𝒊𝒏 𝒕𝒉𝒆 𝒅𝒂𝒚𝒍𝒊𝒈𝒉𝒕 𝒘𝒆'𝒍𝒍 𝒃𝒆 𝒐𝒏 𝒐𝒖𝒓 𝒐𝒘𝒏.
jxeward:
Não apresentou resistência quando Gen colocou a toalha sobre seus ombros. Em tempo de escutar o fim da declaração, ele ergueu os olhos castanhos e enfrentou os azuis. Porra. Que confusão. O que é que tinha feito? Foi só depois da Hudson ir embora é que começou a entender o que havia acontecido. Terminando de se secar sozinho no banheiro, no fim acabando molhado do mesmo jeito, Joel permitiu que a memória referente ao flash de minutos atrás retornasse e, fitando o espelho à sua frente — sua imagem muito diferente do adolescente que viveu aquela experiência — se deixou lembrar dela. Fora a última vez que viu sua mãe; depois de ter feito uma vigília quase eterna no hospital, o pai pediu que fosse para casa. Que se afastasse um pouco. Joel se lembrava de ter erguido a cabeça para Albert e de ter negado com um gesto desta, ao passo que o aperto da mão no seu ombro se tornou um tanto mais forte e surpreendentemente persuasivo. “— You’re tired, son. I’ll take care of her for you to get some rest.” E ele foi. Deixou um beijo na testa dela em meio ao sono atribulado que Bea vivenciava, horas depois recebendo a notícia de que ela havia falecido, e ele não estava lá.
Joel sacudiu a cabeça para seu reflexo, franzindo forte o cenho, o nariz e tudo o mais, em uma expressão de dor, porque, caralho, era física. A dor era tão real quanto a de um ferimento de bala ou facada; quanto os machucados das brigas nas quais se meteu. E ele se negava a voltar para Genevieve com essa dor estampada no rosto, no risco de parecer fraco demais, bobo demais, frágil demais. Bastava a indecisão e o choro estúpido de minutos atrás. But, God, how can I leave them? O Ward pensou com outra careta de dor. Odiou-se um pouco antes de resolver o conflito; é um homem, afinal, certo? Ele mesmo havia dito que não é mais um menino. Quando saiu, por fim, depois de secar o rosto e as lágrimas — infelizmente não conseguiria disfarçar os olhos vermelhos —, se encostou de braços cruzados na parede atrás, bem ao lado da porta do banheiro de onde viera. “You’re right.” Olhava para os pés de Gen e falava baixo. “It’s my dream. I shouldn’t go… but I’ll go.”
Lhe pareceu uma eternidade, deitada ali, refletindo sobre tudo o que havia dito à ele. Genevieve por muitas vezes não tinha o controle da própria vida e suas decisões, quem era ela para opinar no que o namorado deveria fazer? Havia dito as coisas certas? Ela não fazia ideia. Foi mais difícil do que ela jamais conseguiria explicar ficar ali, sem ir até ele, abraçá-lo, tentar de novo dar seu apoio. Mas respeitou o espaço de Joel e, eventualmente, ele saíra do banheiro. É claro que Gen não tinha ideia do que se passava pela cabeça dele, a história com a mãe que fizera com que tudo aquilo se desencadeasse, ou entenderia melhor a reação dele. Entenderia, mas continuaria sem saber o que fazer. De qualquer forma, a Hudson sentou-se na cama quando a porta se abriu e o Ward se encostou na parede, dando seu veredito. Gen soltou o ar devagar, com medo de reagir, com medo de influenciá-lo. Levantou-se, decidindo por algo tão simples quanto um abraço ao envolver os braços na cintura alheia e encostar a bochecha no peito do namorado. “ — I’m proud of you.” Já havia dito aquelas palavras algumas vezes; todas com uma carregada sinceridade.









