“O quê?!” Justin perguntou, exagerando seu choque. Na verdade, fazia sentido que Penelope fosse prima de Anthony; olhando para ela, conseguia ver semelhanças entre os dois. “O Anthony é meu colega de quarto! Deuses, Hogwarts realmente é pequena,” ele riu. “E eu não sei por que ele escondeu a existência de uma prima tão charmosa. Talvez esteja com medo de perder os amigos para você,” sugeriu. “Mas, calma, como assim menos mal? Você é algum tipo de criminosa? Devo me preocupar? Oh, não me diga que veio fugida dos Estados Unidos pra cá. Onze não é uma boa idade pra se tornar uma foragida.”
Penelope sempre adorou a expressão genuína de todos aqueles que se surpreendiam com a revelação de que era a prima de Anthony Goldstein. De fato, era difícil presumir a família Goldstein fosse muito extensa no território britânico daquele jeito. “Interessante vocês serem tão próximos.” Penny assentiu a cabeça lentamente, fitando-o nos olhos. “Também confesso que sempre achei estranho ele nunca me apresentar os colegas dele...” Ao sugerir aquela informação, concordou com o moreno na sequência. “...Ou talvez ele se sinta uma espécie de irmão mais velho protetor, mesmo que sejamos primos.” Deu uma breve risada. “Ahn, não sou nenhuma criminosa. Pelo menos, eu acho que não.” Ergueu as sobrancelhas de maneira perspicaz, pensando por um instante se um dia sua habilidade descontrolada a levaria de alguma forma para Azkaban. “Sou legilimente. Eu meio que acabo sabendo o que as pessoas pensam de mim de verdade quando por acaso leio um pensamento ou outro, por isso a necessidade de gentileza.” Admitiu com uma expressão serena. “Por Merlim! Minha mãe teria acabado comigo antes de eu me tornar a mais famosa fugitiva mirim dos EUA.”
meeting the smartest witch in her year ⁝ penny&mione.
Sem dúvidas, saber que estava a poucos minutos de participar da primeira reunião de monitores do ano letivo era uma sensação indescritível para Penelope. Aproximando-se do vagão combinado, sentia borboletas no estômago, o que fez a quintanista apertar seus pertences contra o peito e começar a idealizar o momento em sua cabeça. Seria ela realmente apta para atuar naquele papel? Talvez sim, afinal, quando recebeu a carta pessoal de Minerva, jamais poderia pensar que aquele aviso seria enviado justamente para parabenizá-la por seus esforços dos anos passados. Inúmeras perguntas se formavam em sua cabeça a medida que se aproximava do local desejado, contudo, seu monólogo interno fora interrompido assim que percebeu uma presença que parecia tão ansiosa quanto ela para alcançar a cabine. Não demorou muito para que ela percebesse que a mais velha era ninguém menos que @miznegranger, a bruxa mais inteligente de seu ano, como muitos diziam. Penelope tinha um profundo interesse em entrar em contato com bruxos mais velhos que fossem tão sedentos por conhecimento quanto ela, e seu desejo de conhecê-la só aumentou assim que ouviu os boatos circulando na comunal de sua casa, já que Hermione costumava ultrapassar facilmente vários corvinos nas notas. De qualquer forma, decidiu esperar o momento adequado para poder se comunicar, por isso, deixou a reunião fluir como deveria sem interrupções.
Minutos depois da reunião ter finalizado, Penelope sentiu-se grata da experiência ter sido menos sufocante do que esperava. Felizmente não cometeu nenhuma gafe e em todos os momentos pôde incorporar os trejeitos dos mais ativos da reunião, especialmente os setimanistas: pôde perceber também, nesse mesmo instante, o quão evasivos eram os monitores da sonserina daquele ano. Sem perder tempo, lembrou-se de seu desejo de falar com Hermione e se apressou para encontrá-la na saída. Imediatamente, a corvina alcançou-a e com delicadeza se aproximou. “O-Oi!” Penny sorriu, um tanto desajeitada por ter iniciado a conversa tão aleatoriamente. “Você é Hermione Granger, não é? Disseram que seus NOMs foram impecáveis na época... E muitos professores te usam como exemplo nas aulas do quinto ano por isso. Acho que você acabou de conhecer uma fã agora.”
