Administração da página do Big Brother Brasil 21 no Globoplay
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Criação de trilhos, organização de listas, agrupadores, administração das homes gerais do Globoplay e contribuição na edição de vídeos diários sobre o BBB21.
Link para essa matéria específica, com a íntegra do programa // Link para o site oficial do Globo Repórter.
Colaboração na alimentação do portal do Globo Repórter, produção de testes divertidos, montagem de listas que resgatavam reportagens anteriores ou apoiavam a divulgação do programa da semana.
Site oficial do Fantástico // Link para esse teste específico
Elaboração de diferentes testes criados com o objetivo de gerar maior interatividade com o público. Havia os de fim de ano, como os que testavam o conhecimento sobre determinado artistas, falavam sobre estreias de filmes, listas sobre cuidados com a saúde, entre outros.
Linha do Tempo 2020: reveja os principais acontecimentos do ano
Relembre alguns dos fatos mais marcantes de 2020, o ano que vai entrar para a história.
Matéria na íntegra no site do G1
JANEIRO
Tensão EUA x Irã
No dia 2 de janeiro, o general iraniano Qassim Soleimani foi morto em um bombardeio dos Estados Unidos que atingiu o aeroporto de Bagdá. Soleimani era considerado um dos homens mais poderosos do Irã. Em um comunicado, o Pentágono confirmou a autoria do bombardeio e disse que a ordem tinha partido do presidente americano Donald Trump. Os EUA culpavam Soleimani pela morte de americanos no Oriente Médio. Autoridades iranianas prometeram vingar a morte de Soleimani e, no dia 7, lançaram mais de 20 mísseis contra bases americanas no Iraque. Naquele mesmo dia, uma multidão foi às ruas de Kerman, cidade natal de Soleimani, para acompanhar o funeral, e um tumulto causou a morte de mais de 30 pessoas. Na época, a escalada da tensão entre os dois países levantou o temor de que o conflito pudesse se transformar em uma "terceira guerra mundial".
CRISE DA ÁGUA NO RIO DE JANEIRO
No início do ano, moradores do Rio de Janeiro sofreram com o gosto e o cheiro ruins da água que chegava pelas torneiras. Na ocasião, a Cedae, companhia que abastece o estado, afirmou que, mesmo assim, a água estava própria para consumo, e que a alteração era decorrente da substância geosmina - por isso, não representava nenhum perigo à saúde da população. A empresa tentou consertar o problema adotando o carvão ativado na estação de tratamento do Guandu e chegou a pedir desculpas por todo o transtorno. Nesse meio tempo, foi constatado que, na verdade, havia despejo de esgoto em afluentes do Rio Guandu. Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontrou uma forte presença de esgoto doméstico e também poluição industrial. A substância que teria alterado as características da água tinha inclusive estrutura parecida com a geosmina. O problema todo durou mais de um mês.
MEGIXT - MEGHAN E HARRY DEIXAM A FAMÍLIA REAL BRITÂNICA
No dia 9 de janeiro, o príncipe Harry e sua mulher Meghan Markle anunciaram que iriam se afastar da família real britânica. Os dois disseram que passariam a trabalhar para se tornarem financeiramente independentes e que a ideia era dividir o tempo entre a América do Norte e o Reino Unido. A saída do casal da família real ficou conhecida como "Megxit", uma referência ao Brexit, nome dado ao movimento de separação do Reino Unido da União Europeia. Em um comunicado, a rainha da Elizabeth II afirmou que, embora preferisse que os dois "continuassem como membros da família real em tempo integral", apoiava a decisão. Harry e Meghan estão casados desde 2018 e são pais de um menino: Archie.
Livro publicado de forma independente pela Amazon.
Sinopse:
A bailarina Esmeralda Araújo está muito animada. Depois de anos tentando, finalmente conseguiu ser selecionada para a turnê de Lago dos Cisnes, que vai acontecer, dessa vez, na Europa. Nascida no Vidigal, uma comunidade do Rio de Janeiro, ela sempre enxergou a dança como uma forma de se libertar das amarras sociais, de modo que conseguir o reconhecimento de uma apresentação dessas é seu maior sonho. O que ela sequer desconfia é que a turnê é patrocinada pelo Vaticano, o que quer dizer que a companhia precisa dançar para um grupo de religiosos antes de ganhar o mundo. Isso não seria um problema se, junto do melhor amigo Léo, diretor artístico da companhia, e de um europeuzinho muito suspeito, ela não tivesse presenciado uma cena terrível dentro do menor país do mundo. Em meio ao grande escândalo, poderia o sonho de Esmeralda estar se tornando um pesadelo? Entre chantagem e palco, dança do ventre e balé, será que ela conseguirá brilhar?
"Entre a Cruz e a Espada" é inspirado na história da Esmeralda, personagem do filme "O Corcunda de Notre Dame" e do romance de mesmo nome. O livro faz parte da antologia Femme Fatale, composta por 12 novelas sem relação entre si de 12 diferentes autoras da Increasy Consultoria Literária, com a proposta de trazer uma releitura de princesas e heroínas da literatura.
Seis amigas reunidas e um jogo capaz de abrir o portal de um universo paralelo. Divertido? Nem tanto. O que elas não imaginam é que cada uma tem de enfrentar seus piores medos na outra dimensão. Sair sem decifrar o próprio enigma não está entre as opções. E em cada viagem, a mesma certeza: contar com a ajuda dos unicórnios é a única forma de encontrar o caminho de volta.
