PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

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Não é piada, bobo. Eu realmente achei ele legal, diferente. Não é todo mundo que fica bem com um moicano. — ela sorriu enquanto cruzava os braços contra o peito. — Agora que falou isso, acho que ele completamente branco ficaria muito bom. Deveria testar e deixar o rosa para uma outra ocasião. — assentiu sorrindo. — Ahhh, eu sou da Itália. Não percebeu o sotaque?
Ah é? Foi mal, meu detector de piadas nunca funcionou bem. Então você gostou? Obrigado novamente, já gostei de você. Acabamos de conhecer, e já conseguiu fazer com que o meu humor melhorasse, meus parabéns, Trice. Só que acho que ficaria com cara de poodle assim, não? Sei lá. -- encolheu os ombros, rindo -- Tá’ afim de comer algo? Deve estar com fome, não? Não, não percebi. Deve ser porque é uma italiana educada e não grita quando fala.
É nada. - Ela disse rindo, tentada a tocar o rosto dele de novo, acabou deixando a sua mão pairar no ar. - Ela tem estado com uns problemas de saúde e é muito teimosa, mas vai ficar tudo bem. - Disse deixando sua mão tocar o ombro de Victor. - Agora vai levar vinte segundos pra arrumar o cabelo de novo.
Por sua sorte, tenho um remédio que cura esse tipo de problema. -- passou as mãos em sua cintura, puxando-a para si e colando os lábios nos dela e dando um beijo rápido e preciso. -- Viu? Meu beijo cura maravilhas, é aproveite porque não são todas que têm esse privilégio. E você foi visita-la?
Desculpa, é que na verdade eu tento memorizar o máximo possível características físicas ou algo que chame atenção nas pessoas, aí no seu caso seria o cabelo por ser mais fácil de lembrar e vai ficar um luxo só, quero ser a primeira a ver o resultado. — ela sorriu contidamente enquanto apertava a mão do rapaz. — Ahh, é o costume de onde eu morava. Ainda tenho que me acostumar com algumas coisas daqui. — assentiu com o mesmo sorriso nos lábios de sempre. — Imagina, o prazer é meu Victor. Prometo que lembrarei do seu charme britânico.
Fique tranquila, não têm necessidades de se desculpar. Era apenas uma brincadeira, e além do mais estou acostumado a ter piadas e afins direcionados ao meu cabelo. Eu sei que ter um moicano chamo atenção, é lá no fundo deve ser por isso que tenho um cabelo inusitado. -- inclinou a cabeça para o lado, sorrindo fraco. -- Que bom, porque irei pintar a metade de rosa e a outra de branco, vou ficar parecendo que nem a crina de cabelo daquele desenho de pônei. Morava aonde? Obrigado.
Ela tateou até chegar nos cabelos de Victor e bagunçá-los. - É sério, não é nada demais, só estou pensativa. - Disse dando um sorriso para ele. - Eu não tenho ressaca. - Comentou convencida. - Estou bem, um pouco preocupada com a minha mãe.
Ei...-- riu, pegando na sua mão e a puxando. -- Bagunçar o meu cabelo é demais, ainda mais quando eu levo tanto tempo para deixá-lo assim. São exatos vinte segundos para deixar do jeito que quero. Como não fica? Me explica essa história melhor, madame. O que houve com ela?
“Aconteceu você me deixando estranhamente confusa.” Ela pensou, mas obviamente não responderia em voz alta. - Nah, nada importante. - Ela riu baixo. - E você? Tá bem?
Sei..Se não quiser me contar tudo bem, mas com certeza é algo importante. Caso contrário não estaria agindo assim. -- coçou a barba ralha, assentindo. -- Sei lá, estou normal e com um pouquinho de ressaca, e você?
Isso. Deve. Acho que lembraria de você se tivéssemos nos conhecido, não tem como esquecer desse cabelo. — ela sorriu baixinho. — Você é bem estiloso. — assentiu. — Me chamo Beatrice. — estendeu uma de suas mãos para ele. — E você é…?
Poderia ter dito por conta do meu charme britânico, mas essa é uma boa resposta também. Estou pensando em pinta-lo de rosa, o que acha da ideia? -- estalou a língua de forma divertida. -- Obrigado, moça. Eu acho...-- pegou na sua mão, sacudindo-a enquanto ria. -- Existe um bom tempo que ninguém cumprimenta assim. -- Prazer, sou o Victor.
Caminhava tranquilamente pelos corredores pensando nas ultimas coisas que havia feito e em como devia lidar com elas, até que acabou esbarrando em alguém. - Foi mal, eu estava distraída.
Isso eu percebi, você está com uma cara...Aconteceu algo, Rapunzel? -- pousou a mão em seu ombro, dando uma risada sem humor. --
Mas é sério, minhas tias são lésbicas. Não estou tentando não apresenta-las pra você, mas é que elas são casadas, uma com a outra. Entendeu agora?
Olha...Não estou reclamando, é só modo dizer que essa notícia é bem legal. Deve ser legal ter ter tias lésbicas, todo parente mulher é dez vezes melhor do que um parente homem. Num geral mulheres são bem melhores do que os homens.
Eu não estou mentindo, fui abandonada no circo. Quer que eu ligue para meus pais adotivos e eles confirmem que faço parte de uma tropa itinerante?