“Tem monitores demais enfiando o nariz onde não são chamados para que eu me importe com o que esta acontecendo e ainda, tenho certeza que a minha presença não foi nem um pouco sentida.” Ignorou totalmente a indireta da mais nova, não tinha pedido para que ela fosse até ali interromper seus poucos momentos de paz antes que aquele ano começasse. “Muitas coisas são proibidas e nem por isso você deixa de fazê-las floco de neve.” Rolou os olhos com o aviso da garota, eram poucas que importavam para a sonserina e com certeza um aviso como aquele não estava na lista. “O que te faz pensar que eu não esteja fazendo isso de propósito?” Estreitou os olhos, piscando os mesmos pouco tempo depois. “O que quer?”·
“Digamos que no lugar de enfiando o nariz onde não são chamados eles estejam fazendo um trabalho apropriado?” A loira mordiscou o lábio, tentando parar com as indiretas de vez. Era impossível, contudo, deixar de notar a tamanha negligência de Parkinson, de qualquer forma. “É, você tem razão. Mas não é nada sábio fazer essas coisas com tanta gente olhando ao redor. Não temos mais a Umbridge, mas a McGonagall continua impiedosa na retirada de pontos.” Penelope no fim expressou indiferença e um profundo desinteresse em perder seu precioso tempo com alguém que claramente continuaria a infringir as regras, mas sabia que no fundo poderia ser advertida se os professores a vissem se negando a entregar a sonserina. “Uau. Pra mim isso é uma surpresa. Você e Draco não costumavam gostar de abusar dessa função?” Esboçou uma careta. “Bem, nada demais. Já que você não foi a reunião, é melhor pedir pra algum monitor da Sonserina te passar a senha que forneceram no trem.”
estava tão concentrada que sequer notou a presença repentina de Penepole ao entrar na cabine que estava, saltando em um susto ao ouvir sua fala, rindo de si mesma em seguida por isto. “gostaria de dizer que não acredito nisso, mas notei o quão rápido eles são quando tentei segurar outros dois. esse aqui me parece um tanto calmo, por sorte” comentou, dando de ombros e em seguida levando o niffler ao chão, que assim que posto nele, saiu correndo em disparada para fora. “também foi bom te conhecer.” brincou, rindo brevemente, agora voltando toda a atenção a loira a sua frente. “não imagina como é bom ouvi-la dizer “também”. sim, venho da África, transferida de Uagadou e você?”
“Eu normalmente diria pra não deixá-los andando por aí de novo, mas me disseram que estamos quase chegando e sabe-se-lá-quem do Departamento do Controle de Criaturas Mágicas vai resolver esse problema, sem dúvidas.” Disse, ao observar o Niffler farejar sua próxima vítima na cabine da frente. Em seguida, sentou-se em uma poltrona ao lado da garota nova. “Uagadou!? Que fantástico!” Penelope expressou uma genuína surpresa ao ouvir o nome da escola africana. Em toda a sua vida, jamais tinha conhecido alguém transferido de lá. “Lá é tão bonito como nos livros? Vocês realmente conseguem usar magia sem a varinha com tanta facilidade assim?” Não se conteve na ansiedade em saber os mínimos detalhes sobre a escola. “Ah! Eu vim dos Estados Unidos... Mas antes que me pergunte, eu nunca estudei em Ilvermorny, infelizmente.”
- Eu espero que sim, infelizmente na academia de aurores eles não ensinam a lidar com esse tipo de emergência, sabe como é - deu de ombros, recolhendo o bicho cuidadosamente e deixando-o voltar para o chão, esperando que ele corresse e fosse se esconder em algum lugar - Ele me ensinou bastante coisa, criança, mas nunca sobre esse bichinhos. Nós nunca entramos no assunto, honestamente. E é normal que a gente passe bastante tempo juntos, afinal, ele é o meu melhor amigo.
