Me apaixonei pela sua alma antes de me apaixonar pelo seu corpo
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Me apaixonei pela sua alma antes de me apaixonar pelo seu corpo
Afinal, qual é a sua?
I just can not understand the way you love me love others
JUST GO.
Quantas vezes você fez amor? Quantas vezes é possível? Você diz que quando fez não foi apenas sexo, pois existiu carinho entre nós, mas eu digo, amor, amor não é só carinho, você consegue me entender quando digo AMOR? O coração disparar por sentimento e não pela ação acontecendo tem diferença, o olhar com tesão com o olhar de paixão são diferentes, o toque, o abraço, o beijo, o ato, tudo muda. Fazer amor é sentir a respiração do outro em sintonia com a do seu parceiro, é o pensamento de ambos estarem no "nós" e não no "eu", é satisfazer a alma e não o corpo, é sentir o tempo parar naquele momento, com aquela pessoa, naquele lugar. Não é tirar a roupa, transar e ir embora, não! É beijar, sentir calor, prestar atenção em cada detalhe, fazer amor, ficar ali pensando o quão bom é estar com aquela pessoa e sentir o coração dela bater junto ao seu. Mas para fazer amor, não basta sentir coisas bonitas, porque só coisas bonitas não fazem amor.
A ressaca do teu amor é pior que de absinto
Nuca esteve tão bonita, alegre, simpática e sorridente.. Mal sabiam eles que por dentro só estava o pó.
Aquela pele ásperas de seus dedos passando sobre as curvas das minhas costas, faziam com que os pequenos cabelos castanhos que rodeavam meus braços, me arrepiava. Sua respiração se dissipava em meu pescoço e o prazer se juntava com a força que eu pressionava os lençóis esparramados entre a cama. Quando finalmente abri meus olhos e vi alguns cigarros na cômoda ao lado, pude ouvir o ranger da mesma … logo ao sentir o impacto sinto uma dor que me faz gemer tão alto, mas o prazer se envolve em meu corpo e…
Toque! Toque! Toque!
- Está na hr de levantar!
Ouço a voz de Ernesto ecoar de longe na porta. Minha respiração se solta com uma certa força enquanto levanto e sento na cama. Aquele ar gelado se enrola através do meu corpo fazendo o calafrio arrepiar minha nuca, logo sinto um pingo de suor escorrer em minha sobrancelha, rapidamente o limpo, respiro fundo e sussurro: apenas um sonho.
Ao olhar ao redor do quarto não há muita coisa além de caixas com a minha mudança… apenas uma escrivaninha semi- nova com uma cadeira de couro que Ernesto fez questão de remonta-la para meus estudos, uma grande janela á frente da cama era coberta por uma cortina que combinava com a cor do meu cabelo castanho. Me ajeitando na cama logo coloquei meus pés no chão e senti o gelo, ao mesmo tempo coloquei meus dedos entre meus cabelos fazendo uma leve massagem em sinal de desconfiança. Por não entender muito bem o sonho, resolvi levantar e tomar uma ducha pois na noite anterior Ernesto pediu que eu estivesse no café pois queria que eu conhecesse um dos professores da faculdade e amigo da família.
A água escorria entre as curvas do meu corpo que dançava entre as frestas em forma de música silenciosa, o relaxamento me causava um alvoroço que eu desconhecia, era involuntário. Depois de alguns minutos sai do banho e vesti uma roupa simples, ou seja … a primeira que alcancei nas caixas . Ao descer as escadas ouvi uma voz agradável mas diferente das que ouvi nessa casa, era algo que poderia ouvir constantemente sem se irritar ou enjoar, então lembrei que Ernesto disse que o professor iria realizar o desjejum conosco nessa manhã …
Quando cheguei no ultimo degrau da escada vi um homem robusto coçando a barba como um bom pensador e Ernesto tagarelava sobre algo irrelevante. Ao perceber minha presença Ernesto levantou todo eufórico da mesa:
- Victor! Finalmente… Esse é o Arthur Freeman, ele será um de seus professores e…
Arthur se levantou em silencio e estendeu a mão em forma de cumprimento, sem demora eu estendi a minha e logo senti sua mão áspera encostar nas minhas e um arrepio subiu rapidamente em meu corpo enquanto seus dedos se envolviam em volta das minhas mãos, então um flash de memória retornou em minha mente… aquele sonho! Então saí do transe e olhei fixamente para seus grandes olhos azuis e cansados e abri um leve sorriso
- Boa tarde! - sua voz se expandiu como um eco na cozinha.
