워너원 (Wanna One) - 에너제틱 (Energetic)

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@inhawitch
워너원 (Wanna One) - 에너제틱 (Energetic)
bc-kxseulji:
Realmente… não vejo nada de mais no vermelho, na verdade, mas combina com algumas pessoas. Danificou muito ou você nem descoloriu?
Acho que sou uma delas.
Meu cabelo já era descolorido. Faço isso há quase três anos, então só precisei passar a tinta mesmo. Acho que não mudou muita coisa em questão de dano.
bc-ant:
Cheguei perto né? Brincadeira! Mas pretende ficar assim por muito tempo? Da bastante trabalho… Eu bem sei. No meu tempo de juventude rebelde pintei, mas a cor que eu queria não pegou e acabei com um cobre meio laranja. No sol ficava até que bonito.
Eu não faço a menor ideia. Meu cabelo anterior já dava bastante trabalho então creio que não vai ser um obstáculo muito grande, mas o aplique… Talvez eu deixe essa coisa de lado em algumas semanas.
bc-mimo:
Se eu fosse essa pessoa, seu objetivo estaria completo, noona.
Tenho certeza que essa pessoa vai ficar impressionada. E te chamar pra jantar, talvez.
Jinjja, ficou tão melhor assim? Obrigada, Mimo.
Acho que consegui um pouco mais do que isso. Acabei me enfiando em um namoro.
bc-mingyu:
Disponha, mas é só a verdade. Eu já tive cabelo vermelho também, no colegial. Eu adorava, apesar de ser chamado de “pica-pau” o tempo todo.
Nico tem razão. Mas por que o aplique? Está indo para algum evento ou decidiu adotar o visual?
Crianças em uniformes podem ser realmente más, não me surpreendo. Pelo menos eu sou menina, então posse ser chamada de Ariel.
Estou testando. Disseram que cabelo longo fica melhor em mim e como não uso desde a época da escola, resolvi tentar. Só não sei por quanto tempo terei saco para isso.
it's all right? ∙ deokhwa and inha
bc-deokhwa:
Assentiu ao sorrir torto, não haviam duvidas de que faria grande esforço para estar ao lado de Inha no que a mesma precisasse, fosse fisicamente ou por outros meios de comunicação caso fosse difícil ou qualquer situação não permitisse, se fazendo a promessa de que jamais partiria ou a deixaria faze-lo quando o clima não fosse agradável, não queria errar novamente. ‘’Eu vou.’’ Murmurou querendo lhe passar alguma segurança, em seguida sorrindo em concordância, dessa vez sem esperar uma resposta negativa ao pé que estavam e a nova intimidade que compartilhavam. ‘’Finalmente!’’ Riu, virando a face para beija-la rapidamente na ponta do nariz. ‘’Espero que esteja pronta para ter a sogra mais sufocante do mundo, ela várias vezes vai te roubar pra tomar chá e sair.’’ A mãe apesar de simpática também conseguia invalidar algumas conexões do filho, as roubando para si mesmo ao por exemplo levar alguma amiga para o shopping afim de ter uma segunda opinião sobre as roupas escolhidas. O nariz se franziu em uma careta, rindo ao arquear as sobrancelhas em uma expressão que fingia irritação. ‘’Por que eu ficaria com outras garotas se tenho você?’’ Inclinou o corpo na direção dela em brincadeira. ‘’Aliás, não fui eu que fiquei com outra pessoa a pouco tempo, hã? Eu quem deveria estar dizendo isso, boba.’’ Os pedidos vieram nas mãos de um funcionário um tanto constrangido, efeito que pareciam provocar sempre que saiam juntas, aproveitando a oportunidade para ajeitar a postura emburrado.
