Você não sabe quem eu acabei de encontrar na Praça das sete famílias. Isso mesmo, ELIAZAR ELIAS VORNCREST! Ele é um VAMPIRO que atua como PREFEITO MUNICIPAL e LÍDER DO CLÃ VALSOMBRA aqui em Ninivae, sabia? Ouvi dizer que possui 532 anos, embora aparente ter 40 anos. Os ventos sopraram que esse rostinho angelical é CARISMÁTICO, mas são os rumores sobre ser INSACIÁVEL que ameaçam a nossa paz. Será que teremos problema em lhe estender a mão?
𝑊𝐴𝑁𝑇𝐸𝐷 , 𝐏𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐄𝐒𝐓 , 𝑇𝐴𝑆𝐾𝑆
Enquanto humano, era um homem profundamente religioso, convicto de que o mundo precisava de ordem. No momento em que foi transformado, a graça não o destruiu - apenas o deixou faminto por controle. A fome que passou a carregar nunca se satisfez apenas com sangue. Elias descobriu cedo que influência, obediência e hierarquia também o estabilizavam. De qualquer forma, seu passado é tão longínquo que pouco interessa ao presente - afinal, não teria ele interesse em remoer, em looping, o momento em que sua esposa e filho foram levados pelos inquisidores, mesmo que não passassem de humanos e ele fosse a única criatura que pudesse ser catalogada como demoníaca naquele lar.
Para alguém que concordou em manter o pacto de não se revelar aos humanos, Elias cumpre muito bem o papel de entre eles se misturar. Onde outros vampiros se escondem, ele se colocou no centro. Onde as bruxas exigem obediência, ele oferece estabilidade. Onde humanos veem um administrador eficiente, criaturas veem um predador paciente. Aqueles que apelarem para registros antigos da cidade, acessando alas que ele proibiu a frequentação na biblioteca e nos arquivos municipais, perceberão que alguém muito semelhante - para não mencionar idêntico -, ainda que vestindo trajes de outro século, já governou a cidade no passado. O sobrenome Vorncrest surge orgulhoso embaixo de diversos quadros dos antecessores da prefeitura, tratando-se de linhagem vampírica tão antiga quanto a própria Ninivae. A verdade é que a família quase nunca saiu do poder, comprando influência e votos para que ali se mantenha.
Como membro do Clã Valsombra- exímios dominadores da manipulação das sombras - Elias se recusa a permitir que o Conselho de Fundadores assuma, em definitivo, o controle da cidade. Seus embates com as famílias fundadoras nunca encontraram trégua, ainda que os ataques se deem de maneira mascarada, visto que o vampiro não pode estragar seu disfarce se quiser ir mais longe. Para todos os efeitos, ele é o carismático líder de uma cidadezinha interiorana escocesa. Humano, acima de tudo. O Conselho jamais poderia desconfiar que se trata, na verdade, de um sanguessuga com presas. É por isso que cede a eles algum poder, os mantendo em rédea curta, se mostrando como um aliado interessado na luta contra os sobrenaturais - assim como Yang, Byrne ou Mackenzie, um guardião do segredo que assombra Ninivae (a cidade com mais monstros por metro quadrado da Escócia).
Como prefeito, Vorncrest reforça políticas de "segurança pública" que justificam vigilância sobrenatural; atua como mediador entre raças, enquanto coleta informações; e mantém relações tensas, porém funcionais, com os covens de bruxas - única raça que não confronta diretamente, por saber que não pode bater de frente. Ainda assim, ele as cerca.
Não está dizendo em alto e bom som que está adorando o desaparecimento repentino do Cálice da Criação, mas é algo que transparece em seu rosto, visto que a ausência do artefato apenas o fortalece politicamente, com as bruxas perdendo o monopólio do "equilíbrio". Ele não quer o artefato para usá-lo. Ele quer que ele nunca seja encontrado. Sem o Cálice, as tensões entre raças aumentam, e tensões são o ambiente ideal para alguém que entende como o medo funciona.
𝐻𝐴𝐵𝐼𝐿𝐼𝐷𝐴𝐷𝐸 & 𝐴𝑅𝑆𝐸𝑁𝐴𝐿
Habilidade: manipulação das sombras. Fraquezas: por não suportar a luz solar direta, governa por meio de agendas, representantes e reuniões noturnas. Depende de sangue humano regular e controlado, fornecido por um círculo fechado de doadores pagos e voluntários que mantêm confinados em sua mansão. Caso não tenha acesso regular a sangue, se torna instável, agressivo e predatório. Também tem maior sensibilidade à mera visão do sangue, apresentando dificuldades para se controlar (diferente de outros vampiros de sua idade, nunca foi capaz de dominar a fome por completo). Evita o sangue de criaturas mágicas por considerá-lo instável demais para alguém em sua posição, porém, este é uma espécie de guilty pleasure. Espelhos na Prefeitura Antiga frequentemente falham em refletir sua imagem - um problema contornado com decoração estratégica.
