TRADUĂĂO: Entrevista de Hana para V Magazine.
Na SequĂȘncia de uma quase turnĂȘ mundial com a colaboradora e melhor amigo Grimes, A cantora de "Clay" tem trabalhado duro em seu primeiro ĂĄlbum, previsto para o final deste ano. Aqui, ela faz uma pausa em Los Angeles para falar sobre as experiĂȘncias que a moldaram e para onde estĂĄ se direcionando.
VocĂȘ terminou recentemente a turnĂȘ mundial com Grimes, como foi?Â
HANA:Â Oh meu deus, foi tĂŁo incrĂvel, um turbilhĂŁo total. Eu pude ir a todos os lugares de mundo em que eu apenas sonhava em ir: JapĂŁo, Coreia do Sul, Singapura, AustrĂĄlia, Nova ZelĂąndia. Eu me senti nas nuvens, eu comecei a explorar o mundo e fazer shows em todos esses lugares... E fazer isso ao lado de uma das minhas melhores amigas me fez sentir como uma cereja no topo do bolo!
Como vocĂȘ e Claire se conheceram?Â
HANA: NĂłs nos conhecemos atravĂ©s meu namorado, BloodPop [Michael Diamond]; eles tĂȘm sido melhores amigos por seis ou sete anos. E quando eu comecei a namorar Mike, eu conheci Claire e com pouco tempo depois disso, ela estava em Los Angeles e ficamos amigas. Somos bastante iguais, e nĂłs temos os mesmos interesses. NĂłs gostamos de filmes de fantasia e mĂșsica. NĂłs todos meio que nos damos bem.
VocĂȘ fez um show com Christine and The Queens, tambĂ©m.Â
HANA: Sim, eu abri um show para ela na quarta-feira. Estou tĂŁo inspirado apĂłs vĂȘ-la. Ela Ă© incrĂvel, e tĂŁo especial, para colocĂĄ-lo de Ăąnimo leve. E vĂȘ-la por duas noites, eu estava me beliscando pensando, como eu tive essa sorte?!
DĂĄ prazer de assistir a esta nova geração de artistas femininas capacitando umas as outras.Â
HANA: Essas duas noites eu me senti tĂŁo inspirada pelas mulheres que me rodeiam. Ă realmente mĂĄgico fazer parte disso. Claire e suas dançarinas sĂŁo incrĂveis, eles dançam em um monte de shows. Ă uma sensação boa para apoiarmos uns aos outros. Eu nĂŁo acho que me sentiria tĂŁo bom sobre meu projeto se Claire e Megan [Purity Ring], nĂŁo tivessem me alimentando tanto enquanto eu estava começando. Eu acho que apoiar seus amigos e levantar uns aos outros Ă© muito importante. Ă realmente um bom tempo para ser uma artista no momento.
Conte-me sobre a inspiração por trås de seu EP recente, HANA.
HANA: Ă realmente um projeto de renascimento. Fiz todas as mĂșsicas de uma forma tĂŁo diferente das minhas mĂșsicas anteriores. Ă tudo muito novo, Ă© sobre a superação dos medos e maus relacionamentos, quando chega um ponto onde vocĂȘ estĂĄ orgulhoso de si mesmo. Grande parte dele Ă© sobre este relacionamento mentalmente abusivo que eu estive por cinco anos que eu nĂŁo deveria ter vivido, mas, ao mesmo tempo eu nĂŁo teria essas cançÔes se nĂŁo fosse por esse relacionamento. EntĂŁo Ă© tipo, minha maneira de lidar com o que aconteceu, mas ao mesmo tempo agora eu tenho essas mĂșsicas e eu estou realmente orgulhosa de mim.
