Não seja uma pessoa tóxica comigo e espere condescendência.

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@guttoilustra
Não seja uma pessoa tóxica comigo e espere condescendência.
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A SÚPLICA DO GATO
Eram três e vinte da manhã e meu gato, Thunder, finalmente reaparecera. Mia, sua companheira, um pouco mais velha e mais ranzinza, observava-o deitada em seu costumeiro local na extremidade da cama, com seus olhos normalmente esbugalhados.
Faziam alguns dias que eu reparara que Thunder sumia o dia inteiro e voltava somente a noite, de madrugada, para ser mais preciso. Por mais que eu fechasse todas as janelas e possíveis saídas quando ele entrava em casa, no outro dia pela manhã, quando eu acordava, o gato sempre havia dado um jeito de desaparecer (por onde, só Deus sabe!).
A princípio não me preocupei muito pois, como o próprio nome do gato dizia, ele era um “trovão” (“thunder” em inglês). Vivia para lá e para cá fazendo azáfamas dentro de casa e, ao ver qualquer brecha ou oportunidade para escapulir da casa, o fazia.
Mia seguia me acompanhando dia e noite, estava prenha e, por isso, um tanto preguiçosa e mais carinhosa do que o normal. Mia e Thunder tinham personalidades extremamente opostas. Mia era acomodada, Thunder “incomodava”. Mia comia devagarinho, Thunder devorava o pote de ração. Mia não gostava muito de carinho, Thunder sempre vinha deitar-se comigo embaixo da coberta, ronronando e “amassando pãozinho” (que é como a gente chama quando os gatos ficam acariciando você com as patinhas).
Thunder, no entanto, resolvera se tornar “gato de rua”, voltava para casa todas as madrugadas, e em vez de ir comer sua ração, ficava miando para mim e arranhando a porta dos fundos da minha casa, que ficava dentro do quarto. Mia sempre o fitava, meio inquieta.
Comecei, então, a notar um padrão na hora que Thunder voltava para casa: sempre após as 3 da manhã. Eu era inevitavelmente acordado por ele todos os dias, pois o mesmo começava a miar, praticamente aos gritos, até que eu despertasse. Após isso, dirigia-se até a porta dos fundos e arranhava-a, como se quisesse sair novamente. Toda vez me certificava de que nenhuma porta, janela ou fresta ficara aberta para Thunder não sair outra vez, no entanto, todas as manhãs, eu notava que ele havia desaparecido de novo.
Mia, que nunca prestava atenção em nada e curtia viver em seu mundinho egoísta, começou a expressar-se cada vez mais toda vez que Thunder reaparecia. Seus olhos, habitualmente já esbugalhados, esbugalhavam-se demasiado um tanto e ela passou a se esconder debaixo da coberta, junto de mim, coisa que era extremamente raro fazer anteriormente.
Como sempre estava no auge de meu sono e era abruptamente acordado toda madrugada pelo gato, percebia apenas de relance sua aparência cada vez mais cadavérica, esquelética e sombria. “Está se alimentando mal”, pensava eu quando, meio grogue, descia da cama e puxava o pote de ração para dentro do quarto. No entanto, Thunder desprezava a oferta e nunca comia.
Certa madrugada, ao ouvir o miado incessante de Thunder, acordei. Senti mais calafrios do que o normal, pois reparei que toda vez que ele me despertava, meus pelos da pele se eriçavam e sentia certo temor. O gato encontrava-se ao meu lado na cama, posto em quatro patas, meio sentado, meio de pé. Miava incessantemente para eu acordar. Quando finalmente olhei para ele, ainda mais cadavérico que nunca, desviou o rostinho peludo para a outra extremidade do quarto. Acompanhei seu olhar e, assustado e incrédulo, sufoquei um grito ao me deparar com o que me esperava.
Sentada na beirada da cama, com um aspecto ainda mais moribundo e agourento que Thunder, estava uma menina de cabelos escuros e pele sardenta. Eu ainda estava naquele estágio que o cérebro tenta acordar, mas seu corpo se nega. Cogitei até mesmo uma paralisia do sono, mas já estava desperto e aquilo não poderia ser irreal. Não era fruto da minha imaginação, sempre fértil. Era autêntico, em “carne e osso”, ou talvez somente em espectro mesmo.
Reconheci a figura da menina assim que minha mente começou a funcionar direito. Ela estava com as roupas meio rasgadas, o olhar vazio e me encarava, sem dizer uma palavra sequer. Era a menina que virara assunto na minha pacata e fofoqueira cidade de interior semanas atrás. Era a menina que fora assassinada pelo padrasto e depois encontrada morta dentro do rio que costeava a cidade.
“Vá encontrar seu gato”, ela finalmente me disse, levantando o braço esquelético e apontando para a porta dos fundos do meu quarto. Nesse momento, Thunder já se encontrava no colo da menina e, ao ouvir suas palavras, deu um pulo para o chão e se dirigiu à porta, miando e arranhando-a, como costumava fazer desde que virara um “gato noturno”.
Foi aí que a realidade e a lucidez preencheram meu ser, quase que com um baque surdo e aterrorizante. Assim como a menina, Thunder estava morto havia algumas semanas. Pude constatar isso olhando a aparência do bichano e o modo que ele se relacionava com a menina. Era muito provável que a implicância com a porta fosse para que eu saísse na madrugada (jamais o faria, obviamente, pois sou a pessoa mais medrosa que conheço) para encontrar seus restos mortais. A razão da menina estar ali, eu jamais saberia, já que ao sair da cama pela lateral, olhando-a incrédulo, ela simplesmente desapareceu.