𝑇𝑅𝐼𝑉𝐼𝐴
Eliazar de Varncreste nasceu por volta de 1493, sob uma educação religiosa rígida. Desenvolveu fascínio por hierarquias clericais, sempre preferindo justiça severa à misericórdia. Casou-se jovem, não por paixão intensa, mas por convicção moral de estabilidade. Ao ouvir rumores sobre bruxas, sentiu inveja do sobrenatural - queria ser aquilo que julgava - passando a ir em busca de círculos ocultos. Seduzido pela ideia de fazer parte, passou a oferecer informações estratégicas sobre a Inquisição: nomes de supostos hereges, rotas, segredos, nomes de pessoas próximas ou inocentes. Não importava realmente.
O frenesi de ser transformado pelos sobrenaturais foi acompanhado de satisfação - ele havia esperado tanto por aquilo que nem se importou com a fome. O sangue, na verdade, era melhor do que qualquer néctar que tivesse provado. Mas assim como suas qualidades e defeitos, a ambição inata também aflorou com a transformação, sendo este o motivo para que tenha matado seu criador menos de um mês depois de ser transformado, absorvendo influência e contatos.
A Caça às Bruxas na Escócia (séculos XVI–XVII) foi o evento responsável por destruir sua família, quando sua esposa e filho foram acusados injustamente de heresia. O vampiro chegou tarde demais para intervir, mas os responsáveis foram devidamente torturados e dizimados tão logo a fogueira se apagou... E nos dias subsequentes. A culpa decorrente da omissão moldou sua obsessão por controle e seu prazer por provocar terror psicológico.
Elias nunca foi brutal no sentido vulgar. O vampiro é mais do tipo metódico. Não mata rápido. Não grita. Não perde o controle, exceto quando assim o deseja. Ele gosta de observar quanto tempo uma pessoa demora para perceber que não tem saída, bem como de dar falsas opções. Ao fim, gosta de convencer suas vítimas de que colaborar é a escolha mais racional.
Em Nínivae, as políticas de “segurança pública” não são apenas vigilância, mas experimentos comportamentais. Ele introduz pequenas crises, cortes estratégicos, boatos anônimos, desaparecimentos discretos (em geral, de opositores) e observa como a população reage, apenas para surgir com a solução logo em seguida.
Ele descobre o maior medo de cada pessoa antes de negociar. Usa o nome completo das pessoas em momentos estratégicos para gerar desconforto. Mantém silêncios longos demais durante reuniões. Sorriso leve quando alguém falha. Prefere destruir reputações a corpos, mas é perfeitamente capaz de destruir ambos.
Os poderes de manipulação da dor e a influência de Carmilla Sterling fizeram com que Elias tivesse um surto de romantismo há cerca de cinco anos e propusesse um enlace. Além disso, um casamento era tudo o que ele precisava para transmitir autoridade - o eleitorado não levava homens solteiros realmente a sério. O vampiro faz vista grossa para as incontáveis traições da parceira, até porque não é nenhum santo...
𝐸𝑋𝑇𝑅𝐴𝑆
Clã Valsombra: dentro da cosmologia de Ninivae, o clã Valsombra ocupa um lugar particularmente inquietante entre os vampiros. Se todos os vampiros nasceram da falha da graça angelical - quando um segundo anjo tentou repetir o milagre das bruxas e, em vez de propósito, gerou fome - os Valsombra são aqueles em que essa falha deixou marcas mais profundas. Neles, a graça não apenas se desestabilizou: ela parece ter deixado um vazio estrutural, uma ausência onde deveria haver luz, motivo pelo qual possuem tanta afinidade com as sombras. Fisicamente, os Valsombra a manifestam as características comuns a todos os vampiros: força, velocidade e regeneração sobre-humanas, sentidos aguçados e dependência cíclica de sangue. Contudo, sua relação com a própria imagem é ainda mais fraturada. Reflexos são reduzidos, às vezes inexistentes; espelhos podem devolver imagens atrasadas ou incompletas, como se a identidade deles não estivesse plenamente ancorada no mundo físico. Símbolos sagrados os afetam com intensidade particular, lembrando-os constantemente da origem falha que carregam. Psicologicamente, o clã valoriza disciplina e autonomia. Para um Valsombra, a fome não é desculpa para descontrole, é um teste de caráter. Eles desprezam fraqueza e sentimentalismo excessivo, acreditando que apenas os capazes de dominar a si mesmos merecem dominar estruturas maiores. Essa mentalidade os torna políticos naturais e estrategistas frios, mas também profundamente ambiciosos. Extremamente hierárquico, o respeito dentro do grupo é baseado na capacidade de autocontrole. Transformar alguém exige aprovação interna e Valsombra que perdem o controle da fome são eliminados pelo próprio clã.