“Acho que ninguém da academia de aurores pensa que um bichinho pode causar tanto estrago.” A corvina assentiu, observando o animal retornar ao chão. “Melhor trancar a porta desse vagão até chegarmos, então.” Virou-se, enquanto fechava a cabine e escondia seus pertences mais brilhosos por dentro da blusa para que o animal não ficasse tentado a pegá-los. “Francamente, tudo o que precisávamos era que o professor novo de Trato de Criaturas Mágicas estivesse no trem!” Admitiu, um pouco nervosa. Não era muito próxima da matéria, mas pelo o que pôde notar pela leitura do pensamento da auror, a outra sentia falta do amigo muito mais do que ela poderia imaginar. “Ahn, eu estava só brincando. É claro que melhores amigos tem coisas melhores pra falar. Se bem que eu ia achar realmente formidável ter um amigo magizoologista só pra ele me contar tudo sobre animais fantásticos.”
“Oh, por favor, pare de ser gentil!” Justin pediu, sem seriedade alguma em sua voz. “Não se preocupe, eu não odeio a maioria das coisas que já fiz. Ênfase em maioria,” levantou as sobrancelhas, mas o sorriso continuou em seu rosto. “Bem, prazer, Penelope Goldstein que não é britânica. Eu sou o Fletchley, sim, e não sei se quero saber de onde sabe meu nome. De qualquer maneira, sou Justin Finch-Fletchley, a seu dispor. Agora, me conte: de onde você é? Quando chegou na nossa linda e cinzenta Grã-Bretanha?”
“Ah, quem me dera encarar as coisas desse jeito.” Penelope suspirou, pensando em todos os momentos embaraçosos que passou na vida. Por cobrar demais de si mesma, poucas eram as vezes em que se perdoava pelas coisas fúteis. Talvez estar ali com o garoto Fletchley naquele instante pudesse lhe deixar algum tipo de lição sobre autopiedade, afinal. “A propósito, nem todos os Goldstein são americanos! Você deve conhecer meu primo Anthony. Ele é do sétimo e britânico, como você.” A jovem sorriu, estendendo a mão direita para o rapaz. “Certo, Justin. Muito prazer! Pode me chamar de Penny. Infelizmente, ou felizmente, eu aprecio ser gentil com as pessoas. Elas passam a pensar menos mal de mim assim, mas nem sempre funciona.” Deu de ombros, prosseguindo com entusiasmo ao responder as perguntas do mais velho. “New York. Cheguei com onze anos, uma idade muito conveniente. Confesso que sempre quis saber qual seria minha “casa” em Ilvermorny. Mas fico grata sabendo que estou aqui.”
“Ah, é? Obrigado por avisar,” ele sorriu para a garota, tentando se lembrar de seu nome. Acabou concluindo que não a conhecia. “Meus botões não eram caros, não. Os nifflers simplesmente queriam me fazer passar vergonha. Mas a vergonha é deles, porque eu já passei por coisa muito pior!” Ele levantou o queixo como se tivesse orgulho do que dizia. “O que apenas prova que, apesar de eu agradecer pela gentileza, não tenho dignidade alguma. Mas acho que você já está entediada de tanto ouvir sobre mim, então falemos de você. Você não é setimanista, é? Não acho que já te vi por aqui.”
Penelope não sabia se era adequado rir da situação do rapaz, mas achou no mínimo interessante o tom auto depreciativo sobre si mesmo, que, a julgar pelas vozes que chegavam em sua mente, eram inerentes ao lufano. “De nada. É meu papel como nova monitora avisar os demais alunos.” Disse, orgulhosa em mostrar o emblema novo fixado nas vestes azuis. “Eu lamento que tenha passado por coisas piores, mas pelo menos você agora tem uma história a mais para contar quando for mais velho.” Respondeu com simplicidade, em uma tentativa de extrair o melhor do ocorrido. “Sou quintanista. Aliás, nem britânica eu sou. Penelope Goldstein... Prazer... Hmm... E você é... “Fletchley”? Acertei?” Tentou disfarçar a trapaça forjando apenas uma adivinhação.