O livro foi escrito em parceria, sendo uma obra de seis diferentes escritoras: Igraínne Marques, Graciele Ruiz, Daiane Bugatti, Camila Pelegrini, Carine Raposo e Carol Camargo.
Vivia esperando emagrecer para começar a viver, mas a vida aconteceu antes
O transtorno alimentar, a ansiedade e o bullying na escola. Esses são apenas alguns dos problemas que ainda hoje fazem muitas mulheres e meninas sofrerem diante do espelho, num misto de dor e repulsa que jamais deveria ter estado lá. Como regra, elas acham que comer é vergonhoso e que determinadas partes do corpo deveriam ser escondidas diariamente. É justamente para combater esse tipo de pensamento que a gente foi conversar um pouquinho com três mulheres poderosas que batem no peito com orgulho para dizer: “ser gorda é apenas mais uma característica minha — não é nem uma característica negativa”.
CAMINHO DO SUCESSO: COMO O AMOR PELO REFLEXO DO ESPELHO CHEGA
Raissa Galvão, uma estilista e digital influencer de 22 anos, acumula quase 100 mil seguidores no Instagram. Quando criança, entrou nas aulas de balé junto com o irmão. Certo dia, ele foi convidado para um grupo de dança em Joinville e ela, não: “o dono da companhia chegou a mencionar que queria me classificar também, mas não podia porque eu era gorda, o que me deixou muito triste”, conta. Ray, como é conhecida nas redes sociais, sofreu com complexos bulímicos e anorexia por toda a adolescência. Até que ela conheceu o feminismo: por causa dele, desistiu de entrar em um centro cirúrgico para fazer uma bariátrica. “Tive que passar anos sentindo nojo de quem eu era para entender que mereço amor, mereço ser feliz. E que meu corpo independe disso”, afirma.
Algo semelhante aconteceu com a Larissa Siriani, uma escritora de 26 anos que, inclusive, já escreveu livros inspirados na sua experiência. “Na adolescência eu desenvolvi um transtorno alimentar que me fez perceber que eu precisava buscar outros padrões de corpos para me espelhar. Se todas as minhas referências de beleza eram de pessoas magras, havia um problema; não comigo, mas com a maneira como o mundo interpretava o que era belo ou não”, diz. Larissa escreveu a história “Amor Plus Size” (2016) para provar que todas nós somos muito mais do que nossos corpos. Além desse, ela ainda escreveu mais outros dois livros, um deles o romance “Princesas GPower” (2017), lançado em conjunto com outras três autoras também gordas.
PASSAR A VIDA ESPERANDO O “QUANDO EU FOR MAGRA” É UM DESPERDÍCIO
Muitas meninas e mulheres gordas fazem uma espécie de trato subconsciente consigo mesmas: são vão namorar, casar, sair à noite ou tirar fotos quando forem magras. É um sentimento muito comum e com o qual a maioria das mulheres se identifica. Sobre isso, Larissa é direta: “ninguém precisa esperar estar em forma para fazer as coisas que quer fazer; peso não é impedimento para nada. A única coisa que nos impede de viver somos nós mesmos”, afirma. Nanda Alves, uma estudante de Publicidade e Propaganda de 22 anos, concorda com o argumento. Mãe da Luiza, hoje com apenas 5 anos, Nanda acredita que a vida é agora: “depois que ela nasceu eu aprendi a gostar mais de mim, a me amar mais, a entender minha importância no mundo. Se estou rodeada de pessoas que me fazem mal, eu mudo a rota e saio do caminho.”, explica.
RELACIONAMENTO SEM NEURA
Ter problemas com relacionamentos ou achar que só seria amada se tivesse outro corpo não é exatamente o caso de Ray. Com um total de oito ex-namorados, a influencer conta que o problema, às vezes, só existia na cabeça dela: “nenhum desses meus namorados nunca disse uma palavra sobre eu precisar perder peso. Eu que falava sobre isso, de modo que todos apenas ficavam muito preocupados”, lembra. Para Larissa, o desejo pelo emagrecimento nasce de modo involuntário: “gosto é construído; quando a gente diz que ‘prefere pessoas magras’, esquece que parte disso se dá ao fato de que consumimos a ideia de que só o magro é bonito. Para combater, primeiro a gente precisa avaliar nossos próprios preconceitos”, orienta. Já a Nanda resume a situação de modo simples: “o lance é se valorizar e não aceitar menos do que você merece. Se você se acha linda e acredita nisso, as pessoas também acreditam. Quando me sinto bem e maravilhosa, isso irradia e todo mundo pode sentir”, complementa.
Como a crise afetou o mercado editorial e como o autor brasileiro se aproveitou disso
Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá
No metrô lotado, há um homem de terno e gravata encostado próximo à porta de saída, a mochila estacionada entre os pés. Ele segura um livro. Concentrado na leitura, ignora o fluxo de pessoas que entra e sai do vagão na estação de Botafogo, no Rio de Janeiro. Na parada seguinte, o banco ao lado fica livre e o homem se senta. Nesse movimento, dá para ver a capa do livro que ele lê: “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”, uma obra classificada como ficção, mas montada em poesia — e escrita por dois amigos brasileiros, um deles estudante da Escola de Comunicação da UFRJ.
