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@georgemiler
“Dependendo de quem vem, um “dorme bem” vale muito. E a gente acaba mesmo indo dormir bem.”
— Soulstripper.
“Na verdade, me dava vontade de deitar em algum lugar e dormir umas duas semanas.”
— Velho Bukowski.
“De uns tempos pra cá, tenho acordado no susto. Sempre com a estranha sensação de estar atrasado para um compromisso que não existe. Sempre com aquela angústia desnecessária de estar devendo ao mundo um poema que nunca será escrito. Olho na agenda, nada marcado. Coloco meus óculos e confirmo nitidamente que não tenho realmente nada agendado para os próximos dias, quiçá meses. Devo estar atrasado comigo, com o meu passado. Alguma saudade que eu deixei para trás está cobrando minha companhia, como se fosse um chope ou uma dúzia de bolinhos de bacalhau que eu deixei em alguma conta pendurada no balcão do meu bar predileto.”
— Eu me chamo Antônio.
“Vamos nos amar primeiro pra depois amarmos outro alguém. Enfim, esse foi um dos clichês mais idiotas que tenho ouvido nos últimos trinta anos. Só perdeu para as séries japonesas da década de 80 - e olha que eu amava as séries japonesas -. Eu sei que estou nadando contra a maré, mas pense bem, são tantos os simplismos para explicar as indefinições do coração, como se fôssemos seres poucos relativos e vivêssemos afunilados a extremismos de ideias, sentimentos e atitudes: - É assim porque é assim! - Não! Definitivamente não. Não podemos nos reduzir como um rótulo de regra ‘8 ou 80’. Acredite, há ainda amores que salvam vidas e há ainda amores que são dedicados as outras pessoas que também salvam a si mesmas. Eu acredito nesse amor, acredito tanto que o espero. Não o aguardo numa janela de tulipas olhando pro céu com sonhos e desejos incongruentes, num circo fantástico em uma espécie de teatro mágico ou me projetando numa novela irreal da vida. Não! Eu o espero - suspiro… - ansioso pela dedicação involuntária e surpreendente de um olhar que consiga me enxergar por dentro e que crie a partir dela mesma uma sensação de alívio de que a espera também há de ter sido terminada. Ufa…”
— Ronaldo Antunes
“Ao meu redor, tudo é um abundante silêncio, há sempre uma quietude inoperante, inútil e incomunicável diante daquilo que sou, diante daquilo que meus olhos enxergam e até onde meus braços e pernas alcançam. Me sinto num vazio que se preenche com infernos que não se associam a nada que me dizem ou me apresentam como uma suposta solução. Dentro de mim há gritos que se movimentam numa vagarosidade sem fim, em quietudes de mim, como uma espécie de navalha não cortante, que faz doer, que simplesmente rasga todas as minhas maneiras obscuras e incompreendidas de existir. A ferida esta aberta, há um vermelhusco que se mostra invisível do meu sangue que não jorra, apenas continua mantendo tudo como não deveria estar, doendo. Tudo é silencioso, tudo é gritaria, mas eu não estou só, e isso me tranquiliza um pouco a alma.”
— Ronaldo Antunes
“Sou sensível demais para a intensidade desse mundo. Por isso prefiro me esconder. Não saber. Não ver. Não sentir. Longe dos olhos, longe dos ouvidos e, melhor, longe da alma. Perdido dos demais e me achando em mim, assim a paz se faz morada e permanece.”
— Pedro Peixoto.
Comecei a pensar que coisas como desejos e sonhos eram terrivelmente tediosas. Se elas forem o propósito de sua vida, você vai apenas se sentir vazio quando não alcançá-los, mas se você realmente consegui-los, qual é o sentido de continuar?
George Miler (via convulsoes)
Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado aquela noite. E eu odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora. Simplesmente teria se deitado comigo, conversado e chorado. E eu a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam dos seus olhos.
Quem é você Alasca? (via combaterei)
Sempre tento dar o meu melhor em tudo que eu começo a fazer, e acho que por isso não demos certo. Não importava o quanto eu fizesse, eu nunca fui o suficiente pra você.
O Pequeno Bob. (via combaterei)
Cada vez que eu pensava em você já me dava um calorzinho no peito. E é você não percebeu, mas boa parte do tempo tremia, tremia porque o amor da minha vida estava do meu lado, e era tão nostálgico, e mesmo assim era um sensação perfeita, tocar, segurar aquela pessoa fantástica. Sabe, mesmo que roubasse todas as palavras de todos os livros, nada, realmente nada é subitamente tão indescritível quanto seu beijo, seu carinho, quanto estar com você. E não importava as probabilidades, assim como a lua, como todos as estrelas do céu, você será sempre meu melhor pedido.
Ela tinha o dom de acalmar meu coração, mesmo a quilômetros de distância.
(via docessentimentos)
#arcticmonkeys #indie #rock
E a gente tem tanta coisa pra fazer, mas acaba por não se fazer nada. Tanto lugar pra ir, mas aquela vontade ou motivação sempre falta. Você se vê procurando propósitos, sentidos em tudo, e tudo pra que? se a própria vida é um porre, nunca dar pra ser feliz o tempo todo, nunca dar pra confiar o tempo todo, nunca é muito grande, e pra sempre é muito tempo, mas nada disso faz sentido se você não faz as escolhas certas, mas como saber o que é certo e o que é errado? Ninguém tem o dom de prever o futuro, obviamente algumas coisas tem suas consequencias bem claras, mas outras não, e mesmo depois que se arrisca, você ainda se pergunta se vale o risco? se vale ficar pensando nisso tudo de novo, se vale perder um pouco que seja de você mesmo, sei lá, as vezes pensar demais só atrapalha tudo, ou são as pessoas que te influenciam suciente pra fazer voce pensar assim? ^^ somos o que somos, somos um pouco das pessoas que mantemos perto, somos apenas sonhos do que queriamos ser, ora com coragem pra seguir, outrora com a impulsividade de fazer merda, se bem que é preciso coragem pra isso tudo, mas dai volta...qual sentido isso tem? é tudo pelo o que? Muito chatisse pensar isso tudo 😔 sem ao menos saber ainda o que fazer, pelo o que fazer, por que fazer.
Roma 1990