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@idancare
He's as damned as he seems | dasis
Porque estava insistinto tanto na situação? Porque aquele nó na garganta a impedia de dar as costas e deixa-lo? Porque tinha tamanha necessidade de cura-lo de algo que aparentemente ele não queria. Colocou a mão sobre a testa sentindo o quão quente sua testa estava. Soltou uma risada amarga, como se gabasse da mentira mal contado do garoto. “Tão bem quanto um viciado.” Não queria ser cruel, mas se sentia tão encurralada que tinha de fazê-lo sentir algo diferente do que ele estava sentindo naquele momento. Passou os braços ao redor do próprio corpo enquanto encarava o garoto, agora de uma distancia segura. “É elas fazem, porque se sentem seguras com o namorado, porque elas sentem que estão prontas para dar o próximo passo. Mas adivinha? Nós não somos namorados e você não me faz sentir segura.” Em meio a aquelas verdades a loira teve de mentir, era obvio que ela se sentia segura ao redor do garoto, caso contrário não teria dito o que sentia. Tudo girava em sua cabeça, seus sentimentos agora embaralhados com a realidade avassaladora. Talvez ela realmente não fosse o suficiente para ninguém e não pudesse salvar Dan. Resolveu ignorar a mentira deslavada que o moreno insistia em dizer. Podia nunca tê-lo visto chapado de verdade, mas o conhecia tão bem a ponto de saber que ele estava fora de si. Naquele momento parecia impossível que as coisas pudessem piorar, mas elas pioraram. Danniel dera as costas para ela e se encaminhou até a gaveta puxando algo de lá de dentro, não conseguia ver o que era, mas sua mente tinha uma ideia do que poderia ser. “Então isso tudo se trata do fato de você não conseguir se distrair? Isso é patético, essa situação toda. Eu to fora..” Os olhos da garota se encheram de lágrimas, mas antes de dar as costas e ir embora a garota se aproximou dele e retirou a força o cigarro de suas mãos, arremessando pela janela ao seu lado. “Boa sorte tentando se distrair de agora em diante.” Uma lágrima escapou, e ela limpou rápidamente, decidida a não deixa-lo ver o quão estúpida ela se sentia por estar se forçando a ser forte e a bater de frente com ele.
As palavras de Isis o atingiram em cheio, escutar a voz que sempre achara calmante e angelical o chamando de viciado fez se formar um embrulho no estômago de Danniel e ele sentiu sua visão ser embaçada, mas não ia chorar, por mais que estivesse sendo difícil controlar as emoções por estar alterado com a erva, era horrível escutar algo que quisera ignorar tanto tempo vindo dos lábios daquela que considerava mais que só uma melhor amiga. Então esta continuava a falar e o rapaz quis que ela se calasse, porque não conseguia mais escutar aquelas verdades cruéis em sua frente, como saber que ele não a fazia se sentir segura. Precisava fumar algo, precisava relaxar por um momento e esquecer de toda aquela briga, por mais que fosse aquilo que causara a discussão, só conhecia aquele modo para aliviar e mente. Mas então a loira se atrofiava em sua frente e jogava seu baseado para fora da janela, viu a lágrima escorregar pelo rosto da garota e sentiu raiva de si mesmo. Masen fechou a gaveta com força causando um baque, virando para Isis e sua respiração estava acelerada quando começou a gritar. “Então vai embora, porra! O que tá fazendo aqui? O que tá fazendo namorando um viciado que não te faz se sentir segura?” Parou para respirar fundo, não queria ser rude com ela, céus, queria apenas a puxar em seus braços para a consolar e dizer que nada do que dissera era verdade, ela parecia tão frágil e magoada. Mas não conseguia, sentia raiva por ter os levado até aquele ponto, sentia raiva por ter escutado aquelas coisas dela e sentia raiva, principalmente, por ela ter aceitado começar aquilo com ele. “Eu disse que eu ia ferrar isso aqui e você decidiu não escutar, então isso aqui é tudo culpa sua” As palavras saíram de sua boca em alto tom antes que tivesse consciência, mesmo não acreditando que a culpa fosse dela, queria que ela corresse dali, não queria que ela visse ele desabar e nem queria a machucar mais do que tinha feito. Sua respiração se acalmou e ele a encarou, sentindo um bolo se formar em sua garganta. “Vai embora” Pediu, e dessa vez sua voz saiu baixa e falhada.
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Várias coisas passavam pela cabeça da loira, mas ela não estava conseguindo associar nenhuma delas com aquele momento. Só poderia ser um tipo de pesadelo, não era real, Danniel nunca agiria daquela maneira com ela, nunca. As emoções eram reais demais, não parecia ser um sonho. “Você não pode me beijar quando eu não quero ser beijada.” A teimosia havia voltado, ela estava irritada, mas ao invés de sair dali batendo os pés e xingando todos, ela preferiu ficar ali e ser teimosa, como se ainda quisesse irritar o garoto. Estava realmente preparada para ir embora quando o garoto a puxou novamente, com um pouco mais de força que o habitual. Ergueu os olhos mantendo uma expressão fechada no rosto, que parecia não ter durado tempo o suficiente, já que o garoto agora a olhava de modo delicado. “Você não tá bem Dan, só me deixa ir, por favor. Eu não quero brigar..” Sussurrou, enquanto se permitia ficar ali por alguns momentos enquanto esperava o garoto ceder. Mas ele não o fez, ao invés disso, ele foi completamente rude. Bom rude na forma da loira pensar ao menos. Novamente se afastou do garoto soltando uma risada fraca. “Eu não vou fazer isso, você pode ter esperado o tempo que achou necessário, mas eu não…. Você tá maluco se acha que eu realmente vou para cama com você nesse estado.” Soltou os braço das mãos do garoto, o desapontamento estampado em seus olhos, e ela então caiu na real, não era um sonho, era a realidade, e Dan ao que tudo indicava não estava cem por cento consciente do que fazia, mas ela agora estava. “Vo-você está chapado..” Afirmou, enquanto o encarava, esperando que ele desse alguma dica se ela havia se equivocado ou não.
A confusão de Danniel apenas aumentou ao escutar que ela não queria ser beijada por ele, em sua mente não conseguia ver o que fazia de errado, só estava sendo sincero expressando o quanto queria a garota, certo? Por que estava sendo recusado então? O embaralhamento de seus pensamentos não conseguia fazer ele compreender exatamente o que de fato acontecia. "Eu to bem" Insistiu, não queria que Isis o deixasse, e de repente começava a se sentir rejeitado com as insistências dela de ir embora, sem conseguir perceber que agia como um babaca. A garota se distanciou novamente e desta vez Masen não a puxou de volta, a encarando enquanto ela falava. "Pensei que você quisesse ser minha namorada, namoradas fazem sexo com os namorados" Resmungou, girando os olhos e passando a mão pelos cachos em um ato impaciente, se sentia um tanto revoltado pelo olhar que Apriggio o dava, o lembrava de seu irmão quando este o flagrava fumando, odiava aquele olhar. Ao a escutar acusar de estar chapado, Danniel abriu a boca várias vezes sem saber o que falar, não conseguia raciocinar direito para responder, por fim, balançou a cabeça e soltou uma risada despreocupada. "Foi só um trago, não to chapado" Mentiu, não gostava daquele olhar que ela estava o dando e tinha certeza de que pioraria se admitisse que não fora só um trago, mesmo sabendo que Isis o conhecia bastante para ver suas mentiras. Ele bufou e caminhou até a gaveta, iria enlouquecer se encarasse por mais tempo aqueles olhos verdes o observando com tanta decepção, já bastava os olhares julgadores dos outros, não precisava dos de Isis também. "O que quer que eu faça? Não posso mais transar, então como eu devo me distrair?" Soltou as palavras bruscamente enquanto procurava por outro baseado na gaveta, achou o cigarro e pegou o isqueiro, sem virar para fitar Isis.
