Eu havia me esquecido como ele era sensual. O seu cheiro exalava no corredor da empresa onde estava apenas nós dois, aquele perfume másculo e delicioso que me fazia lembrar alguns de nossos momentos. Ele me encarava com aquele par de olhos castanho claro meio esverdeados, sua barba estava por fazer do jeito que eu amava e a minha pele se arrepiou ao sentir inconscientemente o toque de sua barba em meu pescoço. Engoli a seco – extremamente seco e balancei a cabeça com o intuito de voltar ao meu raciocínio lógico e sair daquele lugar, antes que pulasse nos braços fortes do Joseph e sussurrasse em seu ouvido algumas das sacanagens que costumávamos repetir em nossos momentos a sós.
Entrei em meu escritório e sentei-me. Respirei fundo tentando não ter um troço depois de me encontrar com ele depois de tudo que aconteceu. As coisas haviam perdido o controle entre mim e Joseph e antes que eu pudesse vir a me acostumar com a tensão que com certeza existiria em nossos encontros, ele saiu de férias. Não foi fácil passar quase dois meses sem encontrá-lo no refeitório, em meu escritório ou no almoxarifado onde fazíamos o nosso melhor, mas com certeza era mais fácil do que evitá-lo mais de 12 horas durante meu dia.
Trabalhar com aquele homem sedutor foi difícil desde o dia em que comecei na empresa. Fui transferida da sede do outro estado para a filial, pois estavam precisando de alguém mais competente para consertar alguns erros e ele foi quem me recebeu no meu primeiro dia no emprego e devo dizer que ele não mediu esforços em me constranger analisando-me minuciosamente dos saltos em que eu usava em meus pés, a saia elegantemente justa e blusa devidamente abotoada que eu vestia. Ao me cumprimentar, fizera questão de sussurrar algo relacionado ao meu trabalho, porém de uma maneira devidamente sexy. Sua voz grave e sussurrada em meu ouvido não facilitou muito as coisas para mim. Lembro-me que foi difícil concentrar-me durante o dia, pois em todos os momentos em que o via ele estava me encarando.
Eu poderia até dizer que estava sofrendo assédio sexual, mas devo confessar que eu estava gostando. Um homem como aquele, bem instruído intelectualmente e poderoso em uma empresa tão conhecida como esta, me desejando explicitamente não era uma coisa tão desagradável assim. Quero dizer, nossos cargos eram equivalentes, mas eu não costumava sair com caras do patamar do Joseph e isso parecia bem excitante.
Alguém bateu na porta, me tirando de meus devaneios. Pedi para que entrasse e aquele cheiro maravilhoso invadiu a minha sala. Joseph estava perto de mim, separados apenas por uma mesa. Uni todas as minhas forças e o encarei. Ele estava de braços cruzados, os músculos bem evidentes naquela roupa formal de trabalho. O cabelo penteado todo para trás com ajuda de um gel é claro. Sua respiração pesada me deixou um pouco temerosa, mas alguém precisava falar alguma coisa:
- Eu estou cheia de trabalho para fazer, então se puder falar o que veio fazer aqui... – mexi em alguns papeis como disfarce e ele riu.
- Você realmente acha que vai me convencer... Com isso? – ele apontou o queixo para os papeis e eu suspirei.
- Joseph...
- Você sabe que se quisermos podemos nos livrar desses papéis em menos de um segundo – ele apoiou-se na mesa e seus olhos fitavam os meus.
- Eu preciso que você saia da minha sala – o olhei intensamente.
- Você ainda está puta comigo?
- Saia Joseph - continuei firme.
- Por favor Alex, esquece isso... – se afastou da mesa e pôs a mão atrás do cabelo bem penteado.
- Não consigo esquecer – fui ríspida.
Ele mordeu o lábio e fechou os olhos.
- Aposto que você também não esquece o nosso sexo. De como você gemia gostoso e baixinho em meu ouvido enquanto eu estava dentro de você. Os nossos corpos quentes e suados nessa mesa, os papéis jogados no chão... O tesão que sentíamos toda vez que alguém batia na porta e tínhamos que abafar nosso som...
Ele ia falando e eu ia sentindo tudo aquilo novamente, como se as memórias me abraçassem. Era bom transar com o Joseph, ali, na empresa... Num banheiro de shopping ou coisas assim. Ele me fazia viver como uma promiscua e eu realmente gostava. Senti minha intimidade formigar, o coração palpitar... Saudades, tesão... Não sei.
