BYUN BAEKHYUN? Até que parece, mas não é. Aquele é PARK HAESOO, classificado como ALFA. Ele tem TRINTA E DOIS ANOS e é natural de SEUL, COREIA DO SUL, mas atualmente está residindo aqui perto em HYANGDO. Atualmente, trabalha como PROFESSOR DE DESIGN DE JOGOS E FREELANCER. Dizem que é muito AMIGÁVEL e PACIENTE. E também pode ser RANCOROSO e INDECISO, acredita? Mas quando passa, deixa para trás aquela essência de CAFÉ COM NOTA DE BAUNILHA.
Biografia
Park Haesoo, filho mais velho da família Park. Tem duas irmãs mais novas que ele, pelas quais tem muito carinho e as ama. Haesoo tem uma relação boa com seus pais, mesmo que não tenha seguido a carreira que eles sempre visualizaram para ele, Medicina. Contudo, nem sempre foi assim, no início, quando recusou entrar para a universidade de Medicina, os pais de Haesoo ficaram muito decepcionados, tiveram grandes conflitos com o filho. Se não fosse pela avó materna de Haesoo, ele teria sido obrigado a entrar para a universidade de Medicina, entraria por bem ou por mal, mas sua avó conseguiu fazer com que seus pais aceitassem suas escolhas, mas foi depois de muito esforço dela.
O tempo foi passando e a relação de Haesoo com seus pais foi melhorando, já que eles foram aceitando aos poucos as decisões do filho. Haesoo sempre quis ser designer de jogos, e por isso, seguiu essa carreira. Mudou-se para um apartamento quando achou que estava na hora de viver sozinho, só não esperava que um tempo depois fosse ser demitido da empresa onde estava trabalhando na época, o que o fez tomar decisões um pouco desesperadas.
Momentos desesperados requerem atitudes desesperadas, e isso fez com que Haesoo voltasse a vender seus serviços com leitura de tarô e quiromancia — esse último sendo mais um interpretação vinda das vozes da sua cabeça, bem interpretativo à sua maneira, mas ninguém precisa saber. Fazia alguns trabalhos freelancers também, mas tinha medo de não ser o suficiente, então tentava se manter com as duas coisas. Era muito engraçado quando iam para alguma sessão de tarô e viam que ele era um alfa. Mas Haesoo não precisou ficar muito tempo nisso, pois recebeu uma proposta para trabalhar como professor na Jeju National University. Ponderou bastante sobre a oferta, já que teria que se mudar, mas acabou aceitando no final.
Personalidade
Haesoo é meio estourado quando o incomodam muito, ele tem paciência, mas depende muito de como a pessoa fala com ele. É gentil na maior parte do tempo e tende a ser carinhoso do seu jeitinho — que na maior parte do tempo é presenteando a pessoa com algo —, é meio ciumento tanto com amizades quanto com relações amorosas. É muito curioso e isso reflete muito nos muitos hobbies que ele tem.
Curiosidades
Haesoo tem um gato e um cachorro.
Não é um amante de machucados e sangue, dependendo da profundidade do machucado pode até desmaiar. Normalmente até que consegue lidar “bem”, mas se o machucado for profundo e feio, há grandes chances de não aguentar ficar olhando. Mais um motivo para ficar longe da Medicina.
Kyungmi estreitou os olhos na direção do homem que acabara de chamá-la de engraçada. Ah, ótimo. Agora ela era o quê? A boba da corte mais cobiçada do reino? Tsc. Revirou os olhos e bufou, voltando a encará-lo com sua melhor expressão de “se você rir mais uma vez, eu te mato”.
— Destino? Que destino são esses…? — fez uma careta. — Só se for o da prisão.
Murmurou algo ininteligível, claramente impaciente. Mas, ao ouvir a menção ao tão esperado pedido, seu rosto se iluminou da forma mais perversa possível e cantarolou de forma inocente.
— Não sei… mas me deixa dar uma esfregadinha pra testar! — disse, soltando uma risada genuína enquanto estendia a mão para o homem. — Você vai pagar a minha conta do mercado.
Sem esperar resposta, saiu andando pelo corredor, pegou algumas embalagens e jogou no carrinho. Em seguida, deu uma corridinha até o setor de ramen e voltou com os braços cheios, despejando tudo dentro do carrinho.
— Calma, ainda tem mais coisa! O que será que uma casa precisa? Será que posso te usar de lâmpada? Você queima fácil?
— Por que prisão?! O que você tem tanto contra mim? — perguntou indignado depois de ouvir a resposta dela, até ajeitando a sua posição e cruzando os braços na frente do corpo. Podia até ter rido do que ela falou sobre "dar uma esfregadinha", mas estava completamente arrasado pela resposta anterior que recebeu dela. Tipo... ai? Isso doeu. Foi uma rejeição, não? Caramba, estava tão mal assim? Ela tinha conseguido ferir seu orgulho assim, tão fácil.
