só penso em morrer e nem penso nas consequências, em como muita coisa mudaria se eu morresse ou tentasse me matar, eu só quero um alívio pra mim, me sentir bem outra vez, não aguento mais pagar caro em porra de psiquiatra que fica alterando meus remédios como se eu fosse um rato de laboratório. tô cansada de existir, não tenho propósito, quero me machucar o tempo todo por sentir ódio de mim, penso que sou um peso pra todo mundo, que só a minha mãe que gosta genuinamente de mim, não sei o que fazer, eu tô tão perdida que só penso no pior, não sei o que fazer pra me sentir melhor e motivada, parece que eu só piorei com esse remédio novo e isso me cansa pq eu nunca fico bem com remédio nenhum e eu já tomei tantos que nem sei de cabeça quantos foram, isso me faz pensar que o problema sou eu e que eu mereço esse sofrimento por não ser perfeita e por ser uma pessoa que erra constantemente, não me perdoei pelo erro com a * e nem superei a forma como acabou a minha amizade com a * então isso reforça cada vez mais meus esquemas de que eu sou o problema. que eu sou defeituosa, me odeio. quero que deus tire tudo isso de ruim de mim, mas eu penso: eu mereço? mereço ser feliz ou mereço ficar nesse sofrimento sem fim? eu não sou uma pessoa ruim, não desejo mal a ninguém, tento ser boa pra todos sempre, mesmo quando as pessoas não merecem, sou boa pra todos e me trato como um lixo, tô cansada disso, queria fazer algo pra mudar mas parece que nada é o suficiente pra mudar essa situação e isso me deixa num círculo vicioso em que eu não consigo nunca sair, deus por favor eu imploro sua ajuda, não aguento mais viver desse jeito me odiando, coloque uma luz no meu caminho por favor, alguém que me ajude com terapia, um médico que me ajude com medicação, amigos novos pra saírem comigo, não aguento mais ser solitária desse jeito, não sei o que fazer, to perdida tentando dar tiros no escuro na tentativa de acertar o alvo pelo menos uma única vez, que deus me dê forças e me ajude pq tudo que eu sinto vontade é de tomar a cartela inteira de remédios, misturar com álcool, me atirar de um lugar alto, me arranhar até sair sangue pra assim eu conseguir tirar essa dor no peito de mim, tô me esforçando tanto pra não fazer essas coisas e espero que deus esteja orgulhoso de mim por isso, não é fácil lutar contra a depressão, quase todos os dias ela consegue ser mais forte que eu e eu não consigo ter forças pra me livrar dela, eu juro que tento, eu me esforço, eu juro!!!!!! não consigo medir palavras pra descrever o quanto me sinto cansada, que deus tire todo esse sofrimento de mim. não sei se sou merecedora de sua bondade mas espero que sim, eu tento ser boa sempre então espero que eu mereça pelo menos um pouquinho de felicidade nessa vida, tira essa ansiedade e angústia de mim por favor!!!!! eu imploro, não tô aguentando mais, nem sei mais o que escrever mas tô insistindo pra ver se consigo tirar toda essa dor de dentro de mim pelo menos um pouco sabe? isso aqui é um texto sem pé nem cabeça de uma pessoa cansada de estar cansada, que tá exausta de lutar contra a depressão e cansada de se sentir angustiada, ansiosa, deprimida, triste, todo o tempo.
eu estou escrevendo essa carta em forma de desabafo e desespero por não saber o que fazer com a minha vida. desde o início do do ano eu venho tendo momentos ruins que me moldaram muito a ponto de eu não querer fazer mais nada na vida, eu tô o tempo todo ansiosa e com a sensação de que deveria estar fazendo alguma coisa importante da vida, mesmo sem saber o que eu quero fazer.
os acontecimentos desse ano que contribuíram pro meu desgaste emocional foi uma medicação errada que eu tomei por conta do psiquiatra, uma amizade ruim me assombrando até eu cortar laços, uma amiga especial indo pra outra cidade e um trabalho em que eu me sentia PÉSSIMA em estar lá. desde o início desse ano eu não quero mais estar viva, eu durmo até tarde e fico deitada quando acordo só pra não precisar encarar a vida fora da cama, apesar disso eu vivo em agonia por precisar ajudar a minha mãe com a recuperação da cirurgia dela, sendo que eu tô em um momento que eu não quero fazer nada, não quero nem mais fazer terapia, penso em pagar só mais um mês e parar de vez, eu preciso de socorro porque não sei como mudar essa situação.