- Conseguiu pegar um? Cuidado para ele não te morder - instruiu, levemente preocupada. Não era uma magizoologista e não tinha certeza se alguma doença poderia ser transmitida pela saliva do bicho, mas também não queria correr riscos - Ah, obrigada. Esse fecho já estava estragado, na verdade, o niffler só terminou o serviço. Depois eu conserto.
“Sim! Acho que já posso ter algo pra me orgulhar antes de dormir. Não se preocupe, está tudo sob controle...” Estava terminando de se gabar quando sentiu o animal se mexer repentinamente e sua falta de reflexo quase entregou a igual falta de atenção prestada ao animal recém capturado. Com o semblante congelado e sem pensar duas vezes, decidiu que o mesmo estaria mais seguro com uma bruxa de maioridade. “Pensando bem, ele é todo seu. Você passava muito tempo com o professor Charles, ele deve ter te ensinado algo sobre eles, certo?” Respondeu, claramente tentando achar um bom motivo para entregar aquela responsabilidade.
“que tipo de criatura você é?!” perguntou em um sussurro, mais para si mesma que para o animal que erguia com ambas as mãos, rindo ao notar que ele segurava seu colar entre as patas minúsculas. “não nos daremos muito bem se continuar roubando minhas coisas, bonitinho.” prosseguiu, balançando a cabeça em negativo enquanto puxava o colar para si. ainda não tinha conhecimento do que eram os nifflers, sequer chegara a ver um antes daquele momento, por isso seus olhos brilhavam tanto com a nova descoberta, e se aquela fora a primeira, o que mais poderia esperar de hogwarts, então.
Penelope fitou-a, curiosa. Por mais que ela tentasse não invadir a mente dos outros, ao passar por uma cabine próxima, uma garota lhe chamou a atenção. Além do rosto irreconhecível, a voz que ecoava se assemelhava a um sotaque que julgou ainda mais difícil que o inglês britânico de decifrar. Sem querer ser muito direta a indagar quanto sua origem, simplesmente se adequou a situação. “Você tem sorte de estar tendo o controle da situação.” Fez uma careta, mas vigiou o animal para que não se atrevesse a sair dali. “São chamados de “Niffler”. Esses bichinhos furtam qualquer coisa brilhante. Geralmente é mais comum encontrá-lo por aqui na Europa, mesmo. Você veio de outro lugar também?” Era raro encontrar alguém estrangeiro, como ela, por isso, tal possibilidade lhe despertou bastante a atenção.
“Ta, ta, eu já entendi que você roubado pelos biquinhos de pelúcia, o que sei lá qual é o nome deles.” Pansy balançou as mãos de um lado para o outro enquanto ouvia o que as pessoas falavam a sua volta. Os olhos verdes da garota se reviraram toda a vez que alguém mencionava o assunto. Apesar de ter interessante nas coisas, o assunto já estava saturado e ela não aguentava mais ouvir sobre o assunto. Mexeu no bolso pegando um cigarro e acendendo o mesmo com a varinha. “Agora, me conte uma novidade.” Pediu, assombrando a fumaça no rosto da pessoa, não se importando se aquilo o incomodaria ou não.
“Um pouco de empatia não faz mal a ninguém... Bem como ajudar os outros monitores, também.” A mais jovem lançou a indireta no ar, sabendo da evasão da outra de seu papel, mas não quis acusar ninguém diretamente naquele momento. Todos já estavam bastante irritados com o ocorrido, preenchendo a cabeça de Penelope com os mais variados xingamentos possíveis. Ao perceber a fumaça, tossiu da maneira mais discreta possível, franzindo o cenho. “Tenho quase certeza que isso aí é proibido.” Não se comprometeu em ir muito além do aviso, afinal, sabia muito bem que a outra continuava não se importando com qualquer advertência, especialmente as que vinham de uma menina dois anos mais nova. “Além de você provavelmente ser expulsa do cargo? Não, nenhuma.”