Mais tarde, em uma livraria de shopping, um casal conversa perto da mesa de mais vendidos. Eles pegam um, dois livros, em dúvida. Por fim, escolhem por um terceiro: o mesmo que era lido pelo homem no vagão de trem. De modo curioso, as duas outras opções eram histórias de autores estrangeiros: o primeiro também um livro de poesia, “Outros jeitos de usar a boca”, da indiana Rupi Kaur; e o segundo o clássico norte-americano “O conto da Aia”, de Margaret Atwood. Ambos foram descartados frente a um livro nacional.
Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no campus da Praia Vermelha, um dos alunos se encosta em uma árvore pouco antes das oito da manhã. “Não estou matando aula”, afirma Sarah Ferragoni, aluna de Jornalismo. “Só cheguei muito cedo”. Ela está segurando o livro da booktuber Paola Aleksandra, intitulado “Volte para mim”. É um romance de época.
No meio do caminho tinha uma pedra
Dados do PublishNews, uma das maiores plataformas de notícias do mercado editorial, confirmam que o espaço nas livrarias vem sendo disputado de igual para igual entre escritores nacionais e internacionais. Mas nem sempre foi assim. Em 2010, apenas 5 dos 20 livros mais vendidos de todo o ano tinham sido escritos por autores brasileiros. Desses, apenas 3 eram de ficção. Dois anos depois, a situação piorou: havia somente 2 nacionais na lista geral e apenas um deles era de ficção. A relação não poderia ser pior, de modo que ninguém imaginou o crescimento estrondoso nos anos seguintes.
O período entre 2014 e 2015 foi marcado pela forte crise econômica no país. Segundo dados do IBGE, o número de brasileiros desempregados no primeiro ano de recessão foi de 7,2 milhões. Nos doze meses seguintes, o grupo já era de 10 milhões. De modo curioso, em 2015 metade da lista geral de livros mais vendidos era composta por autores brasileiros. Em 2016, os nacionais ultrapassaram essa metade, chegando a 12 livros em uma lista de 20 lugares. Mas isso não era porque o desempregado estava escrevendo mais.
O professor do curso de Produção Editorial da UFRJ Mário Feijó defendeu que a crise, diferentemente do que se espera ao olhar os números, também afetou as editoras. A questão “como contornar o problema” foi o que de fato incentivou o nacional a ter espaço. “A recessão implica em queda do número de publicações tanto nacionais como estrangeiras. O que favorece autor nacional é volatilidade do dólar, pois é péssimo para editores vender em real e depois ter de fazer prestação de contas em dólar, libra ou euro”, afirmou, relembrando que a desvalorização do real é ainda pior em 2018.
O confusão do mercado editorial, segundo Feijó, pode ser mais problemático do que uma simples disputa de egos. No ano passado, redes de livrarias tradicionais fecharam as portas não só no Rio de Janeiro, como no país. A gigante Fnac saiu do Brasil com um rombo financeiro, enquanto outros nomes do mercado lutavam (e lutam) para solucionar uma dívida que está longe de ser paga. “O calote das livrarias Saraiva e Cultura tem virado uma bola de neve. Elas vendem livros, mas não repassam o pagamento para as editoras; estas, por sua vez, ficam sem poder pagar os autores”.
Mas que seja infinito enquanto dure
Beatriz d’Oliveira, editora do selo Suma da Companhia das Letras, enxerga o cenário com uma espécie de otimismo. Com poder de síntese afiado e bastante humorada, fala de livros com prazer, e escutá-la é como ouvir alguém falar do próprio filho. “Participo de alguns grupos de leitores no Facebook”, confessa, animada. “Sempre vejo muitos novos autores publicando por editoras independentes ou autopublicando. Eles têm aquele espaço de divulgação, um apoio interno muito legal”, comenta.
No ano passado, a Companhia foi a segunda editora a vender mais livros no país, ficando atrás apenas da Sextante. Apesar dos bons resultados, 2018 ainda não acabou e o grupo já desceu para o quarto lugar. Para Beatriz, a crise e os contrastes entre os produtos internos e externos teria alargado a situação para os dois lados. De modo cauteloso, ela confirma que os livros nacionais tendem a ser mais baratos. “Isso acontece porque a produção e a comercialização saem mais em conta. Com a crise, as pessoas e as editoras têm menos poder aquisitivo para investir, então é uma reação natural. Por outro lado, também podemos associar a crise ao crescimento de meios alternativos de publicação, que geralmente são mais utilizados por autores nacionais”, explica.
Beatriz está falando não só da autopublicação tradicional, mas também dos novos meios de divulgação. Escritores que não conseguem uma editora já reconhecida no mercado, em geral, aderem à Amazon. A plataforma oferece a opção de o autor vender o próprio livro em formato e-book sem precisar pagar nada. De certa maneira, é um aumento de competição de mercado, porque amplia o leque de opções para o leitor. “É democratizar o acesso”, define a profissional. “Os autores podem disponibilizar seus trabalhos, receber o feedback de modo direto, estabelecer o preço e outras coisa. Essas plataformas são como um grande DIY da editoração”, compara, referindo-se à expressão “faça você mesmo” em inglês, bastante utilizada em vídeos e publicações de artesanato na internet.
