I got this feeling in my soul, go ahead and throw your stones, 'cause there's magic in my bones
é possível avistar genghis pi pelos corredores de exspiravit, a caminho de sua próxima aula. é ótimo que mesmo após formado ele queira continuar por aqui. com 35, esse caçador se parece muito com lewis tan. possui visão como talento, e leciona talentos IV - visão na academia.
SCROLL OF ASCENSION
Com um altura de 1,90m, Genghis exibe seu porte atlético e volumoso. Da cintura sempre pende a espada samurai apropriada para seu trabalho, assim como a bolsa de couro repleta de apetrechos especiais. Bombas de sal são suas preferidas. Asseado, o cabelo não ultrapassa a linha dos largos ombros e está sempre cortado rente, deixando o moicano evidente. A trança é opcional, e a conta que sela o penteado é da mesma cor escura dos seus olhos. Se o encontrar com o cabelo curto, cuidado... É o sinal de que não se sucedeu bem na missão.
A boca está sempre em movimento, seja com comida seja falando. Os momentos de quietude são realmente raros, e sempre puxados para a veia dramática. É uma coisa do dom, sabe? Enxergar é solitário demais quando não tem um ruído de respostas. Logo, nada estranho vê-lo falando e reproduzindo o diálogo com quem encontra. Os do outros lado. Genghis não gosta da palavra fantasma, nem de espíritos. Aviso, nunca ofereça comida se não quiser que seja realmente compartilhada.
Não é brincadeira não! Sério, me escuta. Genghis é o monstro na mímica e na adivinhação. Peca um pouco para lembrar de que música veio aquela letra, mas imagens? Não passe por essa humilhação. E, veja bem, esse rapaz sabe algumas línguas. Mais do que o normal, mas abaixo do nível onisciente. Um lembrete de que sabe desenhar bem e não, não adianta pagar... Ele não vai desenhá-lx like one of his french girls.
Não, ele não joga Genshin Impact.
SCROLL OF KNOWLEDGE
Genghis sempre foi uma criança, digamos, criativa. Apaixonado por criar histórias para suas inúmeras aventuras. Ir até o mercado comprar leite? Atravessar a rua para visitar os avós? Caminhar para a escola a dois quarteirões? Não importava, sua mente voava para o terreno distante da imaginação e, como mágica, poste virava árvore milenar e o vento materializava-se em monstros ferozes. O pequeno nunca colocava sua vida em risco, veja bem! Porque cada perigo era transformado, também, num obstáculo e ele parecia- Espere, não riam. Mas Genghis parecia aqueles vídeos na internet, de crianças escapando miraculosamente de acidentes por um fio minúsculo de cabelo. E quando perguntado, ele dava de ombros desinteressado. Só esperando a próxima vez que sairia de novo.
Na mais normal passar de adorável e engraçadinho para preocupante, certo? Uma criança precisava crescer em algum ponto, e Genghis apresentando seus amigos imaginários era o oposto. As descrições variavam, inocentes para ferozes. Diferentes estágios de 'composição' e sempre, sempre, algum ferimento à vista. Talvez fosse culpa do bairro vizinho, violento dia e noite; talvez fosse a energia acumulada pelos espíritos que foram assassinados. Alguma coisa era estranha e ele logo foi levado para ela. Sim, ela mesma. A inexorável: terapia. O pequeno Pi tinha 11 anos quando começou a frequentar a especialista e, semanas depois, entendeu a amiga que colocava o dedo sobre os lábios num pedido de silêncio.
Seguro dizer que Genghis aprendeu um monte ao ocultar a verdade de todo mundo. A primeira lição bem fácil de assimilar, diga-se de passagem, a de perceber que eram fantasmas e não frutos de sua imaginação. A tia ajudou bastante! Falecida e sentada sobre o caixão, rindo de corpo inteiro com a farsa da irmã mais nova (que não levaria um tostão da herança). Entendeu, também, que não conseguia escutá-los, só vê-los - e cheirar (sério, pior coisa de todas!). Com um fantasma aprendeu a linguagem de sinais, ficou o mestre supremo em mímica e superou todos os colegas nas aulas de arte. Habilidades desenvolvidas para sobreviver ao superpoder, de não decepcionar aqueles rostos que ajudavam na sua criação.
Foi sem querer que topou com um agente. Genghis conversava com sua trupe fantasminha quando o estranho passou ao lado e soprou uma nuvem de fumaça gélida. Tão logo percebeu, estancou e mirou-o no meio dos olhos. Pi sabia... Só sabia que nunca mais ficaria em casa.
Recrutado e levado por vontade própria. A família reagiu muito mal às notícias e quase pagou para que o levassem embora. Doeu? Claro que doeu, mas... Bem dentro, sabia que era só uma questão de tempo. Seus pais tinham morrido quando tinha 14 anos e os avós já estavam senis, incapazes de continuar criando o neto (e bem melhor do que os tios). Ingressou nos estudos, dedicou-se tanto quanto possível e só achou... Perfeito. Tudo. Todos. Absorvia cada informação como uma esponja sequíssima, na sofreguidão de um condenado à morte em seus últimos dias. Tinha suas falhas? Claro que tinha, afinal, ainda era humano. Contudo, a cada erro, parecia que o caminho ficava mais claro. Seu destino e propósito, mais firme em suas convicções.
Genghis se formou com honrarias e não parou ali. Caindo em missão através de missão, usando a imaginação para complementar o dom mudo da visão. Embrenhando-se tanto no mundo dos fantasmas que, por alguns meses, foi dado como morto. Mas, ah essa deliciosa correção, ele sempre voltava. Altivo e engraçado, o sorriso entortando os cantos da boca e a personalidade magnética de uma luz atraente de mariposas. Não era incomum vê-lo tentando criar uma amizade com o fantasma ao invés de, bem, controlá-lo. Não chegava a ser problemático, só um pouco irritante.
Genghis, agora, está associado ao empreendimento do melhor amigo e não vê a hora do telefone tocar para mais uma aventura.

