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Ela estava tentada a insistir mais uma vez naquela questão, sabia que havia algo de estranho no modo como ele afirmava que estava muito bem. Queria sair dali, por alguma razão ela se sentia sufocada e havia um gosto estranho em sua boca, algo que fazia sua garganta fechar e seus olhos arderem. Virou um pouco o rosto quando o mesmo se afastara para pensar na sua pergunta. Como ele poderia ter esquecido? Ele havia dado as ideias. Aquilo não estava certo. Estava pronta para dizer não para o garoto quando o mesmo a puxou novamente para perto, sugando seus lábios e puxando sua blusa um pouco para cima. As mãos que antes estavam em seu pescoço agora estavam em seus ombros. Ela suava frio, suas mãos tremiam, e ela queria literalmente chorar. Agradeceu momentaneamente quando o garoto se afastou, mas logo depois viu que a atitude não havia sido pela falta de animo da garota e sim para mais um comentário estúpido. Empurrou os ombros do garoto com força e deu um passo para trás, passando a mão no rosto e ajeitando a blusa. "Vo-cê tá louco?" Questionou o garoto, enquanto respirava fundo e tentava respirar fundo. Ela queria acusa-lo de algo, mas não tinha certeza se poderia. Ela nunca havia visto o garoto fora de si, nunca o tinha visto realmente chapado. Durante os anos de amizade dos dois ele sempre respeitara Isis, então naquele momento ela não conseguia acreditar que ele poderia realmente ter feito aquilo com ela. "Eu vou embora, você não tá bem.."
Estava tão inerte do que acontecia ao redor, que nem percebeu o quanto ela não parecia estar aproveitando o beijo, só quando esta o empurrou para longe que Danniel notou que a garota parecia tensa. Ele ficou confuso, estreitando os olhos para a loira. "Agora não posso te beijar mais que sou louco?" Perguntou erguendo as mãos em defesa, parecendo ofendido por ter sido afastado. Assim que Isis falou que ia embora, o moreno ficou um tanto desesperado, não queria a deixar ir embora, nem sabia o que diabos tinha feito de errado para ela sair daquele jeito. Por essa razão puxou o braço da garota para ela voltar a o fitar. "Qual o problema, loirinha?" Nem percebia direito as palavras que saiam de sua boca, só queria a ter de volta, levou uma mão até o rosto de Apriggio e acariciou a bochecha da mesma, encostando sua testa na dela. Danniel a queria por completo, e obviamente a levar para cama já passara em sua mente várias vezes, mas nunca falara aquilo em voz alta para não a pressionar, ficaria feliz em esperar o tempo que fosse necessário, mesmo que sofresse um pouco, só que seu cérebro não parecia raciocinar suas decisões no momento e logo falava tudo sem pensar. "Vamos lá Isis, eu já esperei tanto e não aguento mais, por favor?" Pediu com a voz baixa, fechando os olhos para conseguir inebriar-se pelo perfume da loira, estar naquele estado era como se o que sentisse por ela estivesse cem vezes mais forte.
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Não conseguia notar qualquer coisa de diferente na expressão de Dan, ele parecia o mesmo de sempre, só um pouco relaxado demais, o que quase nunca acontecia. "Tem certeza?" Sabia que era chato da sua parte insistir tanto, mas não conseguia evitar. Apesar de o garoto nem ter notado tinha certeza que sua expressão era de preocupação. Era só mais um dia na casa dele, porque ela não conseguia relaxar? Exibiu um sorriso fraco logo depois que o garoto depositou um pequeno beijo em seus lábios e sentiu seu rosto corar, enquanto levantava os ombros e desviava o olhar. "Já. Apesar de você não ter me visto quando disse." Respondeu, um pouco tensa demais com aquela situação. Segurou a mão do mesmo na tentativa de relaxar um pouco e aproveitar a companhia do garoto, mas de nada adiantou, sua mente não desligava apesar de seu corpo estar respondendo claramente aos beijos do garoto. Ergueu seu olhar alguns segundos antes de sentir seus lábios serem pressionados com um pouco de pressa, e seu corpo ser puxado. Não pode deixar de retribuir aos toques, ela gostava do garoto, então certos tipos de coisas acabavam se tornando inevitáveis. Seus lábios se abriram lentamente, e suas mãos foram de encontro aos cabelos do garoto, ela podia sentir um gosto diferente do normal nos lábios dele.
"Eu trouxe os filmes.." Sussurrou contra os lábios do garoto. Não queria se afastar, mas ela precisava de uma distração, se sentia muito confusa naquele momento para prosseguir com aquilo
"Claro que tenho" Danniel respondeu dando uma risada pela insistência da garota, porque o moreno estava incrivelmente bem, fazia um bom tempo que não relaxava daquela maneira. Ele não percebeu o tom nervoso de Isis ou como ela encontrava-se tensa com o seu comportamento, apenas deixando-se levar pelo quanto a queria perto de si. Sentiu os lábios da loira corresponderem aos seus e então se permitiu inebriar-se no beijo, seus dedos agarrando a blusa dela com força e iria intensificar o contato quando esta interrompeu o beijo para sussurrar contra seus lábios. Ele comprimiu os olhos, a fitando um pouco confuso por ter sido interrompido. "Filmes? Que filmes?" Perguntou, tentando lembrar de que filmes ela falava, mas seu olhar caiu sobre os lábios vermelhos de Isis e seu raciocínio pareceu se perder. "Por que a gente não fica mais um pouco por aqui?" Murmurou, roçando seus lábios nos dela antes de os sugar com um pouco mais de intensidade. Deslizou suas mãos por dentro da blusa da mesma, sem pedir permissão, nos dias em que estiveram juntos ele respeitava bastante o espaço dela, tentando não avançar demais os limites e sempre cuidando para não a deixar desconfortável, mas aquilo pareceu esvair de sua mente após ter fumado o baseado, só importava ter Isis e não tinha nada mais em sua mente, seus sentidos estavam aguçados e seu corpo parecia aclamar pelo dela. "Você ia ficar mais gata sem roupas" As palavras saíram de seus lábios sem ele pensar e logo ele levava uma mão para segurar sua nuca e então a beijava novamente.