Ficou tendo o seu momento de tristeza e indignação interna enquanto via ela sair de perto jurando que ele ia pagar qualquer coisa que ela fosse comprar. Levantou as sobrancelhas quando viu ela voltando com os braços cheios de macarrão instantâneo, uma bomba. E continuou com as sobrancelhas levantadas enquanto ouvia ela falar, meio desacreditado mesmo.
— Eu tenho é pena da sua casa, se você mora sozinha. Quanto tempo até você colocar fogo nela? — perguntou depois de ouvir ela querendo saber o que uma casa precisa... complicado. — Mas eu não vou pagar nada, não. Esse destino aqui é só na prisão, ele não paga compras. — Mostrou a língua para ela e puxou o carrinho, para que os dois não se batessem mais quando fossem ser guiados.
Era sábado e Kyungmi não tinha muito o que fazer pela manhã, então decidiu caminhar pelos Jardins Hwan, um lugar calmo, familiar, onde ela podia pensar. E ela precisava pensar. Todas as lâmpadas da casa haviam queimado. Sim, todas. E o pior: ela tinha acabado de trocá-las. Um lote inteiro de lâmpadas bichadas. Agora estava sem luz. Tendo luz. Mas sem luz.
Suspirou, levantou os braços para o céu como quem implora uma trégua ao universo.
E foi exatamente nesse momento que levou um empurrão forte o bastante para fazê-la girar e quase cair.
Não. Isso já era demais. Era essa a resposta do universo? Que universo mesquinho! Kyungmi ficou vermelha de raiva. O cara simplesmente esbarrou nela no meio do momento dela com o cosmos — e o pior: nem pediu desculpas direito.
— Yaaa! Seu escroto! Quase me matou! — ela gritou, com os olhos marejando de raiva, e ainda fez questão de mostrar o dedo do meio enquanto recuperava o equilíbrio e a dignidade.
A comida estava tão gostosa! Kyungmi chegou a considerar abrir discretamente o botão da calça só para dar uma trégua à barriga feliz. Como não sabia cozinhar, aquele era o seu restaurante favorito, o sabor era caseiro, acolhedor, quase mágico. Ela se sentia no paraíso. Um paraíso que, infelizmente, precisava dividir com outros clientes.
Ainda sorrindo, saía do restaurante quando quase trombou com alguém na porta. Um homem.
— Ah... me desculp- — começou a dizer, mas parou no final, apertando os lábios com os dedos. — Retiro minhas desculpas.
E saiu andando com a cabeça erguida. Quase voltou só para pisar no pé dele com força, mas decidiu manter a classe. Porque claro... era ele. O mesmo cara que havia esbarrado nela nos Jardins Hwan e nem teve a decência de se desculpar.
Fala sério.
Kyungmi adorava terminar o dia assistindo todos os filmes de Jurassic World. Era completamente apaixonada por aqueles dinossauros nada fiéis à ciência, e adorava justamente por isso. Naquele dia, foi ao mercado buscar suas besteirinhas de sempre. Pegou um carrinho, pensando que talvez ainda desse tempo de emendar com uma maratona de comédias românticas. Ela estava doida para rever A Proposta.
Enquanto andava pelo corredor das pipocas de micro-ondas, ajeitava as caixas de nuggets no carrinho quando sentiu um impacto repentino. Bateu carrinho com carrinho. Ela ergueu o rosto... e ficou perplexa. "Ah, fala sério", pensou, revirando os olhos.
Só podia ser brincadeira. Era ele. O mesmo cara do restaurante. O mesmo dos Jardins Hwan. E, para piorar, ele ainda estava sorrindo pra ela.
— Olha, tem certeza de que não está me seguindo? — ela estreitou os olhos, desconfiada. — E em nenhuma das vezes me pediu desculpas. Já reparou? Se eu fosse você, tirava esse sorriso bonito do rosto.
Sim, aquilo era bizarramente específico. O universo claramente estava pregando uma peça. Ela sentia. Teve até vontade de passar o carrinho em cima do pé dele... mas, infelizmente, pela posição em que estavam, não daria.
Ela soltou um suspiro e o encarou novamente.
— Já que é a terceira vez que a gente se esbarra... será que eu tenho direito a um pedido? — perguntou com um olhar arregalado de falsa inocência, piscando os cílios com delicadeza.
Haesoo começou a ouvir ela falar, aos poucos arregalando os olhos quando ela perguntou se tinha certeza de que não estava seguindo ela, pois era verdade de que não estava fazendo isso! Já estava se preparando para se defender quando ela completou a fala, o fazendo levantar as sobrancelhas com o que ela disse, não se aguentando e rindo com o "esse sorriso bonito do rosto". Não teve como se conter, de verdade, foi uma reação automática, colocando uma das mãos na frente da boca como reflexo.