- Alex... – ele sussurrou e meu corpo se arrepiou como se ele estivesse chamando o meu nome entre beijos no meu pescoço.
-Ahm... – gemi alto demais.
- Eu sei que você me quer, eu quero você... Vamos relembrar os velhos tempos.
Ele veio até mim, segurou meus cabelos e me levantou. Selvagem, sensual e delicado ao mesmo tempo. Nossos corpos e rostos pertos demais, mas longe o suficiente para algum contato mais intimo. Nossos narizes se tocavam, sua boca entreaberta brincando com a minha, minhas mãos alisando suas costas por cima daquele terno perfeitamente alinhado. Não havia música, mas parecia que estávamos no ritmo de “Do I Wanna Know” do Arctic Monkeys.
Joseph segurou meu cabelo com mais força, fazendo com nossos corpos ficassem ainda mais unidos, pude sentir seu coração batendo debaixo daquela roupa, seu hálito quente me enchendo de tesão e ficamos mais alguns instantes nos sentindo. Até que não aguentei e o beijei. Um beijo desejado, cheio de tesão, saudades e luxúria. Joseph me empurrou enquanto nos beijávamos e senti minhas costas batendo em algo. Estava encostada na parede e ele abandonou meus lábios e passou a beijar o meu pescoço, morder o lóbulo de minha orelha e eu puxava sua camisa pra fora da calça e com sua ajuda tirei aquele terno incômodo de seu corpo. Minhas mãos passaram por debaixo da camisa branca e arranhavam suas costas em um desespero selvagem. A cada beijo em meu pescoço eu sentia que ia voar, não estávamos transando ainda, mas Joseph sempre me ganhava com carícias em meu pescoço e ele sabia disso. Enquanto o fazia, suas mãos passavam por debaixo da saia, acariciando minha coxa. O empurrei e acabei deixando-o contra a parede, ele me olhava intensamente e eu sorri. Desabotoei sua camisa bem devagar e a tirei, seu abdome continuava convidativo para qualquer brincadeira e passei minha mão em cada gominho de sua barriga. Ele sorria satisfeito e puxou minha blusa tirando-a de dentro da saia, desabotoou a mesma sem tirar os olhos dos meus. O efeito que aqueles olhos me causavam era surreal, eu sentia vontade de beijá-lo o dia todo. Joseph tirou minha blusa, deixando-me com o sutiã. Passou por trás de mim e segurou meus braços abertos, beijou o meu pescoço suavemente até chegar em meu ombro direito, mordiscou a alça do meu sutiã e a puxou para baixo apenas com os dentes.
- Me beija de novo – sussurrei ainda de olhos fechados.
Apenas senti seus lábios novamente, minhas mãos agora bagunçavam o seu cabelo tão perfeitamente arrumado. Eu amava brincar com aquele cabelo levemente encaracolado que escorria entre meus dedos. Eu amava aqueles lábios macios. Amava o modo com que ele descia a minha saia, os seus dedos passeando pela minha pele e fazendo cada milímetro dela estremecer. Eu estava apenas de calcinha e sutiã, Joseph parou de me beijar e olhou cada pedaço do meu corpo, mordeu o lábio:
- Você me deixa louco – sussurrou, com a voz levemente rouca.
Seu corpo estava pressionando o meu e pude sentir sua ereção. Eu estava tão excitada quanto ele, minha vagina fazia questão de demonstrar isso. Sem olhar para baixo, abri o seu cinto e o retirei. Uma certa vez, ele tinha dito que ficava louco quando fazíamos coisas sem perder o contato visual, e eu também adorava aquilo. Mantinha o clima sexy. Abri o zíper de sua calça, a puxei um pouquinho pra baixo e a mesma desceu sem muito trabalho. Seu pênis rígido ainda dentro da cueca pressionava a minha intimidade, eu sentia minha vagina latejar. Beijei seu pescoço e o ouvi arfar, minhas mãos que novamente estavam em seus cabelos, desceram sem pressa sobre suas costas largas e chegou em sua bunda. Eu era apaixonada por aquela bundinha grande, firme e totalmente natural. Enquanto mordia sua orelha, ele abriu o meu sutiã e o tirou. Eu desci sua cueca e ele fez o mesmo com minha calcinha.
Estávamos nus, eu poderia de fato querer preliminares, mas eu não queria. Minha vontade era de senti-lo dentro de mim, de sentir que ele era meu.
