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@intermitenciasexistenciais
Só de saber que vou ficar três dias sem te ver me dá um aperto no peito! =(
Por: Luiza
Não ponho os seus chinelos na estante. Deixo-os no chão, esperando pelos seus pés. Minha esperança de que já (mas não tão já) você volta para meu quarto e vista-os. É o desejo de que você tenha ido na cozinha e tenha esquecido de proteger seus pés do frio do chão, que você volte correndo para o quarto, sorrindo e tagarelando da friagem, só para que eu te abrace e te aqueça, para que eu faça carinho nos seus pés. Teus chinelos continuam no chão...
Minhas ideias são papéis soltos e espalhados por um quarto de luzes fracas e paredes brancas...
Invasão sem permissão
Hoje em dia, como é que se diz eu te amo?
Eu estava pensando nisso hoje. Como eu poderia dizer que te amo sem parecer clichê ou algo que uma pessoa sente por outra com a mesma facilidade que se respira? Não quero que pense que não te amo, nem que é algo que simplesmente vá acabar, ou que não me surpreende por existir dessa forma.
O que eu quero dizer é que eu não preciso só do seu bom humor, dos seus sorrisos, das suas brincadeiras nem de nada do tipo, eu não quero só o seu lado bom. Eu quero poder estar contigo quando se sentir só ou inseguro, assim como você faz comigo. Eu estarei ao seu lado, amor. Você sabe!
Eu acho que não quero você perfeito porque assim não caberia nos meus sonhos, não daria certo, não seria tão gostoso como é se você fosse. Eu não quero que seja perfeito, eu só quero que seja quem é: esse menino contagiante, quatro meses mais velho que eu, discreto e sorridente. Aquele menino que eu da noite pro dia comecei a amar sem ser como um amigo – foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida – e é ele que eu quero que você sempre seja.
Não preciso ter mais ninguém, você me basta. Me basta porque eu te amo, porque é só você quem eu quero... Só você, só você...
Meu amor, acredite, não há palavra pra explicar o que eu sinto. Quando eu penso em algo que poderia me trazer um sorriso no rosto, eu penso em você, quando eu penso em alguém a ponto de fechar os olhos e esquecer de tudo ao meu redor, é você que está em minha mente... Em tudo, entende?
Não me interessa, e nem tenho certeza de quando começou a se tornar freqüente ter você no pensamento, sei que foi muito antes da gente perceber que estava acontecendo, e sei que isso é tão constante como, de certa forma, natural.
E eu que fico presa no seu sorriso, no seu olhar sincero? Tudo o que sempre sonhei encontrei em você, ao seu lado me sinto tão protegida. Tenho tanta coisa pra falar, só não sei como dizer. Por isso estou aqui... Só não se esqueça: é com você que eu quero ficar, para sempre.
Sinto sua falta quando não te encontro, e quando encontro, meus olhos se perdem no brilho dos seus. Chamar esse sonho de realidade é algo que me faz mais do que feliz.
Me olhe nos olhos e não me diga nada, apenas me mostre seu sorriso. Eu te amo, amor, porque você existe.
Acho que... Esse é o meu jeito de poder dizer que eu te amo.
hahahahahaha...
Knowing your own darkness is the best method for dealing with the darknesses of other people.
Carl G. Jung
Um dia, você longe, e tudo parece deixar de ser tão real e tangível... Só há sentido em minha realidade com você presente.
Divagante: Os errados somos nós?
Algo ocorre no mundo. Algo estranho e absurdo ocorre no mundo. Não sabemos lidar com o absurdo, com o que foge à repetição... ao hábito. Somos cruelmente impelidos ao horror, a tristeza e ao efeito embasbacante do absurdo. E enquanto ele se repetir pelos dias não sentiremos firmeza em nossa existência e nossas crenças capengas. É assim, certo?
Ou talvez quando nos permitimos olhar para o outro lado, subir à superfície, e ver que há também o inverso. Não o inverso semântico que dizem os dicionários sobre absurdo: a razão - ela também nos acomete das mais variadas maluquices como uma vara elástica vertical ao chão que impulsiona de um lado ao outro numa quase assimetria: razão absurdo, bem mal, verdade mentira, esperança desespero. E essa vara muitas vezes enfrenta as leis físicas da inércia, permanece desenhando arcos constantes no ar... Oscilante.
O contrário da crueza da vida que enfrenta nossa compreensão (nosso ser-no-mundo) implicando contradição que nos foge dos métodos, e a verdade é lançada pra fora como um furúnculo inflamado compulsivamente apertado. A verdade passa a ser um insulto, uma ilusão e um enfrentamento contra nossa natureza. A verdade não pode nem ao menos passar por revisões: é contraditória a revisão de um termo tão absoluto como a verdade, certo?
Enquanto criado pelo homem é fadado ao erro e revisão, logo a verdade nada mais é que um conceito sobre alguma coisa. Um termo pode ter a pretensão do absoluto, mas nunca o é realmente, só é como valor utópico, horizonte para o desenvolvimento do pensar. Perde-se a sacralidade da razão humana, ganha-se o valor sobre a metamorfose que as palavras podem passar.