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A casa parecia silenciosa demais, ela sabia que Roger não estaria por ali naquela tarde, mas ao menos esperava o barulho da tv ou do video game, mas a casa estava um completo silencio. Deixou a bolsa sob a mesa da sala enquanto encarava em volta, como se esperasse que Danniel pulasse de trás dos moveis para assusta-la. Tudo poderia acontecer. Levou um susto quando ouviu a voz do moreno, e estranhou o modo como ele a chamara. Gata. Acho que ele nunca havia me chamado assim, na verdade ele so tratava como gata as garotas que ele costumava ficar quando estava em festas. Decidiu não ligar para aquilo naquele momento enquanto caminhava até o quarto incerta se devia ou não estar indo até lá ou esperando o garoto. Não entendia porque estava tão insegura, conhecia aquele apartamento como se fosse sua própria casa, era amiga do garoto a mais de 12 anos, não tinha motivos para justo agora temer uma simples visita ao seu quarto. Abriu um sorriso quando viu o garoto indo em direção a ela. Ele parecia meio desajeitado como se tivesse acabado de acordar, mas ela não se importava. Retribuiu o abraço da melhor maneira que conseguiu e não pode conter uma risada ao ouvir o comentário do garoto. "Obrigada?" Questionou meio incerta. Não sabia o motivo, mas ela tinha um nó na garganta mas sua teimosia não deixava-a dar o braço a torcer e admitir isso para o garoto. Afastou-se alguns centímetros apenas para encarar o rosto dele. "Está tudo bem? Eu não te acordei?"
O moreno continuou a abraçando firmemente, como se não quisesse que ela se soltasse, ouviu a risada da garota e não deixou de rir também, mesmo não fazendo ideia do que era tão engraçado. Estreitou os olhos quando esta afastou o rosto para o encarar, e deu um sorriso com a pergunta. "Tudo ótimo, e nah, não acordou" Respondeu, dando de ombros. Seus pensamentos pareciam leves em sua mente e tudo que conseguia prestar atenção era na loira a sua frente, não raciocinava o que fazia e nem percebeu o quanto ela parecia um tanto confusa. O olhar do moreno percorreu pelo corpo dela interessado e voltou para os olhos verdes que o fitavam, dando um selinho nos lábios da mesma. "Já disse que você tá gata hoje?" Sua voz saiu baixa, e ele riu antes de começar a roçar seus lábios pela bochecha até a mandíbula dela. "Muito, muito gata." Sussurrou, depositando beijos na pele de Isis até chegar novamente a sua boca, sugando o lábio inferior da garota e apertando a cintura da mesma contra si.
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A correria na escola havia deixado Isis presa em casa,seu pai apesar de parecer surpreso com a mudança de humor repentina da filha agora estava decidido a prende-la em casa, o que era um pouco irônico. Ela mal havia chego da escola e ja tinha corrido para o quarto para pegar a bolsa que havia separado a alguns dias, com alguns filmes e alguns biscoitos para aquela tarde. Não era nada especial, mas a loira se sentia nervosa. Quando deu por si, já estava cerca de vinte minutos atrasada e teve de correr pela casa em direção ao velho carro do pai. Como sempre ela estava muito atenta, tinha certo receio em dirigir, mas tudo parecia estar remotamente calmo naquele dia. Chegou ao apartamento de Danniel cerca de dez minutos depois e correu até a portaria esperando para ser atendida pelo porteiro e encaminhada até o elevador. Sabia que o garoto surtaria com a demora, mas ela tinha uma boa desculpa naquele dia. Subiu as escadas até o terceiro andar e bateu na porta duas vezes, antes de a mesma se abrir sozinha. “Dan?” A garota chamou não conseguindo conter o sorriso enquanto entrava pela porta do apartamento.
Já era de tarde e Danniel encontrava-se exausto da faculdade, o que o animava era o fato de ter combinado com Isis de se encontrarem para ver alguns filmes. Roger havia saído com alguns amigos e por isso apenas o mais velho encontrava-se no local, era incrível o quanto as coisas entre ele e Isis pareciam ainda mais naturais do que quando eram somente amigos, estava surpreendente gostando do que eles tinham, mesmo que ainda não entendesse o que era realmente. A demora de Isis fez o rapaz ficar um tanto inquieto, fazia algum tempo desde a última vez que relaxara, já que tentava evitar as substâncias alucinógenas agora que a relação dele com Apriggio avançara, mas não a tinha como distração ali, então vagando pelo silencioso apartamento acabou abrindo a gaveta do seu quarto e retirando o baseado que escondia, não ia fazer mal um trago, certo? Não demorou muito e Danniel encontrava-se disperso com o cigarro entre os lábios, estava debruçado na janela de seu quarto para deixar a fumaça sair livremente e não inundar o ambiente, foi quando escutou uma voz familiar o chamar que ele tossiu a fumaça pelo susto, nem lembrava de ter deixado a porta aberta, mas ele não costumava ter uma memória muito boa após fumar. Apagou o cigarro com rapidez e o jogou pela janela, tentou manter uma pose mais reta, mas seu corpo parecia não o obedecer mais. "Isis, aqui gata!" Falou com a voz mais alta que desejava, saindo do quarto e dando um enorme sorriso ao a ver, estava totalmente relaxado agora. Não demorou para ir até ela e a puxar para um abraço forte, fechando os olhos e ficando daquele jeito por um tempo. "Hmm, você tá tão cheirosa" Murmurou com a voz arrastada.
Rouba minhas roupas e ainda fica melhor nelas. Nada justo, loirinha
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Em partes aquilo ainda era novidade para mim, aquele tipo de carinho e olhar, era diferente, me envolver emocionalmente geralmente não acontecia, fazer aquele tipo de coisas não era muito do que eu estava acostumada. Eu apreciava aquele momento, tentando de todas as formas aproveita-lo e tirar alguma lição de tudo aquilo. Meu estomago se contorceu no momento em que o garoto provocou meus lábios, aquilo era tão gentil que eu não sabia como deveria classificar aquilo. A imagem do garoto sendo tão gentil só tinha surgido na minha mente em poucos momentos, porque sabia que romance e esse tipo de coisa não era muito a coisa que o garoto mais gostava de fazer, mas ele fazia aquilo com tamanha naturalidade que era como se fosse algo normal e rotineiro. Imaginei que assim que o garoto falara que tínhamos que ir, começaríamos a recolher as coisas, mas isso não aconteceu, ele apenas entrelaçou nossa mão livre e me encarou como se estivesse profundamente pensativo. No fundo eu sabia que ele estava, não devia estar sendo fácil, as coisas pro garoto nunca foram. Ainda me lembro de brigar com ele por sempre tentar dramatizar algo que deveria ser simples, mas aquela era o tipo de vida que o garoto levava, do tipo que apreciava os altos e baixos. Mordi o lábio, quando ouvi o garoto chamar por mim, e acariciei a palma da mão dele em resposta. Ele tinha que continuar a falar o que pensava, a ser honesto, não só comigo. Qualquer garota na minha situação acharia aquilo completamente confuso, mas eu entendia e já esperava esse tipo de reação. Era difícil Danniel ser completamente honesto sobre o que sentia, e ouvir aquele apelo de certa forma me fazia ter ainda mais esperanças. Aproximei meu rosto do garoto e depositei um beijo no canto de seus lábios. “Eu já tenho paciência com você, e.. não desistir, acho que eu posso tentar também.” Meu tom era um pouco descontraído porque transformar as coisas que algo mais sério só tornaria tudo mais difícil. Fiquei na ponta dos pés e esfreguei levemente meu nariz contra o do garoto, soltando uma risada baixa e o empurrando levemente. “É sua vez de carregar a sujeira.”