Fechou os olhos por alguns segundos, se aconchegou ao mais novo. Aquelas palavras eram o suficiente para que se sentisse segura e pudesse confiar nele. Lógico que estava com medo do que poderia acontecer, fazia muito tempo que não se entregava daquela maneira. Contudo toda a parte boa de um relacionamento e aquelas borboletas em seu estômago provavam o quanto era bom estar apaixonada. Sentiu o rosto esquentar e riu baixinho com a animação de Deokhwa, demoraria algum tempo para que tudo aquilo soasse natural aos seus ouvidos. — Na verdade a sua mãe já me conhece. — Mordeu o lábio inferior, achava que era hora de contar, antes que tivesse que lidar com algum elemento surpresa. — Eu falei com ela um pouquinho quando passei na sua casa. Ela é linda e gentil. Não me importaria de tomar chá com ela. — Sorriu. No fundo o seu nível de preocupação era grande. Sabia o quão próxima a ex-namorada do garoto era e temia que a sogra pudesse rejeitá-la em comparação a outra. — Só vamos esperar um pouco... Não quero assustar sua mãe. — Disse com um sorriso fraco no rosto. O fato mencionado fez com que a ruiva preferisse trocar de assunto, não era mesmo momento para lembrar de coisas do passado. — Shhh... — Pediu por silêncio, usando o indicador para tapar os lábios dele enquanto deixava uma risadinha escapar. Os garçons sempre eram obrigados a passar por momentos constrangedores com os dois, por isso dessa vez esperou que o homem deixasse os pratos na mesa e saísse, antes de dizer qualquer coisa. — Não faz essa carinha. — Fez um bico para a expressão emburrada do namorado. Resolveu logo em seguida deixar vários beijinhos espalhados por sua face, ao mesmo tempo em que usava uma das mãos para apertar o rosto dele contra o seu. — Você fica fofo assim. — Confessou, mordendo de leve o mesmo local em que havia beijado.
( when you come undone );
bc-mingyu:
Percebendo a intenção dela, Mingyu debruçou-se para frente e baixou a cabeça para aceitar o carinho. Claro que quando mencionara carinho, não estava pensando em algo como aquilo, mas em algo mais íntimo ou qualquer coisa que parecesse menos como se ela estivesse mesmo acariciando Salem. Entretanto, entendia a brincadeira e tentou imitar o ronronar de um gato satisfeito com o carinho, mas acabou sucumbindo a um riso de quem estava evidentemente envergonhado de seu comportamento. — Bem-vinda ao clube. — Comentou com um suspiro. Há um tempo, ele costumava ser mais aberto para o amor, costumava acreditar que daria certo sempre que começava algo com alguém. Porém, a maioria das vezes não dava, por diversos motivos e Mingyu acabava com mais um coração partido para cuidar. Com o tempo, suas paranoias ganharam e ele acabou com medo de entregar seu coração tão rápido, o que o fez afundar dentro de suas próprias defesas. — E, olha, eu acho que é melhor assim. Relacionamentos são complicados e difíceis. Desgastantes, algumas vezes. E quando acabam, só te destroem um tantinho a mais. É horrível. — Era difícil para ele disfarçar o ressentimento na voz, mesmo que não fosse com nada em particular. Seu único relacionamento sério havia terminado por fatores externos, não por algo entre ele e Yoobi, porém acabara. E Mingyu sentia que sempre sentiria falta daquele sentimento bom que era estar com alguém que realmente gostava. — Tomara que não dependa de sorte, porque eu já posso desistir por aqui. Eu não sou lá muito sortudo. — De fato, Mingyu não conseguia se lembrar nem mesmo de ter ganhado algo no bingo durante sua vida. Sorte não era algo com o qual podia contar.
— Honestamente? Acho que louco é quem vai para a universidade. — Ele sabia que era importante e tudo mais, mas ele se questionava todos os dias se valeria a pena todo o esforço, tanto físico, quanto emocional e psicológico. Parecia que só fazia piorar e algumas vezes ele estava literalmente se arrastando pelos semestres, implorando aos céus que acabasse logo. — As pessoas estudam pelos motivos errados, na minha opinião. A vida toda a gente escuta que tem que fazer faculdade pra ganhar dinheiro e tudo mais, mas isso é realmente importante? Tipo, estudar para aprender uma profissão é uma coisa. Estudar para aprender. Então usar seu conhecimento para ganhar dinheiro. Isso é uma coisa, mas estar lá só porque um pedaço de papel vai, possivelmente, te dar uma conta bancária boa… Isso é desperdício. De tempo, de vida de tudo. Se não tem nada que você quer aprender lá, está bem melhor como está. Na minha opinião. — O final do discurso veio com um soluço causado pelo exagero no álcool e um sorriso amigável enquanto servia mais uma dose. Virou seu copo vagarosamente enquanto a escutava. — Acho que, na nossa idade, ninguém sabe realmente. Eu sou um adulto, mas ainda me sinto como um adolescente alguma vezes. Parece pressão demais ter que saber com certeza o que eu quero pro resto da minha vida quando eu nem sei se vou estar vivo amanhã de manhã. — Normalmente ele não falava tanto ou filosofava tanto sobre as coisas, mas as palavras pareciam sair com mais facilidade quando a bebedeira começava a se instalar em seu ser.