Lola Salgado é autora da internet. Nasceu na web, tornou-se conhecida lá e então migrou para o formato tradicional. Na Amazon, seus livros somam, juntos, mais de 10 milhões de leituras. Seu mais recente lançamento aconteceu em uma editora tradicional, a Happer Collins Brasil. Durante a última Bienal do Livro de São Paulo, o romance “Sol em Júpiter” ficou entre os dez mais vendidos do estande da editora. Para Lola, no entanto, o espaço do nacional no meio dos estrangeiros tem aumentado por motivos que vão além da crise: “o escritor brasileiro pode conversar, tem um contato muito mais frequente com o leitor que qualquer autor estrangeiro. Eu vejo isso nos eventos que vou, nas sessões de autógrafo que acontecem”.
Quando um autor de grande nome ao redor globo anuncia que vai aparecer no Brasil, as filas geradas nas livrarias são grandiosas. Dependendo de quem seja, pode ser que o leitor passe horas esperando para ter o próprio exemplar autografado e (quem sabe) conseguir tirar uma ou duas fotos. Com o escritor brasileiro não é assim. “Eles podem promover o livro deles pessoalmente uma vez ao ano, no máximo. Eu posso fazer isso mensalmente, às vezes faço toda semana. Isso sem falar na divulgação via web, uma divulgação mais direta. Autor lá de fora faz muito pouco disso”, explica Lola. “Além disso, acho que a gente quer ver uma história que se passe aqui. Eu sinto falta disso, como leitora”, acrescenta, referindo-se ao cenário brasileiro.
Lívia Salles, professora do curso de Produção Editorial da UFRJ e editora na Editora PUC-Rio, balança a cabeça com frequência. Pensativa na maior parte das aulas, gosta de incrementar o conteúdo com experiências pessoais no ambiente editorial, o que costuma gerar interesse entre os alunos. De voz mansa e rosto paciente, deixa escapar aqui e ali suas preferências: ela é fã dos romances policiais do carioca Raphael Montes e admiradora da mais recente revelação (também carioca) Geovani Martins. Lívia não esconde que a pluralidade é a palavra que vem rodeando sua cabeça. “Tive a impressão de que, nos últimos anos, até pela expansão do mercado, diferentes tipos de literatura foram bem recebidos. Seja ela mais canônica ou mais popular”, comenta, reconhecendo que os dois autores citados anteriormente são uma prova bastante cabível disso.
Mas Lívia também está falando da internet. E de como ela tem reinventado formatos. Seja na Amazon ou no Facebook, o modo de escrever se transformou. “Acho que isso modificou um pouco a comunicação”, reflete. E então, ainda pensativa, Lívia acaba citando o exemplo vivo de Lola: “Incentivar uma proximidade das editoras e dos autores com os seus leitores acaba sendo um papel dessas redes. Essas ferramentas digitais ajudam muito o autor nacional estreante, que muitas vezes não tem o suporte e o aparato de uma casa editorial”, complementa.
Que este amor não me cegue nem me siga
Ele usa bermudas e camisetas florais de botão praticamente todos os dias da semana. De cabelos cacheados, altura avantajada e um forte sotaque paulista, Igor Pires é estudante do ciclo básico de Comunicação Social da UFRJ. Ele também é gay, míope e tatuado. Mais do que isso, apesar do que dizem suas origens — e também pelo que diz seu Instagram —, Igor ama o Rio de Janeiro, principalmente as praias. Se pudesse, estaria todos os dias por lá. Já sofreu desilusões amorosas e já bebeu demais em uma festa universitária. Mais do que uma, aliás, já que já é formado em Publicidade. Em resumo, Igor poderia ser uma pessoa bastante comum.
Mas Igor Pires é um dos autores do livro que abre essa reportagem: “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”. A obra, lançada em novembro de 2017, já vendeu mais de 110 mil exemplares físicos em todo o país. Na última Bienal do Livro de São Paulo, foram vendidos quase 6 mil cópias em apenas 10 dias de evento. Igor não é uma pessoa comum. Igor é um fenômeno. Humilde, o escritor minimiza o feito: “Esse livro nasceu na internet, de um projeto pessoal meu com uma amiga. Eu só queria desabafar depois de ter terminado um relacionamento. A internet aproxima as pessoas, humaniza. E as redes sociais digitais facilitam essa comunicação e esse diálogo”, define.
O projeto TCD (uma carinhosa abreviação do título do projeto) chamou a atenção da Globo Livros depois de gerar muita repercussão na internet. As publicações em tom de desabafo, os poemas neomodernos e tom melancólico reflexivo fizeram (e ainda fazem) tanto sucesso que a página do Facebook já reúne mais de 1 milhão de curtidas. E por causa delas, diferentemente da via tradicional, a editora foi até o escritor, e não o contrário.
Na última semana de setembro, Igor esteve na sede da Infoglobo e fotografou a si mesmo em meio aos próprios livros. Havia uma montanha deles. Sorridente, afirmou que há ideias e planos para o futuro. “As editoras perceberam que o público precisava ler coisas que gerissem neles um certo grau de empatia, talvez local e geográfica. Estamos numa fase que não basta consumir, precisamos saber quem consumimos e por quê”, declara.
Igor, juntamente com Gabriela Barreira, continuam a alimentar a página do TCD no Facebook e no Instagram diariamente. “A internet é uma ótima ferramenta que dá conta da relação autor-leitor, coisa que não tínhamos antes, ou se tínhamos era bem superficial”, opina. Tanto ele quanto Gabriela postam algumas fotos de si mesmos nos perfis do projeto de vez em quando. Na época da Bienal, o cenário mudou para retratar o tempo em que estiveram sentados assinando. “De certa forma, estamos caminhando para uma descentralização do mercado editorial”, reflete, a voz mansa. Ele cita a autora indiana Rupi Kaur, que também aparece no início dessa reportagem, como outro exemplo a ser seguido. Assim como ele, Kaur também tem números impressionantes — e também é uma espécie de nova poesia.