— Você é engraçada — comentou, ainda sorrindo. — Mas assim, eu realmente não estou te seguindo. — Se apoiou no carrinho de forma preguiçosa, brincando distraidamente com uma embalagem dentro dele enquanto falava com ela. — E por que eu pediria desculpas por algo que parece que é o destino que está fazendo? Acho que isso quer dizer algo, ein. — Piscou um dos olhos para ela, falando como se fosse algo muito sério, mas por dentro rindo com a brincadeira. — Mas espera... terceira vez que a gente se esbarra e pedido? Eu tô com cara de gênio da lâmpada pra realizar pedidos?
Café e baunilha são os aromas que se desprendem de Haesoo a menor aproximação com ele, esses que dizem muito sobre a sua personalidade. O aroma de café sendo o principal, a sua essência, que passa a mensagem de como Haesoo é em situações e com as outras pessoas. Já o seu aroma secundário, a baunilha, traz um toque emocional e estabiliza o amargor do aroma de café dele com a sua doçura.
Haesoo é alguém que teve que mostrar sua determinação em não seguir as exigências de seus pais, mas sim seguir aquilo que tinha vontade e que achava ser o certo. O café foi um aroma que o representou muito nos momentos em que teve que ser maduro e responsável com as suas decisões que geraram conflitos familiares, ficando mais marcante nesses momentos por conta do toque melancólico que o café fazia se destacar em certos momentos, todos com relação ao conflito com seus pais. Mas o toque de baunilha vinha sempre para atenuar esse amargor do café, demonstrando uma certa vulnerabilidade de Haesoo quanto a tudo o que estava acontecendo. Por mais que tivesse a sua determinação, o lado emocional também se mostrava mais presente.
Porém, a situação com seus pais não se estendeu por muito tempo e conseguiram se alinhar e resolver seus conflitos. Era difícil para os pais de Haesoo continuar sentindo o toque amargo de café se desprender dele sempre quando estavam juntos no mesmo ambiente, quando eram acostumados ao cheiro reconfortante do café e a suavidade da baunilha vindo junto, trazendo sensações de acolhimento, conforto e carinho, não queriam mais ter que sentir o amargor da tristeza e melancolia vindo de seu filho.
Quando saiu de casa, quando começou a sua jornada de viver sozinho e desenvolvimento, ao conhecer pessoas novas a primeira impressão que sua presença deixa é de conforto e familiaridade, já que o aroma de café traz muito essas sensações, principalmente pela sua simbologia de ser algo caseiro, que é feito — normalmente — em momentos de relaxar ou quando se precisa de conforto. É um aroma que representa a sensação de presença sólida, responsabilidade e conforto maduro que Haesoo tende a passar, ele é um alfa calmo e sereno, mais caseiro e que gosta de firmar a sua presença quando precisam dele. Ele espera, e tenta, ser o tipo de pessoa em quem os outros confiam, que oferece segurança silenciosa. E a baunilha, por mais que seja um aroma doce para um alfa, vem para acentuar essa sua personalidade mais tranquila. Ela dá força a sensação de calma que vem de Haesoo, assim como faz com que, às vezes, seja notável mais doçura emocional, carinho e vulnerabilidade nele.
Ele nunca se incomodou com o toque doce da baunilha em seu aroma, pois aprendeu que, mesmo que seja algo que o faça mais vulnerável e menos dominante em comparação com outros alfas, ainda tem seu lado positivo e seu charme, além de ser muito condizente com a sua personalidade. O café com a baunilha gera uma combinação perfeita sobre o seu jeito amigável e paciente de ser, é uma combinação de aromas que faz com que tenha mais facilidade em seu trabalho, de lidar com as pessoas, onde pode passar a sensação de segurança e também uma sensação de algo mais leve, como deixar um ambiente mais calmo ou mais engraçado/tranquilo, com seu jeitinho brincalhão.
Porém, quando as emoções negativas tomam conta, é o café que se destaca sobre a baunilha, intensificando o seu cheiro amargo e pesado, vindo em momentos de brigas, decepções ou períodos de estresse, fazendo o ambiente ficar preenchido com o amargor que denuncia tudo o que Haesoo está sentindo no momento, fazendo desaparecer a sensação de acolhimento que o café traz.
Diferente dos momentos de emoções negativas, o aroma de café adocicado pela baunilha em momentos de emoções muito fortes, como o rut, é bem mais presente. A baunilha se sobressai muito mais, tornando-se quase inebriante, fazendo com que Haesoo transpareça uma imagem mais sensual no momento e causando também mais desejo na pessoa que estiver junto com ele. E junto da sensualidade e do desejo, também se desprende a sensação de aconchego que a baunilha traz junto consigo, mantendo a sua companhia sempre próxima de uma sensação familiar.
Para Haesoo, a mistura do café com a baunilha é a combinação de aromas que transmitem o que ele não costuma verbalizar, onde o café transmite que ele pode ser o seu porto seguro, sua força, sua “casa”, mas como é indicado pela baunilha, que ele quer ter o seu lado frágil e doce reconhecido e cuidado também.