A pergunta dela o fez arquear uma das sobrancelhas, ligeiramente confuso. Distraído, por um breve momento, da tarefa que tomara para si de manter os olhos negros esquadrinhando o rosto bonito de Inha como se tentasse memorizar cada traço. Quando a explicação veio, a expressão foi substituída com um sorriso torto enquanto tinha a cabeça levemente inclinada para o lado. — Mentes… Não. Eu sei ler outras coisas. — Como entrelinhas de qualquer situação, por ser altamente observador. Ele só sabia quando alguma coisa podia acontecer entre duas pessoas e fazia seu movimento. Quando ela deu início ao beijo, Mingyu moveu-se um pouco mais para perto e ergueu uma das mãos para segurar o rosto dela enquanto aprofundava o beijo, sem intenções de apressá-lo, enquanto a outra mão acariciava uma as pernas da loira.
Aos poucos o carinho inocente foi se torando um tanto constrangedor, principalmente ao ouvir o mais velho ronronar como um gato. Foi então que percebeu que estava lhe tratando exatamente como um animal de estimação e por isso não pode evitar, soltando uma risada bem alta daquela situação. Acariciou as próprias orelhas para sentir a temperatura quente e ter certeza que estava corando. O que o álcool não podia fazer, certo? A reciprocidade de Mingyu não foi surpresa, quando dissera a ele que eram pessoas parecidas, estava falando sério. — Como você pode me dar boas-vindas para um clube que eu sou praticamente presidente. — Sabia que sua vida amorosa não era tão desastrosa assim, mas isso era porque só havia vivido por 20 anos. Sabia que quando chegasse perto dos 30 continuaria sendo a louca dos gatos e essa coisa de amor continuaria sendo algo inexistente. — Nem me diga. — Deixou um suspiro quase pesado escapar. Naquele momento sentiu uma necessidade muito grande de desabafar, mesmo que eles não tivessem intimidade suficiente para isso. O assunto que estava prestes a abordar era algo que preferia guardar para si, mas pensou que ao menos seria uma boa história para mesa de bar, ou quase isso. — Eu só me apaixonei uma vez e foi tão terrível que eu não sei se quero fazer de novo. Acho que eu propositalmente afasto as pessoas de mim com medo do que possa acontecer. — Estava sendo sincera, talvez até demais, mas para dosar tinha um belo sorriso irônico no rosto. Apesar de ser muito jovem, ela guardava mágoas suficientes para uma vida inteira. — Devíamos tentar poções do amor. — Disse como se aquela fosse a última opção. Pelo menos teriam algum efeito se fossem usadas com as pessoas certas.
Um risada baixa e suspirada escapou. Por mais que compartilhasse da opinião alheia, aquilo parecia mais como um discurso para consolá-la. Não era possível que ela fosse a única sã no meio de tantos loucos, já que o caminho normal e esperado era que alguém da idade dela fosse para a universidade. No fundo concordava bastante com o que Mingyu estava dizendo, mas sabia que aquela não era uma opção para todos. No fundo tinha noção do quão privilegiada era por ter uma mãe que trabalhava muito para dar uma vida de mordomia a ela e era por isso que se sentia tão egoísta e inútil. — Talvez as coisas fossem mais fáceis se eu tivesse algo que gosto de fazer. Se eu fosse um pouquinho mais normal... — Riu enquanto deixava os ombros cair. — Apesar das coisas chatas deve ser legal ser levado a sério e receber elogios por ser um bom aluno. — Sorriu, antes de buscar pelo copo mais uma vez. Inha acreditava que seu futuro seria apenas uma extensão da bagunça que vivia hoje, por isso sequer tinha muitas expectativas. — Isso é verdade. — Concordou com a cabeça. No país que viviam todos precisavam atingir sucesso rápido, ou seriam tachados de fracassados, porém a loira era uma daquelas pessoas que achava que a opinião alheira não era uma prioridade. — Por isso eu queria ter vindo a este mundo como um gato. — Concluiu aquela discussão profunda com um comentário bobo, mas que não deixava de expressar sua revolta com a forma como os humanos viviam.
