O cansaço pesa como concreto líquido nos ossos, cada movimento exige um esforço consciente, doloroso.
A cabeça lateja com pensamentos que não descansam, e o mundo lá fora parece distante, irrelevante, inalcançável.
A ansiedade não é um visitante; é residente, habitando cada fenda, preenchendo cada vazio.
A noite se arrasta, longa e sem compaixão, e o corpo responde com tremores, com resistência automática.
Os minutos se estendem, lentos, intermináveis, como se cada segundo carregasse décadas de exaustão.
E eu continuo aqui, preso em um ciclo de presença obrigatória, um organismo que insiste em funcionar mesmo quando a mente não quer.
Cada gesto pequeno, cada respiração, é um ato de resistência silenciosa, um lembrete cruel de que o tempo continua...
mesmo quando o sistema interno ameaça ceder.





















