ARYA STARK - JORNADA NAS TERRAS FLUVIAIS
Arya tinha um objetivo - reencontrar sua mãe - e sua jornada no terceiro livro foi em busca dela, ela era uma loba e havia entendido o sentido disso, mas ser uma loba não significava ser agressiva e impulsiva sempre, significava observar seus inimigos, saber esperar para atacar, se esconder quando preciso, mas nunca desistir, haveriam riscos, mas arriscaria mesmo assim.
Imagine uma garota de 10 anos acompanhada de outros dois rapazes mais velhos vagando por uma terra devastada cercada de pessoas violentas e perigos por todas as partes, com nada além de um mapa, punhal e cavalos roubados de Harrenhal.
Esta é Arya Stark, a obestinada filha de Catelyn e Ned Stark.
Logo no primeiro capítulo de Arya em Tormenta vemos que a conexão entre Arya e Nymeria fica mais forte e ela passa a ter sonhos de lobo.
Sonho de Lobo é quando um warg inconscientemente desliza para a pele do seu lobo durante o sono e pode controlar o animal de acordo com sua vontade, porém quando acorda acha que tudo aquilo foi apenas um sonho e na verdade foi real.
Quando Arya fugiu de Harrenhal ela ouviu o uivo forte de um lobo a distância, seria Nymeria? Provavelmente sim.
Depois disso ela, Gendry e Torta Quente seguiram em direção a Correrrio,. porém aterrorizados com a ideia de poderem ser recapturados pelos violentos homens que ficaram em Harrenhal. Durante o sono, em um dos turnos de vigia em que ela e Gendry revesavam, Arya deslizou para a pele de Nymeria e conseguiu abater seus perseguidores, eram alguns dos Bravos Companheiros que foram enviados por Vargo Hoat atrás deles, se eles fossem pegos seriam mutilados antes de serem mortos de forma cruel, mas usando Nymeria e a alcateia liderada por ela Arya conseguiu se defender e proteger Gendry e Torta Quente.
“Seus sonhos foram rubros e violentos. Os Saltimbancos andavam atrás deles, eram quatro...pensavam que estavam perseguindo Arya, ela soube com toda a estranha e aguçada certeza dos sonhos, mas estavam enganados. Era ela quem os perseguia. Ela não era uma garotinha no sonho; era uma loba, enorme e poderosa, e quando emergiu de sob as árvores, diante deles, e lhes mostrou os dentes, num rosnido grave e trovejante, sentiu o fedor repulsivo do medo que exalavam tanto os cavalos como os homens... outros lobos saíram apressadamente da escuridão e da chuva, uma grande matilha, lúgubre, molhada e silenciosa. A luta foi rápida mas sangrenta. O homem peludo caiu no momento em que puxava o machado, o escuro morreu encaixando uma flecha no arco, e o homem pálido de Lys tentou fugir...Só o homem com os sinos deu luta. O cavalo escoiceou uma de suas irmãs na cabeça, e ele cortou outra quase ao meio, com sua garra curva e prateada, enquanto seus cabelos tilintavam baixinho. Cheia de raiva, Arya saltou sobre as costas dele, derrubando-o da sela, de cabeça. O maxilar se fechou em seu braço durante a queda, com os dentes afundando através do couro, da lã e da carne macia. Quando chegaram ao chão, ela deu uma violenta sacudida com a cabeça e arrancou o membro. Exultante, abanou-o de um lado para o outro na boca, espalhando as mornas gotículas vermelhas pela fria chuva negra.”
