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@imperfeeita
Atlas <3
“Você poderia entender, meu bem. Que tudo o que eu fiz, foi pra te ver feliz.”
— Discursou.
Eu aprendi que quando as pessoas realmente gostam de você, elas voltam.
Caio Fernando Abreu. (via versificar)
As pessoas me assustam. Eles mudam de ideia tão rápido. Um momento é “eu te amo” e “você me faz feliz” e o próximo é “Não tenho mais certeza” e “isso não é o que eu quero”.
Desconhecido. (via versificar)
Mesmo depois de tudo, te procurei pelos bares dessa cidade. Foi doloroso não te encontrar. E mais doloroso ainda, foi aceitar que sobre a gente nem as mágoas restaram pra você afogar.
Pedro Pinheiro. (via versificar)
Não é que eu seja antissocial. É só medo de me apegar demais as pessoas e no fim assistir o mesmo cenário: Todas indo embora.
Pedro Pinheiro. (via versificar)
Era uma boa mulher. Gostava dela. Realmente, se preocupava comigo, queria que eu me desse bem, que eu escrevesse bem, que eu trepasse bem, que eu parecesse bem. Eu percebia isso. Era legal.
Charles Bukowski. (via descrever)
“ Nas minha manhãs rotineiras de idas ao trabalho, tenho observado uma menina que sempre pego o mesmo ônibus, é uma menina normal, vestimenta normal, bonita, mas ao ver ela não está tão bem últimamente. Sempre observei o bom humor e alegria dela pela manhã, onde que maioria sempre estava de cara amarrada, por acordar cedo, ou por que era simplesmente uma segunda feira, ou por outra qualquer coisa e eu via que pela manhã, ela ja tinha sorriso sempre bem posto para o telefone que ela não largava, fones no ouvido e ela viajava naquilo ali, via que tinha momentos que ela soltava uma risadinha que era contagiante, ainda mais pela manhã, onde 99,99% do ônibus estava dormindo ou já contando as horas pra ir embora. Percebia que aquele sorriso no rosto e o brilho nos olhos tinha um porque, talvez um "dono” por causar aquele extremo todo. Um dia, de volta para casa, peguei o ônibus e ela estava lá, mas não tinha sorrisos contagiantes, não tinha que nenhum grude com aquele telefone que era a sua maior companhia e que arrancava sorriso, no lugar de brilho nos olhos que eu sempre via, eu vi lágrimas, uma extrema tristeza naqueles olhos, o fone sempre no ouvido e ao meu entender ela queria deixar as músicas mais altas do que sua tristeza, mas parecia que a tristeza era bem maior, lágrimas rolavam a vontade, percebia que ela tentava se controlar, mas a dor parecia maior, via secar as lágrimas com a manga do casaco e não era o suficiente, ela olhava para o teto na intenção de uma força maior segurar as lágrimas, só que isso não acontecia. Via pessoas olhando pra ela como aquilo fosse anornal, mas ela não conseguia esconder a dor dela e as lágrimas. Fiquei com pena dela, porque via sempre tão bem, com sorrisos e a vi pela primeira vez com um tristeza. Logo pensei, “ ah aquilo ali vai passar e voltarei a ver a extrema felicidade dela.” Passei uns dias sem pegar o mesmo ônibus que ela, e fiquei com aquilo na cabeça, mas logo esqueci. Um dia, peguei o ônibus e vi ela subindo, eu louca pra perguntar, mas claro que eu não ia fazer isso. Ela sentou próximo e eu pude observar, sem nenhum sorriso, séria o suficiente, sobrancelhas bem arqueadas e o ar de tristeza era tão grande quanto era sua antiga felicidade e fiquei pensando, “cadê o sorriso menina? Vc é tão bonita pra ficar com essa tristeza tão visível. Cadê o motivo daquele sorriso?”. Vi uma lagrima escorrer e logo assim, uma tempestade desceu por aqueles olhos, o celular guardado e não vi nenhum momento ela com aquele celular que arrancavam suspiros e sorrisos. Passei o dia tentando decifrar o motivo daquele sofrimento. Na volta pra casa a vi, conscidentemente, só tinha um lugar e era ao lado dela, sentei. Pensei em perguntar, mas eu não a conhecia e não queria me meter na vida dela. Telefone dela tocou, abaixei minha música pra ouvir se ela falava algo a pessoa que estava no outro lado da linha, com uma voz que ia falhar, escutei, “acabou mesmo”, nisso fingi olhar pra janela e vi aquela menina se transbordar em lagrimas, se segurou e lá veio uma tsuname de lágrimas por aquele rosto, me deu uma dor enorme, por ver aquela menina sofrendo por um cara. E eu ouvi ela falar, “eu sei que vai passar. ”, mas aquilo não me convenceu, a dor dela era maior que a força de querer reagir. Fui pra casa pensando naquela menina, naquela dor dela e na pessoa que ta fazendo o coração dela se sufocar de dor. Pedi pra Deus para aliviar a dor dela. Fiquei pensando, dizem que amor não existe ou esta em falta, mas o amor dessa menina por esse cara era tão forte que fazia transbordar ela de felicidade todos os dias, e a dor que esse cara fez, ta devastando ela. Como pode? Será que esse cara tem algum problema? Passa por algum disturbio?. Sim, ele tem problemas, não sabe dar valor, a um amor que eu percebi que era extremamente verdadeiro. Ele pode ter tido seus motivos, porém, se ele a amasse de verdade, ele fazia de tudo para não perder esse amor. Tem gente que não sabe dar valor as coisas mais simples da vida. Sabe quando ele vai dar valor? Quando ele ver ela feliz sozinha. Para ela não tem essa de que um amor cura o outro, ouvi ela dizer no telefone, realmente, quem ama de verdade, nunca vai arrumar um que supere o amor que ela teve, ela pode ter outros amores, mas, talvez nenhum seja maior que o amor que ela sentiu por ele. Cara maluco, prefere mina louca da pista do que aquela que preferia qualquer coisa para apenas ficar do seu lado e cuidar de você. Tenho visto ela por uns dias no onibus e a dor visível é a mesma, as vezes vejo uma lagrima que insiste em cair e ela vai e enxuga. O celular? Quase não vejo mais. O sorriso? Raramente, seriedade esta em alta. Agora são 100% do ônibus dormindo ou querendo ir embora pra casa. Sinto falta das manhãs que o sorriso dela era contagiante e o amor dela gritava mais alto no silêncio. Espero que essa maré dela, passe e que a alegria dela volte por ela e não por um outro alguém que depois de plantar a extrema felicidade, vai lá e arrance a força e faça ela sofrer novamente. “ - C.A