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Neverland, quatro anos atrás.
As batidas aceleradas do coração feminino ecoavam por sua mente, o olhar fixo sobre a porta. Não tinha muitas informações além de que @fazourroai seria seu esposo. E seu nome, claro. Fergus. Parecia o nome de um herói, não? Teria ele um cavalo branco e uma armadura reluzente como os de seus romances favoritos? Uma parte da duquesa esperava que sim, a outra parecia paralisada demais para raciocinar. No entanto, ela confiava no julgamento dos pais e, claro, de sua rainha - mesmo que Gwen não soubesse o motivo de tê-la ao seu lado naquele instante. Ela deveria ter coisas mais importantes para fazer, não? “A que horas vossa majestade disse que eles chegariam, mesmo?”
Fergus bocejou enquanto os criados da Rainha das Fadas anunciavam a chegada da família Farraway carregada de títulos aos quais nenhum deles dava muita importância. Não estava animado para conhecer a noiva que sua avó avia arranjado, sabendo que boa parte de Auradon julgava os ogros de maneira horrível; esperava que Gwendoline no mínimo gritasse ao vê-los. Sendo assim, decidiu que, se iria ser forçado a casar-se com uma desconhecida, faria isso em seus termos. Lilian, a única humana do grupo, entrou e cumprimentou os presentes, sendo já uma antiga conhecida da Rainha das Fadas. Fergus e o resto da família a seguiram, todos como verdadeiramente eram: ogros. Ele e Fiona eram os únicos vestidos apropriadamente para a ocasião, apenas por não se importarem em seguir aquela etiqueta, Shrek, Farkle e Felicia usavam trajes casuais amarrotados e mau cheirosos, como sempre. A rainha parecia satisfeita, mas os demais convidados exibiam expressões de espanto. Shrek riu e Fergus os ignorou. Aproximou-se da prometida e curvou-se, dando um beijo gentil no dorso de sua mão. Isto é, tão gentil quanto um ogro verde alto e corpulento pode ser. “Lady Gwendoline” cumprimentou-a.
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Como se o universo ouvisse a duquesa, a porta abriu-se, revelando uma figura conhecida. Lilian, se não estivesse equivocada. Já a vira em eventos da corte - uns dos poucos que frequentava - porém, não haviam trocado mais do que algumas palavras. Antes que Gwen pudesse cumprimentar a mulher, contudo, seus olhos fixaram-se na família que a acompanhava de perto. Os lábios entreabriam-se ao ser pega desprevenida, vendo-se sem fala ante eles. E então, da mesma forma súbita que sua expressão havia sido tomada pela surpresa, ela deu espaço para um largo sorriso. “Uau... Eu nunca tinha visto um ogro de verdade!” Disse com evidente deslumbramento, os olhos brilhando ao recordar-se de tantas obras que havia lido com as criaturas. “Mas... Você é diferente do que eles descreveram nos livros. É muito gentil.” Ela sorriu, ligeiramente encabulada. Já havia sido cortejada algumas vezes em seu reino, mas os rapazes sempre pareceram-lhe tão...iguais. O que certamente não se aplicava a Fergus. “É um prazer conhecê-lo, vossa alteza.” Murmurou ao cumprimentá-lo com uma meia mesura.
Neverland, quatro anos atrás.
As batidas aceleradas do coração feminino ecoavam por sua mente, o olhar fixo sobre a porta. Não tinha muitas informações além de que @fazourroai seria seu esposo. E seu nome, claro. Fergus. Parecia o nome de um herói, não? Teria ele um cavalo branco e uma armadura reluzente como os de seus romances favoritos? Uma parte da duquesa esperava que sim, a outra parecia paralisada demais para raciocinar. No entanto, ela confiava no julgamento dos pais e, claro, de sua rainha - mesmo que Gwen não soubesse o motivo de tê-la ao seu lado naquele instante. Ela deveria ter coisas mais importantes para fazer, não? “A que horas vossa majestade disse que eles chegariam, mesmo?”
“Blá blá, blá, eu quero mudança no meu penteado. Blá, blá, blá, eu quero isso… Vocês são insuportáveis, sabia?” Indagou sem dar a quem falava consigo uma chance de responder ao levantar o indicador. “Não fode. Não é porque eu vou parar na sala da Fada Madrinha por fazer feitiços fora das aulas que eu realmente vou fazer alguma coisa pra você.“ O que era verdade. Nem pelo dinheiro, nem pela fama, nem por qualquer coisa. “Agora me erra, falou?”
Ao contrário dos demais estudantes, Gwen havia estudado a maior parte de sua vida em casa - e talvez fosse por isso que ainda encarava os corredores de Auradon Prep com tamanho encanto. Era como se, enfim, experimentasse um pouco daquela liberdade e aventura sobre as quais lera nos livros. E, claro, todo romance tinha que ter seu herói, não? Este era Emil para a duquesa. Exatamente como o valente cavaleiro que havia tomado forma em seu quarto há alguns anos. Assim sendo, poderiam realmente culpar a loira por observá-lo com tamanha adoração? Arrancada de seu transe pela voz masculina, a loira sentiu o rubor tomar as maçãs de seu rosto ao dizer: “Ah, não! Eu não ia pedir algo assim porque seria um desrespeito às ordens do rei. E longe de mim querer desobedecê-lo... Apesar de que eu não tenho muito controle sobre meus poderes, sabe? Quero dizer, claro, eu tenho que desenhar mas... Então eu não posso mais desenhar? Isso seria absurdo! O que eu faria com todas as imagens que surgem em minha mente?” A jovem começou a tagarelar, como de costume. “Mas, hum, eu não ia te pedir para usar magia. Só... Ia dizer que seus sapatos estão desamarrados! É.” Inventou, apontando para os pés dele.