Arya não confiou em Roose Bolton para revelar sua identidade e acertou em cheio, Roose já estava, àquela altura, disposto a trair Robb Stark, ter Arya em seu poder seria um grande trunfo, mas qndo ela encontrou o filho de Hullen, um empregado de Winterfell, acreditou que finalmente havia encontrado nele a segurança de voltar a ver sua família, mas foi um engano, Harwin já não lutava por nenhuma bandeira, nem pela bandeira Stark e nem pelo lado Lannister, agora ele fazia parte de um grupo de foras da lei que defendia o povo: A Irmandade sem Bandeiras
Nota-se que Arya ter se revelado para ele não foi por pura inocência, Harwin era um rapaz simples, simples como as pessoas que ela mais confiava e mais se sentia a vontade quando estava próxima, mas não havia meios de supor que ele viraria as costas para ela e para a casa Stark.
Porém, este engano não era de todo mal, era até vantajoso para Arya, antes ela andava desprotegida com outros dois rapazes rumo a Correrrio, agora andava com um bando de foras da lei, que nao eram tão agressivos quando os Saltimbancos Sangrentos, e eles poderiam garantir que ela chegasse ao seu destino em segurança, tudo em troca de um resgate que poderia ser pago tranquilamente por sua família.
Arya seria levada ao encontro de Beric Dondarrion, o líder da Irmandade sem Bandeiras que dominava a região, mas no caminho ela se depara com uma realidade triste, os horrores que a guerra trás, a fome, a desolação, a violência, pessoas buscando socorro com foras da Lei, pois todos os reis que lutavam suas guerras , por um motivo ou outro , virava as costas para o povo, na realidade eles eram os que mais sofriam com todas as desgraças, Westeros estava despedaçada.
“por que são sempre os inocentes a sofrer mais, quando vocês, os grandes senhores, jogam o seu jogo dos tronos?” ( Varys, A Guerra dos Tronos)
Imagem: Batalha dos Sinos
A situação contrastava com os feitos históricos do seu pai e de Robert durante a Rebelião que eram descritos pelos foras da lei a medida que iam passando pelos locais onde batalhas foram travadas no passado, como a Batalha dos Sinos, a beleza quase romântica da guerra era engolida pela realidade bruta e cruel, não havia lado bom e honrado, ser homem do reino ou homem de Robb não fazia diferença, Arya já tinha visto aquilo em Harrenhal, todos eles, independente do lado que defendiam representavam uma ameaça constante aos mais fracos
“-Foi o Caçador Louco que apanhou esses lobos.
Lobos. Arya gelou. Homens de Robb e do meu pai (...)
– Não ligue para eles, moço – disse-lhe o habitante da cidade. – Não dizem respeito a você. Avance.
– O que foi que eles fizeram? – perguntou-lhe Arya.
– Passaram oito pessoas na espada na Cascata do Acrobata – disse ele. – Queriam encontrar o Regicida, mas ele não estava lá, então trataram de arranjar uns estupros e assassinatos. – Agitou
um polegar na direção do cadáver com larvas onde devia estar o membro viril. – Foi aquele que
– Uma gota – gritou o gordo para baixo. – Misericórdia, rapaz, uma gota
– Água – arquejou aquele que tinha moscas na barba.
Lobos, voltou a pensar. Como eu. Seria aquela a sua matilha? Como podem ser homens de Robb? Quis bater neles. Quis machucá-los. Quis chorar. Todos pareciam olhá-la, tanto os vivos como os mortos. “
Após Sandor Clegane ser capturado pela irmandade para pagar por seus crimes através de um julgamento por combate, finalmente nos deparamos com o líder da irmandade Beric Dondarrion transformado, com poderes atribuídos ao Senhor da Luz através de Thoros de Myr, Beric havia sido revivido algumas vezes e sua reaparição a cada boato de sua morte dava esperanças ao povo que se agarrava a Irmandade em busca de paz.
“O povo reza por chuva, filhos saudáveis e um verão que nunca termine - disse-lhe Sor Jorah. - Não lhe interessa se os grandes senhores lutam suas guerras de tronos, desde que seja deixado em paz - encolheu os ombros. - E nunca é.” (Jorah Mormont, A Guerra dos Tronos)
Arya presenciou como a magia de fato estava presente e era real, primeiro com Jaqen trocando de rosto, depois os sonhos proféticos da Fantasma do Coração alto que a interceptou e sentiu em Arya o cheiro da morte além de lhe ter adiantado fatos que trágicos que estariam por vir e por fim testemunhou Beric retornando a vida depois de ter sido mortalmente ferido por Sandor.