Vou-me embora pra Pasárgada
Em meio à crise, surgiram as agências literárias. Com funções semelhantes às de um editor de texto e às de um assessor de imprensa, os agentes têm por objetivo trabalhar o livro dos escritores para então apresentá-los às editoras certas, com maior chance de contratação. Trata-se de uma via beneficiária de “mão tripla”: os autores alcançam editoras tradicionais mais facilmente, os grupos editoriais têm acesso a originais que já foram trabalhados comercialmente e os agentes podem enfim gerar grandes nomes no mercado. Lá fora, a função do agente é indispensável. No Brasil, isso está começando.
A agência de consultoria literária Increasy tem representantes em três estados brasileiros e atualmente conta com um catálogo de 63 escritores sendo trabalhados ao mesmo tempo. Lola Salgado é um deles. Até setembro de 2018, a agência publicou 20 livros e vendeu mais de 100 mil exemplares. Além desses, houve sete projetos encomendados diretamente das editoras, além de seis histórias em negociação para versão audiovisual.
Em meio a um cenário tão otimista, Guta Bauer, uma das sócias e fundadoras da empresa, é cautelosa: “por mais que a internet tenha aberto muitos caminhos e estejamos olhando para isso, é importante que o autor busque se aprimorar para "além" deste meio, pois o retorno crítico de plataformas de publicação do estilo não é necessariamente técnico e pode ludibriar o escritor. Eu gosto de definir as redes como uma entrada”. Daí em diante, a definição passaria a ser “estrada”.
Sarau Biarte: noite de poesia, música e artes plásticas
Companhia de teatro promove eventos mensais no Downtown com microfone aberto ao público
O bar e restaurante “Na Pressão”, localizado no Downtown, borbulha de opções. Engana-se, porém, quem acredita que o cardápio contém apenas possibilidades gastronômicas: uma vez por mês, o Sarau Biarte toma conta do espaço, oferecendo aos visitantes poesias, música ao vivo, performances de artistas e até exposições exclusivas. A parceria entre o movimento artístico liderado por Bia Oliveira, uma professora de teatro e literatura, e Rafael Santos, o empresário dono do restaurante, deu tão certo que, antes do evento começar, já é possível ver pequenos grupos na porta, todos ansiosos pelo evento.
Quem frequenta o shopping Downtown há alguns anos deve lembrar que o polo “Na Pressão” anteriormente ficava no Bloco 6. Segundo Rafael, a mudança ocorreu por necessidade: “trocamos de bloco há pouco mais de um ano. O sarau chegou para deixar o novo espaço mais reconhecido”, explica. A parceria com Bia Oliveira, porém, existe há anos: “fui aluno da Bia na escola e acabamos virando amigos. Certo dia, a encontrei por acaso e ela me contou que estava procurando um lugar para fazer o sarau. Ofereci o restaurante e deu certo. O evento acontece em dias de semana, sempre à noite. São horários em que eu não teria movimento algum. Com o sarau, isso gera um retorno”, pontua Rafael.
Alex Bakalla, ator e braço direito de Bia, explica que a ideia do Sarau nasceu de uma necessidade do coletivo artístico Espaço Biarte: “o movimento nasceu há 17 anos, quando o simples encontro de amigos começou a virar algo mais formal. De lá para cá, criamos o microfone aberto, para dar a oportunidade de todo mundo se apresentar, mesmo que com a poesia de gaveta”, pontua. “A Biarte é uma companhia de teatro que tem aulas de yoga, música, Tv e cinema. Organizar um sarau era só uma consequência do projeto. Por isso tanta gente participa. Recentemente também incrementamos as artes plásticas, então temos exposições de arte em meios às músicas”, complementa Bakalla.
As telas expostas no Sarau Biarte de julho foram as da artista Márcia Alcantara, Baiana, a pintora já expôs suas obras no evento duas vezes: “quem me convidou foi o próprio Alex Bakalla. Ele viu minhas telas e me chamou para o evento. É incrível, porque o sarau é o momento de a gente ver que a arte faz parte da vida das pessoas, é uma terapia, ajuda muito não só a mim, como a todo mundo. A arte une as pessoas”, opina Márcia.
A harmonia e o abraço coletivo em Bia Oliveira confirmam que o evento e a própria Biarte são uma espécie de família. O ator Tiago Marques aponta que nunca viu a união encontrada no coletivo em nenhuma outra companhia de teatro: “passei por alguns lugares e ninguém é como a Bia. Ela é uma mãe para os alunos, incentiva, ajuda e orienta. Não é à toa que muita gente que está na mídia hoje passou por ela”, relata Tiago, que ainda menciona nomes como Bruno Gissoni, Arthur Aguiar, Felipe Roque e João Vithor Oliveira, esse filho de Bia.
O grande nome Bia Oliveira, apesar do carinho recebido não só dos alunos, como dos ex-alunos, dispensa a glória: “eu sempre acho que o trabalho, por estar aí, fala por si só. Não haveria por que falar de mim”, justifica em tom de brincadeira. “Antes a gente fazia o sarau dentro da companhia, mas queríamos mais, queríamos mostrar o que produzíamos, por isso viemos para rua. Hoje nós comemoramos porque tem gente de todos os lugares no evento: as crianças são de São Paulo, tem ator do Espírito Santo, ex-aluno de Curitiba, tem gente do Brasil inteiro. E essa é a essência que queremos passar, que a família é grande, mas cabe todo mundo”, define Bia.