Encarava o mais velho sem nenhuma descrição, mesmo que ele não parecesse compreender exatamente do que ela estava falando. Aquilo não era um problema, também estava bêbada demais para entender exatamente como tinha chegando a aquela situação. Inha sorriu de lado, finalmente estavam falando o mesmo idioma. Os lábios do mais velho tinham o gosto da bebida que estavam tomando e apostava que os seus estavam do mesmo jeito. Não demorou para que o beijo fosse aprofundado e com isso seus lábios e língua se encarregaram de explorar a boca de Mingyu, enquanto suas mãos evolveram a cintura dele para que chegasse mais perto. A sensibilidade do álcool deixava tudo mais quente e por isso não se contentou em manter o ritmo suave. Logo apostou em movimentos e mordidinhas mais ousadas, ao mesmo tempo que debruçava seu corpo contra o dele.
➼ Open
bc-hyunah:
Com os olhos ainda embaçados pelo cochilo sobre a mesa a garota coçou o rosto tentando livrar se da aparência sonolenta antes de se dirigir até a moça que entrou às pressas no café. O tom íntimo e a voz conhecida foi o que entregou a identidade, antes dona de fios descoloridos agora cobertos pelo pigmento vermelho. Os olhos da garota se abriram em conjunto com a boca em uma expressão de completo choque, logo em seguida se transformando em um sorriso de aprovação a mudança. Sem perder muito tempo a garota seguiu para o balcão pegando um dos copos de vidro do café. O dia estava quente demais para que uma xícara de chá fosse servida, então a garota foi por uma opção um pouco mais refrescante, uma vez que pela aparência da garota parecia ser justamente o que ela precisava. O grande copo de chá gelado de hortelã com abacaxi foi servido com rodelas decorativas de limão e um canudo preto, combinando tanto com a estética do café quanto com a da cliente em questão. O bilhete junto aos guardanapos informava que era uma bebida nova, especialmente para o cardápio de verão.
[ to inha (witch unnie): Fugindo dos fãs conquistados pelo cabelo novo? ]
[ to inha (witch unnie): Porque talvez você precise começar a fugir de mim também. Eu adorei! ]
Toda aquela correria tinha deixado Inha com calor e a escolha da mais nova não podia ter sido mais perfeita. Um chá gelado era tudo o que ela precisava no momento. Não hesitou em pegar a bebida, vendo que se tratava de uma nova aposta para a estação. Deu um gole pelo canudo e teve certeza de que aquilo combinava perfeitamente com o verão – quase infernal – de Seul. Honestamente a ruiva não gostava de calor e sua palidez denunciava isso, mas bebidas refrescantes como aquelas eram gostosas demais para não serem aproveitadas propriamente. — Obrigada. — Agradeceu sorrindo. A maioria das pessoas havia gostado de sua cor nova de cabelo e ela também estava bastante satisfeita, ainda que sentisse falta dos fios platinados. — Antes fosse isso, mas não, ninguém nessa vila faria isso por mim. — Não precisava lembrar a mais nova de que não era uma vizinha muito querida por lá. — Eu estava correndo do meu vizinho esquisito. — Falou mais baixo com um tom misterioso. Ainda não tinha descoberto o que ele guardava naquele jardim, mas com certeza não ficaria quieta, algo dentro dela dizia que alguma coisa errada se passava ao lado da própria casa. — Esse lugar é bem legal. Eu deveria vir mais vezes aqui. — Disse enquanto olhava ao redor e tomava mais um gole do chá de hortelã.
bc-mimo:
Impressionar alguém? Não tem aquele lance de que quando uma mulher muda o cabelo é porque toda a vida dela está mudando?