Esperou receoso por uma resposta, ainda tinha a leve impressão de que Isis iria desistir daquilo, porque sabia que ia estragar as coisas de algum modo, era somente quem Danniel era, não tinha certeza de quando a loira perceberia aquilo, mas já que iria a perder de qualquer maneira, precisava ao menos tentar. O beijo no canto dos seus lábios o tranquilizou um pouco, sorrindo ao escutar as palavras e questionou o que ela vira nele, porque ambos eram tão diferentes e tinham pensamentos distintos sobre o amor, Isis merecia alguém que soubesse como a agradar e pudesse prometer algum compromisso, ele não sabia se ia ao menos chegar perto daquilo, mas era bom ter ela ali, então decidiu parar de pensar naquilo e apenas murmurar um "Obrigado" por ela aceitar tentar. O moreno alargou seu sorriso assim que ela roçou os narizes e o empurrou, fazendo um bico e beijando a bochecha da garota "É assim que vai ser agora, folgada?" Brincou com um tom falso de indignação, antes de se distanciar para recolher as embalagens vazias dos lanches, colocando na sacola plástica de lixo que havia dentro no carro. Esperou Isis adentrar no automóvel para sentar no banco de motorista, dando partida assim que ela se ajeitou ao lado. O caminho dessa vez não fora silencioso e desagradável, o clima já estava leve e relaxado, ambos conversaram um pouco sobre assuntos fúteis, era até bizarro como depois de alguns beijos, quase nada parecia diferente entre eles, ainda pareciam os melhores amigos de sempre. Ele estacionou o carro em frente a casa da tia da garota, a observando com um sorriso cômico no rosto. "Acho que essa é a parte em que eu ganho um beijo de despedida" Falou soltando uma risada baixa, mas não esperou para inclinar o corpo até ela e colar os lábios, puxando a nuca da mesma para intensificar o beijo. Ele definitivamente podia se acostumar com aqueles beijos, na verdade, não achava que algum dia ia cansar deles. Antes de distanciar os rostos, depositou um selinho nos lábios da loira, um sorriso em seu rosto. "A gente se fala amanhã, certo?" Era tão costumeiro os dois se falarem quase todo os dias que pareceu que nem havia passado um tempo sem ambos conversarem, mordeu o lábio antes de voltar a sentar no assento, a observando com um olhar engraçado, porque aquilo realmente era muito estranho, poder beijar ela quando quisesse, iria levar um tempo para se acostumar, mas não estava reclamando.
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Era real estava acontecendo, a realidade estava me sugando cada vez mais, a cada simples toque de seus lábios sobre o meu. Imaginar não chegaria nem aos pés da realidade, era mais do que qualquer palavra pudesse descrever. Seus lábios se moviam gentilmente, e eu me sentia completo, não fora estranho e ruim como nas outras vezes, era como estar realmente completa. Não me sentia tão errada ali naquele momento, enquanto dava permissão para o garoto aprofundar o beijo, suas mãos percorrendo meu pescoço, enquanto os meus dedos se entrelaçavam aos dele. Esperança eu nunca tive, nem mesmo quando sonhava acordada, mas ali eu tinha esperança, de que as coisas melhorassem e de que desse certo. Conhecia o garoto muito bem para saber que não seria fácil, mas porque não tentar? Porque negar aqueles sentimentos? A sensação de sentir seus lábios se alargarem no sorriso que eu tanto amava fora tão boa que meus lábios se ergueram num sorriso enquanto eu mantinha minha testa colada com a dele e os olhos fechados, temendo ser acordada em algum momento. As frases soltas em meio aos beijos eram o que tinham um pouco mais de efeito, meu corpo arrepiava ao simples toque de sua boca na minha depois de ouvir as palavras antes pronunciadas. A vibração dos seus lábios ao falar aquelas palavras com os lábios colados com os meus, retiravam qualquer possibilidade de que aquilo fosse apenas um sonho. Então ele me beijou novamente, e eu apertei seu pescoço de modo leve, enquanto deixava que a sensação invadisse o meu corpo, da mesma forma que o garoto explorava meus lábios. Respirei fundo quando ele se afastou novamente, abrindo os olhos enquanto em meus lábios permanecia o mesmo sorriso alegre. “É eu acho que sim.. ela deve estar preocupada.” Enlaçei meus dedos com os do garoto enquanto encarava o seu rosto e todas as suas feições. Puxando seu rosto com certo receio para mais perto do meu, deixando nossas testas coladas. Respirar o mesmo ar que ele, era o que eu precisava. “Foi muito bom..” Foram as únicas palavras que minha mente conseguiu formar. Era ridículo, porque esse tipo de coisa uma garota não falava após beijar um garoto pela primeira vez, mas eu não era qualquer garota.
Assentiu quando a garota disse que a tia estaria preocupada, mas não fez nenhum movimento para ir de volta para o carro, observando um sorriso alegre se formar no rosto dela e seus dedos tocando de leve nos lábios da mesma, os contornando como se explorasse o toque. Ele recolheu a mão assim que ela o puxou e colou as testas, cerrando os olhos e por um momento apreciando sentir a respiração da loira contra a sua. "Uhum..." Concordou em um múrmuro, roçando sua boca na dela e sugando o lábio inferior da mesma gentilmente, antes de distanciar o rosto e tentar unir forças para interromper aquilo. "A gente devia voltar" Soltou um suspiro a fitando, questionando como fora parar ali beijando sua melhor amiga. Segurou com a mão livre a outra de Isis, entrelaçando as duas mãos nas dela enquanto a observava, vários pensamentos ocorriam na sua cabeça e encontrou-se questionando o que era aquilo que eles tinham, se existia um nome para descrever, porque Danniel só estivera em um relacionamento que nem sabia se podia chamar daquele jeito e fora um arrependimento atrás do outro, chegando a conclusão de que se envolver com alguém era perda de tempo, e sabia bem que a loira conhecia aquela história, mas lá estava ele passando os limites, queria tentar com ela, sabia que valeria a pena, mas tinha tanto medo de acabar do mesmo jeito. "Isis?" Chamou com a voz baixa e receosa, não sabendo bem como expressar o que estava em sua mente. "Você tem que ter paciência comigo, ok? Até eu descobrir o que é isso... Porque eu não sei o que to fazendo e talvez eu surte no meio disso tudo, mas só... Não desiste de mim tão fácil, sei que é pedir demais, mas eu realmente to tentando aqui... E espero que você também queira tentar" Apertou as mãos da garota de leve, um pouco pelo nervosismo das palavras, seus olhos encarando os verdes dela tentando saber se falara alguma besteira.