Arya ainda lembrava de Mycah, o rapaz que foi morto a mando de Joffrey injustamente porque Arya tentou defendê-lo. Ela ainda orava e nas suas orações incluia todas as pessoas que ela deseja que morressem
“– Valar morghulis – murmurou suavemente – Sor Gregor, Dunsen, Polliver, Raff, o Querido.Cócegas e Cão de Caça. Sor Ilyn, Sor Meryn, Rei Joffrey, Rainha Cersei.”
A única pessoa que Arya ainda tinha algum vínculo aquela altura era Gendry, ele a acompanhou desde o ínício na sua jornada, mas chegou uma hora que ele não quis continuar, ela era uma Lady e seria devolvida a família e ele era algúem sem importância que queria ter um objetivo em sua vida, Gendry acreditou que com a Irmandade ele poderia ser útil e que poderia fazer alguma coisa boa para o povo, mesmo tentando não demonstrar que estava se sentindo desolada e sozinha Arya fingiu não dar importância a ele, mas não era verdade
“ Jaqen partiu. Abandonou-a. O Torta Quente também me deixou, e agora é o Gendry que está partindo. Lommy morreu, Yoren morreu, Syrio Forel morreu, até o pai morreu, e Jaqen deu-lhe uma estúpida moeda de ferro e desapareceu.”
Sandor venceu Beric foi libertado e acabou sequestrando Arya, para ele mesmo obter o resgate da nobre.
A partir daí começa uma relação interessante, Cão de Caçã não é um homem bom, educado ou honrado, por outro lado ele não agia como tantos e tantos foras da lei que Arya encontrou no seu caminho e estar com Sandor era até seguro, mas Sandor era um dos homens das orações de Arya, Sandor havia matado Mycah e Sandor havia escapado de ser punido quando venceu o julgamento por combate. Arya o queria morto, mas precisava dele vivo e quando finalmente chegou às Gêmeas e nada pôde ser feito para salvar sua mãe e seu irmão ela continuou com Sandor.
Impulsivamente, mais uma vez, ela tentaria fazer o mesmo que fez diante do septo de Baelor quando inutilmente avançava com agulha tentando salvar seu pai, dessa vez iria entrar nas Gêmeas para tentar salvar a mãe e irmão, ela não conseguiria, era inútil, Vento Cinzento já havia dado seu uivo final, Robb estava morto, sua mãe também estava morta e Sandor a salvou da morte quando poderia tê-la deixado entrar na Gêmeas e morrer junto com a família. Perder sua mãe e irmão quando estava tão perto de finalmente reencontrá-los abriu feridas ainda não saradas em Arya
“Sentia o buraco dentro de si todas as manhãs ao acordar. Não era fome, embora às vezes também houvesse isso. Era um lugar oco, um vazio onde o coração estivera, onde os irmãos e os pais tinham vivido...Em algumas manhãs, Arya não queria sequer acordar... E sonhava. Essa era a melhor parte, os sonhos.”
Deslizar para Nymeria era a melhor parte para superar a dor, através dela Arya poderia canalizar toda a raiva e fúria por ter perdido todos que amavam, Nymeria liderava uma grande alcatéia e Arya sentia-se um pouco feliz quando estava nela, pois agora Arya não tinha rumo, não tinha ninguém e nos sonhos poderia ser Nymeria.