O homem está afastado de Deus. Foi morto por uns, desacreditado por outros. Como Pã também foi morto outrora. (Pan ho megas tethneken) Mas o Absoluto (to pan) sobreviveu aos erros de interpretação. E isso só me faz ir mais longe: o mito hermético de que entre os homens e os deuses há um babuíno idiossincrático e rabugento, passando-nos informações decepadas e distorcidas.
Mas já passamos da perda de fé em qualquer "to pan". Esse universo fugiu de nosso horizonte e habita conceitualmente toda e qualquer tentativa de fé e busca pela verdade. Mesmo o mais crente e fiel dos homens em seja lá em que for, não tem mais a certeza de um homem ordinário e qualquer de séculos atrás. Junto ao "século das luzes", muitos esqueceram que essa metáfora trás implicitamente o que a luz produz: não só extrema clareza nas partes que ilumina, mas muitíssimas sombras atrás dos obstáculos encontrados. E essa verdade natural se reproduz - e nada mais lógico - na natureza da mente humana.
Jung disse em uma entrevista em 1933: "Devagar. Devagar. Com cada bem chega um mal correspondente, e a cada mal corresponde um bem. Não corram depressa demais ao encontro de um, a menos que estejam preparados para encontrar o outro". E Heráclito, um dos nossos mais velhos mestres, nos apresentava isso como a mais óbvia das coisas. E referente a esta dicotomia que a realidade possui, Joseph Campbell nos disse: "One thing that comes out of myths is that at the bottom of the abyss comes the voice of salvation. The black moment is the moment when the real message of transformation is going to come. At the darkest moment comes the light". Enquanto seres compreendendo no mundo, somos abertos a toda e qualquer tentativa de aprendizado: o mal não deixará de existir, somente poderá ser aquilo que trará luz... Ser o motivo da mudança e da melhoria, o fator que nos mostra que muito ainda precisa ser mudado, moldado. Até onde parece ter a melhor das situações pode incorrer de sofrer uma grande calamidade.
E...
A verdade nos foge quando tentamos manipulá-la, transformá-la, restaurá-la... Mas da onde ela vem senão da própria realidade? Somente numa dialética com a realidade, deixando que está mesma nos reabilite, transforme e restaure a própria verdade em nós mesmos, deixando que as fronteiras ilusórias de Sujeito (nós) X Objeto (realidade) percam forma.
Somos a realidade. Somos ciclos, mudança e restauração. Mas não quero que o sentido de mudança e reabilitação fique em linhas simplórias.
Divagante, olho para o caos como quem olha por uma janela estreita que oferece um horizonte recortado já sabendo que por outras janelas, por mirantes mais espaçosos, poderei encontrar uma paisagem mais completa. E talvez em outros mirantes não possuímos altura o suficiente para completarmos mais ainda a dimensão do horizonte... Até alcançarmos e aceitarmos que nosso angulo de visão é estreito e não podemos mapear em uma só percepção o que a realidade nos oferece. Daí estes quebra-cabeças racionais e metodológicos que tentam reconstruir a realidade, num Frankenstein ideal.
A Verdade, não sabemos... A verdade se dá através de nosso espírito, realidade e história. É isso que deve nos guiar no caminho da compreensão.
[continua...]
Oi, eu te amo, sabia? ♥
hm... coincidência? =P
quando-a-alma-transborda:
Sua voz, mais uma vez, me mostrou como você é capaz de alegrar o meu dia. Seu jeitinho elétrico e animado ao falar comigo, suas piadinhas e os apelidos que você me dá… Olha, sou capaz de apostar e ganhar que ninguém no mundo é capaz de abrir um sorriso tão bobo só por ouvir que você está com...
UM
É inexplicável, amor! Posso tentar todas as vezes, a todo momento, mas não há como simplesmente explicar. Meu amor não é nem quantificável muito menos cabe somente em mim: é nosso, transborda! Quando você está longe preciso ser forte o suficiente para compreender que nossos corações já não compartilham mais nenhum distancia... Ainda ouço sua respiração, sinto seu calor e a maciez de sua pele, ainda vejo seu olhar (oceano do meu espírito, guardiã da minha alma)!
Não consigo mais encarar isso tudo na normalidade, no padrão sistemático e nas faltas de nuances que a "realidade" insiste em empurrar para nós como verdade essa ilusão. Você, satisfatoriamente, soube me mostrar a fuga do padrão, dessa mentira inventada por corações medrosos e sozinhos.
Não há qualquer necessidade nociva, nem apego doentio; há simplesmente uma grande verdade: nossos espíritos fluem juntos, sabem do que precisam... de nossa unidade! Nosso estado natural. Um.
Sentimento maior dos dias II
Não é só questão de amor. Nem só de algum pensamento lógico. Vai pelo caminho mais fácil do reconhecimento, do encontro de dois corpos, duas mentes, dois corações. Meu coração já não sente mais aquela solidão tão forte do passado, nem se apega a qualquer desespero ou apego com o medo do futuro. Sinto o que você já é dentro de mim. Algo indescritível, forte e cheio de formas, gestos e sentidos diferentes. Você não é só mistério para mim, mas é certeza.