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Nunca me imaginaria numa situação daquelas, se algum dia alguém me falasse que eu estaria ali ouvindo palavras tão honestas saindo da boca do meu melhor amigo eu não acreditaria, mas eu estava ali, e as palavras dele ainda ecoavam em minha mente, mesmo depois de eu ter respondido todas elas. Não sabia o que aconteceria no final da noite, mas achava que até aquele momento tudo tinha ocorrido muito bem, e que eu nunca me esqueceria daquele momento. Mas o silencio se instalou, o garoto pareceu não querer dizer mais nada, e eu me sentia estúpida por ter falado demais, eu tinha o feito mudar de ideia, talvez ele não gostasse tanto de mim. Os pensamentos que rondavam a minha mente quase mudaram a expressão calma e serena que eu tinha no rosto, mas as mãos de Dan ao redor das minhas e o modo como ele ainda me encarava fez aquele medo bobo sumir. Já tinha beijado antes, e não era uma tola para fingir não saber o que iria acontecer. Nenhuns dos meus beijos foram dados por amor, os únicos dois garotos com os quais eu troquei beijos foram aqueles que eu conheci numa das festas da minha prima. E claro eu não beijei os dois na mesma noite. Porque eu estava pensando naquilo? Acho que a culpa era do nervosismo, eu precisava ocupar minha mente enquanto encarava seus olhos, mas tudo aquilo foi desperdiçado, todo aquele tempo tentando esconder o que eu sentia. Quando seu rosto se aproximou do meu e seus lábios tocaram os meus com tanta gentileza, todo o meu corpo pareceu estremecer, meu estomago congelou, e meu peito batia com tanta força que achava que todos ali conseguiriam ouvir. Não me importava que todos ouvissem. Minhas mãos apertaram as do garoto enquanto timidamente a minha outra mão foi parar em seu pescoço, enquanto nossos lábios se mexiam em tamanha sincronia que pareciam ter treinado para aquilo por toda a vida. Aquilo era certo, eu conseguia sentir isso, nada do que eu temia aconteceu, não fora só coisa da minha cabeça, era real. E tudo tomava uma magnitude ainda maior, porque eu tinha seus lábios nos meus, e nossas mãos unidas. Porque era certo.
Era diferente beijar Isis, o moreno sentia que os toques eram mais intensos e a tranquilidade o fazia perceber cada movimento calmo dos lábios da garota. Sentiu o aperto em sua mão, seu polegar acariciando de leve a frente da mão dela em um ato carinhoso, não era comum Danniel ser tão afetuoso, mas sentia que deveria ser com ela, não só por ser sua melhor amiga ali, mas por saber que o que ele sentia por ela era diferente do que só uma ficada ou pegação. Ele intensificou o beijo, querendo provar mais daquela sensação, sua mão deslizando para a nuca da mesma enquanto movia o rosto para dar mais abertura ao beijo, sua língua lentamente seguindo caminho até os lábios dela, gentilmente pedindo permissão, nada parecido como o moreno fazia em seus beijos. De repente quis explorar mais a boca da loira, ter mais tempo para a beijar de todos modos e conseguir conhecer mais ela daquele jeito, sorriu só com o pensamento, seu sorriso se alargando e teve que afastar os lábios e encostar a testa na dela para soltar o ar e sorrir livremente. "É estranho" Falou com a respiração ofegante "Não seu beijo, mas poder te beijar" Soltou uma risada baixa e deu um selinho demorado nela "É muito bom também" Murmurou contra os lábios da garota, dando outro selinho "A gente devia fazer mais vezes" E então voltou a entreabrir os lábios e a beijar do mesmo modo que fizera antes. Não queria apressar as coisas, normalmente essa era a hora que Danniel começava a esquentar as coisas, mas sabia que com Isis teria que ser diferente, e surpreendentemente estava de bem com aquilo. Mordiscou o lábio dela antes de distanciar o rosto, a olhando e acariciando a bochecha da mesma "Devo te levar pra casa da sua tia?"
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Em alguns momentos eu pensava que talvez todo aquele amor aquele sentimento fosse só a revolta do meu coração por ter estado tanto tempo preso, eu nunca me permiti sentir as coisas, gostar de alguém, mas aconteceu, é esquisito dizer isso, porque eu nem mesmo me envolvi emocionalmente com alguém, mas de alguma forma essa coisa é muito mais forte do que toda a razão que eu possa ter. Mas ela ainda não havia sido maior que meu orgulho, fora por isso que eu briguei com o garoto, e fora por isso também que não fui até ele assim que o garoto repetiu o meu nome. Achei que tudo estava perdido, que ele havia desisto, e que o meu orgulho havia mais uma vez tirado a minha chance de felicidade, mas não foi o que aconteceu. Levantei meu rosto para observar o garoto que se colocou em minha frente, ele encarava meu rosto de uma maneira tão intensa que eu sentia a necessidade de desviar os olhos ou esconder o meu rosto, mas não conseguia de alguma forma eu estava presa por aquela ligação cósmica, ligada as palavras que ele dizia com tamanha incerteza. “Forçando..” Repeti, antes de perceber que mais uma vez meu orgulho escolhera as palavras. “Não dá para se forçar a sentir algo. Não acha que já é tarde demais? Olha a bagunça que eu criei.” Mordi os lábios enquanto levava uma mão até o rosto, coçando levemente o nariz e puxando uma grande quantidade de ar. Aquelas palavras me pegaram com a guarda completamente baixa, eu não esperava que aquilo seria dito pelo garoto, nem nas minhas piores ilusões eu imaginei que seria daquela forma. Meu coração martelava com força no peito e meu rosto começava a queimar, uma reação instantânea as palavras doces do garoto. O toque do garoto era tão gentil, que minha pele inteira parecia se esquentar ao sentir seus dedos passarem lentamente por trás da minha orelha.
Não queria concordar com ele, a parte de mim que sempre cuidava do garoto tentando falar mais alto, mas era um pouco tarde demais eu já estava balançando a cabeça concordando que realmente seria estupidez ele perder alguém se sente alguma coisa por essa pessoa. Abri a boca lentamente desviando o olhar por um segundo antes de encarar o garoto. “Essa foi a coisa mais honesta que você me disse em todos esses anos, eu acredito em você.. e não estava nos meus planos ficar.. não estava nos meus planos ceder..” Abri um sorriso fraco encarando a pequena covinha que se formou ao lado de seus lábios quando o garoto riu fraco. “Você está fazendo sentido.. mas eu não sei o que você quer que eu diga. Você é quem sente.. e eu não sei como essas coisas funcionam.” Meu estomago esfriou lentamente enquanto o garoto acariciava minha bochecha. Me sentia uma burra por não saber exatamente como corresponder a aqueles toques que significavam tantos, mas meu dedos, puxaram a mão do garoto que estava livre e acariciou a palma da mão, fazendo desenhos aleatórios. “Não se sinta pressionado, eu vou entender se isso que você acha que sente não for mais que amizade.. mas eu acho que quero saber..”
Quando a loira mencionou sobre ser tarde demais, o moreno fraquejou nas suas palavras, incerto se continuava, porque nada fazia sentido se ela achava que era tarde demais, certo? Mas parte dele ainda tinha esperanças de que se ela o escutasse, poderia entender sua confusão e querer o dar uma chance, ele sabia que era praticamente um tiro no escuro, e estava sendo tão difícil falar tudo o que sentia para ela, mas era assistir ela dizer adeus ou falar sobre seus sentimentos. Não soube o certo se estava lendo os sinais corretamente quando a mesma balançou a cabeça afirmativamente, talvez estivesse tão nervoso que começava a entender da maneira que queria, mas então as palavras dela tornavam suas afirmações verdadeiras e sem perceber ele soltava um suspiro de alívio por ela finalmente acreditar em suas palavras. Observou os lábios da loira se curvarem em um pequeno sorriso, devia estar fazendo algo certo para arrancar aquele sorriso da garota, ao menos era assim que pensara. Ele não sabia exatamente o que queria que ela dissesse ou o que deveria fazer, nunca estivera em uma situação daquelas, e honestamente, não sabia o que esperava de Isis, o que queria dela, afinal? Que ela o oferecesse uma chance? Por mais que quisesse, não podia deixar de pensar o quanto podia a magoar se aquilo acontecesse, tantas coisas podiam dar errado, mas sua mente não queria pensar naquilo, não quando a lua continuava a iluminar o rosto da loira daquele jeito, mostrando os traços tão delicados e fazendo os olhos esmeraldas brilharem. Sorriu ao sentir o toque dela em sua mão, apertando a mão da garota sem tirar os olhos do rosto da mesma. Assentiu ao escutar as palavras, só tinha um modo de expressar o que sentia no momento, então segurou o queixo dela levantando seu rosto, e inclinou o seu, tocando de leve nos lábios da mesma e roçando-os antes de os entreabrir para começar um beijo calmo, não lembrava de algum dia ter beijado daquele jeito e não pode deixar de gostar como seu coração acelerou naquele momento.
