Aquela é Hannah Cecile Abbott Longbottom, bruxa puro-sangue. Em 1999 tem 19 anos e é aluna da Lufa-Lufa em Hogwarts, cursando o nono ano. Além disso, atua como monitora da casa e faz parte da Armada de Dumbledore, Clube de Poções e Clube de Feitiços. Já em 2026, Hannah é curandeira em Hogwarts e proprietária do Caldeirão Furado.
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história:
Como uma das Sacred Twenty-Eight, os Abbott construíram um nome respeitado ao longo de gerações, tanto pelo trabalho como historiadores e jornalistas quanto pelos empreendimentos e propriedades que mantêm, especialmente no Beco Diagonal. Depois da Primeira Guerra Bruxa, passaram a se afastar naturalmente das famílias mais extremistas, preferindo preservar a reputação de discrição pela qual sempre foram conhecidos. Foi nesse ambiente que Hannah cresceu, dividindo a infância entre a casa da família e as frequentes visitas ao Beco Diagonal. Nascida em uma geração em que os Abbott já não seguiam a tradição dos casamentos arranjados, cresceu em um lar tranquilo, com pais presentes e cercada por afeto. Sempre foi curiosa, gostava de participar da rotina da família em todos os tipos de atividades, se tornando extremamente habilidosa. Ao entrar em Hogwarts, foi selecionada para a Lufa-Lufa, tornando-se uma das primeiras Abbott a fazer parte da casa. Logo encontrou interesse por Feitiços, Poções, Herbologia e Trato das Criaturas Mágicas. Era dedicada, organizada e costumava cobrar de si muito mais do que dos outros, o que fez da ansiedade uma companhia constante sempre que sentia que não estava correspondendo às próprias expectativas. Ainda assim, seu esforço acabou sendo reconhecido quando foi escolhida como monitora da Lufa-Lufa. Aos quatorze anos, ganhou um irmão mais novo, assumindo naturalmente um papel de cuidado dentro de casa. Dois anos depois, a morte da mãe nas mãos de um Comensal da Morte mudou completamente a rotina da família. Hannah passou alguns meses afastada de Hogwarts enquanto o pai reorganizava a vida dos Abbott, ajudando a cuidar do irmão e descobrindo que os pais, apesar da postura discreta que sempre demonstraram, também atuavam contra o avanço de Voldemort. Desde então, passou a enxergar a guerra de forma muito mais próxima, encontrando na Armada de Dumbledore uma maneira de fazer a própria parte, mesmo sabendo que proteger quem ama nem sempre seria suficiente. Depois da guerra e da formatura, Hannah concluiu sua formação como curandeira e começou a trabalhar no St. Mungus, levando adiante um interesse que cultivava desde Hogwarts, principalmente após a morte da mãe. Pouco tempo depois, assumiu a administração do Caldeirão Furado, um dos empreendimentos da família, após a morte do antigo gerente. Dedicou-se a preservar a história do lugar enquanto o transformava em um ambiente acolhedor e seguro para quem passasse por ali. Foi também onde construiu sua família, passando a morar nos aposentos acima do estabelecimento. Mesmo conciliando a rotina do Caldeirão com a maternidade, nunca deixou completamente a área da cura. Com o negócio já estabilizado, decidiu voltar a atuar como curandeira e aceitou uma vaga na enfermaria de Hogwarts. A escola que um dia a acolheu tornou-se, anos depois, o lugar onde pôde reunir tudo o que mais valorizava: cuidar das pessoas, acompanhar o crescimento de novas gerações de bruxos e permanecer próxima da família, enquanto Neville seguia lecionando Herbologia.
personalidade:
Durante a adolescência, Hannah era uma pessoa gentil, leal e muito dedicada, mas também carregava uma forte necessidade de pertencer e provar seu valor. Tinha muito orgulho da Lufa-Lufa e, em alguns momentos, esse sentimento a tornava mais competitiva e influenciável do que gostaria de admitir. Podia se deixar levar por rumores ou pela vontade de defender aquilo em que acreditava, mesmo quando suas conclusões não eram as mais justas. Ainda assim, sua intenção raramente vinha de maldade, mas sim do medo de falhar ou de não conseguir proteger aqueles ao seu redor. Acostumada a cuidar dos outros, também tinha dificuldade em reconhecer seus próprios limites e era muito mais exigente consigo mesma do que com qualquer outra pessoa. Na vida adulta, Hannah aprendeu a equilibrar melhor a sensibilidade e o senso de responsabilidade que sempre fizeram parte dela. A guerra e as perdas que enfrentou a tornaram mais madura e consciente, sem diminuir sua gentileza ou desejo de ajudar. Ainda mantém a tendência de assumir mais responsabilidades do que deveria e, por vezes, tenta resolver os problemas de todos antes dos próprios, mas se tornou uma presença acolhedora e confiável para aqueles ao seu redor.