Isso é difícil de acreditar, quando penso que já estou acostumado com a crueldade dos humanos me surpreendo cada vez mais. Isso foi há muito tempo?
olha se não quer acreditar, que se foda então. Mas minha irma gemea que te jogou água
Você quer mesmo que acredite nessa história, Alana? Sua irmã é morena, e não loira que nem você.
Eu não teria motivos para mentir, sinto muito. Você deve estar bastante acostumado com as pessoas te enganarem, não é mesmo? Já que acha que sabe que estou mentindo…
Sei lá, desculpa por ter pensando isso sobre você. Espera...Como você sabe disso? É vidente ou macumbeira, morena? Mas é exatamente isso, estou tão acostumado com as pessoas mentindo para mim, que duvido de qualquer pessoa.
Problema seu se não acredita no que eu disse.
Você quer mesmo que acredite que foi você que cozinhou isso?
É sério… Não nos conhecemos. Eu cheguei ontem aqui, na verdade não conheço praticamente ninguém ainda.
Devo ter te confundido com outra pessoa, falha minha. Desculpa, mas é que você é idêntica com a outra garota que conheci na rua. Qual é mesmo o seu nome?
That’s bullshit, quer mesmo que acredite nessa história? Sinto muito mas você é um péssimo mentiroso(a).
Então… – fez uma careta olhando para os brownies queimados e segurou a risada – Do ponto e vista de alguém realmente amante dos sabores azedos e queimado, os seus brownies foram um total sucesso. – assentiu, rindo baixinho – Acho que da próxima vez você vai ter mais sucesso, não é o que dizem? A primeira vez é sempre uma catástrofe. – colocou as mãos na cintura e analisou mais uma vez a cozinha – Não, não me importo em ajudar, por onde começamos?
Por acaso você se aventuraria a prova-los? Eles não devem estar tão ruim assim. -- brincando, estendendo a bandeja em sua direção nela e soltando algumas risadas, jogou o conteúdo da bandeja no lixo. -- Essa não foi a primeira vez, é a minha quarta. Da primeira coloquei chocolate demais, na segunda esqueci do chocolate e na terceira esqueci de colocar os ovos. Acho que não nasci para essa vida de cozinheira bandida. -- colocou as mãos na cintura, com a voz fina e logo riu -- Acho que pela farinha em cima do balcão, você pode limpar aí, quando eu varro o chão, pode ser?
Drunk in love. // Vaylor.
Taylor havia recebido de presente da tia uma maravilhosa garrafa de sua tequila favorita, José Cuervo, o fato é que havia uma pessoa com quem a garota queria dividir a garrafa, não fazia ideia de onde ele havia se enfiado, mas ia procurar até acha-lo, ouviu o som da voz de Victor e se aproximou.
- Hey sir Vic.. - Chamou com um sorriso no rosto, tinha poucos amigos e agora já dizia com certeza que Victor era um deles, gostava sinceramente do garoto e precisava assumir pelo menos para si mesmo que no fundo, bem no fundo, rolava uma atração entre os dois, ou talvez só da parte dela, não sabia e também não pretendia o pressionar para descobrir. - Ganhei uma garrada de José Cuervo e estava pensando se gostaria de beber comigo, o que acha? - Perguntou com um sorriso de lado. - Ok, eu sei que não devia fazer isso como inspetora, mas eu devia como sua amiga, então acho que nossa amizade acabou cegando meu dever, você devia vir comigo pro meu quarto antes que eu mude de ideia. - Falou em um tom divertido.
Nem sabia o quão da tarde na noite era, e nem ao menos fazia questão de ter essa informação, só queria concentrar no fato de encontrar algo divertido para se fazer. Essa era praticamente sua história durante todas as noites e madrugadas há exatos dois meses, desde que receberá a notícia que sua prima e melhor amiga desde sempre estava com um tumor no cérebro. Queria poder visita-la, mas ela morava em uma cidade longe na Itália, e não possuía condições para fazer isso, e sem contar o fato que já fazia cinco anos que fora expulso de casa pelos pais.
Com as mãos no bolso e olhando fixamente para um ponto inexistente na parede da sala de televisão, ficou pensando no seu passado e remexia cada mais vez mais inquieto no sofá quando lembrava na sua prima. Afundou mais as mãos no bolso a procura por um cigarro, mas o descontentamento foi enorme quando não encontrou lá nada mais do que uma embalagem qualquer de bala. Resolveu que iria levantar de lá e ir para o seu quarto procurar uma nicotina, não sobreviveria a aquela noite sem ela. Foi então que uma voz o interrompeu e ele tomou um leve susto que fez que o rapaz ficasse sem reação por alguns segundos. -- Céus...Taylor. Que susto. Pensei que não havia ninguém mais acordado, e aqui na sala está um breu. Posso ser uma péssima pessoa por dizer isso, mas é um pouco reconfortante que não consiga me ver, não queria me visse assim. -- Disse entre risadas, sempre que alguém assustava sua reação era começar rir de forma exagerada. -- Cala a boca, Taylor. Vamos sim, nunca sou de recusar uma bebida. -- Soltou mais alguns risos antes de pegar em sua mão e seguir em direção ao seu quarto. Ignorou o fato de que os pelos do seu braço haviam se arrepiado com esse contato.