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Era difícil manter uma certa distancia do garoto, não só uma distancia física mas também emocional, eu queria entende-lo, mas sabia que se tentasse eu acabaria me envolvendo demais. Esse tipo de coisa é difícil quando uma pessoa tenta entender de maneira torta o que distancia significa. Para o garoto com toda certeza não era aquilo, já que eu via que aos poucos ele se aproximava, mas eu apenas ignorei, enquanto encarava minhas pernas tentando ao menos ignorar a sua presença tão perto. “Eu já te expliquei isso, e não é besteira ao menos não para mim.” Eu me sentia em mais uma das brigas com meu pai, uma da qual eu nunca conseguia me impor e dizer o que queria, era tão difícil para mim manter a atenção de alguém, ou até mesmo chamar atenção. Sabia que minha mente criava várias frases para que eu pudesse explicar que aquilo era o que eu sentia e que ele em hipótese nenhuma poderia considerar aquilo uma besteira. Se era bom para ele daquela forma, ele teria de arrumar outro alguém para ver ou fazer sofrer, porque eu não estava disposta a ser aquela pessoa mais. Aquela não era a conversa que eu queria ter,não queria ouvir aquilo, não queria tentar entende-lo e nem saber como ele se sentia, eu já tinha dito a mim mesma que não era nada, que ele não sentia nada e eu era a errada de tudo, porque ele tinha que tornar aquilo mais bagunçado? Meu peito foi se fechando em torno do meu coração, tornando desconfortável apenas o ato de puxar e soltar o ar, aquelas palavras estavam fazendo meu mundo girar, e tudo se deslocar, as coisas conhecidas estavam se quebrando, como se tudo estivesse acabando. Meu olhar se ergueu apenas uma vez para seu rosto, como se apenas com aquilo eu pudesse saber se ele estava dizendo a verdade, mas eu sabia, eu sentia a incerteza em sua voz, o medo tornando algumas palavras tremulas. “Voce não precisa fazer isso, sabe não precisa ficar se questionando o que sente, só porque não quer perder a amiga que sempre teve. Mas esse tipo de coisa acontece Dan, pessoas tem que ir embora, não que eu esteja indo. Mas é só que.. Não dá.. Eu não consigo mais distinguir o que é pior para mim, ter você por perto e sentir essas coisas, ou não ter você. Mas isso se tornou tão errado para mim, que eu prefiro manter a minha distancia. Só não faça isso, não se force a esse tipo de coisa.. eu posso cuidar disso sozinha.” Achava que no fundo aquela não era o tipo de impressão que eu queria passar, mas o que mais eu diria? Que conselho eu podia dar? Ele estava se forçando a criar sentimentos só para me manter por perto, e isso era pior ainda. Porque não seria só um machucado e sim dois. “Não finja que me ama dessa forma só porque me quer por perto sabe.. meu pai fingiu esse tempo todo que me amava, mas era só porque tinha que me ter por perto. Se eu consigo aceitar a recusa dele, eu posso aceitar isso.” Deixei que meu corpo escorregasse pelo capo, até sentir a terra firme sobre os meus pés, ajeitando a saia, e apoiando as mãos ali enquanto erguia o olhar para o céu.
Danniel respirou fundo ao escutar a loira começar a responder, se sentindo frustrado porque suas palavras foram tão confusas que a fez acreditar que se obrigaria a fingir algo apenas para a ter por perto, claro que faria tudo para não perder Isis, mas não fingir sentir algo e arriscar a magoar, ainda mais sendo tão difícil para ele expressar aquilo em palavras. Levantou o olhar ao a escutar mencionar amar, aquela palavra tão forte e que fazia o moreno sentir um desagrado só de ouvir, tinha tanto comprometimento e peso naquela palavra, ele não sabia se algum dia ia poder oferecer aquilo para alguém, por isso estava tão hesitante. Balançou a cabeça em negação para a afirmação, mas então a garota se distanciara e descia do capô do carro. "Isis" Chamou com a voz fraca, esperando que ela voltasse a sentar ao seu lado, e quando aquilo não aconteceu, o moreno desceu e foi atrás, se colocando na frente dela e segurando os braços da mesma para obrigar ela a o encarar. "Você não entende, né? Eu não to me forçando a sentir algo pra não te perder, eu to tentando entender o que eu sinto e te dizer antes que seja tarde demais" Mordeu o lábio e a soltou, incerto de como continuar "Eu não vou mentir e falar que eu sei o que sinto por você, mas to sendo sincero quando digo que eu sinto algo que nunca senti por outra pessoa, eu nunca... Nunca me importei em saber o que eu sentia por você, porque a gente era amigo e você era aquela garota perfeita que ia ficar com um garoto romântico alguma hora, e eu nunca quis romance nem nada desse tipo... Mas ficando longe de você eu percebi que ninguém pode me dar o que você me dava. E seria burrice te perder quando eu sinto algo, não é?" Levou a mão até o rosto da loira, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, era estranho estar tão nervoso ao dizer algo, seu coração começava a acelerar e as palavras pareciam se desordenar em sua mente. "Não sei o que quer de mim, não posso te oferecer mais que isso... E você merece muito mais que só palavras incertas e um cara que nem sabe de que merda tá falando, então eu vou entender se achar pouco o que eu to dizendo e querer ir embora, mas é a verdade" Deu um sorriso fraco e acariciou de leve a bochecha da garota, seus olhos descendo para fitar a boca dela, não sabia o que estava fazendo e não estava em seus planos falar aquelas coisas, mas precisava ser sincero "E tenho certeza que vou ferrar as coisas de alguma forma, mas se for pra te perder, que seja por ter tentado" Soltou um suspiro, sacudindo a cabeça e soltando uma risada baixa "Eu to fazendo algum sentido aqui?"
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Não me lembrava a ultima vez que havia me sentido confortável nos últimos dias, não só na minha casa, mas também com a minha família. Eles faziam perguntas demais e pareciam estar constantemente me avaliando. Questionando se a insanidade de meu pai, era por minha causa ou não. Como uma simples garota de dezessete anos, que não bebe, não fuma e não sai fosse capaz de causar esse tipo de reação em um pai. Eu era motivo de orgulho, mas não para o meu pai, ele era do tipo que não se encaixava no cotidiano. Podia perceber isso nos seus olhos a cada vez que ele me encontrava em casa no sábado a noite, as vezes tinha a sensação que ele se sentiria muito melhor se abrisse a porta do meu quarto e me encontrasse nua em cima de algum cara. O que era esquisito na minha visão. Pais não deveriam desejar aquele tipo de coisa, mas quem era eu para pensar uma daquelas coisas? Eu nunca havia tomado conta de uma criança, claro eu não estou contando Danniel nessa história de cuidar. Porque dele eu já tomei conta diversas vezes, mas acho que é diferente.
