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@inadecer
:( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :( :(
outra vez, hoje o teu nome ecoou no silêncio.
encardido pelo passar do tempo, o meu ego voltou os olhos para trás, numa tentativa falha de consertar algo que eu não quebrei.
os dias têm sido difíceis, tortuosos, pesados. e eu, bem, você sabe: eu sumo.
é no silêncio e na dor da melancolia que eu me faço, me crio.
te ver seria bom, mas o efeito rebote disso me destruiria outra vez.
e eu não sei...
eu vejo ecos de você o tempo todo.
mood:
sou um adeus que se fez em memória
eu espero que algum dia você acorde e decida que não é mais assim que você quer se sentir para que você finalmente consiga sair de qualquer situação de que te traga sentimentos ruins.
a lua está alta. as estrelas, em silêncio. já estamos irreversivelmente quebrados?
nem tudo a gente vai conseguir consertar, meu bem.
preciso fechar os olhos para ver outra vez;
o vento tem me tocado em sussurros, dizendo que a saudade também sabe dançar devagar dentro do peito.
sou um adeus que se fez em memória
[...] te olho com o mesmo cuidado que se dá a algo que não se pode tocar de novo.
não quero mais habitar os remendos de um tempo que não existe mais.
ela era vazia, vazia como um casulo perfurado por vespa, abortado antes da metamorfose.
desafiava homens, ria dos deuses, rolava no cuspe das ruas como quem já não espera dignidade.
entregava-se fácil para não ter de encarar o único corpo que a assustava: o próprio.