“Cão de Caça já não a vigiava tão atentamente como antes. Às vezes não parecia se importar se ela ficava ou se ia embora... Uma noite, mato-o enquanto dorme, dizia a si mesma, mas não fazia isso. Para onde iria? (...) Por isso ficava com o Cão de Caça. Viajavam todos os dias, sem nunca dormir duas vezes no mesmo local”
Arya, agora com 11 anos de idade, ainda era apenas uma garota, uma garota cercada de tragédias e que no fundo queria se agarrar a esperança que sua mãe vivia na pele de Nymeria Pôde ter certeza que sua mãe estava morta
“ Quando fechou os olhos, viu o rosto da mãe na parte de dentro das pálpebras. Ela está tão perto que quase conseguiria cheirá-la… ... e então conseguiu cheirá-la. O odor era tênue sob os outros cheiros, sob o musgo, a lama e a água e o fedor de juncos e homens em putrefação...O cheiro agora era mais forte.Só o odor importava. Voltou a farejar o ar. Ali estava ele, e agora também via a sua origem, algo pálido à deriva no rio, virando-se quando roçava por um obstáculo submerso. ..Nadou, seguindo o nariz... e por fim apanhou-os e suas mandíbulas fecharam-se em volta de um braço pálido. Sacudiu-o para obrigá-lo a se mexer, mas havia apenas morte e sangue em sua boca. Começava a se cansar, e foi com dificuldade que puxou o cadáver para a terra. Enquanto o arrastava para a margem lamacenta... A coisa branca jazia de bruços na lama, com a carne morta enrugada e pálida e sangue frio pingando de sua garganta. Levante-se, pensou. Levante-se (...) Quando a manhã chegou, Cão de Caça não precisou gritar ou sacudir Arya para que acordasse. Ela havia acordado antes dele, por uma vez, e até tinha dado água aos cavalos. Quebraram o jejum em silêncio, até que Sandor disse: – Aquela conversa de sua mãe...
– Não importa – disse Arya numa voz sem vida. – Eu sei que está morta. Vi-a num sonho. Cão de Caça observou-a por um longo momento, e depois assentiu. Nada mais foi dito sobre o assunto.”
Catelyn foi encontrada pela Irmandade sem Bandeiras, Beric deu nela o beijo da vida e ela retornou do mundo dos mortos como Senhora Coração de Pedra
Sandor pretendia entregar Arya a Lysa Arryn, mas soube que ela também havia morrido, ir para Muralha seria arriscado, custoso e inútil, nada mais restava a Arya a não ser prosseguir com Sandor para onde quer que ele fosse.
Mas Sandor também não tinha rumo, havia servido por anos aos Lannister, fugiu em meio ao desespero por causa do fogo e sem o resgate que receberia por Arya não tinha muita perspectiva, ele andava de um lugar a outro e numa dessas idas acabou parando em uma estalagem onde encontrou Cócegas e Pólliver.
Pólliver estava na oração de Arya por ter lhe roubado Agulha e Cócegas aparentava ser um homem comum, mas por trás do rosto acima de qualquer suspeita se escondia o torturador de Harrenhal que costumava fazer as mesmas perguntas.
Através deles Arya fica sabendo da morte de Joffrey e fuga de Sansa, mas quando menos esperou uma sangrenta luta começou
“– Eu tinha esperança de que fizesse alguma coisa estúpida. – A espada deslizou para fora da bainha bem a tempo de desviar para o lado a primeira estocada de Polliver. (...) Arya sentiu o sabor do início do pânico no fundo da garganta. O medo golpeia mais profundamente do que as espadas. O medo golpeia mais profundamente...Sandor soltou um grunhido de dor. O lado queimado de seu rosto escorria, vermelho, da têmpora à bochecha, e o coto de orelha desaparecera. Aquilo pareceu zangá-lo. Empurrou Polliver para trás com um ataque furioso, pressionando-o com a velha espada amassada que arranjara nas colinas. O homem barbudo cedeu terreno, mas nenhum dos golpes chegou sequer a tocá-lo. E então o Cócegas saltou sobre um banco, rápido como uma cobra, e golpeou a parte de trás do pescoço do Cão de Caça com a aresta de sua espada curta.Estão matando-o (...) Polliver e Cócegas tinham encostado Cão de Caça em um canto, por trás de um banco, e um deles acrescentara aos seus outros ferimentos um feio golpe vermelho na coxa superior. Sandor apoiava-se na parede, sangrando e respirando ruidosamente. Parecia quase não conseguir manter-se em pé, quanto mais lutar.