Os saraus acontecem mensalmente no restaurante “Na Pressão”, no Shopping Downtown, às 20h. Para saber mais sobre os eventos e conhecer um pouco sobre a companhia de teatro Espaço Biarte, acesse: http://www.espacobiarte.com.br/ .
Disciplina para encarar os treinos, força de vontade para superar as bolhas causadas pelas sapatilhas e muito amor pela dança. Esses são os principais ingredientes para um bailarino de sucesso se formar e se apresentar pelo Kiev Ballet, a terceira maior companhia de balé clássico do mundo e uma das mais queridas pelo público – inclusive pela plateia brasileira. Quem garante isso é o diretor artístico Oleh Tokar, que traz para os palcos duas apresentações inéditas no solo Sul-Americano: Dom Quixote e de Paquita, ambas em homenagem ao compositor Ludwig Minkus.
O Kiev Ballet tem compromisso marcado com os brasileiros entre 26 de julho e 16 de agosto. Segundo Tokar, cada apresentação é especial: “o Ballet da Ópera Nacional da Ucrânia - Kiev Ballet, faz diversas turnês regulares por todo o mundo. Passamos pela China, Coréia do Sul, Canadá e Estados Unidos. Hoje, enquanto nos preparamos para a turnê sul-americana, outro grupo está no Japão. Demonstramos nosso respeito por cada país tentando mostrar nossa arte da melhor maneira possível”, explica, acrescentando que a recepção é sempre mais animada com os tupiniquins: “o que se nota é a avidez com que o público recebe coreografias, cenários, figurinos e, principalmente, as interpretações individuais. É um público nitidamente mais caloroso que os de outras partes do mundo, e isso é estimulante para os bailarinos, pois a conexão é mais fácil”.
A rotina de exercícios, porém, não é prejudicada pelas viagens. O esforço da equipe, que dessa vez é formada pelos bailarinos Tatiana Golyakova, Jan Vaña, Kateryna Kozachenko, Stanislav Olshanskyi e outros, é sempre mantido. “Tentamos seguir as práticas regulares para que a performance individual e coletiva não seja afetada”, explica o diretor, acrescentando que a essência da companhia é a tradição: “nosso trabalho destaca-se mundialmente pelo fato de mantermos a fidedignidade, não só com a técnica clássica rebuscada, mas também com as coreografias originais. Essa tradição foi o fator que mais gerou críticas positivas em nossa recente turnê. Preservamos algo que vai além do valor artístico, tem valor histórico”.
A apresentação no Rio de Janeiro acontecerá no dia 5 de agosto, na Jeunesse Arena. “Guardamos com carinho no coração os aplausos dos 'cariocas' na apresentação do ano passado e faremos de tudo para merecê-los novamente”, completa Oleh Tokar. Para comprar os ingressos para a apresentação única na Cidade Maravilhosa, acesse: https://www.eventim.com.br.
Ator desde criança, Tiago Marques conta como é correr atrás de um sonho
Ele não é do Rio de Janeiro, mas é de todos os lugares. Com apenas 25 anos, Tiago Marques já acumula peças, novelas na Record e até já escreveu um curta-metragem. Morador do Recreio, o ator recebeu a equipe do JORNAL DA BARRA para falar a respeito dos desafios da profissão, que vão desde as dificuldades envolvidas em testes para televisão até simples orientação nos palcos. Aluno da companhia Biarte, Tiago falou um pouco sobre sua relação com Bia Oliveira, grande nome do teatro na região da Barra da Tijuca.
Conta um pouco sobre sua trajetória profissional. Como você começou?
Minha primeira peça foi na Igreja, quando eu ainda morava em Vitória, no Espírito santo. Infelizmente, lá não tinha e não tem oportunidade nenhuma na área. Como minha mãe morava em Sorocaba, interior de São Paulo, acabei tendo minha primeira aula de teatro por lá mesmo. Depois de ter certeza do que eu queria, comecei a mandar meu material pra agências de São Paulo, para começar a me incluir no mercado de publicidade. Cheguei a fazer algumas coisas legais. Eu descobri que tinha o Conservatório dramático e musical de Tatui, onde artistas de a toda América Latina vão para estudar música e teatro. Me inscrevi, fiz o teste e passei. Depois de 5 meses no Conservatório vi que precisava de algo maior, precisava de uma nova aventura, então decidi da noite para o dia vir para o Rio.
Você teve algum tipo de orientação na mudança?
Que nada. Não sabia ainda onde ia ficar, se ia trabalhar... só sabia que havia um imenso desejo de trabalhar com cinema e televisão. Os primeiros anos foram bem difíceis por não conhecer ninguém e ter que correr atrás sozinho de tudo. Algum tempo depois conheci a Bia Oliveira, só fazendo uma aula experimental na Biarte. Foi naquele momento que eu definitivamente me encontrei, como ator, como pessoa e como profissional.
Como foi mudar para o Rio de Janeiro? Quais dificuldades profissionais você encontrou?
Confesso que foi muita loucura (risos), mas valeu e está valendo a pena. As dificuldades foram muitas, não sabia por onde começar, onde ir, não tive ninguém para me dar orientações, ou me ajudar com cursos. Tive que descobrir se eram bons fazendo, gastando dinheiro que eu ganhava como garçom no BarraShopping.