VocĂȘ definitivamente jĂĄ tinha uma metamorfose desde que apresentava shows acĂșsticos nas casas de cafĂ©. Foi realmente o relacionamento que a empurrou para a mudança?Â
HANA: Sim. Eu saĂ dessa relação e eu estava fazendo as mesmas coisas repetidas vezes. Eu estava muito fragmentada. Eu sĂł estava me apresentando nos campos e em lanchonetes Ă noite, e eu acho que quando eu saĂ desse relacionamento eu comecei realmente a refletir sobre o que eu estava fazendo, eu entrei neste padrĂŁo e foi confortĂĄvel. Eu estava fazendo grana, o que tornava difĂcil parar porque eu sentia muita sorte por poder pagar minhas contas fazendo o que eu amo, mas isso simplesmente nĂŁo estava cumprindo com minha arte de forma alguma. Eu estava tocando as mesmas mĂșsicas todas as noites e eu realmente nĂŁo estava fazendo qualquer mĂșsica que me deixasse animada. Eu era tĂŁo jovem e ingĂȘnua que foi tĂŁo bom como sempre ia conseguir. Mas eu percebi que nĂŁo era verdade. Depois dessa experiĂȘncia, eu decidi que eu nunca ia parar de aprender, e nunca ia parar de melhorar. Eu acho que Ă© realmente onde este projeto foi realmente nascido. Uma vez que eu comecei e entĂŁo as mĂșsicas começaram a derramar para fora de mim. Eu escrevi "Underwater", e logo depois que veio "White". Essas primeiras cinco cançÔes vieram tĂŁo rapidamente, e eu acho que isso fala ao fato de que eu me coloco no lugar certo no momento certo para a arte de sair de mim.
VocĂȘ estĂĄ trabalhando no primeiro ĂĄlbum agora?Â
HANA: Sim, eu estou trabalhando duro em casa. Ă bom voltar para frente do meu computador e trabalhar nas mĂșsicas depois de passear por tanto tempo. TrĂȘs das cançÔes que eu fiz sĂŁo demos inacabadas, fazĂȘ-las viver me dĂĄ vĂĄrias idĂ©ias diferentes de para onde elas precisam ir ou o que eu preciso mudar. Eu realmente nĂŁo estou certa de que elas vĂŁo estar no ĂĄlbum, mas agora estou me concentrando apenas em fazer a melhor arte que eu puder.
O que podemos esperar do ĂĄlbum que Ă© diferente do EP?Â
HANA: Eu acho que o EP foi muito maduro, entĂŁo agora eu estou trabalhando em algumas faixas mais otimista com um groove diferente. Eu nĂŁo quero que as pessoas pensem que eu sĂł sei fazer mĂșsicas lentas porque eu tambĂ©m sei fazer cançÔes mais animadas. Eu acho que vai ser tudo em uma mesma vibe, mas, ao mesmo tempo, eu quero que tenha mais energia tambĂ©m.
VocĂȘ esteve trabalhando em algum vĂdeo novo?Â
HANA: O prĂłximo serĂĄ para "White". Ele ainda estĂĄ nos estĂĄgios iniciais de criação, e estamos o fazendo muito rapidamente. Acho que foi uma das primeiras musicas que eu fiz para este projeto depois de "Avalanche", por isso Ă© realmente especial para mim. O vĂdeo de "Clay", foi outro que fizemos rapidamente. Loraine Nicholson foi Ă diretora e ela com certeza nos matou. NĂłs filmamos Ă noite antes de eu sair para minha turnĂȘ em um vĂŽo Ă s 07:00 da manhĂŁ para a CorĂ©ia do Sul e eu fiquei na piscina inflĂĄvel das 00:00 atĂ© Ă s 4:00 da manhĂŁ. Foi tĂŁo surreal, eu apenas ficando congelada na ĂĄgua e me transformando em uma uva-passa humana. Eu sempre terei as melhores lembranças daquela filmagem.
O que vocĂȘ espera que seus fĂŁs e ouvintes aprendam com suas mĂșsicas?Â
HANA: Espero que eles se sintam habilitados, e espero faze-los sentir algum âauto-sensoâ. Eu acho que alguns dos melhores momentos que tive ao longo dos Ășltimos 6 meses foi ler algumas cartas de meninas que diziam que "Clay" e "Avalanche" fez-lhes sentir que elas podiam sair de relacionamentos abusivos que elas viviam, ou que que poderiam ser mulheres mais poderosas. Se minha mĂșsica pode fazer as pessoas se sentirem felizes eu sinto que hĂĄ uma luz no fim do tĂșnel, e a luz estĂĄ dentro delas... Isso Ă© a coisa mais gratificante que eu poderia ler ou ouvir sobre a minha mĂșsica. Isso Ă© algo que eu realmente nĂŁo percebi quando eu estava fazendo este projeto. Eu estava apenas tentando lidar com todas as emoçÔes que eu estava tendo... Quando eu percebi que estava afetando as pessoas da maneira boa, isso me surpreendeu.