– Se me quer, venha me pegar. – Sandor desencostou-se da parede e ficou semiagachado atrás do banco, com a espada cruzada em frente do corpo.
– Acha que não pegamos? – disse Polliver. – Está bêbado.
– Pode ser que sim – disse Cão de Caça –, mas você está morto. – Seu pé projetou-se para a frente e apanhou o banco, atirando-o com força contra as canelas de Polliver. De algum modo, o barbudo conseguiu manter o equilíbrio, mas Cão de Caça abaixou-se sob a sua violenta estocada e lançou a própria espada para cima, num traiçoeiro golpe para trás. Sangue esguichou no teto e nas paredes. A lâmina ficou presa no meio da cara de Polliver, e quando Cão de Caça a soltou com uma sacudida, metade da cabeça do outro veio junto.”
Arya viu ali a oportunidade de riscar o nome de cócegas da sua lista, Sandor já havia feito sua parte, agora ela devia fazer a dela:
“Cócegas recuou. Arya conseguia sentir o medo dele. A espada curta que tinha na mão pareceu de repente quase um brinquedo, comparada com a longa lâmina que Cão de Caça empunhava, e além disso não tinha armadura. Moveu-se rapidamente, ligeiro de pés, sem nunca tirar os olhos de Sandor Clegane. Foi a coisa mais simples do mundo para Arya aproximar-se dele por trás e apunhalá-lo.
– Há ouro escondido na aldeia? – gritou enquanto enfiava a lâmina em suas costas. – Há prata?
Pedras preciosas? – apunhalou-o mais duas vezes. – Há comida? Onde está Lorde Beric? – então já estava em cima dele, ainda apunhalando-o. – Para onde foi ele? Quantos homens o acompanhavam? Quantos cavaleiros? Quantos arqueiros? Quantos, quantos, quantos, quantos, quantos, quantos? Há ouro na aldeia? Tinha as mãos vermelhas e pegajosas quando Sandor a arrastou de cima dele.
– Basta – foi tudo que disse. Ele mesmo sangrava como um porco na matança e arrastava uma perna ao caminhar.”
Os ferimentos de Sandor foram piorando a medida que avançavam ate que ele não aguentou mais, Arya poderia tê-lo matado, mas ela decidiu que ele não merecia a dávida da misericódia, apesar dele ter tentado irritá-la o bastante para convencê-la a fazer isto.
Arya foi embora, agora totalmente só e teve que decidir para onde iria, ela queria voltar para casa, para a família, mas só havia Jon, seu irmão favorito, então a Muralha poderia ser seu destino, mas o capitão do navio que ela encontrou se negou a levá-la até la, então quando notou que ele era Bravosiano se lembrou das palavras de Jaqen
“– Mais uma moeda de prata não fará diferença, pequena – disse por fim.
– Não é prata. – Seus dedos fecharam-se sobre ela. – É ferro. Tome. – Enfiou-a na mão dele, a pequena moeda negra de ferro que Jaqen H’ghar lhe dera, tão gasta que o homem cuja cabeça mostrava não tinha feições. Provavelmente não tem nenhum valor, mas...O capitão virou-a, pestanejou, e então voltou a olhá-la.
Jaqen disse para pronunciar as palavras também. Arya cruzou os braços contra o peito.
– Valar morghulis – disse, tão alto como se soubesse o que aquilo queria dizer.
– Valar dohaeris – respondeu o homem, tocando a testa com dois dedos. – É claro que terá uma cabine.”