
gracie abrams
todays bird
The Stonewall Inn
Cosimo Galluzzi

Game Changer & Make Some Noise
Mike Driver
★
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
official daine visual archive

No title available
Not today Justin
Monterey Bay Aquarium

❣ Chile in a Photography ❣

Kiana Khansmith

shark vs the universe

#extradirty
The Bowery Presents
No title available
RMH
No title available

seen from Canada
seen from Brazil

seen from United States
seen from Australia
seen from United States
seen from Indonesia
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Ecuador
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from India
seen from Canada
seen from United States

seen from Brazil
seen from T1

seen from United States
seen from Ecuador
@h-holdmyhand-d
ontem eu tava escovando os dentes e reparei nas plantas da minha casa. já passava da uma da manhã e eu tava meio carrancuda. às vezes meu mau humor me irrita profundamente. isso, porém, não me impede de ficar mal-humorada.
voltando às plantas, reparei no quanto elas estavam verdes, especialmente a que fica esquecidinha no canto da sala. ela chama Futó. já tava aqui quando eu cheguei.
não é que eu não cuide delas. eu cuido, eu converso, eu aguo. só que, pra mim, elas estão mais verdes por causa da minha mãe.
minha mãe tem estado aqui.
tem dois meses agora.
tem sido inesquecível.
eu acho que tem sido inesquecível pra elas também, pras plantas. as que vivem dentro de mim e as que vivem na minha casa — se bem que dentro de mim também é uma casa, né?
bem, a minha mãe tem aguado muita planta nesses últimos dois meses e ela nem percebe.
minha mãe sempre foi assim, de aguar e desaguar em terra que ela nem sabe. ela vai fazendo ficar verde, vai dando esperança.
minhas plantas estão mais verdes e eu também.
esses dias eu li que budapeste era amarela.
budapeste é realmente amarela. dos trams ao reflexo do sol nos prédios durante o entardecer. no verão, ferve como sol; no inverno, arde como gelo.
às vezes você olha pro céu e gostaria de conseguir fotografar com os olhos. você pensa que, se admirar o suficiente, vai ter isso pra sempre gravado na sua mente. mas aí, no dia seguinte, você se depara com uma outra esquina no entardecer, tão ou mais bonita quanto a anterior. não é de se acostumar.
como se não bastasse o show do sol, vem a lua. exuberante, imponente, quase petulante. eu seria petulante também se fosse ela.
é, budapeste é amarela e eu venho do passado dizer pro meu eu do futuro sobre a saudade.
aniversários sempre me trouxeram um sentimento agridoce. talvez não sempre, mas pelo menos desde que eu consigo me lembrar.
é aquela sensação estranha entre a expectativa e a alegria de ser e estar.
esse ano eu tinha expectativas e tinha também um certo receio por ter essas expectativas. muito porque, na maior parte das vezes, elas vêm acompanhadas de frustrações.
eu sabia que esse ano seria diferente, por um grande fator externo que não permitiria que fosse igual, e aquilo de certa forma parecia me bastar. mas, ao mesmo passo que esse fator externo me trazia certa segurança de que as coisas seriam melhores do que em anos anteriores, ele também aumentava as expectativas e, consequentemente, o receio.
naquela que acredito ter sido a minha penúltima terapia antes da pequena pausa que fizemos para que eu pudesse viver os acontecimentos da vida real, eu levei isso pra sessão. conversei sobre as “surpresas” que me estavam sendo anunciadas e prometidas, sobre as minhas expectativas em relação aos outros e como existia, em aniversários, aquela espera de que o outro fosse te dar algo, seja um presente físico, uma atenção diferenciada, um sentimento bom…
ela me escutou, como sempre.
confirmou que de fato era algo válido, afinal, em aniversários nós queremos nos sentir especiais e amados e focamos para que isso venha a partir do outro.
ela me lembrou, porém, que nem sempre as coisas saem como esperamos.
que as nossas expectativas são muito carregadas daquilo que nós achamos que seria bom, do que gostaríamos que fosse, quando o que é bom pra gente não necessariamente converge com o que o outro acha bom. às vezes o outro faz algo achando que tá arrasando e, no fim, pra gente não parece ter sido o suficiente. mas também, às vezes, todo mundo sorri.