Como rolou a oportunidade de participar das novelas da Record? Como foi a experiência?
A Bia Oliveira, além de grande diretora, gosta de fazer com que a gente agarre as oportunidades. Eu estava fazendo um espetáculo que ela queria muito montar, a peça “Romeu e Julieta”. Em meio às apresentações, um produtor perguntou se ela tinha alguns atores para uma nova produção. E lá estava eu, pronto para o desafio. Fiz o teste para a novela "O Rico e Lázaro" e não passei. Mas aquilo, para mim, já tinha sido incrível. Eles tinham gostado do meu teste, mas o perfil não era o que eles estavam procurando. Então, duas semanas depois, o produtor ligou para a Bia falando de um personagem superimportante, que teria uma relevância muito grande na história. Dessa vez, eu estava dentro do esperado e acabou rolando. Foi meu primeiro trabalho para a TV e fiquei muito feliz. Foi muito semelhante com a novela “Jesus”, na qual atualmente interpreto o personagem Yonatan.
Você falou um pouco sobre ter passagens pelo teatro. É algo que você prioriza em relação à TV?
O teatro é a base de tudo, na minha opinião. É onde tudo começa. Só depois você escolhe se vai fazer TV, ou só cinema, ou só teatro, ou de tudo um pouco. Eu sou do teatro, minha formação é do teatro. Mas eu também amo cinema, de modo que definitivamente faria só cinema e teatro. As oportunidades, no entanto, não são muitas ainda, então seguimos fazendo de tudo um pouco (risos).
Quais seus próximos projetos no meio artístico?
Eu tive o prazer de escrever e rodar um curta com minha namorada, a atriz Valentina Bulc. Terminamos as gravações e agora estamos ansiosos para assistir e nos inscrever em todos festivais de cinema possíveis. Estou rodando uma série que a partir de agosto estará disponível no Now, com a direção da minha querida e amada diretora Bia Oliveira. Comecei a escrever um monólogo teatral, o que para mim vai ser um grande desafio. Estou bem animado e quero muito estrear ainda esse ano.
A região da Barra/Recreio é bastante rica em oportunidades no meio das artes cênicas. Como é morar na área?
É maravilhoso saber que cada vez mais estão sendo criadas novas oportunidades. Hoje tem muitos cursos no Recreio e na Barra da Tijuca. Para formação artística, isso é muito importante.
Tai Chi Chuan: a combinação perfeita de exercício e paz interior
Como a prática oriental conquistou tantas pessoas com aulas gratuitas no Barra Garden
Acordar cedo é ruim, mas imagine acordar cedo para respirar melhor, diminuir dores, incentivar a circulação corporal e dobrar a energia. É isso que propõe o Barra Garden em suas aulas gratuitas de Tai Chi Chuan, todas as terças e quintas, às 8h40. Para participar, basta levar um quilo de alimento não perecível por semana e conversar um pouco com o mestre Arthur Vieira, à frente do projeto há 12 anos.
Semelhante a uma dança e bastante próximo de uma luta em câmera lenta, o Tai Chi Chuan atrai olhares de curiosos e dá orgulho àqueles que praticam. De longe, é possível observar que os movimentos das mãos são exploratórios. De perto, o todo é mais importante: “o Oriente considera o corpo uma unidade. É assim na medicina chinesa e nas lutas importadas para o Brasil. Nesse sentido, não existe movimento de braços ou pernas e sim do corpo como um todo”, explica o mestre Arthur, que já pratica a atividade há 29 anos.
Em determinado momento da aula, os alunos são divididos em dois grupos: em um, os aprendizes passam a utilizar um leque de bambu em meio à prática; no outro, o mestre orienta uma aula sem o acessório. O aposentado Ricardo Vidal, um dos mais assíduos, opina: “o leque no oriente é feito de aço, pois é elaborado para lutas de verdade. Como se fossemos usá-los como armas para combater espadas, por exemplo. No nosso caso, adaptamos isso para o bambu”, explica. O mestre Arthur reitera: “um dos principais objetivos do Tai Chi é movimentar a energia do corpo. Com "armas" como o leque, treinamos expandir essa energia”, esclarece.
Maria Fernanda Salgueiro, aposentada, pratica a atividade há 8 anos. No início, começou por conta de um problema de hérnia de disco: “eu sentia muita dor e já havia tentado de tudo, até pilates. Eu sentia formigamento no corpo, porque é um problema que acaba prensando os músculos. Comecei o Tai Chi e em três meses eu já não sentia nada. Trabalhava flexibilidade e acabei melhorando a circulação, porque mexia com o corpo todo”, relembra. Maria Fernanda também chama a atenção para o fato de que a prática é essencial para todas as idades: “Eu me tornei uma pessoa mais tranquila, menos estressada. Por isso acredito que todos devam fazer: o jovem, por exemplo, é muito parado e sofre com ansiedade hoje em dia. O Tai Chi ajudaria muito”, afirma
As vantagens da atividade vão desde melhora da saúde mental até a elasticidade. Ricardo Vidal, que parece mais centrado após a aula do que antes dela, ainda chama a atenção para a rápida melhora muscular: “eu sempre fiz caratê. Mas a diferença do Tai Chi é que a prática permite reflexão, meditação e flexibilidade. Sem falar na questão social; acaba sendo necessário se identificar com o mestre. É uma filosofia de vida, uma ideologia. Eu brinco que é um caratê em câmera lenta que vai além da idade”, enfatiza.