Hm... Talvez você esteja um pouco certo, eu queria mesmo que uma certa pessoa ficasse impressionada quando me visse. Adoro esse tipo de reações.
bc-ant:
Sua paixão secreta por morangos ou qualquer fruta vermelha?
Eu realmente amo frutas vermelhas, mas não. Foi só porque sobrou tinta do cabelo do nico mesmo.
bc-mingyu:
Só sei que ficou melhor em você do que em qualquer outra pessoa que eu tenha visto de cabelo vermelho.
Sério? Isso é um ótimo elogio, obrigada.
O aplique não é a coisa mais confortável, mas eu gostei muito da cor. Nico disse que combinava mais comigo do que o loiro então eu deixei ele pintar.
it's all right? ∙ deokhwa and inha
bc-deokhwa:
‘‘Foi pela quantidade de massa, era a única coisa que eu sabia pedir.’’ Riu, acendendo a lembrança de pouco tempo atrás quando chegou em casa e implorou para que a mãe fizesse a refeição mais tipica entre os coreanos e apimentada que conhecesse, sentindo falta do sabor que tinham no país de origem.
A cabeça que estava baixa se ergueu assim como os olhos curiosos, pois todo o restante do corpo parecia tremer e ansiar por mais respostas, sentindo que poderia facilmente vomitar como uma criança esperando por seu presente de natal quando faltavam poucos minutos para meia noite. ‘’Não?’’ Arqueou as sobrancelhas enquanto um sorriso bobo era criado nos lábios, era como se pudesse explodir e com certeza precisaria ter cuidado quando voltasse para casa sem cuidar um acidente devido a empolgação, rindo junto a brincadeira antes de perder alguns poucos segundos a encarando ainda sem acreditar. Ergueu o corpo para o apoiar por cima da mesa, pois mesmo sabendo por poderia apenas se arrastar até o lado dela, estava se guiando pelo impulso da alegria, tomando a face feminina com as duas mãos para deixar um selar demorado. ‘’Obrigado.’’ Beijou as duas bochechas antes de voltar para os lábios. ‘’Eu prometo que vou cuidar bem dele.. E de você também.’’ Ajeitou a postura, aproximando os dois corpos no estofado para passar o braço fino por baixo do dele, cruzando os dedos e beijar a testa dela. ‘’Então agora eu devo dizer que é minha namorada ou estamos dando um passo de cada vez?’’
Riu junto ao mais novo, contente por ele estar saudável e por conseguir manter um bom humor diante de tudo que tinha passado nos últimos dias. Parecia não ter uma consciência muito concreta daquilo, mas Inha precisava que o amigo estivesse feliz para que se sentisse em paz. A ruiva balançou a cabeça com um sorriso, observando toda aquela reação que era de certa forma inesperada e um tanto fofa. Recebeu aquele selar ainda sorrindo porque não conseguia abandonar aquela expressão de seu rosto. Passou os dedos pelo rosto do moreno, deixado carícias em sua face. Ela também estava agradecida, em sua cabeça não havia pessoa mais perfeita para entregar seu coração. — Tudo que eu preciso é que você fique do meu lado. — Admitiu, beijando seus lábios mais uma vez. Ao se afastar as palavras do garoto lhe pegaram de surpresa. — Namorada? — Hesitou. Nunca tinha se comprometido daquela forma com ninguém. Relacionamentos era o tipo de coisa que evitava depois de algumas experiências quase traumáticas. Contudo, estava falando de Deokhwa e não de uma pessoa qualquer, alguém que confiava acima de tudo. — É, acho que eu sou sua namorada. — Se estava disposta a tentar, iria se entregar de verdade, sem medo de ser feliz. — É oficial, somos um casal. — Disse como se fosse difícil de crer naquilo, logo depois soltando uma risada. Passou os braços por seu pescoço, buscando mais aproximação para que pudesse falar mais baixo. — Mas se vamos namorar você não pode nem pensar em ficar com outras garotas, tá me ouvindo? Você tem que ser só meu. — A última frase saiu quase como um sussurro pelos lábios curvados em um sorriso maldoso. Não tinha vergonha de deixar seu ciúmes a mostra, pois já sabia que ele compartilhava do mesmo sentimento.