Meus pensamentos tinham voado para longe e quando me dei conta notei o olhar do garoto pairado em meu rosto. Eu conhecia aquela expressão, era o tipo de expressão que ele sempre fazia quando estava tentando estudar para uma prova, ou ser honesto. Aquilo não significava coisas boas, e eu esperava honestamente que aquilo não se tornasse um caus. Meus lábios se tornaram uma linha fina, enquanto eu encarava o rosto do garoto enquanto esperava que as palavras simplesmente fossem ditas. Sempre acontecia, em alguns dias demorava mais, mas com Danniel não era necessário pressionar, quando ele se sentia pronto ele era honesto da melhor maneira que ele conhecia. Eu esperava por qualquer noticia, bomba ou comentário, mas aquele definitivamente me pegou de surpresa. A surpresa fora tamanha que eu me sentei no capo do carro, e apoiei as mãos contra meus próprios joelhos, fechando os olhos.
Pensar eu precisava, mas nada parecia vir, minha mente estava nublada e eu não sabia o que dizer. “Eu sei, você disse que sente a minha falta, mas esse tipo de coisa é normal. Mas a gente precisa de um tempo para..” Nós dois não era a palavra correta, porque não existia nós, éramos apenas Dan e Isis, duas pessoas distintas e separadas. “Para fazermos as nossas coisas separados. Nós fazíamos tudo juntos é previsível que isso aconteça.” Aquilo fora a maior mentira que eu já tinha dito, mas eu estava tão nervosa que eu havia despejado qualquer coisa sobre o garoto. Não queria criar expectativas com palavras que só saiam do campo da amizade.
A reação de Isis o fez se preocupar se dissera algo errado, ela se encolheu e aquilo não parecia nada bom. O moreno sentou e se ajeitou para mais perto dela, tentando ler a expressão no rosto da mesma, mas foi só quando escutou as palavras que pôde ao menos ficar um pouco aliviado por não ter dito nenhuma bobagem. Ele balançou a cabeça um pouco frustrado "Isso é besteira, a gente nunca teve nenhum problema em fazer tudo junto, por que parar agora?" Mas ele sabia o motivo, ao menos sabia os motivos da loira, só não conseguia tocar no assunto em voz alta, era como se mencionasse as exatas palavras, iria se tornar mais dolorido para ela e poderia então a perder de novo. A fitou tentando escolher as palavras certas para dizer, mas aquilo era tão difícil quando sua cabeça estava uma confusão "Eu não entendo Isis... Não entendo o que você sente por mim, não entendo o que eu sinto por você" Soltou um suspiro e encarou o vasto lago na sua frente, tentando esvaziar os pensamentos que explodiam em sua mente. Ele realmente queria ser sincero, mas não sabia como expressar seus sentimentos com palavras sem soar idiota, a olhou e sem nem pensar duas vezes as palavras já saíam "Não quero ficar longe, tipo, nunca, sei que eu devia te respeitar, mas não dá, esses dias eu tive que me censurar tantas vezes pra não te ligar ou aparecer na sua casa, não faço ideia do que faria sem você, e me fala se sou o único que se sente assim, porque daí prometo que te deixo em paz... Eu só... Eu sinto algo, sabe? Mas como vou saber o que é? Eu não sei Isis, não quero te dar certezas do que eu não sei" Parou de falar e ficou um momento processando tudo que falara, se sentiu patético, então baixou o olhar para encarar seu colo, um pouco envergonhado das palavras tão confusas quanto sua mente, como esperaria que ela entendesse se nem ele entendia? Já começava a se sentir nervoso e não gostava daquela sensação, queria saber logo como ela reagiria mas não tinha coragem o suficiente para a encarar e ver sua expressão.
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A culpa e o medo não pareceram deixar o meu corpo após ouvir as palavras do garoto. Sabia que me ver daquela forma, ainda machucava o garoto, mas sempre fora assim, ele sempre me tratava como uma irmã. Mas bem irmãos se amam, mas não da forma que eu tenho certeza de que amo Dan. Balancei a cabeça concordando com o que o garoto falara, uma parte de mim sabia que ele não poderia saber, mas outra não queria falar as palavras em voz alta, como se todos os meus segredos fossem ser expostos assim que eu fizesse. Não era culpa do garoto se eu tentava guardar todos os meus problemas para mim, e também não era sua culpa a minha fraqueza em relação a eles. Eu tinha um pai terrível, que não parecia se controlar nem mesmo na presença de outras pessoas, e bem eu não era o tipo de filha perfeita, aquela que se orgulha. Minhas mãos passaram pela testa massageando-a lentamente enquanto ouvia a frase do garoto, ele sentiu a minha falta, mas eu não sabia se era da mesma forma que eu havia sentido. Uma confusão de sentimentos parecia dominar a minha mente, como se não bastasse toda a confusão familiar eu ainda tinha aquela bagunça dentro de mim. “Eu também senti a sua falta.” Minha voz soara fraca, quase inaudível. Aquela era o tipo de coisa que eu tentava evitar, aquelas malditas palavras que fossem indicar os meus sentimentos. Resolvi permanecer em silencio, sabendo que aquele seria a melhor companhia nos poucos minutos que passaríamos dentro daquele carro.
Passei os dedos lentamente pela lataria do carro, enquanto encarava a vista a minha frente, ela era linda, não só por ser um belo lugar verde com uma vida para o rio Hudson que naquela época do ano ainda não havia se congelado. Éramos não só abençoados com aquela bonita paisagem mais com um céu repleto de estrelas e limpo, como nunca antes. Ouvi o barulho de leve no carro e encarei o garoto que já havia se posicionado no local que sempre costumávamos ficar. Subi no capô do carro, e me ajeitei da melhor forma que eu pude, apoiando minhas costas no vidro do carro e colocando o pacote em meio as minhas pernas. “Obrigado pelo convite.” Eu disse enquanto retirava dali o meu sanduiche predileto, desembrulhando-o e dando uma mordida. Não sentia tanta fome, mas comeria tudo aquilo mesmo assim. O silencio se instalou, e nos continuamos a comer. Se fosse em uma outra ocasião estaríamos rindo a todo o momento, não parando de falar nem para comer, mas era uma outra época agora. Passei o pequeno guardanapo pelos lábios, levantando o meu olhar para o céu mais uma vez, como se fosse encontrar ali uma formula para melhorar o clima estranho. Ou como se fosse achar ali a solução para os meus problemas amorosos. Eu era tola, eu tinha que superar essa era a solução.
Foi um alívio ver Isis concordar com suas palavras, não ia se perdoar se ela algum dia precisasse dele e não viesse atrás pedir ajuda por causa daquela briga, mesmo que a garota não o quisesse mais por perto, ele sabia que não ia conseguir ficar longe, nem se fosse o que ela desejava. Queria certificar de que ela estava bem, mas não conseguiu achar palavras para falar aquilo, ao invés disso torceu para que ela entendesse suas palavras anteriores. Esperar uma resposta fez ele ficar nevoso, mas foi com surpresa que escutou ela dizer que sentira sua falta, porque parte sua começava a se preocupar que ela fosse se acostumar a não ter ele por perto e achar que realmente era melhor ficar longe, só que ouvindo aquilo percebeu que ele não era o único a sentir falta dos dois. Seu olhar pairou nela por algum tempo, soube pela expressão que ela falava a verdade, e um sorriso pequeno apareceu em seu rosto antes de voltar a atenção para a direção.