Vamos para um lugar seguro — @haeryeonyudae
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Tinha sido um dia cansativo de trabalho, isso Haesoo não podia negar. Tinha atendido muitos alunos com dúvidas, mais do que o normal, e isso tinha sugado muito a sua energia durante o dia. Sentia um alívio por finalmente estar podendo ir para casa, mas para seu azar estava sem carro no dia, teve que levá-lo para o conserto e acabou por ficar a pé. Podia até chamar um carro de aplicativo, mas resolveu apenas voltar de ônibus mesmo. Mas antes, ia passar numa conveniência para comprar algo para comer, estava sentindo a sua barriga roncar de fome.
Pegou o seu celular e o desbloqueou, vendo todas as notificações de horas atrás que tinham nele, de quando estava ocupado, enquanto seguia o caminho para a loja. Porém foi interrompido quando alguém passou ao seu lado, esbarrando em seu braço — quase fazendo o celular voar da sua mão. Franziu o cenho para a pessoa e ficou observando, notando como do nada ele ficou andando atrás de uma garota. Achou que era coisa da sua mente, mas seguiu atrás dos dois de qualquer forma. Foi quando notou que a garota estava indo para a mesma loja que Haesoo, e o homem continuava a segui-la, chegando até a entrar na loja logo depois.
Não parecia ser algo da sua imaginação, sinceramente. Haesoo soltou um suspiro, podia deixar para lá e seguir caminho para casa, deixando para comer quando chegasse, mas não seria certo. Nunca ficaria em paz.
Haesoo então entrou na loja de conveniência um pouco depois e passou os olhos pelo local, notando em como o homem ficava rondando a mulher de forma esquisita, porém discreta. Passou por algumas prateleiras e pegou um macarrão instantâneo, seguindo até perto dela e parando ao seu lado.
— Não se assusta, mas eu acho que tem alguém te seguindo. Finge que me conhece — murmurou baixinho para ela, fingindo ver um pacotinho de amendoins que tinha na prateleira antes de se virar para ela e fingir surpresa. — Ei- eu não acredito que encontrei você aqui!
É alguma piada do destino? — @talktomi
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Haesoo tinha tirado o sábado para tentar espairecer a mente do trabalho, resolvendo então não ficar apenas em casa, mas sim sair para fazer algumas coisas, ver pessoas, respirar um ar, ver cores vivas... coisas do tipo.
A primeira coisa que resolveu fazer foi sair para passear com seu cachorro, prendendo bem ele na coleira, pois ele ficava muito entusiasmado quando encontrava outros cachorros na rua. Foi para os Jardins Hwan com ele e se preparou para gastar toda a sua energia — essa que nem tinha muita — com as brincadeiras. Estava dando risada e competindo uma mini corrida com Namoo quando esbarrou em uma pessoa, quase levando ela com tudo para o chão, não tendo nem tempo de se desculpar adequadamente, pois a guia de Namoo se soltou de sua mão e ele saiu em disparada pelo parque.
— Desculpa, desculpa, desculpa...! — pediu para a mulher que tinha quase derrubado no chão, saindo correndo atrás de Namoo em seguida. Por sorte não teve muita dificuldade de conseguir pegar a guia da coleira dele novamente, o fazendo parar de correr. Depois desse incidente resolveu voltar para casa.
Quando Haesoo saiu novamente foi para almoçar fora, tinha ficado com preguiça de cozinhar e resolveu então comer em um restaurante. Tinha decidido ir em um de comida caseira, mais familiar, e tinha sido uma ótima ideia. A comida estava maravilhosa, mas Haesoo esperava qualquer coisa, menos encontrar a mesma mulher do parque no restaurante. E o pior, parecia que ela tinha o reconhecido pela cara que fez quando o olhou. Para a sua sorte, se encontraram apenas quando estava indo embora, assim não tendo nem tempo dela sequer pensar em falar algo. Que azar!
E por fim, no finalzinho da tarde, quando Haesoo resolveu sair novamente, dessa vez foi para passar no mercado. Agora estava com vontade de fazer alguma comida gostosa para a janta, diferentemente do almoço que tinha ficado com preguiça. Só que precisava comprar mais algumas coisas para que fizesse a receita que tinha em mente.
Estava andando pelo mercado com o carrinho de compras, passando pelos corredores com toda a calma do mundo. Não estava com pressa, sinceramente. Achava até terapêutico fazer compras em mercados. Então estava bem distraído olhando as coisas nas prateleiras com calma, quando o seu carrinho se chocou contra o carrinho de outra pessoa. Quando desviou o seu olhar para ver quem era, não conseguiu acreditar... era a mesma mulher do parque e do restaurante. Isso era alguma piada do destino?
A primeira coisa que Haesoo pensou em falar foi:
— Eu juro que não estou te seguindo… mas esse já é o terceiro lugar em que a gente se esbarra hoje — comentou, abrindo um sorriso sem graça. — Bizarro, né? — comentou, repassando na sua cabeça novamente a cena em que quase derrubou ela no chão de manhã.