Da falta de clareza não sobrevive amor algum. Contigo sobra-me certezas, transborda carinho e cumplicidade, respeito e paixão. Meu amor toma uma forma do qual, agora, somos mais do que responsáveis. Nosso amor é um só-nosso mundo! Chega a parecer um sonho, uma utopia para minha mente quando está cansada. Somente observando de perto, com calma, com amor, com essa verdade, que constato que nada mais é do que aquilo que nos é necessário. Parte da minha vida, prece das minhas manhãs, agradecimento das minhas noites, as notas da música que meu coração toca... Você é bem mais doce do que uma primavera florida e com sabor de mil frutas, mais aconchegante e necessária do que uma manhã ensolarada depois de uma noite bem fria. Sou modesto em ainda dizer que preciso de você, quando sei que no fundo falo: para sempre!
O que posso dizer sobre nós?
Cada palavra que falo, cada gesto que faço, hoje tem um modo de ser naturalmente sincero. Você me faz melhor do que poderia ser. Antes de minhas virtudes brotavam os pecados também. Entenda: da ponderação nascia o orgulho, coisa assim. Sempre na pretensão de que eu estava "sendo bom". Agindo conforme o lugar-comum daquilo que nós criamos como certo, politicamente correto e de que não há nada de errado em orgulhar-se em ser "tão bom".
Tolice achar que o necessário, o óbvio, o ideal... Que o que é certo é algo para se orgulhar: é simplesmente certo, digno de ser feito pelo simples fato de ser certo. Auto-evidente, faz com que eu perceba outra coisa tão importante quanto - necessária, óbvia, ímpar e distinta de tantos sentimentos -: que eu amo você e seu amor é uma virtude minha... Nossa!
Não, nem mais nem menos que todo o resto do mundo e do resto de todo o mundo. Não tenho muito a oferecer se não uma sincera amizade e um sincero conselho, um coração sincero, buscando ser cada vez mais sincero, verdadeiro e ponderado. Justo nas atitudes, sábio no pensar e agir.
Seu amor não é egoísmo meu, é virtude de todos e de tudo que compartilha o mesmo Meio que o meu. Faz com que eu sinto meu espaço no mundo, meu agir: explicita que sou um dentre tantos, mas que sabe se encaixar bem nas fórmulas e nos cálculos. Do que é preciso ser feito, o que devo fazer. Sou mais um dentre tantos, porém, dentre tantos sou um que sabe reconhecer as virtudes e os próprios vícios sinceramente. O que posso fazer é manter-me firme nas atitudes e naquilo que é preciso ser mudado. O que você me faz? Aquece, mantém e transparece o melhor de mim constantemente, diariamente. Não tenho virtudes como enfeites e penduricalhos dos quais uso para passear e compartilhar, como que se somente o belo ajudasse e cooperasse.
Percebo que mesmo sendo alguém simples, de certos hábitos e pensamentos compostos e um pouco excêntricos, mesmo assim, por tudo, pelo que é certo e bom, o que em mim falta, o que em mim é fraco, você completa com sua existência, sua respiração calma, seu olhar profundo, sua presença discreta e tranquila... Tão completos somos, meu amor!
Ligação interrompida.
O telefone desligou. A bateria tinha acabado. Ok, voltarei e terminarei de assistir a aula e sairei logo mais, pensei, e ligo de um telefone púbico. Mas quando sai e procurei o telefone mais próximo, percebi ao procurar na carteira que haviam acabado todos os cartões que guardei para emergências.
Ok, sem problemas, compro um novo. Mas por que essa necessidade em ligar, ouvir sua voz, dizer Boa Noite e que te amo?
Costume? Padrão repetido? Ato impensado? Obrigação? Nada disso, não é nada disso. O sentido é maior, possível de ficar sem ser (totalmente) esclarecido.
Enquanto caminhava para o ponto de ônibus busquei em todos lugares abertos do caminho um cartão telefônico, de poucas unidades que fosse, caminhei até lugares já fechados inclusive. Tudo em vão, nenhum lugar vendendo nenhum cartão que fosse.
As aulas tiveram uma sincronia, algo parecido entre elas. Mas uma coisa sempre me martela a cabeça: viver ou explicar? A melhor resposta que dei hoje para mim foi a simplória, mas eficiente, explicar para viver (sempre) melhor.
Por que te ligar? Por que falar o que já é sabido?
Nada mais que a "manutenção" do que sinto e sempre sinto, através da linguagem. Expor o que já expliquei para mim, que sempre explico: que amo você, que é sempre mais forte, que preciso de você... Com você a vida tem mais verdade, tenho mais vontade, me faz capaz de sentir o que seria necessário 1000 anos só para explicar o que sinto. Daí entra o viver, daí entra o sentido de só "sentir"... Daí entra o "eu te amo".