Mia encontrava-se debaixo da coberta, eriçada e soltando barulhos estranhos e embolados da garganta, sentindo-se acuada. Não me seguiu quando, corajosamente, abri a porta e segui Thunder pelo pátio dos fundos.
Seu desejo era de que eu o encontrasse. E assim fiz. Seu corpo jazia debaixo de galhos de árvores perto do muro do vizinho mais próximo. Já estava consumido por formigas e outros insetos, me causando certo asco. Em seu pescoço podia-se notar uma grande mordida de algum animal, provavelmente um cachorro, possível causa de sua morte.
Notei que o ambiente estava silencioso demais e o miado de Thunder havia cessado. Virei-me para todos os lados para procurá-lo, mas não o encontrei mais. Em tempo algum, até então.
E você, já usou suas referências guardadas em sua mente e alma e transbordou sua taça com alguma arte (texto, pintura, ilustração, seja lá o que for) diretamente para O MUNDO?! 🍷 Está esperando o que para fazer sua taça transbordar?! 🧐💓
Trecho retirado da obra "Zen na Arte da Escrita", de Ray Bradbury. 📔
Projeto Secreto III - Sem Título.
Projeto Secreto II - Sem Título.
Projeto Secreto I - Sem Título.
Autorretrato.
“Tudo está na sua cabeça”.
Projeto editorial da capa do livro “1984″, de George Orwell.
Quem sou eu?
Nem eu sei, ninguém sabe. Vou poupar você de um texto filosófico e ser mais metódico e realista: apresentarei alguns fatos (se é que existem “fatos”, pois um fato é algo cuja existência é inquestionável e, ao meu ver, absolutamente TUDO é questionável) sobre minha pessoa.
Me chamo Gutto Fürst (não é como meu chamo realmente, mas digamos que adotei este pseudônimo como nome artístico), tenho 27 anos, e resido em uma cidadezinha pacata, moribunda e fofoqueira no interior do Rio Grande do Sul. Moro na área central desta cidade (não imagine “área central” como no cerne de uma metrópole, a cidade aqui não tem UM shopping center sequer), com meus dois gatinhos amados, Mia e Thunder (o nome faz jus à personalidade, o gato é um trovão exasperado).
Trabalho atualmente em três “locais”: na empresa Ceci 3D, que co-fundei com minha irmã e meu cunhado e atua na área de criação e venda de produtos personalizados (canecas, camisetas e tudo mais que você imaginar); na agência de marketing e publicidade Pólen Digital, com meus queridos amigos Bru e Rafa, onde desenvolvo a atividade de designer gráfico; e na minha própria firrrrma, chamada Gutto Ilustra, na qual iniciei com o desenvolvimento e venda de ilustrações digitais, mas acabei migrando para o marketing digital e social media.
Minhas atividades incluem basicamente tudo que um designer gráfico faz: atender clientes e realizar um briefing, desenvolver identidades visuais, fazer centenas de alterações nos projetos de identidades visuais, ter as identidades aprovadas e em seguida ter que fazer mais dezenas de alterações, criar conteúdos para redes sociais (também com incontáveis modificações e variantes, pois são “ossos do ofício”), diagramar textos, ilustrar pessoas (feias e bonitas), nutrir de conteúdos minhas próprias redes sociais e por aí vai... E vai mesmo!
Nas (pouquíssimas) horas vagas gosto demasiadamente de ler, vez ou outra escrever algo, curtir meus gatinhos, sair com os amigos (isso não me pertence mais), comer bem, colecionar quotes, fotografias e outras coisinhas que acho interessantes para alimentar meu baú de referências e curtir a natureza e belas paisagens (naturalmente faria mais disso se fosse rico e pudesse viajar com mais frequência).
Recentemente me tornei mais “exotérico” e encontrei a famigerada “luz divina”, ou seja, aceitei a existência de algo ou alguém que chamo de Criador(a). Me conectei mais com as coisas, a natureza e comigo mesmo. Passei a colecionar pedras, fazer mapa astral e numerológico, jogo de tarô, cultivar espada de São Jorge e alecrim num vaso de plantas na porta de casa, acender incenso e todos esses rolês místicos (tudo isso posterior a um infeliz episódio na UTI do hospital da minha cidade, onde fiquei internado por cetoacidose diabética, mas isso é assunto para outro texto).
Outro ponto importante da minha personalidade é o fato de eu ser diagnosticado como border, ou seja, sou portador de transtorno de personalidade limítrofe. Felizmente, não deixo mais isso me definir, e venho buscando minha evolução pessoal e espiritual dia após dia, tentando ser a cada momento uma versão melhor do que fui anteriormente.
E por falar nisso, lembrei agora de outro item para a lista do “quem sou eu?”: sou um indivíduo que gosta de CURTIR O MOMENTO. Tento não me preocupar com o ontem, muito menos com o amanhã. Vivo no mantra do CARPE DIEM (tente fazer o mesmo, é libertador!), mas também tenho a intuição de que isso é assunto para outro texto.
Acho que esta apresentação já está extensa demais e tenho a óbvia noção de que são pouquíssimas pessoas que leem conteúdos com mais de um parágrafo na internet. Sendo assim, vou parar por aqui. Para saber mais sobre minha pessoa ou meu trabalho, siga este blog e também minhas redes sociais (que deixarei o link abaixo).
Boa noite/bom dia/ boa tarde! Seja sempre você mesmo, dê o melhor de si, ame o coleguinha e os animais/plantas, que tudo fluirá e dará certo!
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