Assim que o cara entrou na loja, Ilya abaixou o som de In This Moment que estava rolando no fundo e colocou no rosto o famoso “sorriso de atendimento ao cliente”. Teve que manter a expressão, mesmo diante de uma pergunta bem... óbvia.
— Claro que não — respondeu com um meio sorriso. — Não quer dar uma olhada nos piercings?
Fez um gesto com a mão indicando as joias expostas e já aproveitou para pegar o caderninho com todas as informações.
— Aqui tem a lista completa com as explicações e umas ilustrações também, se quiser visualizar melhor.
Deu uma folheada rápida e então lançou o convite com um tom mais descontraído (bem no vai que cola):
— E já que tá aqui… não quer dar uma olhada nas tattoos também? Tem uns desenhos bem maneiros. Vai que algo te inspira.
Numa tentativa de dar uma enrolada, pois Haesoo não sabia como dizer que não estava interessado em fazer tatuagens e nem em piercings, acabou o elogiando. — Que sorriso bonito que você tem! — comentou depois que o homem sorriu, queria enrolar, mas estava sendo sincero. Pegou o caderno que ele alcançou e fingiu olhar o que estava escrito, até que abriu um sorriso para ele também antes de decidir falar o que queria. — Então... desenhos. Esse aqui, muito legal também. — Apontou para o desenho que ele estava fazendo antes, que tinha dado uma bisbilhotada. — Mas eu queria saber se você só faz o desenho. Sem tatuagem, por favor. Estou passando qualquer coisa do tipo... por enquanto.
Jardins Hwan — Atingido em cheio... @talkintcthemccn
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Haesoo estava dando risada enquanto brincava com o seu cachorro, algo que não conseguia fazer com tanta frequência, então sempre tentava aproveitar ao máximo esses momentos de lazer e relaxamento. Ainda mais porque Namoo já estava na sua fase de idoso, coitado. Seu corgi já estava para completar 14 anos, então o pique para atividades ao ar livre dele também não era muito longo.
E foi nessa animação que Haesoo jogou um frisbee para Namoo pegar, mas jogou com tanta força que o disco saiu voando além do esperado e acertou uma pessoa na cabeça em cheio, fazendo com que Haesoo tapasse a boca com as mãos, pensando que devia ter doido. Saiu do seu momento de surpresa e foi atrás para se desculpar, tentando conter o riso que queria sair por causa da situação.
— Meu Deus, me desculpa! Eu estava querendo jogar o frisbee para o meu cachorro pegar... não era para te acertar — comentou ao se aproximar da pessoa, com Namoo o seguindo de forma animada.
Quando Kyungmi foi finalmente colocada no chão pelo homem, revirou os olhos e o imitou com deboche antes de ajeitar o vestido e lançar um olhar mortal na direção dele. Se aquele cara estava achando que ia ganhar essa disputa, estava redondamente enganado.
— Eu peço, não tem problema nenhum. Me espera aqui — disse, jogando o cabelo na cara dele. E, claro, torcendo para que acertasse bem no olho.
Ela caminhou até o DJ com um sorriso simpático, puxando assunto sobre os remixes da festa e apontando discretamente para o homem que a observava do cantinho, perto da escadinha.
— Então, é o seguinte: tá vendo aquele ali? É meu amigo. Super tímido, sabe, coitado. E hoje é o aniversário dele! Legal, né? Ele queria muito um remix especial com as três músicas favoritas dele, e no final, aquele clássico “Parabéns pra Você”. Só que tem um detalhe: como está todo mundo de máscara, o nome dele hoje é... Sr. Brilhante.
Explicou com gestos teatrais, se divertindo horrores. O DJ entrou na onda com tanta empolgação que ela ainda saiu de lá com um adesivo fofo brilhante colado no braço, brinde VIP para a melhor história da noite.
Ao voltar, ela sorriu vitoriosa e bateu de leve nas costas do homem que a acompanhava.
— Pedi. Feliz agora? Ótimo, vira aí pra eu pular nas suas costas. Vamos descer com estilo.
E ela ia ficar com esse cara no meio do salão, com toda a certeza. Porque no momento em que o remix de “Barbie Girl” da Aqua começasse, seguido por “Baby” do Justin Bieber e “You Belong With Me” da Taylor Swift, e depois, o tradicional “Parabéns pra Você” com luzes focando diretamente nele, Kyungmi ia gargalhar até perder o ar. Claro, depois ainda ia tocar “Sugar Free” — cortesia, já que perguntaram se ela queria pedir uma também. Educação em primeiro lugar.
Piscou os olhos rapidamente quando ela jogou o cabelo na sua cara, conseguindo desviar dos fios, mas não do cheirinho que se desprendeu deles. Sentiu o aroma de cerejas que vinha da mulher, esse que o fez respirar fundo para sentir mais do cheiro, o achando muito gostosinho e viciante. Quando se tocou de que estava a seguindo com o olhar sem piscar, Haesoo fechou os olhos e colocou a mão no rosto, esfregando-o por alguns segundos tentando acordar para a vida. Balançou a cabeça negativamente, se recusando a se deixar levar por algo do tipo depois das coisas que estava tendo que passar nas mãos dessa mulher.