Eu devia estar procurando quem foi o engraçadão que soltou os nifflers no trem? Claro que deveria - Tonks grunhiu consigo mesma, puxando um dos bichos que insistiu em pendurar-se em sua pulseira - Mas eu não posso negar que foi hilário. Não sei se dou um abraço ou um tapa no responsável - Sem se virar, a mulher esticou o dedo para trás, advertindo quem estivesse ali - Não mexe no meu malao não, gracinha. De onde eu venho a gente leva isso bem a sério.
“A-ha! Peguei!” A loira triunfou, tentando segurar o animal de um modo a não deixá-lo se contorcendo mais do que já estava. “Desculpe. Não quis agir que nem esse pestinha, é que ele estava quase sumindo com fecho do seu malão, se quer saber.” Após a dificuldade em segurá-lo, imobilizou-o ao sussurrar “Petrificus Totalus”, e não tardou a retirar o objeto metálico da sua mão, devolvendo-o para a dona legítima. Definitivamente, ela tinha que parar de se deixar seduzir pela fofura daquele animal ou o caos poderia piorar dentro do trem. “Por sorte, dá para reparar esse fecho num instante.”
— Achou que ia se livrar de mim tão rápido? Eu sou estagiário no Departamento de Catástrofes Mágicas, lidar com desastres é literalmente o que eu faço no meu café da manhã. Daqui a pouco deve chegar algum oficial do Departamento de Controle das Criaturas Mágicas pra fazer algum relatório. Mas e aí, você pode me dizer o que aconteceu por aqui?
“Graças a Merlim, alguém capacitado para controlar essas criaturinhas.” Penelope soltou um suspiro aliviado. Até então, ficou sozinha por conta da evasão de alguns monitores e no momento estava centrada em procurar um dos nifflers, auxiliada por aluno que tinha acabado de perder um colar aparentemente valioso. Logo em seguida, o animal se escondeu em um dos arbustos próximos. Puxando o mais velho pelo braço, ela apontou na direção das plantas. “Olha ali! Como pode ver, isso é o que está acontecendo. Nem todos os Nifflers foram capturados ainda.”
“Eu? Claro que fui roubado,” Justin disse, o sorriso em seu rosto mais desesperado do que realmente alegre. “Eu quis brincar com os nifflers e eles roubaram os botões do meu jeans. Essas criaturas só não roubaram minha dignidade porque eu não tenho, mesmo.”
"Acho que vai gostar de saber que praticamente tudo já foi recuperado na plataforma. Seus botões eram caros ou apenas... Brilhantes?” Penny sentiu que não valia a pena entrar muito naquela discussão, mas achou o rapaz mais velho bem humorado e decidiu segui-lo pelo corredor a fim de prosseguir até o salão principal. “Ou talvez você tenha, mas de fato elas não devem valer tanto assim do ponto de vista de um Niffler, eu suponho.”
Flora se sentia num misto estranho de irritada e indiferente, seu corpo estava dolorido por ter sido malcriada durante as férias e a mãe estar passando pela menopausa… A receita para o desastre. Se viu se assaltada desprevenida pelo niffler, observando-o sair correndo com sua corrente de ouro e anéis.
— Ótimo, que filho da puta. Se eu pegar quem soltou essa cria de Loki mal parida, eu mando pra as profundezas da terra sem uma passagem de volta.
“Hmmm. Se me permite, xingar um animal que simplesmente segue seu próprio instinto não vai ajudar.” Penny deu de ombros, aparecendo repentinamente ao lado da sonserina. Tentando exercer sua função de monitora, se ofereceu para ajudá-la da maneira que podia. “Ao invés disso, que tal procurarmos esse Niffler e me dizer o que o animal roubou de você?”
