Os Observadores estão de olho em HERMES. Eles dizem que ele está na Ilha há 2 anos, já deve estar acostumado com as regras da cidade. Como HERMIE se parece com TIMOTHÉE CHALAMET, é bom tomar cuidado e não sair da CASA DA COLINA de noite porque, mesmo sendo do PANTEÃO GREGO, aqui é apenas mais um no meio da multidão.
Hermes é uma figura razoável e prestativa, não propenso à arrogância ou à vaidade, mas pode ficar muito irritado quando contrariado, especialmente se alguém insinua algo diferente de suas verdades.
Tende a ser sensato e benevolente, ainda que um pouco de sua sensatez possa acabar se perdendo entre suas brincadeiras e provocações. Em suma, ele é alguém astuto, sagaz e brincalhão, mas também confiável e dedicado, tendo eloquência e adaptabilidade correndo por suas veias.
nicknames: herm, hermie, H.
O sentimento de estranheza é a primeira memória que ele tem da ilha. A estranheza de não saber onde está é imediata e preocupante, mas ainda mais latente e desesperadora, é a estranheza de não saber quem é. Seu nome, porém, era a única certeza em sua mente confusa e acelerada: Hermes.
A palavra reverberava em sua mente, insinuando trazer à tona inúmeras memórias atreladas a ela, mas que, não importa o quanto tentasse, não conseguia alcançar. Não havia nada em sua memória, nenhum vestígio sequer de seu passado.Em seguida, lembra-se de sentir medo; de buscar abrigo, encontrar instruções e de ser recebido por um grupo peculiar, cujas explicações, ao invés de lhe trazer clareza, deixaram-no ainda mais confuso por um breve momento: ele era um deus. Hermes, eles haviam lhe dito, deus dos mensageiros, viajantes, ladrões, da comunicação e de diversas outras palavras que lhe escaparam a mente no momento.
Saber que todos os demais ali eram algo semelhante – semideuses e legados –, bem como o líquido dourado que pintava seus ferimentos, tornaram a compreensão de tudo mais fácil. Mas, ainda assim, no fundo de sua mente, inúmeros questionamentos permaneciam inquietos à luz das novas informações: se ele era um deus, imortal e poderoso, como podia não se lembrar de nada? Por mais que tentasse, forçar a mente até dar a si mesmo dores de cabeça não adiantava de nada; o vazio de seu passado resistia.
Pensava consigo mesmo que quem ou o que fosse o responsável por aquilo, por tomar suas memórias e privá-lo de seus poderes, teria de pagar caro. Mas mais do que isso, pegava-se frequentemente perguntando a si mesmo: exatamente quem ou o que seria tão poderoso a ponto de poder aprisionar e enfraquecer um deus daquela forma? Deuses, no plural, já havia outros como ele por ali. Tinha certeza de que suas memórias haviam de ter algum tipo de resposta, uma pista que fosse, e não ter acesso a elas tornou-se irritantemente frustrante. Decidiu, então, ajudar como possível dentro da cidade, mostrando facilidade para adaptar-se a qualquer função necessária.