- Boa tarde!
- Então você é o tão falado Victor …
- Falaram muito de mim por aqui?! - olho diretamente para Ernesto e ele continua com aquele sorriso de bobo alegre.
- Seu Tio Ernesto fala bastante de você, principalmente depois de saber que você irá ingressar em Artes Visuais na faculdade FAAL aqui em limeira - disse ele se gabando e comendo um pedaço de torrado cujo os farelos caiam em sua barba.
- É… ele se gaba por isso - disse soltando um riso irônico - e então, meu Tio disse que você será um dos meus professores…
- Exato - disse ele ao limpar a boca - Teoria da percepção pra ser mais claro, e espero que goste da matéria pois dou duro pra isso …
- As vezes um pouco de humildade te daria um pouco mais de caráter não acha? - respirei fundo ao perceber a estupidez dele, porque a faculdade entra na mente do ser humano e faz uma lavagem a tal ponto?!
- Victor!!!! - disse Ernesto em sinal de repreensão.
- Calma… eu já acabei por aqui - me levantando ao ver o riso irônico escancarado na face de Arthur.
Ao se levantar peguei um copo cheio de café e fui para meu quarto… ao ouvir o barulho dos meus passos na escada ouvi também Ernesto se desculpando pelo tratamento “Ríspido” que acabou de presenciar e que isso não era minha culpa pois a mudança estava me deixando “grosseiro” … Logo bati a porta e fui para a sacada.
Ao ver o céu nublado e aquele frio congelando minhas narinas respirei fundo e ajeitei minha jaqueta, sentei com uma certa fúria na cadeira que lá estava e logo tirei um maço de Malboro do bolso, acendi um enquanto inclinava a cabeça para trás e sentia a nicotina rodear meu pulmão por inteiro… e por ali passei o resto da manhã ouvindo algumas músicas no celular e relaxando…
- Relatos de um veado (via relatos-de-um-veado)
Era quase 6:00, os raios de sol penetrava sem licença os vidros sem filme do carro em alta velocidade onde eu estava. O frescor e cheiro das rosas ao se espalhar pela estrada, me faziam despertar de uma longa viagem sonolenta e entediante ao lado do meu tio que por sinal não parava de tagarelar sobre as maravilhas de Limeira … “ casas imensas , shoppings maravilhosos , um luxo para uma cidade do interior …” era assim que ele falará até que eu caísse no sono, acordei justamente na hr em que a conversa entrou no assunto mais delicado e que me assombrara a viagem toda “ igrejas gigantescas … estruturas fenomenais ao qual a acústica faz com que os amantes da música delirem ao ouvir a orquestra cristã”. Ah! As igrejas… Não era o momento certo para esta conversa. Ao mesmo tempo que a conversa era entediante a ponto de me fazer cochilar, sua voz e seu sotaque eram tão engraçados que me surpreendera com sua formalidade ao descrever as grandes construções. Ernesto, era o nome do meu tio, ele sempre foi meio distante mas ele sempre foi a alegria das festas de natais pois suas histórias e sua felicidade era contagiante e até mesmo invejada por alguns membros da família Oliveira … ao saber que seu sobrinho queria cursar a faculdade dos seus sonhos logo fez de tudo para que ele cursasse na melhor faculdade que ele poderia pagar, infelizmente as condições eram que teria que ser na cidade que ele tanto amava e morava , e cá estou eu! indo forçadamente para uma cidade que eu nunca ouvi falar, mas … tudo vai dar certo… e a propósito, meu nome é Victor.
- relatos de um veado
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