A indiferença é sempre agressiva: marca a pele por dentro e deixa cicatrizes profundas na memória. Ela se infiltra em cada pensamento, corroendo lentamente a essência do que foi um dia um sentimento vibrante e verdadeiro.
A indiferença dói. Procuro desesperadamente qualquer justificativa para amenizar essa dor, porque é a única forma de não perceber o amor necrosando aos poucos, como uma flor que murcha sem água e luz.
Eu fujo porque sei. Sei que essa indiferença, essa frieza que se instala entre nós, é um veneno lento e silencioso. Minha febre é sempre fatal, um reflexo do turbilhão de emoções que me consome por dentro.
“Esse meu coração Quase sempre é tempestade de janeiro De vez em quando derrete Por você.”
| Lai Dantas