#Flashback: Mr. steal your cat — Inha and Anthony
bc-ant:
Anthony mesmo possuindo uma feição e trejeitos calmos e solidários tinha um lado meticuloso e analisador sendo exatamente isso que fazia com até então desconhecida. Tinha que ter absoluta certeza que estava deixando Black, quer dizer Salem em verdadeiras mãos da dona. — Tem que concordar que é melhor eu ter certeza que a pessoa é a verdadeira dona de um suposto gato perdido, certo? Para sua própria segurança felina. — O americano era tão certinho que poderia dar nos nervos de qualquer pessoa, mas isso também era sua marca registrada onde muitos se encantavam.
Olhou para o local indicando ouvindo tudo atentamente e novamente virou um pouco rosto visualizando a imagem do celular feminino enquanto balançava a face enquanto aos poucos ficava mais aliviado e acreditando naquela possibilidade. Um riso espontâneo se fez presente com a última frase da moça ao ponto dos olhos de Anthony se fechar, mas logo começou a falar explicando que acreditava. — Não precisa já estou totalmente convencido. — Ao fim da frase notou que nem ao menos tinha se apresentado e mais alguns detalhes. — Só um instante… — Virou rapidamente chegando mais perto da varanda de sua casa pegando a sacola com alguns brinquedos e petiscos que havia comprado. — Gostaria que ficasse com isso, pois vai acabar indo fora. — Estendeu a sacola e logo se apresentou. — Sou Anthony Lang me mudei para cá pouco mais de um mês. — A típica reverencia foi feita logo voltando a curvatura normal.
Orgulhosa como sempre fora, detestava assumir que outra pessoa estava certa, mas tinha que concordar com o rapaz pelo bem do próprio gato. Nem podia imaginar o que faria se uma pessoa qualquer o tirasse de si. Era capaz de chorar por semanas se ele não voltasse para casa. Com o bico nos lábios, após uma semi revirada de olhos, finalmente concordou com a cabeça. Aceitando que ele estava fazendo o que era certo.
Tudo aquilo era um pouco frustrante porque precisava provar alguma coisa para levar seu gato para casa, algo que já era muito óbvio para ela, mas não para o vizinho. No entanto ele não parecia ser uma pessoa ruim e aos poucos foi acalmando seus nervos. — Ótimo. — Disse ainda um pouco séria. Abraçou o felino e acariciou seu pelo macio. Estava grata de tê-lo de volta e principalmente por ele ter estado em segurança por todo esse tempo. No final das contas, Salem era mesmo muito esperto. Ficou um tanto surpresa em receber todos aqueles presentes e se perguntou se o mais velho teria se apegado ao animal. — Ah, obrigada. — Agradeceu, mas sabia que aquilo não era o suficiente. — Prazer. Eu me chamo Oh Inha. Moro mais lá para baixo. — Curvou-se antes de se apresentar. — Ei, me desculpa pelo show que eu dei, tá? Eu na verdade estou feliz que você tenha cuidado bem do Salem. — Comentou de forma sem graça. — Se ele ficou aqui é porque gostou de você. Ele não gosta de muita gente. — Deixou uma risada escapar. — Eu posso trazê-lo aqui às vezes ou você pode visitá-lo se quiser... — Deixou o convite a sua casa implícito no ar, já que muitas pessoas daquela vizinhança trocavam de calçada ao passar em frente ao lugar. Já estava acostumada com reações negativas então criava muitas expectativas.
Vermelho parece ter virado moda nessa vila. É claro que eu pintei para me sentir parte de algo. O que mais poderia ser?