Isis agradeceu e ele a observou, soltando um suspiro e sorrindo, logo respondendo um "Ao dispor" baixo. Voltou a continuar a comer, desembrulhando o hambúrguer e dando uma grande mordida, a rapidez em que devorava os lanches e tomava o refrigerante provavelmente revelava o quanto ele estava com fome. Mas isso não impediu Danniel de notar o silêncio incomum entre eles, não lembrava de algum dia ter sido tão silencioso entre os dois naquele lugar, questionando se ia ser sempre assim, ou talvez não teria mais visita deles até o local. Estava tão distraído em seus pensamentos e aproveitando a comida que quando notou já estava no último pedaço, finalizando o hambúrguer e tomando o restante da bebida. Amassou tudo e deixou ao seu lado no carro, escorando as costas no vidro e dobrando os braços atrás de si para deitar a cabeça e assim observar o céu estrelado enquanto esperava a loira terminar. Não demorou muito para a mesma acabar seu lanche, ele deixou seu olhar pousar nela e de repente ficou um pouco incerto de como começar o assunto, ele sabia por que estavam ali, sabia sobre o que queria conversar, mas como iria começar um assunto tão complicado. "Isis?" Chamou com a voz baixa, se ajeitando e se apoiando com os braços no carro para levantar o rosto e a fitar melhor, mordeu o lábio receoso antes de decidir ser sincero e finalmente falar "Eu não quero ficar sem você"
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O modo como o garoto pareceu reagir as minhas palavras fez meu corpo todo se reter. Estava sendo difícil aquela distancia, mas o garoto fazia ela se tornar ainda pior. “É só o velho drama da família Apriggio, e eu não quero falar sobre isso.Já foi humilhante demais deixar minha tia saber de coisas que nem você sabia. Eu preciso guardar certas coisas para mim mesma. Não consegue entender isso?” Meu corpo se encolheu pro canto do carro, enquanto meus lábios se curvavam num legitimo beicinho, era um costume antigo, algo que eu fazia quando sentia que estava prestes a chorar. E eu estava vivendo um daqueles momentos. Eu tinha tantas manias, a maioria dela relacionada a Danniel, ele havia se tornado a minha grande obsessão com o tempo, e aquilo doía, porque eu sabia o quanto era errado, como se eu o forçasse a ficar comigo para alimentar aquela coisa tão grande que vivia em meu peito. “Você diz como se eu tivesse te empurrado da minha vida, como se eu fosse completamente imune a sua presença, como se ter você na minha vida importasse ou não.” Minhas mãos estavam segurando o vestido com força, como se aquilo fosse amenizar a magoa do momento, como se aquilo fosse mudar o destino das nossas vidas. Tinha tanta coisa que eu gostaria de dizer, coisas que se aplicavam ao egoísmo que ele tinha, a sua constante ignorância ao amor. Ele parecia ter se esquecido o que eu disse naquele dia, como se tudo fosse bloqueado pela sua mente. E agora ele estava ali praticamente me levando para a tortura, e eu estava indo, porque o amava cegamente para me previnir do veneno que era o meu amor por ele.
Estava sentada naquele local por apenas um motivo, um motivo pelo qual eu estava lutando a muito tempo. Meu corpo se reencostou no banco novamente, enquanto meu pescoço descansava fazendo com que meus olhos apenas visualizassem as pessoas que caminhavam por ali. Estava tão acostumada a me fechar completamente que mal notei que o garoto me encarava, apenas percebi quando a moça chamou pelo garoto e quando meu rosto se virou pude observar por alguns segundos que seus olhos estavam presos em meu rosto. Mas aquilo não significava nada para ele, não como significava para mim. Segurei a embalagem com o meu pedido, logo em seguida puxando a embalagem deixada pelo garoto no painel, sabendo que aquilo não daria muito certo. Em algumas outras vezes acabavam ocorrendo acidentes em que acabávamos dividindo um sanduíche e apenas um refrigerante. Mas hoje não aconteceria isso, eu não deixaria. Ele não poderia chegar tão perto mais. Observei as ruas tão conhecidas, sentindo meus lábios se repuxarem num meio sorriso. Quando o garoto parou o carro, ajeitei os pacotes sobre os braços, retirando as sapatilhas e abrindo a porta do carro. Me levantando rapidamente e observando a vista maravilhosa que tínhamos no nosso lugar quase secreto. O sorriso se manteve no meu rosto por alguns segundos enquanto eu caminhava até a parte da frente do carro, logo em seguida depositando nossos pacotes na parte da frente.
Engoliu seco ao ouvir a resposta, ela parecia querer chorar ao fim das palavras e aquilo era o oposto do que Danniel queria "Tudo bem, desculpa" Murmurou assentindo, sem saber exatamente o que dizer, o que a garota falara ecoando na sua mente, o que seria tão humilhante que ela não diria para ele e sairia de casa? Seus olhos a olharam por um tempo com preocupação, tentando a ler, mas sabia que não ia conseguir uma resposta daquele jeito. "Eu sei que você disse que não ia poder mais ser minha amiga, mas pode me procurar se precisar, ok? Eu não vou me importar" Falou encarando a rua na sua frente, sem saber se estava passando dos limites ou algo do tipo. As palavras de Isis o fizeram ele ter que processar um pouco para entender o que ela dizia, soltando um suspiro e mordendo o lábio após, ele era péssimo falando de coisas sérias ou sentimentos, principalmente se o envolvia, mas um simples olhar para ela o fez querer dizer algo para melhorar a situação, não queria a fazer sofrer daquele jeito, só que parecia ser inevitável para o moreno fazer os outros sofrerem "Eu só... Eu não queria deixar as coisas assim entre a gente... Só faz alguns dias e eu sinto uma puta falta sua, não acho que eu vou conseguir... Tipo, ficar longe" Um suspiro novamente escapou de seus lábios, dessa vez de impaciência por não conseguir expressar o que sentia e ainda ter que prestar atenção em dirigir. "Mas isso é egoísta da minha parte, você que decide se me quer por perto ou não" Acrescentou por fim.
Ao parar o carro no local tão conhecido, observou Isis pegar seus pacotes e sair do automóvel, sorrindo ao sentir aquela sensação tão boa de antigamente quando ambos iam para o mesmo lugar e ficavam horas apenas conversando, talvez ele pudesse recuperar isso. Pegou os pacotes e o refrigerante, seguindo a loira e sentando no capô do carro, pousando seu lanche ao lado e abrindo as fritas, não esperou mais para colocar um punhado na boca, nem lembrava o quanto estava com fome após ter passado a tarde toda sem comer na universidade. Se ajeitou no capô, observando as estrelas preencherem o céu escuro, a paisagem apenas deixando tudo melhor. Olhou Isis e deu batidas de leve no lugar ao seu lado do capô indicando para ela sentar ali, ainda um pouco hesitante se ela iria aceitar.