23/5
Essa carta quero dedicar pra criança que eu fui e nunca foi acolhida e nem soube como tratar a si mesma e se defender. Primeiro acho que a gente não pode culpar nossos pais por isso, eles nunca tiveram tempo pra gente mas era por estarem se sacrificando o tempo todo pra dar pra gente o que a gente precisava na vida. Quero te pedir desculpas por ter sido alguém que nunca te defendeu, que nunca se impôs pra não sofrer na escola, eu nunca soube como te tratar bem e acabei fazendo você acreditar que era sua culpa e que você deveria ter vergonha de si mesma e de existir, não queria ter feito você acreditar nisso, mas com 6 anos eu não conseguia ter outro pensamento e eu não tinha o apoio de ninguém, então me desculpa por ter feito você acreditar em todos esses pensamentos menosprezantes que dizem que você não tem o direito de existir. Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente pra você sair dessa situação mais forte, ao invés de machucada. Você foi uma boa criança, sempre foi amada, sempre se comportou, só era teimosa às vezes mas sempre teve muito amor dentro de você, você sempre foi querida pela família e seus parentes, pelos amigos dos seus pais, não existia ninguém que não gostasse de você, então você pode se perdoar, se livrar de toda essa culpa que você carrega por se achar indesejada ao olhar dos outros, só Deus sabe o quanto você foi desejada pelos nossos pais, principalmente pela sua mãe, que antes de te ter, teve um aborto espontâneo, você é o milagre dela. Sei que é difícil superar tudo, mas você vai conseguir, eu tô aqui te apoiando sempre, agora você tem o suporte que você tanto precisava e eu sempre vou estar aqui por você. Obrigada por ser quem você é, eu sou grata por sua existência, espero que me perdoe e que possa seguir em frente comigo, amo você pra sempre.
você parece inteira mas eu sei que cada um que se foi levou um pedacinho de você
a verdade é que às vezes eu tenho uma vontade absurda de chorar. tudo o que eu guardei durante todos esses anos. todos os dias em que tive de ser forte, aparentar uma falsa felicidade, fruto de uma vida pesada que se alimenta da minha dor. a verdade? choro no quarto toda a noite. me falta ar e eu acho que a ansiedade um dia vai me levar. pra onde? não sei. espero que pra um lugar melhor, mais calmo, sem tantas palpitações. o problema da ansiedade é que ela me afasta de todos que eu amo. eu luto comigo mesmo pra não me afogar nos meus próprios pensamentos, pra conseguir fazer atividades simples como levantar da cama, dar uma volta na rua, ver gente, mas é tão difícil. e o mundo não me avisou que seria difícil assim. que haveriam dias quase impossíveis de serem vividos, dias de precisar da mãe vir até em casa pra me segurar no colo, dos melhores amigos me animando pelo telefone, dizendo que vai ficar tudo bem. vai ficar tudo bem? te pergunto porque sei que, como eu, você também chora escondido pra não chamar a atenção de ninguém. você se esconde atrás da ansiedade, só esperando que um dia ela te leve. mas minha oração é que você consiga permanecer bem. ficar estável em um lugar de conforto, cercado de pessoas que te amam e torcem por você. te pergunto porque sei que, como eu, você também quer enxergar uma luz no fim deste túnel. porque, assim como eu, você vai encontrá-la. e, quando chegar lá, vai sentir que valeu a pena. que viver ainda pode ser bonito, mesmo que chorar nos faça parecer vulneráveis demais. [ainda bem que somos]
— junho, 2024.
mês difícil, duas semanas aturando a minha chefe sem o apoio psicológico da aline pra equilibrar os meus divertidamente se m* no meu cérebro, como sempre ela fez tudo que podia pra atrapalhar meu trabalho e fazer eu ficar até mais tarde, além de fazer hora extra sendo que aprendiz é proibido de fazer isso, aquelas metas mensais sempre acabavam com a minha saúde mental, eu me desgastava tanto pra conseguir cumprir todas e ainda saía prejudicada por conta dela, logo quando aline voltou eu já fui prejudicada pela nossa chefe por eu ter preferido lançar um benefício do que cumprir a minha meta em colar bandeirinhas de festa junina na empresa, sendo que OBVIAMENTE eu iria dar prioridade a algo que, além de ter prazo e ser mais importante, poderia acabar prejudicando os funcionários que usam o VT! mas mesmo assim ela deixou essa parte da minha meta em branco, isso já me incomodou mas ignorei, mas em julho tudo piorou.