- Me fode – disse bem devagar e ele mordeu o lábio.
Joseph me ergueu um pouco e eu entrelacei minhas pernas em sua cintura. Derrubou todas as coisas da minha enorme mesa e mentalmente agradeci por meu notebook nunca ficar na mesma. Ele me jogou na mesa, tirou meus sapatos, abriu minhas pernas e a acariciou até chegar em minha virilha. Depositou beijos ali e passou a mão pela minha barriga, até chegar em meus seios.
- Joseph...
Ele entendeu o meu chamado. Logo, encaixou seu pau em mim e me penetrou. Enquanto o fazia, ele apertava e beijava os meus seios e eu pressionava sua bunda contra o meu corpo fazendo com que ele fosse mais rápido em seus movimentos. Eu queria gemer, gritar, mas eu não podia... Eu estava louca de tesão, de saudades de toda essa euforia que sentia quando transava com o Joseph. Seu pau estocava variando entre rápido e devagar e isso me fazia enlouquecer, ora ele brincava com meus seios e ora ele beijava a minha boca.
Durante tudo isso eu gemia o mais baixo possível e senti que estava para atingir o meu ápice.
- Eu... vou...
Joseph sequer conseguiu terminar a frase e gozamos juntos, ele dentro de mim e eu dentro dele. Logo, se jogou do meu lado e ficamos olhando um para o outro.
Nossos corpos suados, nossa respiração ainda ofegante, ambos em êxtase total. Suas mãos na minha cintura, minha mão em seu rosto. Nos encarávamos como se aquilo fosse a única coisa que sabíamos fazer bem. Eu tentava tirar o máximo possível sobre ele apenas olhando para aqueles malditos olhos que me hipnotizavam, seduziam e me enganavam.
- Eu não deveria ter...
- Shh... – seus dedos delineavam minha silhueta. – Não fala, não vamos estragar esse momento.
Aproximei-me dos seus lábios e nos beijamos calmamente.
- Senti falta disso – disse ainda de olhos fechados.
- Eu também senti – estávamos próximos o suficiente para que eu pudesse sentir sua respiração em meu rosto. – Eu queria ter você nua o dia todo para mim.
- Isso é impossível quando você não quer um relacionamento.
- Não vamos brigar por isso de novo, por favor.
- Mas é a verdade...
Seus dedos pararam. Abri os olhos e ele estava me encarando.
- Por que você torna tudo tão difícil? – seu tom era leve, mas ele parecia chateado.
Levantei-me e ele se sentou na mesa. Cacei minha calcinha e sutiã pelo chão e os vesti.
- Se você gosta tanto de nosso sexo, de me ter pelada diante dos seus olhos, do meu beijo... Por que diabos é tão complicado pra você dizer que temos um relacionamento?
- Porque eu não sei lidar com isso!! – ele praticamente gritou e eu parei. – Eu não sei ser romântico, eu não sei te dar toda atenção, não sei lidar com sua TPM...
- Não sabe ser fiel! – eu disse enquanto pegava minha blusa do chão.
- Alexia... – ele se aproximou e eu o encarei – Eu nunca estive com outra pessoa enquanto estávamos tendo o nosso lance.
Mordi o lábio em resposta ao meu nervosismo. Ele nunca tinha dito isso antes.
- Se seu problema é com o lado emocional da coisa... Eu não ligo pra baboseiras. Eu só quero que você se importe comigo!
- E quem disse que eu não me importo?! – ele se aproximou ainda mais. – Han? Quem te disse?
- Você se importa? – meu tom suave o surpreendeu.
- Você não faz ideia. Mas eu sei que você espera sim receber flores, sair pra jantar... E nem sempre eu estou a fim de sair e sou super sem jeito com presentes. Eu não sei namorar!
Aproximei-me muito mais. Estava a centímetros do seu rosto, entrelacei minhas mãos em seu pescoço.
- Você tá disposto a aprender?
- Por você? – arqueou a sobrancelha.
- Por mim?!
- Não sei Alexia...
Eu beijei a sua boca e seu pescoço.
- Talvez.
Apertei sua bunda e mordi sua orelha.
- Acho que sim.
- Você acha? – gemi baixinho em sua orelha.
- Eu aaaacho que já aprendi.
Eu ri, ele me beijou e talvez eu nunca mais iria sair da minha sala.










