You can't steal my powers! | Yuri attack | Sam, Andromeda, Hannah, Joe, Claire, Valentina
“Se você acha que a Natureza vai lhe ajudar querida, você está totalmente enganada. Ela está dividida. Ela não sabe a quem ajudar, e se for preciso, vou mostrar que o lado certo é o meu, porque eu sou o lado poderoso.” Ótimo, quase viu seu irmão dizendo essas coisas, bem o tipo dele falar isso. Sem pensar em nada, Vale começou a recuar para a floresta, e sentia as plantas dizerem que estariam do lado dela, era como se ela não estivesse sozinha, como se tudo o que estivesse a sua volta tentasse ajuda-la.
Sem perceber que estava perdendo o foco da luta e levando para todo o sentimentalismo que sentia pela força da natureza, ela foi atingida em cheio por espinhos, que acertaram o seu abdômen, por sorte, os mesmos só a cortaram e não liberaram o veneno que seria capaz de liberar, porém só a dor que sentiu prejudicou tudo o que antes parecia claro para ela. Ótimo, é agora que eu sou massacrada, pensou. Com ainda muita dor, ela caiu, seus pensamentos embriagados devido à dor que a consumia, ela só conseguir sentir através das árvores que o loiro estava se aproximando.
“Você seria uma boa ajudante Valentina, você tem potencial, mas você nunca seria melhor do que eu, nem se treinasse pelo resto da vida maravilhosa que teria.”
Ela sentia dor, e sabia que ele sentia o mesmo, e talvez esta fosse a chance dela, continuou no chão, apenas olhando para ele e concentrando todos os seus pensamentos à região do abdômen na qual sentia a dor. A natureza então começou a se encarregar do resto, galhos, árvores inteiras, ramos, flores, começaram a se juntar, e antes mesmo que ele percebesse, um casulo havia se formado a sua volta, como se uma nova árvore tivesse sido criada em volta dele a partir do zero. Ele estava preso, e Valentina percebia todo o esforço que ele fazia para sair, mas as plantas já não respondiam mais a ele. E quando ela percebeu o que deveria fazer, apenas fez, sem piedade. Espinhos surgiram em toda a parte interna da árvore, com apenas um forte grito do inimigo, seguido de um suspiro de Valentina, estava feito, havia terminado, seu corpo clamava por descanso, seus olhos embaçados então se fecharam e ela caia em um sono profundo enquanto sua pele se tornava quase branca novamente.
A bolinha de luz se expandiu até envolver o homem inteiro e fechar a sua visão de Andie. Com toda a força que tinha, começou a batalhar com sua própria luz, que respondia seus golpes. A cegueira era algo que ela podia manter por pouco tempo e gastava muita energia, mas ela não iria desistir.
A luz se extinguiu e um Yuri potencialmente raivoso saiu dela. Andie sentiu seu sangue gelar quando viu os arcos e todos os movimentos feitos pelo homem, seus braços doendo e seu corpo pedindo um descanso. Não conseguiria ir muito longe com um cara da máfia russa que tinha um complexo de Deus aguçado. Um momento depois estava no chão, não recebendo golpes de lâminas e sim, de socos. Aquilo lembrava seu pai, que quando não lhe batia, batia em Tate. Não, eu não sobrevivi a terceira guerra mundial para ser espancada. - Não! - ela gritou com raiva, empurrando o homem para longe. Havia luz em suas mãos, era como se ela tivesse criado uma explosão com seu próprio poder. Como? Andromeda estava mais desenvolvida do que pensava. Não tinha tempo para se congratular, e novamente ela estava nos céus.
Memórias de quando ela era criança a invadiram. Passeios, doces, tudo o mais o que ela fazia com o irmão. Até do seu boneco de neve mal feito quando ela tinha sete anos ela lembrou. Se tinha alguma coisa que Yuri não poderia copiar era a felicidade que ela tivera em todos aqueles momentos, muito menos os pensamentos adoráveis. Finalmente tinha uma mente limpa ao seu favor.
Andromeda levantou apenas uma espada, largando a outra, que caiu no chão com um baque surdo. Yuri continuou com as duas, o que ela queria que ele fizesse. A batalha de anjos no céu seria travada uma última vez para um dos lados, e de preferência, Andie iria sair vitoriosa. Como resposta de todo a dor que ele fizera passar, a ruiva cortou parte de sua asa, mas não saiu impune.
Cair não era um problema para Andie, o que a aborrecia era que ela provavelmente iria quebrar a cabeça e o filho da puta ainda estaria vivo. Acima dela, ele estava começando a se curar com sua habilidade de cura. - Ah, não! Se eu for, eu vou te levar comigo! - ela gritou para o vento. Sentia sua luz sendo direcionada para a ponta que faltava de sua asa, e ela só precisava de um segundo. Um segundo.
Era o tempo que tinha. Em um segundo, seu braço fez um movimento certeiro para frente. Em um segundo, estava coberta de sangue daquele clone. Em um segundo, pôs o corpo morto em sua frente para se proteger da queda dura que teria. O tempo desacelerou ao seu redor.
O corpo do seu gêmeo psicótico protegeu ela da queda, porém ela mesma girou algumas vezes até parar em cima de uma rocha. Sua cabeça doía em níveis estratosféricos e ela podia sentir seu pulmão se enchendo com seu próprio sangue, deixando-a sem ar. Seus cabelos ruivos tampavam boa parte de sua visão, mas podia enxergar vários corpos mortos de Yuri caindo no chão. Pelo menos, eu matei um daquele filho da puta. Não precisava fazer muito esforço para virar o pescoço e dormir, e assim, um anjo literalmente fez seu último voo para o céu, desta vez, para permanecer lá.