No final, voltou a observá-la, novamente balançando a cabeça ao ver o jeito da mulher, toda animada e expressiva, o fazendo se questionar o que raios ela estava inventando. Demorando tanto assim para pedir uma música? Isso não estava cheirando a coisa boa.
— Feliz? Eu só vou estar feliz quando você conseguiu sumir com essa mancha da minha roupa — respondeu, voltando a apontar para a mancha da bebida na sua camisa branquinha, não querendo que ela esquecesse disso. — E como assim vira aí? Você vai descer as escadas sozinha, eu confio no seu potencial de conseguir fazer isso. — Sorriu de forma provocativa e começou a descer as escadas, se divertindo com as reações dela até voltar atrás e a pegar no colo que nem quando subiu as escadas, sem nem falar nada antes disso. — Brincadeira, eu tava brincando. Mas não faz muito escândalo que é mais fácil cair descendo do que subindo. Você vai virar uma panqueca amassada se eu cair por cima de você — comentou começando a descer as escadas, dando risada.
Quando chegaram nos últimos degraus da escadas, Haesoo fingiu que ia cair e que ia derrubá-la no chão, mas era apenas uma provocação, rindo mais ainda depois disso e a colocando no chão com cuidado. — Que pena, não virou uma panqueca amassada...
jaehwi e @greatloverx se encontraram na praia para relaxar, beber cerveja e jogar papo fora, em um belo fim de tarde de sexta-feira.
Como foi o primeiro a chegar, Jaehwi se ocupou em escolher um bom lugar e estender as toalhas na areia para que ficassem confortáveis. Ainda não era noite, então uma mistura de vermelho, laranja e azul compunha o céu ao horizonte, em uma vista bonita e reconfortante de pôr-do-sol. Foi com uma expiração longa e satisfeita que Jaehwi se sentou e colocou a sacola de conveniência ao seu lado. A brisa do mar e o barulho das ondas quebrando na praia já eram suficientes para acabar com todo o estresse acumulado da semana, mas ele esperava dar uma ajudinha ao corpo ao se encher de cerveja, petiscos e risadas. Felizmente não faria isso sozinho, pois havia chamado Haesoo para lhe fazer companhia, assim poderiam colocar o papo em dia. Sendo assim, mandou uma mensagem rápida avisando que já estava por ali e esperou pela chegada do homem.
Haesoo estava um pouco atrasado para o que tinham combinado, mas tudo por causa de um aluno que tinha ficado para trás e pedido por ajuda com umas coisas que não tinha entendido na aula. Isso fez com que chegasse mais tarde que o normal em casa para poder se arrumar, o que o atrasou. Tinha tirado um momento para poder tirar a roupa que tinha usado o dia todo no trabalho, tomou um banho para relaxar brevemente e colocou uma roupa mais casual para colocar o papo em dia com Jaehwi. Quando recebeu a mensagem dele, estava no meio do caminho ainda. Podia ter ido direto para não fazê-lo esperar mais ainda, mas achava injusto chegar com as mãos vazias, então parou em uma lojinha, comprando alguns petiscos práticos para comerem e algumas bebidas diferentes que tinha ficado com curiosidade de experimentar.
Seguiu seu caminho para a praia e, quando chegou, procurou por Jaehwi até achá-lo, se aproximando e sentando-se ao lado dele. — Opa, cheguei! Desculpa pela demora. Eu tive que atender um aluno depois das aulas. Como que você tá hoje? — perguntou enquanto colocava as sacolas no chão na sua frente, olhando para ele.
derrubaram canela!
era mais outro dia ruim @greatloverx
Na primeira vez que buzinou, foi porque o carro branco, maior que o seu, parecia querer sair da vaga com uma ré sem olhar para trás. Esse foi o seu primeiro mini susto, porque um problema com carro não era uma despesa que precisava agora. E aí, Yoonhak teve certeza que foi de propósito que o motorista saiu duplamente mais devagar, fazendo-o ter que ouvir a buzina do carro de trás, reclamando que ele estava atrapalhando a passagem. Oras, a seta já estava ligada e ele queria uma vaga, o que poderia fazer? Yoonhak respirou fundo. Não ia dar para pressionar uma Pick-Up querendo sair do estacionamento, então esperou pacientemente - na medida do possível.
Na segunda vez, Yoonhak realmente desceu a mão na buzina. Em outro momento, talvez visse que havia sido desnecessário, no entanto, ao que percebia a fila começando atrás de si, se tornou urgente poder entrar na porra da vaga. O cheiro de canela já havia começado a emergir enquanto ouvia, do lado de fora, alguém gritar uma reclamação. Então, não, ele não teve como conseguir controlar a mão pesada na porra da buzina quando, enfim entrando na vaga, a porta do carro estacionado ao lado foi escancarada. e o freio precisou ser pisado de vez. Foi como um mini e simples efeito dominó: Yoonhak precisou frear de vez, os pneus do carro atrás de si também cantaram. O coração de Yoonhak explodiu com o sangue que ferveu. Não dava para saber se o de trás tocou no seu. Arranhou? Amassou? Yoonhak só conseguia enxergar a pessoa da frente; o maluco que precisava de todo espaço do mundo para sair no carro, em um estacionamento perpendicular, sem olhar para os lados.