— julho, 2024.
eu já não tinha mais forças pra fingir que eu tava bem, eu me esforçava tanto mas sempre saía prejudicada, consegui cumprir uma meta mensal e a minha chefe conseguiu me prejudicar na outra e eu fiquei com a meta em branco por conta dela.
no dia 26/7 tivemos a reunião sobre a minha avaliação de desempenho e ela não poderia ter me avaliado pior, eu fiquei devastada por ela conseguir puxar erros meus, mesmo que eu já tenha suprido todos, pra me dar notas tão baixas e abaixo da média, eu nunca fiquei tão mal quanto na semana seguinte e naquele momento eu já tinha certeza que iria sair, marcelo não teria o mínimo de interesse em me efetivar depois de tudo de ruim que ela escreveu sobre mim e ele provavelmente leu. ele também é um infeliz, cúmplice de toda desgraça que ela fez comigo e com aline durante nosso trabalho na empresa. vou ter mágoa dele por muito tempo por conta de todo esse inferno que eu vivi, por ver ela fazendo palestrinhas sobre ansiedade enquanto fodia a minha saúde mental, ela acabou comigo o quanto pôde. depois dessa semana eu já não tinha energia pra mais nada, absolutamente nada. eu vivia esgotada e só querendo descansar desse pesadelo, não queria sair da empresa mas pra não precisar mais aguentar ela e por ele eu não ligaria em sair, eu só queria paz e descanso. apesar de tudo queria também que marcelo e michelle viessem falar comigo sobre, eu até fui atrás algumas vezes mas mesmo assim não tive retorno, saí da empresa sem ao menos eles falarem comigo, sempre me senti desvalorizada naquela porra de empresa, só aline notava todo o meu esforço e sufoco que eu passava pra entregar tudo no prazo certo, sem erros e em 4 horas por dia, 4 dias por semana ou às vezes até menos, eu me desdobrava por aquele lugar, fiz tanto trabalho fora do meu horário e não recebia um parabéns em troca, poucas vezes gabriela agradeceu o meu esforço e me deu parabéns.
— eu tô escrevendo isso com muita dor no coração, de verdade! eu amava aquele lugar, amava as pessoas e conversar com elas, amava ser do rh e orientar quando precisavam de ajuda, amava tudo que eu fazia lá, mesmo que algumas coisas não fossem tão interessantes como por exemplo digitalizar ou imprimir contratos de funcionários, até isso eu amava. eu amava o ambiente, amava o lugar que eu costumava sentar, amava olhar pro lado e chamar a aline pra pedir alguma ajuda ou reclamar de alguma coisa, amava quebrar a cabeça pra resolver algum problema sozinha, amava ir na qualidade conversar com as pessoas, com o servulo, amava dar bom dia pro pablo e ouvir o sotaque dele, amava perguntar sobre o cavalo dele. eu amava as festas, os bolos e salgadinhos, amava até encomendar tudo. eu amava a bagunça que era quando juntava o pessoal do armazém pra cantar parabéns, amava encher o saco do rafael, abraçar a dona meire, amava ver o antônio e sorrir pra ele e acenar até o braço cansar, amava ir buscar água toda hora já que eu bebia bastante água, amava a maneira como o filtro enchia a minha garrafa enorme super rápido, amava as marmitas, o escondidinho de carne seca, amava até encomendar todas as marmitas pro pessoal pq apesar de dar trabalho eu ficava feliz em conseguir pedir tudo certinho pra eles comerem e depois irem descansar e tirar um cochilo antes de voltarem a trabalhar. amava ouvir o lazinho dando bom dia e amava ouvir a risada dele. amava quando a aline falava toda séria “lara se eu ficar mais séria é pq tô fazendo um procedimento importante, vou ficar mais focada aqui hoje” e colocava o fone de ouvido, mas minutos depois ela me chamava pra me contar alguma coisa que as crianças fizeram ou que a mãe dela falou, ou algum bicho que ela viu em casa. amava que quando ela queria fofocar ela batia as unhas do meu lado da mesa pra chamar a minha atenção, amava encher o saco do mateus no teams até com perguntas bestas. eu nunca falei mal daquele lugar ou das pessoas pra alguém próximo de mim, nem pra família, pra amigos, nem mesmo na terapia. só deus sabe como sinto falta de tudo que eu vivi, muitas vezes estávamos aline e eu lá trabalhando e chegava alguém pra conversar com o rh e a gente fazia piadas e ria tanto, toda vez que isso acontecia o meu primeiro pensamento era “nossa, eu amo aqui! amo essas pessoas, preciso aproveitar esse momento porque quando acabar eu vou sentir TANTA falta” e realmente eu tô assim hoje.