Luiz Ricardo Dedecco, aposentado, também é um aluno dedicado. Praticamente da atividade desde 1992, ele minimiza a diferenciação entre gêneros: “hoje em dia há mais homens que antigamente, mas não acredito que seja porque existe alguma diferenciação em relação às mulheres. Eu, por exemplo, comecei para combater um problema de saúde e acabei ficando. Acredito que antes, talvez pela cultura do trabalho, as mulheres poderiam se atrair mais por causa da necessidade de concentração e paciência. Hoje isso já está mais equilibrado. Aqui eu tenho 40 minutos dedicados a mim. Acredito que você é capaz de esquecer o mundo”, comenta.
Como uma casa gastronômica combinou beleza, sabor e tranquilidade em um só cardápio
Imagine um prato que é uma obra de arte: cogumelos portobellos de Teresópolis, rúculas de uma fazenda de Vargem Grande, pitadas de gorgonzola e arroz banhado em vinho branco. Esse é o risoto da terra, apenas uma entre diversas opções do cardápio do Don Pascual, um restaurante intimista que preza pela ousadia e inovação. Visto de cima, o prato de maior prestígio da casa combina com o ambiente rústico que abre espaço para a natureza. O nome, inclusive, justifica a escolha para os que procuram algo diferente: é saboroso, pitoresco, natural e muito coerente com toda a proposta da casa.
A chef do restaurante, Roberta de Almeida, está à frente da cozinha há oito anos. Para ela, o risoto da terra é um dos pratos que merecem atenção: “trata-se de uma escolha que por acaso é vegetariana. O risoto está no cardápio há muito tempo, e o Don Pascual tem o hábito de renovar as ofertas de vez em quando. Desde sua criação, o risoto nunca foi cortado porque é um dos pratos mais procurados e pedidos pelos clientes”, explica.
Cláudio Kovachy, chefe executivo do restaurante, é o verdadeiro criador de todo o projeto, trabalhando com Roberta e ajudando nas criações: “já criamos mais de 100 pratos, certamente. O risoto da terra é criação da chef anterior, Sheila Schutz, e eu quis muito incluir a rúcula, dar o toque amargo necessário para chegarmos à combinação perfeita. Com a entrada da Roberta, abrimos os olhos para opções com frutos do mar, que é a especialidade dela”, comenta.
Roberta, atenta e tímida ao mesmo tempo, observa que, embora tenha experiência com opções do mar, é possível encontrar carnes, aves e até massas no Don Pascual: “a pluralidade é a essência do cardápio. Meu prato preferido, por exemplo, é o risoto de pato, que leva laranjas. Mas eu também gosto muito de massas, de modo que indico sempre o ravióli negro, que é feito com tinta de lula, recheado com salmão e com molho de lagostinhos”, enumera. Cláudio complementa: “temos ainda ravióli de cordeiro, sorrentino caprese e parrilla uruguaia completa, além de pizzas feita em fogo à lenha, que eram a proposta inicial do espaço e não quisemos tirar por completo”, afirma.
Quanto às sobremesas, engana-se quem acredita que elas estariam abaixo dos pratos principais. As opções passam por um tiramisu que recentemente teve sua receita mudada para melhor, e por uma “trufa dos sonhos” feita com pão de ló, chocolate trufado e sorvete de maracujá. De dar água na boca, o cardápio de doces não deixa a desejar: “as sobremesas são todas feitas por nossa cozinha, assim como os pratos principais”, enfatiza Roberta, orgulhosa.
Uma carta de vinhos e uma de cervejas artesanais completam o cardápio. Segundo Cláudio, a carta de cervejas é mais recente: “nossa alta temporada é o inverno. Com o frio, o cenário tranquilo de natureza e a lareira acesa, a maior parte dos clientes acaba optando pelos vinhos. Mas temos muitos sucos naturais também, também por conta do ambiente”, explica.
O Don Pascual abre todos os dias às 12h e fica na Estrada do sacarão, nº 867. Para saber mais e fazer reservas: donpascual.com.br ou [email protected] ou (21) 3417-0776.
Trabalho apresentado para a disciplina Linguagem Gráfica da Escola de Comunicação da UFRJ (Eco). A revista foi futurista e tinha como tema central a cultura pop. A proposta era veiculá-la como se ela tivesse sido publicada em 2026. Para acessá-la, clique aqui.
É sabido que um portal feito de fogo separa o mundo que conhecemos do mundo de Eulária, uma realidade alternativa composta por cinco reinos e governada pelo corrupto e deturpado Conselho Mágico.
Cansados da corrupção declarada do Conselho, cinco jovens amigos instauram a chamada rebelião dos Caçadores de Tempestade. Determinados a mostrar que o conformismo não é uma possibilidade, o grupo começa uma corrida mortal pela coleta de pedras preciosas - as únicas capazes de dar a qualquer cidadão mais magia e mais poder. Quanto maiores as tempestades, mais pedras caindo do céu. Quanto mais raios, mais esmeraldas. Quanto maior a caçada, maior a recompensa.
Parecia ser uma boa forma de protestar até que, sem querer, uma das pedras de poder atravessa o portal, indo parar no Rio de Janeiro.
Uma história de fantasia que questiona os limites da ética da humanidade e o que a necessidade de autoafirmação é capaz de fazer conosco.