Eu realmente gosto dele. Essa é a parte mais difícil de admitir.
Porque gostar de alguém não significa que o que essa pessoa tem pra oferecer é o que você quer viver.
Às vezes eu fico pensando que já passei por tudo isso uns 5 ou 6 anos atrás. As mesmas sensações, as mesmas dúvidas, o mesmo cansaço de sentir que estou me importando mais do que deveria.
Eu sempre digo que a gente pode até não saber exatamente o que quer pra vida… mas precisa saber muito bem o que nunca mais quer passar de novo.
E hoje eu sei.
Eu sei o que eu não quero mais sentir.
Não quero mais ter que implorar por atenção, interpretar silêncio ou me contentar com pouco enquanto tento convencer a mim mesma de que é suficiente.
Eu gosto dele, de verdade. Mas também estou cansada.
Cansada de tentar, de esperar, de fingir que não dói quando na verdade dói.
E talvez a maior maturidade seja entender isso:
às vezes a gente gosta… mas não o suficiente para aceitar menos do que merece.

