apesar de tudo, quero esquecer sobre a empresa. eu sou eternamente grata, fui muito feliz, mas a desvalorização acaba comigo até hoje! e como eu levo tempo pra superar as coisas, prefiro esquecer sobre. direto vejo aline e bruno falando sobre coisas ruins que acontecem lá ou que aconteceram, injustiças e falta de ética, ultimamente evito falar e pensar porque qualquer coisa que me lembre como eu me senti faz o meu coração se partir em pedaços do mesmo jeito que se partiu no meu último dia lá. eu não aguento mais pensar sobre, nem sofrer, prefiro fingir que nunca conheci algumas pessoas lá e que nunca trabalhei do que ficar lembrando de tudo de ruim que vivi lá.
— 4/10/2024
Seis meses depois da última vez que eu escrevi sobre os meus sentimentos em algum lugar. Depois de um semestre percebo como tudo foi por água abaixo e o que já estava ruim acabou ficando ainda pior.
Duas semanas depois que escrevi aqui (1/4/24) eu tranquei a minha facul de rh. foi libertador mas ao mesmo tempo me deixou triste, eu poderia estar terminando o segundo semestre agora mas não consegui gostar de estudar só online e então tranquei. apesar de eu ter a consciência de que eu só não me adaptei nesse modelo de estudo, eu me vi como uma inútil que não consegue e que nunca vai conseguir finalizar algo que começa, que vai ser sempre essa infeliz sem futuro, imatura mesmo sendo adulta, uma criança que agora tem 24 anos mas ainda se vê como um bebê que depende emocionalmente das pessoas, que não consegue sair do lugar sem apoiar em alguém, que usa as pessoas de muleta pra fazer algo, que é uma sanguessuga que se aproveita da boa vontade alheia pra conseguir subir pelo menos um degrau na vida, já que sem apoio não consegue por conta própria. não consegue sem a mãe, sem o pai, a avó, os amigos, sem medicação, sem terapia, nem nada. é assim que eu me vejo e nunca consegui descrever e colocar pra fora. me vejo como alguém com algum defeito tão grande que não consegue viver sem depender das pessoas de alguma maneira. seja com alguma ajuda pra sair de casa e espairecer, pra conseguir comprar um sorvete na esquina, pra pagar a minha medicação, pra qualquer coisa. eu sei que o que eu faço não é nem a metade do que eu penso que eu deveria fazer, mas eu juro que eu tô tentando ao máximo, eu tenho tentado ao máximo ajudar em casa de alguma forma na organização e limpeza, eu tenho aprendido a fazer o meu cabelo e as minhas unhas sem precisar de ajuda alguma da minha mãe, eu tento mas mesmo assim sempre me bate o sentimento que eu poderia fazer mais, e quando eu consigo fazer algo que eu queria eu penso “nossa eu sempre quis fazer isso sozinha!” e depois vem o pensamento “isso não é o suficiente”. acho que nunca vai ser, eu me vejo como se estivesse em uma competição e todos conseguiram correr em rumo ao final e eu fiquei presa na largada, como se meus sapatos estivessem perfurados ao chão e eu não conseguisse tirá-los pra correr também. e quando eu consigo tirar e correr, penso que estou muito atrás de todo mundo ao meu redor, como se realmente a vida fosse uma competição e sempre tivesse um prêmio no final dela. pra algumas pessoas essa competição é a faculdade e o prêmio é o diploma, pra outros pode ser o trabalho e comprar um carro, ou se mudar pro exterior, ou sei lá, viajar pelo mundo. de qualquer forma, sempre me vejo pra trás e não consigo não me comparar, não consigo não pensar que eu tô velha pra estar saindo de uma empresa por já ter 24 anos, não consigo não me sentir como alguém inútil, fracassada, incapaz e burra.
— dias depois, Antônio me disse que estavam apenas esperando ele fazer 18 anos pra ser efetivado na empresa e fiquei feliz por ele, mas e eu? eu também não merecia? eu sempre sonhei que nós seríamos efetivados juntos, mesmo sabendo que a probabilidade era bem baixa, então eu recebi uma proposta pra trabalhar por tempo integral na fundação onde eu estudava, pensei que talvez isso poderia fazer a empresa pensar que eu merecia uma efetivação e eu conversei com a minha chefe da época e ela não me deu nenhuma esperança e ainda falou sobre a futura efetivação do Antônio. se eu já tava triste então eu tinha acabado de ficar ainda pior.