ela me lembrou que a única forma de garantir que não haveria frustração seria a gente fazer por nós mesmos. eu fiquei um pouco relutante a princípio, afinal, nessas datas comemorativas como aniversários, a gente tá sempre esperando o outro fazer a gente se sentir bem, se sentir especial.
mas afinal, por que não fazer isso por nós mesmos? por que esperar do outro e, consequentemente, contar com uma possível frustração, quando a gente pode ser o agente da nossa própria felicidade e realização?
ainda um pouco relutante, eu encomendei o meu bolo de aniversário no lugar de esperar que fizessem por mim. eu reservei o restaurante em que eu gostaria de jantar e convidei quem eu queria ter por perto. no dia, eu acordei cedo e fui fazer exercício, voltei e tirei aquele cochilo gostoso depois. mais tarde, eu saí pra comprar as velas e as decorações de aniversário que eu queria, tudo no meu tempo, do meu jeito. foi agradável. bastante agradável.
no fim, a festa que me disseram que ia ter nunca aconteceu, nem as “surpresas” que comentaram aqui e ali. no fim, quase tudo saiu como eu queria. quase tudo só porque o que não saiu eu não podia controlar, como o garçom não fornecendo um atendimento tão legal, ou a amiga que não pôde ir por conta da rotina da filhinha dela. mas o que eu fiz por mim, o que tava nas minhas mãos, foi ainda melhor do que eu poderia imaginar, porque a sensação de tá no controle da minha felicidade foi tão incrível, tão renovadora e realizadora que foi o tipo de coisa que eu entendi que não queria mais abrir mão.
quando voltei para a terapia, compartilhei isso com a minha psicóloga com um sorriso no rosto. ela, a passinhos lentos, vem me fazendo entender que o autoamor é um caminho sem volta e um caminho que te faz se sentir poderosa.
eu compartilho isso na esperança de que quem quer que seja que leia faça algo por si, tome gosto por isso e não pare nunca mais.
me: I ship them
friend: oh like romantically?
me: no. like cursed object passed between hands for centuries, they are cosmically linked, probably bonded by blood ritual, I think they’ve fought in a war together in at least three lifetimes, and their souls make direct eye contact every time they breathe in the same room
friend: so… romantically?
me: yeah. like. with kissing.
isso de querer viver é poderoso
que delícia sentir a vida de novo
my year end evaluation in one phrase: “you know you’re good when you can even do it with a broken heart”
andei muito cansada.
ainda ando.
aquele peso do mundo nas costas que o mundo não me deu, mas que eu escolhi carregar.
sumi pra ver se aliviava o ruído, ele ficou mais alto.
o vazio também.
é de ensurdecer esse barulho interno. quase uma fera gritando.
uma fera.
não parece tá certo.
nada parece.
quero voltar a ver como quem olhar pro céu num dia de verão ensolarado.
sinto falta do sossego que só meu coração pode me dar.
quero noites estreladas. não só das estrelas do céu.
chamo por Deus, ele responde.
eu que pareço não escutar.
ando por aí procurando
não acho em mim
não acho em você.
quem vai me dizer
quem vai confirmar
validar
aprovar
valorar
quem vai?
se não eu, quem?
ninguém.
tem gente que traz casa
traz colo
traz a gente de volta pra gente.
tem gente que só fica
gente que faz você querer ficar
ou ir
depende.
tem gente que pinta
de cores
e entende
nas entrelinhas.
gente que é meio cheia
que não deixa espaço
pro vazio.
gente que quando vai
te leva junto.
gente que mexe
mas que põe no lugar.
tem gente.
“Ruí pela décima vez. Estou me reconstruindo pela décima primeira. Mais forte que as vezes anteriores”
tem sentimento que brada como o fogo, as vezes ele queima, as vezes ele aquece. é como se tivesse ali pra gente lembrar o que realmente importa, pra clarificar aquilo que tava vendado, fazer a gente mexer naquela caixa empoeirada e desconfortável, mas necessária. ele tira as coisas do lugar e põe as coisas em perspectiva. ele queima pra fazer renascer.
é um trabalho árduo esse de ruir e de se reconstruir. mas o fogo exige isso, a gente não pode parar, temos que manter a chama acesa.