“Gostaria de dizer que fui eu quem soltei os nifflers como pegadinha de início de ano, mas essa maravilha ficou muito além dos meus sonhos mais loucos” comentou, porque a pessoa a sua frente havia perguntado se toda aquela confusão fora sua ideia. Ele bem que gostaria, porque não via jeito melhor de começar o seu último ano do que daquela forma. “Sem contar que eu também fui roubado, sabe. Mas valeu a pena só por ver o caos que rolou solto em todos os vagões” disse rindo com a lembrança.
Apesar de também ter sido vítima dos Nifflers, Penelope não podia negar que esteve absorta com a fofura dos animais tanto quanto esteve chocada por ter o anel de sua mãe furtado. Ao ouvir o comentário do garoto mais velho a sua frente, que reconheceu ser um Potter, a loira soltou um comentário muito breve. “Obrigada, senhor Potter. Um trabalho extra para monitores nunca é demais, não é?” Semicerrou os olhos, mas logo em seguida flexibilizou a postura rígida e tentou parecer otimista. Obviamente, por legilimência, era fácil presumir se ele estava mentindo ou não. “O lado bom é que os prejuízos já foram quase todos sanados. E eles eram fofos.”
PENELOPE GOLDSTEIN possui 15 ANOS, veio de NEW YORK, EUA e seu status sanguíneo é MESTIÇO. Pode ser encontrada no dormitório da CORVINAL, e está no QUINTO ANO. Dizem que PENNY é FLEXÍVEL e PERSPICAZ, mas também pode ser DESCONFIADA e INSTÁVEL.
✧ Varinha: Macieira, Pelo de Amasso, 26cm, Maleável.
✧ Bicho-papão: Uma versão de si mesma extremamente debilitada, trajando uma camisa de força.
✧ Patrono: Arminho.
✧ Animal: Serenity, uma gata do tipo calico.
✧ Habilidades: Legilimência.
✧ Cargos: Monitora.
• FAMÍLIA — Ainda que não seja muito extensa, a família Goldstein é conhecida por ocupar, simultaneamente, a América e a Europa — por conta disso, tanto Ilvermorny, quanto Hogwarts, ao longo de décadas, acabaram disputando entre si a predominância em relação aos seus membros. Em geral, quando ingressam em Hogwarts, os integrantes costumam ser selecionados para a Corvinal, muito embora isso não seja uma regra. Já em Ilvermorny, é possível observa-los ocupando as mais variadas casas, apesar de ainda haver pouca incidência em Wampus quando comparada com as demais. Além da dualidade entre continentes, os Goldstein também conservam uma expressiva quantidade de membros mestiços, uma vez que é sabido que estes também se relacionaram com trouxas/no-majs ao longo do tempo. Em relação aos cofres de Gringotes, os Goldstein não são exatamente abastados como as famílias bruxas mais tradicionais, contudo, têm suficiente para garantir uma boa subsistência. No caso de Penelope, sabe-se que a menina passou a maior parte da infância morando em Nova York, em uma casa próxima ao antigo apartamento de suas tias-avós, Queenie e Porpentina, morando apenas com seus pais, já que sua irmã estava morando na Europa, trabalhando no St. Mungus. Perto dos onze anos, estava praticamente tudo pronto para que Penny começasse seus estudos na escola de magia norte americana — contudo, seus pais subitamente receberam uma oferta de emprego valiosa no Ministério da Magia, onde ocupariam cargos mais promissores, e ainda teriam a chance de ficar mais perto da filha mais velha. Penny, ainda que estivesse deixando sua terra natal durante a transição rumo ao velho continente, sentiu-se animada em saber que finalmente teria a oportunidade rever Erina e conhecer seu primo, Anthony Goldstein, a quem sempre se comunicou apenas por cartas.
