Escritores e gatos (97) Toni Morrison
Keni
Lint Roller? I Barely Know Her
tumblr dot com
The Bowery Presents
RMH

No title available
Xuebing Du

Game Changer & Make Some Noise
No title available

titsay
No title available
Fai_Ryy
★
Claire Keane

Product Placement

Andulka
Sweet Seals For You, Always
almost home
cherry valley forever
TMBGareOK. The Official They Might Be Giants tumblr
seen from United States
seen from United States
seen from Mexico
seen from United States
seen from Bahrain
seen from United States

seen from United States

seen from United States

seen from Bangladesh

seen from Italy
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Colombia

seen from United States
seen from United States

seen from Spain
seen from Italy

seen from South Korea
seen from France
@garoto-ambiguo
Escritores e gatos (97) Toni Morrison
Credits to: Marius Sperlich and Sara Shakeel
Inverted America Joaquin Torres Garcia, 1943 Shared via #WikiArtApp
indígenas na fronteira do brasil com a colômbia. alto rio negro, amazonas, 1963. foto de walter firmo.
“A gente é feito de matéria escorregadia, isto é,
manteiga, azeite, geleia e espanto.”
“Poetry, music, painting, they don’t save the world. But they save the minute.”
— Matilde Campilho, portuguese poet
Undercover: SS16 Karl Marx Shirt via PRODISM Magazine.
[ INSTAGRAM: @archivepdf ]
Umberto Eco and Susan Sontag listening to a talk by Roland Barthes, 1970s.
“Naquela noite ele precisava de estrelas, de muitas estrelas, para se convencer de que havia esperança no mundo.”
— Érico Veríssimo.
As várias faces de Sagarana A primeira notícia que se tem do livro que daria origem a Sagarana, de João Guimarães Rosa, e que o revelaria importante escritor da literatura brasileira do seu tempo, data de 1938. Nessa época, o livro ainda se chamava “Contos”, e com ele o jovem escritor concorre, com o pseudônimo Viator, ao prêmio Humberto de Campos, da Livraria José Olympio. O júri para concurso era formado por Graciliano Ramos, Marques Rebelo, Prudente de Morais Neto, Dias da Costa e Peregrino Júnior. Com o livro, Rosa obtém o 2º lugar. Graciliano Ramos, num texto de 1946, “Conversa de Bastidores”, narra o acontecido e seu “vago remorso” por não ter dado o voto ao livro. “O livro foi escrito – quase todo na cama, a lápis, em cadernos de 100 folhas – em sete meses; sete meses de exaltação, de deslumbramento. (Depois, repousou durante sete anos; e, em 1945 foi “retrabalhado”, em cinco meses, cinco meses de reflexão e de lucidez)”, diz Guimarães Rosa em carta a João Condé; e acrescenta: “As histórias eram doze: 1) O burrinho pedrês; 2) A volta do marido pródigo; 3) Duelo; 4) Sarapalha; 5) Questões de família; 6) Uma história de amor; 7) Minha gente; 8) Conversa de bois; 9) Bicho mau; 10) Corpo fechado; 11) São Marcos; 12) A hora e vez de Augusto Matraga.” Sagarana foi “retrabalhado” em cinco meses, como disse João Guimarães Rosa, “cinco meses reflexão e de lucidez”, e finalmente publicado em abril de 1946 (imagem 1) pela Editora Universal, de Caio Pinheiro. Só em 1958 o livro escolhido em 2º lugar no concurso Humberto de Campos, da Livraria José Olympio, seria editado pela então casa editorial mais famosa no Brasil. O livro (imagem 2) saiu com xilogravuras de Poty Lazzarotto. A terceira edição de foi lançada em 1951, novamente pela editora José de Olympio e tinha como produtor gráfico o paraibano radicado no Rio de Janeiro, Santa Rosa - autor da capa e da tipografia próprias para a obra (imagem 3). Nas revisões, o escritor deixou Sagarana com nove contos: O burrinho pedrês, A volta do marido pródigo, Sarapalha, Duelo, Minha gente, São Marcos, Corpo fechado, Conversa de bois e A hora e vez de Augusto Matraga. Só na 10ª edição o livro foi dado por definitivo. Em 2019, como nova mudança de casa editorial – a obra de João Guimarães Rosa deixa de ser publicada pela Editora Nova Fronteira e passa a sair pela Global Editora – Sagarana ganha nova edição a partir da edição definitiva. Com projeto gráfico de Victor Burton e Anderson Junqueira a partir de fotografia de Araquém Alcântara (imagem 10), o livro reproduz o material de acompanhamento já conhecido, como a carta do escritor a João Condé, e novos textos: uma intervenção de Walnice Nogueira Galvão e outra de Antonio Candido.
“Sagarana nasceu universal pelo alcance e pela coesão da fatura. A língua parece finalmente ter atingido o ideal da expressão literária regionalista. Densa, vigorosa, foi talhada no veio da linguagem popular e disciplinada dentro das tradições clássicas. […] Sagarana não vale apenas na medida em que nos traz um certo sabor regional, mas na medida em que constrói um certo sabor regional, isto é, que transcende a região. […] Sagarana se caracteriza pela paixão de contar" – diz o crítico literário Antonio Candido. Vários títulos de Sagarana ganharam adaptação para o teatro e o cinema. Na sétima a arte, a adaptação primeira foi do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, em 1965. A hora e vez de Augusto Matraga foi dirigido para o cinema em 1965 por Roberto Santos, que também o escreveu o roteiro com Gianfrancesco Guarnieri. O filme foi vencedor do Festival de Brasília em 1966. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros. Em 2011, Vinícius Coimbra dirigiu uma nova adaptação do conto.