— 26/4/2024, dois dias depois, ela me ligou e disse que eu poderia ser efetivada a partir de outubro, que era quando o meu contrato encerrava, eu fiquei tão feliz, sempre amei aquele lugar e as pessoas, amava trabalhar no rh e amava aprender tudo lá também, era muito boa a convivência com a aline e a gente sempre se entendia tanto no trabalho quanto fora dele também, muitas vezes estive deprimida e foi o trabalho que me salvou, aquelas pessoas nem sabem mas muitas vezes eu sentia como se elas estivessem me dando a mão pra me tirar do fundo do poço, espero que eu tenha conseguido fazer cada uma lá se sentir especial e feliz por ter me conhecido, porque eu amei conhecer todos eles e sempre vou ter muito carinho por todos.
— semanas depois lembrei que meu contrato iria se encerrar no meu aniversário por conta da minha idade, tentei falar com a minha chefe e ela acabou me ignorando algumas vezes sobre esse assunto, isso tava me preocupando demais e não tinha nada que eu pudesse fazer, nesse mesmo mês (maio) eu fiquei doente, tive dengue e mesmo assim trabalhei um dia presencial, mesmo quase morrendo de dor no corpo eu fiquei até o final do meu horário, na semana seguinte queria ter ficado de home office a semana toda mas isso pareceu incomodar a minha chefe então fiquei só dois dias em casa e fui trabalhar presencial mesmo com fraqueza, ela fez eu me sentir uma impostora só por eu estar doente e querer trabalhar de casa, sendo que nem era pra eu trabalhar porque eu tinha atestado pra ficar em casa aquela semana toda. tanto em abril quanto em maio trabalhei de casa fazendo POPs e tentando aprender a lançar os benefícios da forma certa pra não ter erro e isso tudo sem ter o apoio da minha chefe. em maio evitei fazer POP quando tava doente, quando melhorei montei a cesta maternidade do funcionário da empresa absolutamente sozinha, só eu e mais ninguém, e no final do mês ainda tive que ouvir que o meu rendimento caiu sendo que eu estava doente e custando a andar de tanta fraqueza e dor no corpo mas acho que isso não importava a ela, além disso a forma que ela me comunicou isso deu a entender que a aline concordava com essa fala dela e eu fiquei me sentindo culpada por ter simplesmente ficado doente. ela nem me mandou mensagem perguntando se eu melhorei, nem nada.
— 06 de dezembro de 2023, quarta-feira. (continuação)
depois da sessão eu também chorei pensando sobre como iria continuar com as sessões sabendo que são 700 reais 4 sessões. muito caro pra mim. decidi fazer duas vezes ao mês pra ficar mais fácil. a questão financeira é algo que sempre me preocupa, um dos meus maiores medos é colocar minha família em situação de rua, em perdermos tudo, tudo mesmo. me vejo como um fardo, um peso a ser carregado pelos meus pais por toda a vida deles. apesar de eu ter sido uma criança planejada e desejada, não me vejo assim. não falo muito com meu pai, ele é muito quieto, mas ele demonstra se importar comigo. minha mãe sempre me fala que sou a melhor coisa em sua vida, sempre me diz coisas para eu me sentir especial e importante mas mesmo assim não consigo enxergar que eu realmente sou. eu acho que deveria estar fazendo muito mais por eles do que eu faço atualmente, eu acho que tô atrasada na vida e que não sou boa o suficiente como os filhos de outras pessoas que, com a minha idade, estão cursando medicina ou formando em algum curso relevante e fazendo estágio no seu ramo. eu me comparo muito com outras pessoas e isso faz eu me sentir inferior por eu estar em um caminho totalmente diferente e mais lento que eles. me entristece eu sentir isso, eu sei que não faz sentido essas comparações, isso não deveria existir. porém fica difícil quando muitos familiares ficam forçando a começar faculdade ou trabalhar, como se emprego caísse do céu. algo que já comentei com minha psicóloga é que não sei dizer não para as pessoas, principalmente parentes. sempre fui a boa moça e não quero causar má impressão, então simplesmente escuto tudo calada mesmo ouvindo coisas terrivelmente desagradáveis. enfim, essa segunda parte desse texto é sobre a comparação me matar aos poucos, sobre eu sentir vontade de sumir todas as vezes que me comparo ou que me mandam fazer algo. não sei dizer não, tenho muita dificuldade, mas espero conseguir aprender, também espero conseguir me sentir uma boa filha, sem o peso de ser uma fracassada inútil burra e relaxada. espero que deus me ajude e me dê forças para eu me erguer.