• MAGIA — Desde a mais tenra idade, Penelope cotidianamente reclamava de ter sua mente saturada de vozes alheias, especialmente quando costumava passear em locais com grandes aglomerações, como os centros de Nova York. Não muito demorou para seus pais descobrirem que a jovem possuía um dom natural para a Legilimência, tal como sua tia avó, Queenie. Contudo, embora tenha passado a primeira etapa da infância tentando adquirir algum controle, a habilidade ainda não chegou nem perto de ser completamente dominada pela garota, que ainda enfrenta grandes dificuldades para controlar o fluxo de pensamentos e emoções dos demais
• HOGWARTS — Assim que adentrou em Hogwarts, ficou apreensiva em saber como seria a cerimônia com o chapéu seletor, afinal, tudo funcionava de forma bastante distinta de Ilvermorny. As vozes que ecoavam pelo salão frisavam especificamente quatro casas distintas: Grifinória, Lufa Lufa, Corvinal e Sonserina, que Penelope até então pouco sabia sobre, apesar da breve explicação de seus pais quanto as mesmas. Após uma longa espera, rumou para sua vez na seleção, tentando deixar a mente livre das opiniões que ouvira, esperançosa que o objeto mágico fizesse uma boa decisão por ela. No fim, o chapéu decidiu colocá-la na Corvinal, a mesma casa de seu primo Anthony, decisão que deixou a jovem extremamente contente. Na escola, recentemente conseguiu a vaga de monitoria no seu ano, e exprime um grande interesse sobre os ramos mais místicos da magia — não é incomum, portanto, encontrá-la exercendo ativamente sua posição no clube de Astrologia e se aprofundando em matérias como Adivinhação ou Astronomia.
• PERSONALIDADE E GOSTOS — Penelope é facilmente descrita como a personificação da sutileza e cordialidade em vários aspectos, mas apenas aparentemente. Em geral, esses traços são usados como uma anestesia para que os pensamentos alheios, especialmente os que são voltados para hostilizá-la, sejam bloqueados da sua mente a fim de tentar desenvolver em si mesma uma camada de maciça de imperturbabilidade. Nos piores momentos, especialmente quando não consegue controlar sua habilidade, é comum que a garota perca o controle e se torne o oposto do que aparenta no cotidiano. Ao mesmo tempo que a Legilimência possa lhe perturbar, ela também pode lhe ajudar a saber com muita precisão o que cada pessoa busca de verdade quando a procura, todavia, quase nunca deixa transparecer essa esperteza — para ela, é conveniente parecer crédula objetivando saber até onde as eventuais mentiras de alguns de seus colegas irão. No fim, Penny é uma jovem que, apesar dos conflitos internos, busca viver da forma mais confortável possível, se dedicando com afinco tanto em sua vida acadêmica, quanto almejando o bem estar de todos aqueles que ama.
EXTRAS: QUESTIONÁRIO.
Escola que estuda/estudou: Quase estudei em Ilvermorny, mas atualmente estou em Hogwarts.
Casa que foi selecionado: Corvinal! Porém, sempre me perguntei para qual casa iria se fosse pra Ilvermorny...
Status sanguíneo: Mestiça. Dizem por aí que há muitos bruxos talentosos que partilham esse status, mas particularmente acho que é um simples fator numérico.
Varinha: Macieira, Pelo de Amasso, 26cm. Um núcleo bastante inusitado, como diria o senhor Olivaras!
Cheiro que sente na Amortentia: Petrichor, Patchouli e Pêssegos. Aparentemente sou atraída por coisas com “P”.
Patrono e memória feliz dele: Um arminho. Fui capaz de descobri-lo recentemente, quando fui nomeada monitora!
Bicho papão (maior medo): Eu mesma, em uma versão extremamente debilitada e com uma camisa de força.
Espelho ojesed (maior desejo): Estou no nível 9 do Ministério da Magia, trajando roupas escuras. No lado direito, há um pequeno crachá escrito “Inominável”.
Objeto trouxa favorito: Canetas! São tão mais práticas que penas...
Doce favorito da Dedos-de-Mel: “Fizzing Whizzbees”. O sabor de framboesa misturado com a sensação de abelhas no cérebro é simplesmente adorável.
Banda/cantor bruxx favoritx: Celestina Warbeck, sem dúvidas!