it's all right? ∙ deokhwa and inha
bc-deokhwa:
Mesmo que no fundo odiasse a tensão que pairava no ar, não era como se fizesse questão de evita-la para finalmente assumir cada pequeno ponto de seus sentimentos para a garota que parecia tão receosa quanto. O que estavam fazendo afinal? Não deveria bancar a imagem que construíra durante os anos e simplesmente enfrenta-la para dizer sem medo da rejeição que queria que ficassem juntos de uma vez? Sem pensar se daria certo ou não, ignorando os riscos e aproveitando os fatores a favor, como a amizade que tinham e o modo que se sentia mais seguro ao lado dela. ‘’Alguns bons, outros ruins.’’ Admitiu ao dar de ombros. ‘’É, Veneza é bonita, mas fede.’’ Riu nasalmente, baixando o olhar para o indicador que rodava em círculos pela mesa de maneira distraída, ato que foi interrompido diante as palavras da mais velha. ‘’Se arrepender?’’ Arqueou as sobrancelhas, engolindo a seco já prevendo o pior em poucos minutos e sentindo a testa esquentar. ‘’Não é como se eu fosse mudar de ideia, já estava com as coisas bem claras mas..’’ Espalmou a mão na face, descendo pela pele como se pudesse eliminar o nervosismo. ‘’Mas se for me dispensar é melhor ficar quieto, certo?’’ Riu um tanto tremulo. ‘’Só faça isso rápido.’’
Concordou com a cabeça. Aquilo podia acontecer, não era só porque estavam viajando que tudo seria perfeito. — Pelo menos você parece mais saudável agora. — Referia-se a sua aparência, pois tinha realmente ficado assustada quando visitou o mais novo há alguns dias atrás. Ele tinha deixado a imagem desgastada para trás, pelo menos a dor não estava mais estampada em sua face. Deu uma risada com o comentário sobre a cidade. Certamente não tinha imaginado que o lugar seria assim. Preferiu não responder a pergunta dele. Claro que tinha medo de se arrepender, pois sua decisão era justamente assumir o risco, mas não voltaria atrás. Esperou que o moreno terminasse de falar, podia sentir que ele estava bastante nervoso e aquilo fez com que ela ficasse um pouco mais tranquila, pelo menos não era a única se sentindo assim. — Eu não vou te dispensar. — Afirmou, olhando em seus olhos. — Eu decidi que não vou mais te afastar, que não vou pedir para não gostar de mim e nem vou fugir de você. — Disse após mordicar os lábios. Esticou a sua mão procurando pela dele e entrelaçou seus dedos aos alheios. — Eu quero tentar. — Quase sussurrou. — Se for mesmo para ser tudo ou nada, então que seja tudo. — Sorriu de leve. — Isso significa que eu estou entregando meu coração de gelo para você. — Deixou uma risadinha escapar.
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Apesar do movimento extremamente fraco nas manhãs de domingo, Hyunah levava a responsabilidade de abrir o café a sério. O relógio em seu pulso marcava oito horas em ponto quando a garota abria as portas do estabelecimento já usando o uniforme, como o habitual do dia, o seu chefe só chegaria na parte da tarde. O forno aceso a espera dos pratos preparados por Hiroshi na noite anterior. O primeiro café do dia foi preparado para ela mesma. A garota sentou se em uma das mesas abrindo o caderno da escola aproveitando a falta de clientes para colocar alguns deveres de casa em dia. A mão esquerda apertou o ponto dolorido no pescoço, resquícios do trabalho pesado da noite anterior. Seus olhos lutavam para se manterem abertos apesar da dose constante de cafeína ingerida. O despertar assustado veio quando o sino na porta do estabelecimento anunciou a chegada de um cliente.
Lá estava Inha mais uma vez mexendo no jardim do vizinho suspeito. Sabia que ele não podia ficar bravo só porque ela vivia “roubando” algumas plantinhas dali. Roubar não era um bom termo, já tinha explicado isso para Tsukihi uma vez. Dessa vez estava completamente distraída olhando para a plantação quando ouviu o homem gritar, portanto não hesitou em sair correndo pelo portão da vila. O café que Hyunah trabalhava foi a primeira coisa que ela viu pela frente, então entrou completamente esbaforida enquanto usava a bolsa estampada para tapar seu rosto da visão do lado de fora. — Ah, jinjja. Odeio correr de salto. — Reclamou enquanto recuperava o fôlego. Esperava que o vizinho esquisito não lhe reconhecesse e torceu para a nova cor de cabelo ajudá-la a escapar dessa. Deixou suas coisas em cima do balcão e se aproximou da mais nova com um sorriso no rosto. — Oi, dongsaeng. — Deixou uma risada escapar. — Não se preocupe, eu não estou fugindo da polícia. — brincou com ela. — Eu preciso de algo para beber, Hyunah. — Pediu com uma voz manhosa e um biquinho nos lábios.