“Ah! Eu sou o filho da puta?” Ele descontou na porta do próprio carro com a força que fechou. Enquanto a pequena fila começava a fugir daquele corredor, Yoonhak se tocava que era cedo demais para aquilo. “Isso faz de você o que então?” Até poderia levar um soco, mas não aceitaria a culpa de alguém tão sem noção. Era só para ser um domingo de supermercado.
Normalmente não tinha problemas quando estava dirigindo, era sempre muito tranquilo na maioria das coisas que se comprometia a fazer, mas esse domingo estava testando um pouco a paciência de Haesoo. As coisas não estavam dando certo desde a hora que acordou, infelizmente. E para piorar, agora tinha esse problema no estacionamento do supermercado, ele só queria fazer as suas compras logo para poder voltar para casa e descansar de forma adequada, como merecia depois de uma semana cheia de trabalho.
Então, com a paciência já dando adeus, Haesoo meteu a mão na buzina, ecoando a buzina do carro da frente. Queria saber o que estavam fazendo para que levassem tanto tempo em algo tão simples, pelo amor de Deus. Quando achou que finalmente as coisas iam progredir, se surpreendeu com o carro da frente freando, fazendo com que Haesoo se assustasse e tivesse que enfiar o pé no freio rapidamente, mas não sabia se tinha sido rápido o suficiente. Esperava que não tivessem se batido, sinceramente.
Soltou um suspiro estressado, passou a mão no cabelo e desceu do carro, indo para a frente dele para ver se tinha batido ou não, mas antes de qualquer coisa, levantou as sobrancelhas ao ouvir a voz estressada do homem do carro da frente.
— Realmente, é um novo recorde conseguir fazer confusão no estacionamento de um supermercado num domingo — reclamou, cruzando os braços enquanto se posicionava para ver se tinha batido ou não. — Nunca vi tanta barbeiragem assim como hoje. Cuidado que se bater muito a porta assim, capaz de grudar e nunca mais soltar — não conseguiu se conter, tendo que comentar depois de ver o homem bater a porta do carro com tudo.
Ilya estava com o som no talo no estúdio mais uma vez. Se perguntava se a loja de roupas ao lado ia reclamar de novo, como fizeram na semana passada. Francamente, ele até esperava que sim — qualquer coisa para quebrar a rotina. O estúdio era modesto, dividido em duas salas: uma para tatuagem e outra dedicada aos piercings. Ele mesmo fazia ambos os serviços.
Estava cansado. Dois dias seguidos de plantão não eram brincadeira. O cansaço batia nos ossos, mas ele ainda preferia estar ali, rabiscando ideias no caderno de esboços, do que parado sem fazer nada. Trabalhar era sua forma de descansar. Soava contraditório, mas fazia sentido na cabeça dele
Com a ponta do lápis, esfumaçou mais uma sombra no desenho da fada que estava tentando finalizar há meses. Uma criatura linda, quase etérea, mas ainda faltava algo. Não queria só beleza. Queria impacto. Força. Letalidade. Um feitiço em forma de tinta. Já estava nesse projeto há três meses e ainda não tinha chegado onde queria. Aquilo o deixava frustrado. Um leve rosnado escapou pela garganta quando riscou um pedaço do papel com mais força do que deveria.
Num impulso, aumentou ainda mais o volume da música e começou a cantar junto, só pra extravasar. Mas parou no mesmo segundo em que ouviu a porta do estúdio abrir com aquele “tilintar” irritante do sino. Um cheiro novo e desconhecido preencheu o ar.
Ele ergueu os olhos devagar, as pupilas instintivamente contraindo, alerta.
— Hm… cliente novo? — murmurou mais pra si do que pra quem entrava.
Haesoo estava dando uma passeada pela cidade com seu cachorro quando passou por um estúdio de tatuagem, primeiro passou reto, mas então deu uma considerada e pensou "por que não?" e voltou. Prendeu o cachorro na entrada do local e se abaixou para falar com ele. — Se comporta, ein? Eu já volto, não vou demorar. — Passou a mão na cabeça dele num carinho e levantou-se novamente, entrando no estúdio.
A primeira coisa que notou foi que estava tocando uma música alta dentro do estúdio, o que fez com que ele não ouvisse o comentário feito pelo homem quando entrou. Analisou o local de cima a baixo, nem tentando disfarçar, seguindo até o homem. — Oi, boa tarde. Aqui só faz tatuagem? — perguntou, juntando as mãos em cima do balcão e bisbilhotando o que ele estava fazendo.