Feitiço favorito: Expectro patronum. Quem não ama esse feitiço?
Poção favorita: Polissuco, apesar dos boatos do gosto de xixi de duende. Deve ser tão divertido se transformar em alguém... Metamorfomagos têm sorte de fazer isso o tempo todo.
Matéria favorita: Astronomia. É fascinante estudar os corpos celestes, o universo em geral e pensar nas perguntas que surgem a todo instante sobre o assunto.
Matéria que menos gosta e o motivo: É engraçado dizer isso sendo uma corvina, mas é impossível gostar de tudo, afinal... Devo dizer que não simpatizei muito com Voo desde a primeira vez que subi em uma vassoura. É quase garantido que irei para a enfermaria se montar em uma novamente.
Animal fantástico mais interessante: Pelúcios! Apesar do prejuízo que eles causam em geral, não tem como negar que eles são extremamente fofos.
Famoso bruxo favorito: Há inúmeros bruxos que aprecio, mas Alvo Dumbledore merece seu lugar aqui. Ele derrotou os dois maiores bruxos das trevas de todos os tempos e uma legião de seguidores. Preciso dizer mais?
Time de quadribol que torce: Não costumo acompanhar o Quadribol por ser extremamente barulhento, tanto no ambiente em si, quanto por legilimência. Contudo, nas raras vezes em que assisto, torço para a minha casa, Corvinal.
Profissão que quer exercer (pode ser bruxa ou trouxa): Meu maior sonho é me tornar uma Inominável, ou seja, trabalhar no Departamento de Mistérios.
Maior vício do personagem: Chá. Sou tão britânica quanto meu primo Anthony nesse quesito.
Passatempo favorito na escola ou no mundo bruxo em geral: Sem dúvidas, o salão comunal da Corvinal. Eu amo descer do dormitório das meninas de madrugada para simplesmente me deitar no chão do hall e apreciar o tilintar das estrelas do teto, enquanto ouço o barulho do vento ecoando na janela.
Animal de estimação: Serenity. É uma gata tricolor da raça Maine Coon.
Primeiro lembrol: Ganhei de uma amiga de aniversário, e até hoje julgo bastante útil, especialmente para pessoas que acabam se ocupando com tantos pensamentos na cabeça como eu.
Berrador: Estava na minha primeira aula de Voo, quando infelizmente acabei quebrando a vassoura caríssima que minha mãe havia comprado para mim duas semanas atrás. Logicamente, acordei na enfermaria, e, ao meu lado, havia três cartas - duas eram normais, ambas assinadas pela minha irmã e pelo meu pai, respectivamente, e que me desejavam melhoras. A última, porém, era da minha mãe. Não sabendo do que se tratava, acabei abrindo com inocência: para minha surpresa, era o tal berrador. Minha mãe simplesmente surtou ao saber que a vassoura quebrara, já que as economias haviam sido meticulosamente gastas durante a mudança. Por sorte, Hogwarts disponibilizou outra vassoura para mim e a Madame Hooch conseguiu convencer minha mãe de que tudo fora um acidente e eu estava bem.
Primeira carta que enviou: Uma carta para minha irmã, Erina, contando sobre minha experiência em Hogwarts e todos os detalhes da escola, já que ela sempre quis estudar aqui.
Primeira carta que recebeu: Pouco antes de eu completar onze anos, a carta de Ilvermorny chegou, me convidando para realizar a matrícula por lá.
O que pensa de lobisomens, centauros e outras criaturas antropomórficas? São interessantes, mas não me atreveria a mexer com essas criaturas sem o auxílio de um magizoologista capacitado.
Já entrou em contato com algum objeto das trevas? Apenas uma vez, na Borgin & Burkes. Era um curioso par de brincos. Tenho quase certeza de que ouvi o atendente falar que era um raro item amaldiçoado que pertenceu à família Black. Se ele estava mentindo, eu não sei, mas a energia emanada pelo objeto e o preço estratosférico eram convincentes o suficiente para alimentar esse boato.