A verdade é que estou transcendendo. Sou as palavras que saem da minha boca. Sou o espaço que ocupo, sou o que vejo, o que vivo, o que sinto. E isto vai além, muito além de mim. Não sou apenas este corpo a vagar pela Terra. Eu me vejo nas paredes do meu quarto, vejo reflexos de mim no crepúsculo dos dias. Eu me vejo destacando-me do meu próprio corpo. Estou em cada linha deste texto. Sou a entrelinha, a metáfora, o papel e a tinta da caneta.
Depois você ainda diz que não me vê por aí.
Lamentável, meu bem. Lamentável.
- Meus escritos, 2014