— Claro que precisa subir! Ou você acha que lá de cima, quase no céu, ele vai me ouvir daqui de baixo? — Revirou os olhos.
Kyungmi estava a um passo de começar um monólogo cheio de argumentos extremamente válidos para convencer o homem à sua frente, mas optou por apertar os lábios e encará-lo com os olhos estreitos, como quem julga em silêncio e com muita intensidade. Ela queria muito rebater. Queria bater no peito dele e soltar um indignado: "E aí, cara, tá tirando com a minha cara? Por que eu teria que pedir? Eu não peço nada pra ninguém!" …Mas ela pedia. Pedia muito. Pedia até desconto em cupom que já tinha vencido. Então, só suspirou e fez uma micro carinha de coitadinha por dentro.
Mas, ahá! Ele ia ajudá-la. Ela já estava prestes a fazer uma dancinha da vitória improvisada, quando, do nada, sentiu os pés saindo do chão e soltou um gritinho engasgado de susto. Mas o quê?! O homem simplesmente a pegou no colo como se ela fosse um saco de arroz no meio do caminho e estava subindo a escadinha com a maior naturalidade do mundo, como se estivesse entregando esse mesmo saco de arroz no palco.
— Ya! Você que vai morrer! Meu deus, eu vou morrer. A gente vai morrer! — falou, dando tapas no braço e nas costas dele, fazendo uma careta de puro desgosto. — Você não gosta de perder, né? Confessa!
— Por que eu iria morrer? — perguntou rindo com o surto dela, ignorando os tapas que estava recebendo. — E você gosta de um drama, né? — devolveu a pergunta, revirando os olhos de brincadeira. Haesoo nunca mais reclamaria de ir para a academia depois disso, tinha subido as escadas com a mulher no colo sem nem ficar cansado. Ao final dela, colocou-a no chão e se afastou um pouco por achar que ela iria bater nele de novo. — E claro que eu não gosto de perder quando eu estou certo! Você quer tirar vantagem de mim depois de fazer isso comigo. — Apontou para a sua roupa manchada de bebida. — Agora você pode pedir a sua música, vai. — Estendeu a mão, indicando onde ela poderia pedir a música que queria, cruzou os braços e riu.
━━ Você parece alguém confiável. ━ Explicou-se, brevemente. ━━ Eish, não precisa ser babá no sentido literal da palavra. Por que não bebemos juntos, assim você pode se certificar de que eu não vou passar muito da conta? Eu tenho aqui umas três garrafinhas de soju.
— Obrigado! Acho meio suspeito eu falar isso, mas também acho que eu sou confiável — comentou e deu uma risada. — Mas olha, sobre isso de beber junto... eu até que posso beber um pouco, mas se eu beber mais do que metade de uma garrafa de soju, quem vai precisar de uma babá sou eu. E eu acho que você não vai querer isso de jeito nenhum. — Fez uma careta ao terminar de falar, pensando em como era fraco demais para bebidas.
☆ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀E qual o problema de chamar atenção demais? ━━ Perguntou, porque realmente não via problema naquilo. Especialmente em um evento como um baile de máscaras. Com os rosto escondidos, chamar a atenção pelas roupas era algo muito interessante. ━━ Você não gosta de ter as atenções em você? ━━ Perguntou em seguida. Ainda que fosse o caso, não o julgaria pela escolha chamativa. ━━ Jeon Boram e o prazer é meu.
— Não que tenha problema chamar atenção, até porque não estou devendo nada para ninguém... — Riu ao comentar isso, pois a sua vida era tão parada que seria surpreendente até para ele algo assim. — Mas realmente, não gosto muito. Eu já me sinto satisfeito com a atenção que recebo dos meus alunos, mais do que isso já acho desnecessário. Além de que pode acabar chamando por problemas também, não acha? — perguntou de forma pensativa. — E prazer em conhecê-la, Boram!
━ Se a sua intenção é não passar mal ou fazer alguma besteira, realmente sugiro que fique longe deste ponche. ━ Riu baixinho. ━ Mas como não quero que sua noite seja chata... ━ Aproveitou a presença de um atendente por perto e solicitou que ele lhe trouxesse uma taça de vinho. ━ Vou te oferecer algo que eu mesmo comprei para a festa. Uma única taça, mas que é de boa qualidade. Ah! ━ Vendo o rapaz retornando, indicou que o outro deveria tomar ele mesmo a taça da bandeja. ━ Por favor.
— Eu sou meio fraco para bebidas alcoólicas, então realmente vou manter distância. — Assentiu, concordando com o que ele disse. Mas se surpreendeu quando ele pediu por um vinho, levantando as sobrancelhas ao ouvir o que ele disse em seguida. — Que você comprou para a festa? — perguntou curioso, passando então a prestar uma real atenção ao homem do seu lado. Pegou a taça da bandeja do atendente, abrindo um sorriso simpático. — Obrigado. Meu nome é Park Haesoo — se apresentou, curvando-se levemente antes de beber um pouco do vinho. — Hm! O gosto é muito bom.